PASSO O DIA FORA DE CASA MAS QUERO TER UM CACHORRINHO – É possível conciliar a nossa rotina e os cuidados com um pet?

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Oi, gente!

Como vocês sabem, eu sou maluca por cachorros, e sempre que alguém me diz que quer adotar/comprar um petzinho, eu fico muito feliz e super incentivo! Mas como a maioria das pessoas passa parte do dia fora de casa, seja trabalhando, estudando, ou fazendo qualquer outra atividade, quase todo mundo se pergunta: é possível conciliar meus compromissos e atender todas as necessidades que um cãozinho demanda?

Esse assunto é muito delicado, pois cada pessoa tem um ponto de vista diferente sobre a relação entre humanos e cães.

Para muita gente, “lugar de cachorro é no quintal”, e mesmo proporcionando o básico que ele precisa e merece – alimentação de qualidade, água limpa e fresca, abrigo, segurança e cuidados veterinários – geralmente quem cria um animal dessa forma, acaba não se preocupando tanto com o tempo que ele passa sozinho e o vínculo afetivo é mais superficial.

Mas tem aquelas pessoas que acham que os animais são parte da família, fazem parte do nosso dia-a-dia e estão incluídos em todos os nossos planos. Essas pessoas são super apegadas aos pets, e sentem mais dificuldade em deixá-los sozinhos por muito tempo.

Eu faço parte deste time, e se você buscou esse tipo de conteúdo na internet, tenho certeza de que também faz! Então… esse post é pra você! <3

Cães fazem parte da família! <3
Cães fazem parte da família! <3

COMO OS CÃES ASSIMILAM O TEMPO?

Quem já teve cachorro sabe que eles não tem tanta noção de tempo quanto nós. Eles não conseguem mensurar ou sentir a diferença entre o tempo que a gente leva para dar um pulo na padaria e uma jornada completa de trabalho. Quando o dono volta para casa, a reação sempre será a mesma, independentemente se foram 15min ou 8h longe um do outro.

Também sabemos que, de uma maneira geral, os cães são super flexíveis, capazes a se adaptarem a nossa rotina, e se conseguimos fazê-los entender que “a gente vai sair, mas volta logo”, eles aprendem a nos esperar sem criar nenhum problema.

Para que o contrário não aconteça, é muito importante que você policie algumas atitudes. Apesar de serem capazes de nos entender e associar o que estamos dizendo, os cães são muito sensíveis e interpretam nossos sinais de uma maneira instintiva.

Ou seja: sabe aquela sofrência que você demonstra na hora da despedida, que pra você, é só demonstração de afeto e saudade? Pois é. O seu cão interpreta isso como fraqueza e insegurança, e com o tempo, pode se agravar e se transformar no que chamamos de ansiedade de separação. 

A despedida e o reencontro com o animal, assim como o período em que passam separados, devem ser momentos normais e habituais na relação de vocês. Aliás… Levar as situações com naturalidade é bacana pra qualquer tipo de relacionamento, não é mesmo?

http://brightwallpapers.com/
“Meu dono tá de saída? Ah, beleza né… Vou tirar uma sonequinha de 5 horas e daqui a pouco ele tá de volta pra gente brincar de novo.”

A NOSSA EXPERIÊNCIA COM O WISKY

Filhotes são muito curiosos, brincalhões e ficam entediados muito rápido. E é aí onde mora o perigo. Quando nós trouxemos o Wisky para casa, ele tinha 3 meses e passava muitas horas sozinho. No início, ele aprontou bastante: roeu os pés das cadeiras da sala de jantar, destruiu 3 caminhas e a caixa da árvore de Natal, fez muito xixi pela casa e até comia cocô. Esse começo foi duro, mas pesquisamos muito para saber lidar com a situação da melhor forma possível.

Não fazia muito sentido repreendê-lo pelo que ele tinha feito de errado durante o dia, pois quando não é pego no ato, existe a chance do cãozinho não entender o motivo da bronca e a associá-la de forma errada. Percebemos que era mais eficaz ensinar as coisas certas para ele quando estávamos em casa e recompensá-lo por isso. 

