Vida de Casada – Polêmica: divisão de tarefas domésticas entre o casal

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Eu já falei no post anterior que a nossa (minha e dele) adaptação com a vida de casados foi complicada, mas extremamente enriquecedora, mas o meu objetivo nesse post é desmistificar algumas coisas. Quando entramos na casa nova, assumi o papel de dona de casa por período integral. Mesmo trabalhando fora, e pelas conversas que tenho com quem já é casada, soube que isso acontece com a maioria das mulheres, e que provavelmente, deve ser algo instintivo. A gente entende e assume a bucha, afinal, não temos para onde correr.

Só que o trabalho doméstico não é a minha principal profissão, não. Eu trabalho em uma agência das 9h às 18h, assim como ele trabalha em uma multinacional das 11h às 20h. Embora a nossa carga horária de trabalho seja exatamente a mesma – justificativa, esta, que é usada por todas as “feministas” que alegam que as tarefas do lar devem ser divididas de maneira igualitária – eu confesso que a maior parte da responsabilidade doméstica lá de casa é minha.

Não acho que a forma com que a gente decidiu viver e dividir as coisas seja errada, nem deve ser encarada como padrão, muito menos afirmo que somos o casal perfeito e que não rola um estresse de vez em quando. Acho que há diversas formas de se estabelecer as regras de um lar, e cada casal deve optar o que é melhor pra si.

Eu sou extremamente controladora com a casa, já o Will, é super tranquilo. Eu não tenho muita paciência para ensinar ou esperar que ele faça as coisas no tempo dele que, em contrapartida, é bem teimoso e retrucão. O resultado dessa combinação de personalidades, no dia-a-dia, é que eu acabo fazendo as coisas no impulso, no meu ritmo, quando eu quero, e peço ajuda para ele com alguns detalhes que facilitam o meu desempenho, entende?

Acredito que a chave para que a divisão de tarefas seja justa está nessa troca, no equilíbrio das habilidades e na franqueza entre os dois. Eu não posso esperar que meu marido faça as coisas como e quando eu acho que deve. No começo, eu forcei muito a barra e me frustrei bastante, mas hoje, tento encarar de outra forma. Quando uma coisa é realmente importante para mim, quando é algo que eu sei que precisa ser feito “do meu jeito” e “naquela hora”, eu simplesmente faço. Do mesmo jeito com que algumas coisas já são assimiladas por ele sem tanto desgaste como acontecia antes.

Não estou dizendo que as mulheres tem que se sobrecarregar e aceitar que os caras sejam folgados. Acredito que o casal tem que buscar a fórmula que funciona com eles. Eu me desgasto menos ao fazer do que ficar forçando a barra para que ele faça, entende? É o que funciona PARA MIM.

Tenho certeza de que algumas mulheres podem achar que estou sendo omissa mas, de coração, eu não me importo. Depois que passei a agir dessa forma, ele mesmo percebeu que poderia colaborar mais, e começou a me ajudar de forma espontânea. Sei lá, apenas funcionou. Quando você casa, começa a perceber que existem momentos na relação em que vocês simplesmente se calam e esperam a poeira baixar.

Discutir a relação e os problemas do dia-a-dia o tempo todo nem sempre é salvação para tudo. Ficar utilizando argumentos feministas para forçar uma igualdade que, na minha opinião, é utópica na relação de um casal, não vai te fazer mais mulher. Relacionamento é isso: as vezes, um segura mais a barra que o outro em alguma parte do casamento. Se por um lado, eu comando toda nossa rotina e nossos compromissos, meu marido é minha fortaleza emocional,  a parte que planeja financeiramente nosso futuro, nossos investimentos. O lado que me faz colocar o pé no chão quando eu, perdida em minhas neuroses, deixo passar os bons momentos. Não há igualdade, há troca e parceria.

Eu odeio o jeito que ele lava a louça, e louça, pra mim, é algo que tem ser impecável. Perdi as contas de quantas vezes tentei ensiná-lo e não adiantou. Hoje, essa tarefa é sempre minha, mas de vez em quando, me permito deixar  a pia suja pra curtir um filminho com o maridão. E aí, no outro dia, a pia tá “limpa”. Não do meu jeito, mas do jeito dele. Do jeito de quem quer colaborar, de quem tem boa vontade. Boa vontade: essa sim é a salvação de tudo.

 

 

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