Os jogos são bons, mas ser você é melhor

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Estive na praia na sexta-feira, emenda de feriado. Não estava vazio mas também não estava lotado. O vento estava um pouco forte, devido à ressaca do dia anterior, mas o calor estava bem equilibrado e a água estava na temperatura que pede pra você sair só quando os dedos enrugam.

Quando estava sentada olhando o mar, reparei que na minha direção tinha um possível casal conversando. É engraçado quando vemos pessoas flertando, não sei se porque sou detalhista, mas fica muito óbvio que ambos estão numa situação levemente “montada”: o rapaz está procurando o melhor jeito de posicionar suas mãos e a garota mexe nervosamente no canudo de seu copo e solta um sorriso em cada frase.

Isso me fez pensar no porquê, hoje, tenho tanta “preguiça” de me relacionar. Mesmo que eu tenha a disposição para estar com alguém e querer estar com alguém, os joguinhos de conquista já me estafaram. Não porque são ruins, jamais, eles são saudáveis e esse constante frio na barriga é viciante. Porém, por outro lado, é uma situação onde estamos representando o nosso melhor papel, evidenciando nossos melhores comportamentos, coisa que não fazemos com frequência e quando simplesmente é bom ser você mesmo e estar relaxado.

Uma outra coisa ruim dos “jogos” da conquista é você ter que selecionar palavra por palavra daquilo que você vai dizer. Há muito eu já parei pra pensar que isso também é perda de tempo. Quer dizer, óbvio que queremos agradar ao outro, mas pensar constantemente tira o foco principal da coisa: compartilhar momentos bons com alguém novo, descobrir e deixar ser descoberto, falar sobre coisas bestas, profundas ou o que tiver na cabeça. Acho que por essas e outras sempre me dei muito melhor conhecendo pessoas pela internet, apesar de ser muito mais simples manipular o que é escrito, é muito mais fácil também quebrar alguns gelos que ocorrem quando conversamos pela primeira vez com a pessoa pessoalmente.

Por fim, um relacionamento recente me ensinou isso: a empatia gera confiança, se for usada de forma correta. Ao invés de me matar em teses e neuras, decidi que não tinha nada a perder e abri a mente e o coração para os assuntos que mais me incomodavam. Claro que vai muito da maturidade da pessoa, mas mesmo achando que seria taxada como maluca, a outra pessoa admirou minha atitude e também se abriu para esse tipo de diálogo. Com isso, aprendi que jogar é bom, mas ser você mesmo é muito melhor. Afinal, se for pra gostar de você, a outra pessoa vai gostar se você for um pouco maluca (o), se só gostar de andar do lado esquerdo, de organizar coisas e de ter mãos inquietas. Claro que essa não é uma descrição minha, ou pode ser 😉

 

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