Como viajar com animais de estimação para Berlin Parte 2 – Porquinhos da India

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Muitas pessoas dão risada quando explicamos que o Alvin é um Porquinho da Índia. Eu geralmente fico me perguntando porque elas acham tanta graça, porque pra mim, não faz tanta diferença assim qual é espécie do seu pet. “Ah, eu tenho uma cobra!”. Poxa, que demais! “Ah, eu tenho um camelo!”. Que foda, deixa eu dar um rolê nele? “Ah, eu tenho um peixinho!”. Peixes são fofos! Ele dá beijinho na ponta do nosso dedo? *-* Mania que eu tenho de achar que todo mundo é Pet Lover como eu rs.

Criar esse tipo de animalzinho tem lá suas particularidades sim. Eles tem um comportamento diferente de cães e gatos, são mais tímidos e gostam de ficar no cantinho deles, assim como os coelhos. Muita gente me pergunta qual é a graça que vemos no Alvin. Pois bem, quando o Will inventou de trazê-lo, eu também demorei pra entender qual era a pegada daquela bolinha de pelo. Mas bastou passar uns dias morando com ele, pra me apaixonar.

Sinceramente, não consigo diferenciar o amor que sinto por ele e pelo Wisky, meu cachorro. É bem aquela coisa de amor de mãe mesmo, sabe? Sim, ele não se faz tão presente quanto o Wisky, não demanda tantos cuidados diários e gosta de ficar na dele, mas o amor é exatamente o mesmo. Como eu disse no post anterior, quando decidimos nos mudar para Berlin, comecei a pesquisar tudo que era necessário pra levá-los com a gente.

De fato, o processo para levar cães e gatos já está pré determinado. É só seguir fielmente toda a programação até a sua viagem, que não tem erro. Em contrapartida, não encontramos nenhuma informação na internet sobre o que era preciso fazer para levarmos o Alvin também. Eu já estava ficando muito preocupada, com o coração apertadinho de ter que cogitar o nosso Plano B. Caso a gente não conseguisse de forma alguma levá-lo, ele ficaria morando com meu irmão até a gente voltar… Por mais que eu saiba que ele estaria em uma ótima família e seria super bem cuidado, não seria a mesma coisa. Uma parte da nossa família ficaria aqui, e esse não era nosso plano.

Entrei em contato com o Viagiagro do GRU, responsável por permitir a entrada e saída de animais do nosso país que, por sua vez, me pediu para que eu entrasse em contato com o Ministério da Agricultura. No Ministério também não sabiam me dar informações concretas sobre o que eu precisava fazer. E no meio dessas minhas pesquisas, acabei conhecendo o Leonardo da PetWorkTravel!

Ele é representante comercial dessa agência que trabalha justamente com transporte internacional de carga viva. Dentre outras atividades super bacanas, ele fazem toda a correria de emissão de CZI por você, por exemplo. Acho que a contratação desse tipo de serviço é muito interessante, principalmente pra quem não tem muita disponibilidade para pesquisar e providenciar todos os detalhes. Cada país possui suas próprias exigências, e essa parte burocrática dá realmente muito trabalho.

Quando comecei a pesquisar as coisas, fiz por minha conta, me envolvi muito no processo. Foi cansativo, tive muito receio, mas acabou dando certo. Falei com muita gente, “bati em muitas portas”, mas acho que se tivesse conhecido o trabalho deles no começo, avaliaria essa possibilidade de contratar a assessoria deles sim! O Leonardo acabou me ajudando bastante com todo processo de levantamento de dados sobre a documentação, pra conseguirmos levar o Alvin pra Berlin. Temos cá nossas desconfianças de que talvez ele seja  o primeiro porquinho do Brasil a ir morar na Alemanha! <3 É mole? rsrs

Bom, nesse meio tempo, acabei recebendo um retorno do Ministério, formalizando que o Brasil não possui nenhum modelo de certificado de exportação previamente acordado com a Alemanha para porquinhos-da-Índia. Certo. Mas isso também não deve significar que eu posso enfiar o Alvin na bolsa, e simplesmente achar que tudo bem, né? Foi então que eles me orientaram a solicitar junto ao Serviço Veterinário Oficial da Alemanha (what?) um documento chamado “Import Permit”, onde teoricamente estariam descritas as exigências alemãs para a entrada do animal.

Comecei a ficar preocupada novamente, só imaginando que poderia rolar alguma puta burocraria desconhecida que, das duas uma: ou eu ficaria louca até descobrir, ou não seria possível levá-lo conosco. Comecei a pesquisar insanamente se porquinhos são transmissores de alguma doença específica. O trampo todo pra levarmos cães acontece justamente porque ainda há casos de raiva  no Brasil. Como essa doença já é erradicada na União Europeia, a gente precisa provar que o animal não possui o virus. Vi que porquinhos não são considerados transmissores de nada, e isso me deixou mais tranquila.

Consegui uma resposta do Consulado da Alemanha aqui no Brasil, e eles me disseram que, para a importação de até 3 porcos de índia (Meerschweinchen em alemão), eu não precisaria de nenhuma documentação. Eles também me disseram que não existe um “import permit” (como o Ministério havia cantado a bola) para a importação dessa espécie para lá.

Dei pulos de alegria! <3 Sim, ele vai com a gente!

O Leonardo acabou conseguindo o mesmo feedback, acionou os contatos dele lá do GRU e conseguiu uma resposta do Aeroporto de Frankfurt , confirmando que REALMENTE, pra até 3 porquinhos da índia acompanhados dos donos, e viajando como excesso de bagagem acompanhada, a Alemanha não possui requisitos sanitários. Não precisamos nem do tal “Import Permit” nem de CZI! O único documento que devemos apresentar é um simples Termo de Responsabilidade que o pessoal do Ministério me enviou, apenas como um garantia para nós  e para o Vigiagro do GRU. Por via das dúvidas, vamos fazer cópias nos três idiomas (português, inglês e alemão).

Quando nós nos propomos a criar um canal na internet pra compartilhar nossas experiências, seja no Youtube, ou como o caso do meu blog, temos uma puta responsabilidade, né? Portanto, eu queria deixar claro que caso você tenha algum animalzinho e queira viajar com ele, pesquise bastante. Cada país possui suas próprias regras, permissões, neuras e cultura. É muito provável que o que eu dividi com vocês aqui seja válido para toda a União Européia, mas ainda assim, vale checar como funciona em cada lugar, ok?

Agora que a documentação dos dois já está esclarecida, estamos na busca pelas caixinhas de transportes e já em contato com a Lufthansa, Cia área pela qual viajaremos. Mas isso é papo para outro post!

Obrigada a todos que estão torcendo pra que nossa família fiquei junta nessa nova jornada! Tenho recebido muito carinho e apoio de todos que estão acompanhando esse processo. Sim, dá um baita trabalho, mas pelo amor a nossa família qualquer esforço vale a pena!

Beijos

 

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Contato do Leonardo:

www.petworktravel.com.br
Leonardo Dias | +55 47 9695 3108
Fone: +55 47 3083 8482
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falecom@petworktravel.com.br
leonardo@petworktravel.com.br

 

 

 

 

 

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2 Comentários

  1. Agora que leu o nosso post, voce ja sabe que viajar com animais para Londres e perfeitamente possivel, apesar de caro e burocratico. Planejando com antecedencia e com paciencia e perseveranca, voce podera ter seu amigao compartilhando as suas aventuras londrinas e a viagem ficara ainda melhor!

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