Diário do Wisky: 3 dias em Praga! A primeira viagem de trem, os rolês petfriendly pela cidade e os prós e contras de viajar com seu pet

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Oi, CÃObadinha linda!

Ando meio sumido do Blog da mamãe, não é mesmo? É que nos últimos dias nós recebemos um pessoal da nossa família aqui em casa, e como eu estava bem ocupado roubando meia de todo mundo interagindo com todos, e curtindo várias coisas bacanas com eles, acabei dando uma sumida até mesmo do meu Instagram.

Mas mesmo com tudo meio corrido, mamãe e eu demos um jeito de contar pra vocês como foram esses últimos dias, mas principalmente, os que foram mais legais pra nós: os três dias que passamos em Praga! Essa cidade é a capital da República Tcheca e é conhecida por ser um dos mais bonitos antigos centros urbanos aqui na Europa.

A gente não sabia que esse lugar era tão incrível, galerinha! E temos que admitir que não pesquisamos tanto assim antes de fechar essa viagem. Escolhemos a cidade por ser bem próximo aqui de Berlin (4h de distância), e também pelo bom custo benefício de tudo. Mas foi um dos lugares mais bonitos em que eu já estive, e eu não vejo a hora de poder voltar lá para explorar ainda mais a cidade!

Wisky na Ponte Carlos (Charles Bridge/Karlův most))
Wisky na Ponte Carlos (Charles Bridge/Karlův most))
  • A viagem de trem, documentação exigida e hospedagem Petfriendly

Nós pegamos um trem na estação Hauptbahnhof. A DB, companhia responsável pelos trens que fazem esse trajeto Berlin-Praga, informa nesse link que é permitido levar animais durante a viagem. O transporte de animais de porte pequeno, como eu, é gratuito, e o pet deve viajar em bolsas especiais, que também já tenho. Se o cachorro é grandão, e precisa ser levado na coleira, o dono precisa adquirir a passagem dele, que geralmente tem o custo de uma passagem infantil.

Se você está pensando em levar o seu cachorrinho com você para algum outro lugar aqui na Europa, é importante que você cheque se a companhia responsável pelo trajeto também aceita animais, como é o caso da DB. Além disso, certifique-se se há não restrições ou recomendações para a caixa de transporte, exigência de fucinheira, ou se a viagem com pets deve ser feita obrigatoriamente no período noturno, como chegamos a pesquisar.

Como eu sou um cara viajado – hehehe – já tenho a bolsinha em que eu viajo de avião, e meus pais me colocaram no assoalho do trem, bem pertinho deles. Nós ocupamos uma cabine inteira do trem, que acabou sendo muito bacana, pois eu pude ficar bem à vontade com a família, sem precisar ficar o tempo todo dentro da bolsa, como é quando viajo de avião.

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Família viajando! E eu tava ali dentro da bolsinha!

Em alguns momentos da viagem, os tiozinhos do trem passam para checar as passagens – isso por conta das paradas que o trem faz e, consequentemente, a entrada de novos passageirosmas em nenhum desses momentos foi pedido meu Petpassaport. Só porque eu estava me achando super chique por poder apresentá-lo pela primeira vez… Hahaha mas na realidade, a gente já percebeu que por aqui o pessoal não liga muito pra cachorro não.

Ah, e por falar em documento, para viajar pelos países que fazem parte da UE, o pet precisa ter um Petpassport, como eu já contei pra vocês aqui nesse post. Por via das dúvidas, mamãe levou minha documentação todinha: carteirinha de vacina, sorologia e comprovante do microchip.

Vale deixar claro que cada país tem suas exigências em relação a entrada e saída de animais, aumiguinhos. É muuuuito importante que vocês pesquisem o que é preciso providenciar para poder viajar com seu cachorrinho. Nesse link aqui você pode acompanhar todos os posts que eu e a mamãe fizemos sobre esse assunto aqui no Blog, contando a nossa mudança do Brasil pra Berlin, a viagem de férias no Brasil e muito mais!