Se quando estamos juntos, mostramos o que é certo e o que é errado, o que aprovamos e o que não aprovamos, com o tempo, eles começam a agir do mesmo jeito quando não estamos por perto. (E ainda tem gente que critica quando nós dizemos que eles são praticamente como filhos, né?)

E então lá pelo 7º mês, as artes ficaram cada vez menos frequentes, e por volta de um aninho, ele já estava completamente adaptado as nosso horários e as nossas regras. Hoje em dia o Wisky está tão acostumado com a rotina que ele leva desde o comecinho, que passa praticamente o dia todo dormindo, só guardando energia para a hora da família, que é quando nós três estamos juntos à noite! <3

E posso dizer a verdade? Quase todos os cachorros que eu conheço, com o tempo, adotam hábitos parecidos. No final das contas, só depende de você ensinar pro seu cachorro qual é o ritmo da família e o que você espera dele.

Wisky com 4 meses, brincando com a garrafinha de macarrão, seu brinquedo favorito na infância! <3
Wisky com 4 meses, brincando com a garrafinha de macarrão, seu brinquedo favorito na infância! <3

SEJA FRANCO E QUESTIONE-SE: 

  • Quantas horas eu passo fora de casa? Um cachorrinho se encaixa nessa minha realidade?
  • Os outros moradores da casa estão de acordo com a chegada de um cão e dispostos a cooperar?
  • Estou disposto a dar muita atenção para ele quando chego em casa, e também durante meu tempo livre?
  • Estou disposto a acordar mais cedo todos os dias para dar um passeio com ele antes de sair pra trabalhar?
  • Eu vou conseguir vencer a preguiça e o cansaço após um dia de trabalho para brincar com ele quando chegar em casa?
  • Eu vou dedicar um tempo pesquisando formas de entreter o meu cão durante o tempo que ele fica sem mim?
  • Eu vou ter paciência caso ele destrua alguma coisa em casa, quando tudo ainda for uma novidade para ele?
  • Eu vou levá-lo para passear e conhecer lugares diferentes aos fins de semana?
  • Eu tenho alguém de confiança com quem deixá-lo, caso eu precise me ausentar por muito tempo, ou queira viajar no fim de semana?
  • Meu cachorro será uma prioridade para mim, assim como minhas outras responsabilidades?

Leia também: Cuidados, rotina e comportamento – TUDO que você precisa saber antes de ter um cachorro

Se você respondeu NÃO para alguma dessas respostas, acho que você não está preparado/apto para ter um cão, ou precisa de mais algum tempo para amadurecer a ideia =/

Mas se você respondeu SIM para tudo isso, está confiante de que consegue se organizar e se dedicar, dentro do contexto do questionário acima, e sobretudo, pode dar amor e uma vida digna para ele… VAI EM FRENTE! 🙂

Tenho certeza de que para qualquer cãozinho, vale muito mais a pena viver em uma casa segura, quentinha e feliz, ser alimentado, bem cuidado e amado por alguém bacana, do que passar a vida num abrigo, nas ruas, ou com pessoas que não sabem lhe dar o devido valor.

Um cachorro dá muito mais importância para o tempo que vocês passam juntos do que para o tempo que ele passa sem você. E assim como em todas as relações saudáveis e verdadeiras, a distância se torna quase insignificante quando o tempo que passamos juntos tem qualidade e muito amor!

É isso! Espero ter ajudado! 🙂

Beijos <3

 

 

Dedico esse post ao meu cachorrinho Tunico que está me esperando voltar pro Brasil, como sempre me esperou voltar pra casa no final do dia… “Nico, a Tata já volta, tá bom? Me espera…”

I’ll love you for a thousand more… ❤🐶🙏 #Nico #myfirstlove #puppy #family #dogsis

Um vídeo publicado por Nati Laurindo (@natilaurindo) em

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