É possível cuidar de você mesmo durante períodos de tensão?

651370-Morar-sozinho-em-seus-benefíos-e-malefícios.-Foto-divulgação

Já deve estar ficando cansativo pra você, meu caro amigo, ter que se deparar com a mesma introdução todas as vezes que visita meu blog, não é mesmo? Acho que os últimos posts estão sempre começando com a minha redenção diante dos fatos: nunca estive tão ansiosa em toda minha vida.

Desde que larguei meu emprego para me dedicar única e exclusivamente à mudança para Berlin, que eu fico me perguntando se isso foi mesmo uma boa decisão. Hoje já começo a questionar se o trabalho na agência distrairia mais a minha cabeça, e me tiraria um pouco o foco das coisas relacionadas à viagem. Por outro lado, o motivo que me levou a me desligar com certa antecedência é incontestável. Acho que eu não estaria inteira no trabalho, com tantas outras coisas “mais importantes” pra resolver. Provavelmente, isso prejudicaria minha produtividade e meus resultados, e isso certamente não faz o meu tipo.

Aí é que chega um dos pontos do post de hoje. Naturalmente sou uma pessoa muito comprometida com as coisas. Sempre que assumo uma responsabilidade, eu faço de tudo pra que as coisas saem perfeitas. Essa característica me garante um puta desempenho profissional, mas prejudica muito o lado pessoal e emocional.

Na última semana, além dos problemas que tive em relação ao Alvin, tive problema com a reserva do Wisky no vôo que foi comprado pra gente. A própria companhia área não registrou a reserva dele, mesmo com o pedido sendo feito no ato da compra da passagem. Mesmo sabendo que ainda temos tempo de correr atrás, e tentando repetir pra mim mesma que tudo vai dar certo, comecei a ter sérias crises de ansiedade.

Sim, você vai dizer que sou exagerada, assim como todos os que estão a minha volta disseram desde o início. Eu mesma sei disso, sei que devo me controlar, mas eu sentia fortes dores no feito, uma sensação de sufoco. Era físico, não era racional. E então eu tive aquele insight que as pessoas têm quando caem na real “se eu não cuidar de mim, quem é que vai cuidar?”.

Chega um ponto da nossa vida em que a gente percebe que precisa se olhar com mais carinho, com mais atenção. As pessoas ao redor criticam com facilidade, dão lá seus pitacos e dicas de como driblar algumas coisas, mas só você mesmo é capaz de sacar qual é o seu limite. Comecei a pesquisar sobre esse tipo de sintoma, e vi que pode se tornar uma coisa muito séria, se você não se cuida. A longo prazo, isso pode virar síndrome do pânico, distúrbio bipolar, ou até mesmo uma forte depressão.

Aí você vai me dizer que estou sendo exagerada de novo, e que estou potencializando uma coisa bem pontual. Pode até ser que você esteja certo… Mas o melhor que posso fazer por mim e pelas pessoas que se importam comigo é me cuidar e me prevenir.

Sobre as dores do peito que senti, involuntariamente, por cinco dias, não sinto há três. Voltei a tomar um calmante que foi receitado pela minha terapeuta há alguns meses. Para resolver a insônia, voltei a organizar meus horários de dormir. Eu acabava indo me deitar muit tarde, vendo séries ou pesquisando coisas na internet. Agora, tento me desligar pelo menos uma hora antes de ir pra cama, e fico lendo um livro bem light até a hora de dormir mesmo. Parei de tomar café à noite e deixo o celular longe de mim rs. Ontem foi a primeira noite em que peguei no sono rápido depois de duas semanas de insônia.

Hoje fui ao consultório de uma grande amiga minha, que é fisioterapeuta e me deu aula de pilates (eterna saudade <3) por quase um ano. Fiz uma sessão de shiatsu para estimular os 200 mil pontos de tensão espalhados pelo corpo, e coloquei uns pontinhos de acupuntura na orelha pra dar uma aliviada na tensão.

Porque desde o início, eu não incluí nos meus planos, não só dar conta das responsabilidades da viagem, mas sim, também tirar um tempo pra mim? Nessa correria que a gente leva, quase sempre estamos anulando a nossa saúde e nosso bem estar porque damos prioridade demais a outras coisas.

Prometi também melhorar a alimentação e fazer mais caminhadas, além de estar perto das pessoas que tanto sentirei falta quando estiver em Berlin! E é claro, continuar a minha cãoterapia diária com os meus dois anjos da guarda! <3

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Beijos

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