Partiu, Praga!
Partiu, Praga!
  • A hospedagem, os passeios e a rotina do cão durante a viagem

Sobre a hospedagem, o apartamento que alugamos pelo Airbnb aceitava cachorros! Bastou selecionar a opção “permitido animais” no filtro da pesquisa e escolher a melhor opções. Nós ficamos nesse apê aqui, que além de seraconchegante e muito bem decorado, fica pertinho do centro de Praga.

Assim que chegamos na cidade, o pessoal parou pra almoçar em uma lanchonete que me deixou entrar. Fiquei lá secando o Kebab que a mamãe pediu, enquanto ela só me dava uns grãozinhos de ração. Ah, e por falar em comida,mamãe levou comidinhas industrializadas para esses 3 dias. Eu sigo alimentação natural e caseira quando estou dentro da minha rotina normal, mas como passamos muito tempo fora do apê, foi mais prático para a mamãe fazer desse jeito.

Eu aceitei super bem, porque não dou trabalho nenhum para comer. Depois disso, fomos para o apê alugado, brinquei um pouco e reconheci todo lugar. Mamãe me explicou onde ia ficar meu tapetinho, caso eu quisesse fazer xixi ou cocô, pra eu não me confundir. Depois colocou a minha água e meu potinho de comida na cozinha. Eu entendi tudo direitinho, não fiz xixi errado e não dei trabalho.

Na primeira noite eu acabei ficando sozinho 🙁 porque estava chovendo muito e fazendo frio. Nessa hora todo mundo ficou triste, e eu com um pouco de medo, mas eles não demoraram muito dessa vez.

No dia seguinte eu fui junto com todo mundo e conheci todos os pontos turístico da cidade com eles! As únicas coisas que eu não pude fazer foram entrar na Catedral Gótica de São Vito, nos museus de cera e na Chocolateria de lá. Mas como os principais passeios e pontos para conhecer em Praga são visitações externas e apreciação de monumentos, eu aproveitei bastante!

Querendo provar o trdelník que a mamãe tava comendo!
Querendo provar o trdelník que a mamãe tava comendo!
Papai e eu, felizes turistando! <3
Papai e eu, felizes turistando! <3
Passeando depois do almoço no Alforno Focacceria Italiana, restaurante Petfriendly! <3
Passeando depois do almoço no Alforno Focacceria Italiana, restaurante Petfriendly! <3
Descansando depois de um dia de passeio!
Descansando depois de um dia de passeio!

 

Prós:

  • É muito bacana ter seu bichinho com você em momentos felizes assim! Além da gente ficar curioso, cheirando cada cantinho e fazendo novos amigos, mamãe se divertiu tirando várias fotos minhas!
  • Animais aproximam e encantam as pessoas! Muita gente tirava foto minha e fazia várias perguntas pros meus pais sobre mim… Até porque, não é todo dia que a gente vê um shih tzu ruivinho vestido de sapo, andando pelas ruas de Praga, não é mesmo?
  • Meus papais não ficam tristes nem preocupados por me deixarem na casa de alguém. Mesmo que sejam pessoas bacanas e de confiança, sempre bate uma saudadinha nos nossos corações, não é?
Família! <3
Família! <3

 

Contras

  • Os pets não são aceitos em todos lugares, então, quase sempre meus pais tinham que revesar para entrar em algumas lojas, ou mesmo conhecer alguma atração, e isso é meio chato pois eles não fazem as coisas juntos, né.
  • Algumas situações são estressantes para o animalzinho, como por exemplo, quando começou a chover e eu me molhei um pouquinho, mesmo dentro da bolsinha que compraram pra mim.
  • Meus pais ficaram preocupados comigo, pois eu tremi de frio em alguns momentos, não quis comer durante todo passeio, e também bebi pouca água. Era muita novidade né, pessoal? Eu estava agitado e curioso.
E na hora do chuva, como faz? hahaha
E na hora do chuva, como faz? hahaha

 

Bom, para resumir… A programação de uma viagem com um pet é bem diferente, e deve sempre priorizar o bem estar e a segurança dele. Se o lugar for tranquilo, e o corações dos donos, cheio de amor, viajar com seu animalzinho é muito bacana!

