COMO EMAGRECI 10KG – reeducação alimentar, fim do sedentarismo e saúde emocional

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Oiê!

Desde janeiro deste ano eu tenho compartilhado meu processo de emagrecimento e reeducação alimentar. Na verdade, as minhas tentativas de atingir o meu peso ideal começaram no ano passado, quando eu me dei conta do quanto havia engordado nos últimos anos, e o quanto meus péssimos hábitos alimentares estavam me prejudicando.

Estar acima do peso é algo que mexe muito com a gente. Peço desculpas aos gordinhos que se amam e se aceitam, e provavelmente vão criticar a minha opinião. Mas exceto algumas referências Plus Size que acompanho nas redes sociais – e admiro muito, muito mesmo – todas as pessoas que estão ao meu redor, enfrentando os mesmo problemas, não estão satisfeitas e gostariam de mudar. 

Ano passado eu tentei fazer a dieta Dukan várias vezes, mas desistia sempre, e eu também praticava exercícios em casa, porque eu achava que não gostava de academia. Na verdade, com o tempo eu passei a entender que eu tinha muita vergonha do que iam pensar de mim. Tinha vergonha que pessoas ficassem me olhando, julgando, todas essas besteiras e limitações que colocamos na nossa cabeça e nos impendem de arriscar coisas novas, sabe? (Eu frequento academia há 6 meses e estou cada dia mais viciada! \o/ Leia mais aqui.)

O resultado foi que eu patinei o ano todo, e embora eu não me pesasse naquela época, eu acabei engordando muito mais. Isso aconteceu porque a minha relação com a comida estava totalmente errada. E é esse o grande ponto de partida para você que está lendo este post, buscando o mesmo que eu.

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Como era a minha relação com a comida?

Veja o meu caso: eu havia me mudado de país, estava longe das pessoas que eu amava, e deixei de trabalhar por conta da mudança. Minha rotina havia mudado totalmente e eu me sentia muito sozinha. Além desses fatores, o Alemanha é um país onde passamos praticamente 9 meses de muito frio, e isso faz com a gente sinta mais fome mesmo.

Tente entender o que a comida significa pra você e quais sentimentos você busca quando se alimenta.

Durante todo o ano de 2016 meus principais passa-tempo eram assistir séries de TV e comer. Pão de fôrma com nutella, sorvete de caramelo salgado, salgadinho de mostarda e mel, macarrão, hambúrguer, pizza. Tudo isso fazia parte do meu cardápio. E quanto mais a gente acostuma nosso corpo a consumir essas coisas, mais ele vai pedir. 

A boca salivava por essas coisas, era incontrolável, e a satisfação que eu sentia quando eu retribuía a vontade do meu corpo até arrepiava. Hoje quando lembro desse período, sinto vontade de chorar, sinto pena de mim mesma. Dói muito admitir isso… Não pelo fato de eu ter engordado tanto, mas hoje eu sei que a Nati estava muito triste, provavelmente arrependida das escolhas que havia feito pra vida dela. Eu precisava de ajuda, sabe?

Em dezembro eu me pesei depois de muito tempo, e o resultado foi desastroso: 87kg distribuídos em 1,67m. Eu não estava “cheinha”, “gordinha” ou com “sobrepeso”. Isso é considerado obesidade nível 1. Lembro que saí da balança, peguei meu celular e tirei uma foto do meu corpo, só de lingerie.

Eu chorei… Chorei por horas. Eu nunca fui magrela, sabe? Já cheguei a pesar 55kg, mas sempre tive umas gordurinhas. Mas cara… Eu me achava linda. Eu me vestia com gosto, arrumava meu cabelo, e me sentia feliz. Naquele momento eu percebi que há muitos anos eu não sentia mais essa sensação… De me amar, de achar bonita, de me sentir completa.

Outro fato que eu também achei importante escrever aqui, e que pode servir pra muitas mulheres, é que eu estava em um relacionamento durante esses anos que engordei. E quando isso acontece, a gente automaticamente para de querer se agradar – sei que é errado, gente… me julguem… eu tive que passar por isso pra aprender – e começa só querer agradar nosso parceiro. E a gente era super brother, adorava sair pra comer, cozinhar juntos, fazer gordices.

E aí eu fui engordando… engordando… Seguindo os hábitos alimentares dele, praticamente comendo a mesma quantidade que ele comia. Mas, gente… ele é um cara de 1,90 de altura que pratica atividade física há anos, né? Eu era uma mulher sedentária e preguiçosa rs…

E por mais que tuuuudo isso me incomodasse, eu perguntava a opinião dele, e ele sempre dizia que eu estava bem, que eu estava linda. Eu sei que isso faz parte do trabalho de um marido (rsrs), e que se ele ficasse falando que eu tava gorda, eu sofreria muito. Mas a questão é que eu não fazia nada por mim, mesmo quando tudo me indicava que eu estava errada. 