Lambeijinhos para todos!

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Diário do Wisky: Como viajar com Pets da Alemanha para o Brasil – Parte 3

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Olá, CÃObada de gente bonita!

Finalmente chegou a tão esperada semana da viagem para o Brasil! Eu já estou com todos meus documentos certinhos e nossas malas já estão prontas. Ontem a mamãe deu umas dicas de como fazer uma mala de viagem bacana e como proteger objetos delicados dentro da bagagem.  

Então, no post de hoje, a gente vai contar a minha versão Pet disso tudo!

Em muitos outros posts aqui do Blog, contamos para vocês como foi a nossa primeira experiência com viagem internacional. Em todos os momentos sempre foi muito importante a atenção aos detalhes, às datas e às regras que devemos cumprir.

Viajar com Pets é realmente muito complicado como se imagina, mas com bastante atenção e dedicação, é possível estar com seu peludo em mais esse momento. O dono do animalzinho deve, sobretudo, comprovar que ele é saudável e tem condições sanitárias de transitar internacionalmente.

Nesse post a gente fala como foi nossa pesquisa e como descobriu todos os trâmites e processos burocráticos pra eu poder viajar da Alemanha para o Brasil. Nesse aqui, contamos como foi a compra da passagem, minha reserva no vôo, e como planejamos os próximos passos.

Na última segunda-feira nós fomos até ao Amtstierarzt, que é um Veterinário Oficial aqui de Berlin. Esse senhorzinho é quem podia assinar meu CZI, documento que precisa ser emitido sempre que o pet viajar e autoriza sua entrada nos outros países.

Eu contei pra vocês nos posts ali de cima tudo que o pet precisa ter para conseguir tirar esse documento, e o modelo de CZI aqui da Alemanha para viajar para o Brasil é esse formulário aqui que você encontra disponível pra download no site da embaixada brasileira.

Eu precisei ir junto com a mamãe, porque o Vet Oficial precisa ver que eu realmente existo. Nós lemos alguns casos em que as pessoas dizem que eles examinam o animal, mas esse meu Vet nem ligou muito para mim. Entregamos todos os documentos que ele pediu (laudo sorologia, carteira de vacina anti rábica e comprovação de microchip) e, depois que conferiu tudo, ele assinou e carimbou meu CZI, que a mamãe já levou preenchido com todas as minhas informações.

Esse Vet Oficial também nos informou que eu precisava de um Pet Passaporte Europeu para poder voltar para a Berlin. No primeiro momento, mamãe levou o maior susto, pois o pessoal do Brasil nunca mencionou a necessidade desse passaporte para voltarmos pra cá.

Ele também pediu bastante atenção (na verdade fez cara feia mesmo) pra data da minha vacina contra raiva: ela vence na próxima segunda-feira, dia 11/07. Assim que eu chegar, vou na tia Satie pra fazer essa vacina. Ela não pode vencer de jeito nenhum, senão, ela invalida minha sorologia e tooooodas as outras coisas. Estar imune à raiva é a parada mais importante de todas. 

Ah, outra coisa que a gente não sabia: depois da vacina, eu preciso esperar 30 dias para poder viajar de novo. Por pura sorte, vamos ficar 40 dias no Brasil, então vai dar tudo certo. UFA!

(Não podemos deixar de agradecer a tia Thaís, mamãe da minha amiguinha Bella, que foi com a gente e falou com o senhor Vet em alemão! Sem ajuda dela nós não teríamos conseguido meus documentos, pois o Vet não falava inglês. Obrigado, tia Thaís! <3)

Mas o que acontece é que agora eu sou um morador aqui da cidade, e preciso de mais esse documento para conseguir voltar. Ele disse que qualquer veterinário poderia fazer esse passaporte pra mim, então voltamos para casa, e mamãe começou a procurar consultórios na nossa região.