E depois deste fatídico dia dos 87kg, eu vim pro Brasil pra passar o final de ano com a minha família. E aí veio outro choque: o verão, o biquíni e as fotos em família. Eu estava no auge da gordura, nenhum biquíni me servia, eu transpirava igual a um porco… e só queria me esconder. Minha família tão querida, doida pra tirar foto comigo, registrar que a Nati estava no Brasil, e eu recusava… Meio sem jeito. Se eu tirava foto de pé, eu me via quadrada, se estava sentada, tinha umas 3 jiboias em volta da minha cintura.

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Como eu consegui emagrecer 10kg? 

Foi uma parada meio Capitão Nascimento mesmo, sabe? Quando eu conto com as pessoas, muitas se assustam e me criticam, mas se o intuito é servir de inspiração, bora lá!

Depois que eu tomei consciência de tudo isso que escrevi acima, eu entendi que o caminho era apenas um: mudar de vez, sem frescura e sem desculpas. Eu coloquei na cabeça que a comida não ia mais preencher nenhum espaço vazio na minha vida, e que eu teria que buscar satisfação e prazer em outras coisas.

Eu encontrei isso na atividade física, no meu trabalho como redatora, nos meus estudos e nas pessoas que eu amo e reencontrei aqui no Brasil.

Sobre a rotina alimentar em si: eu cortei refrigerante, doces e carboidratos pesados totalmente do meu cardápio, e sigo muitos princípios da Low Carb. Faço somente a três refeições principais do dia, não me obrigo a comer a cada três horas não. E tento beber pelo menos 1,5l de água por dia… Confesso que essa é a parte mais complicada pra mim, mas eu tento rs.

Também substituo praticamente tudo que preciso comer pelas opções integrais, zero açúcar ou vegan, e também passei a conhecer uma série de alimentos e suplementos bacanas que ajudam muito.

Eu tento ao máximo não fugir disso, e se em alguma situação, e eu não tiver nenhuma opção no cardápio que se encaixe na minha dieta, eu tento comer poucas quantidades. Isso tem dado muito certo!

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Setembro 2017: tchauzinho, 44! 76kg

Como o Instagram me ajudou

Em janeiro eu criei uma conta no Instagram, pra compartilhar minha dieta e meu processo, e também seguir outras pessoas que pudessem me inspirar e trazer ideias. E eu acho que isso foi muito, muito importante pra eu começar a atingir meus objetivos.

Além de conhecer uma porção de gente querida e dedicada, eu descobri um montão de receitas saudáveis e leves! Isso é essencial pra quem tá pensando em emagrecer e melhorar a alimentação: ter muitas receitas, muitas opções práticas para preparar, quando a fome bater.

Como eu me comprometi a registrar todas as minhas refeições, eu passei a ter uma visão geral do que eu estava ingerindo, e logo, a entender o que colaborava ou não com a perda de peso. E além disso, batia uma decepçãozinha comigo mesma, quando tinha alguma comida porcaria lá no meio.

Eu comecei a perceber, por exemplo, que nas semanas que eu consumia mais pão (mesmo que integral), ou mais arroz, ou exagerava na quantidade de comida no prato, meu peso não mudava. Mesmo frequentando a academia, a alimentação corresponde a 90% do nosso sucesso.

 

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Quando vieram os primeiros resultados?

Somente três meses depois que comecei a academia e passei a ser realmente criteriosa com a alimentação. Antes disso, algumas pessoas comentavam que eu estava emagrecendo, mas eu só fui me dar conta mesmo quando experimentei alguns shorts que havia comprado em janeiro, e naquele período, já estavam folgados.

Antes disso, meu amor… Era só choro e frustração. Eu queria comer as coisas, eu queria desistir. Mas no meu estilo Capitão Nascimento de fazer coisas, eu dizia pra mim mesma pra insistir um pouco mais. E é o meu conselho sincero pra quem também está tentando: permita-se viver essas mudanças por 6 meses. Somente 6 meses. Não fique pensando que sua vida vai uma merda sem gosto nenhum pra sempre. Não pense que você nunca mais vai poder comer o que gosta… Dê essa chance pra você mesmo.

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Bye Bye, 46! 3 meses depois do início da reeducação alimentar e das atividades físicas

Se nada der certo, se você não emagrecer, volte a ter a vida cheia de sabor que sempre teve. Mas não desista disso antes de tentar… Vai por mim… No primeiro mês, eu chorava de vontade de comer chocolate e morria de dor no corpo por conta dos exercícios. No segundo mês eu já estava mais habituada, não sentia dor, só cansaço, e estava mais interessada pela Low Carb. No terceiro, eu vi que tinha emagrecido, e de lá pra cá… É faca na caveira mesmo! Cada kg que eu perdi, eu comemorei.

E eu não vou parar até chegar onde eu quero!

E você? qual vai ser a desculpa de hj?

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