Graças ao papai do céu, eu não precisei ir a nenhum veterinário daqui nesses primeiros meses, e sempre que a mamis tem alguma dúvida, ela troca e-mails com a Dra. Satie, que é a vet de todos os pets da nossa família no Brasil.

Por sorte, conseguimos falar com um consultório bem pertinho daqui de casa, e eles nos atenderam em inglês e nos disseram que poderíamos ir lá fazer meu passaporte no fim do dia. Fui novamente com a mamãe, e quando chegamos lá, a atendente era uma querida! Nos recebeu bem, pegou algumas informações e pediu pra gente esperar.

Deu pra perceber que ela foi bacana e fez um encaixe pra mim no fim do dia, pois viu que nossa viagem seria essa semana. O passaporte sai na hora! A doutora de lá fez a leitura do meu microchip com um aparelhinho e deu uma olhada geral na minha pessoinha rs.

O custo desse Pet Passaporte Europeu + a “consulta” foi de 25,89 euros, e o CZI que contei lá no começo custou 20. Voltei pra casa mais documentado do que nunca, e me sentindo muito importante! Eu tenho um Passaporte Europeu, gente! Dá pra acreditar? hehehe

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Como a mamãe contou ontem, também já tô de malas prontas! Não vamos levar tanta coisa, pois vou ficar hospedado na casa dos meus avós, e lá tem as coisas do Nico… Que eu sempre acho que são minhas! hahaha brinquedo, caminha, pote de comida, tudo. Lá eu tô em casa né, pessoal?

As únicas coisas que vamos levar como bagagem de mão são:

  • Minha bolsinha de transporte na qual devo ficar durante todo o vôo;
  • Cobertorzinho pra eu dormir (apesar de peludinho, mamãe sempre se preocupa se vou sentir frio);
  • Tapetinho higiênico que a Cia Aérea pede pra forrar a bolsinha, caso o pet faça xixi ou cocô (eu não faço);
  • Meu ETzinho de brinquedo, pra eu poder me distrair durante a viagem (é importante que o brinquedo não faça barulho, viu?);
  • Potinho com um pouquinho de ração pra eu comer à noite (não sabemos se lá na hora vão pedir pra jogar fora, mas não custa tentar, né? se não puder, mamãe me dá os legumes e frutinhas que eles servem nas refeições)
  • Bebedouro portátil que a mamãe enche com a água que dão no avião (ela não me dá muito, pra eu não sentir muita vontade de fazer xixi).

Tudo vai dentro de um Ziploc na bolsa da mamãe! 😉

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Agora é só curtir os últimas dias aqui, ficar bastante com meu papai, e me despedir de todos os amigos que já fiz aqui! Ficaremos 40 dias no Brasil e sentiremos saudade de tudo em Berlin.

É isso, pessoal! Se vocês tiverem alguma dúvida, é só deixar nos comentários! Assim que chegarmos no Brasil, a gente conta como foi a viagem e prepara um post bem completinho com várias dicas de viagem com Pets pra vocês!

Lambeijinhos!

 

 

 

 

 

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Diário do Wisky: Como viajar com Pets da Alemanha para o Brasil – Parte 2

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Hey, CÃObadinha!

Hoje voltei para continuar dividindo com vocês as informações sobre o processo para a minha viagem para o Brasil. Minha mamãe e eu sairemos de Berlin no dia 8 de julho às 20h, faremos uma breve escala em Munique, trecho que dura mais ou menos 1h30, e de lá partimos para São Paulo, e são mais 12h de viagem. Chegaremos no GRU lá pelas 5h da matina, horário local.

No post anterior eu contei como foi a pesquisa para descobrir e entender tudo que precisava ser feito. Como sempre, as informações disponíveis nos sites são muito cruas e incompletas, e este foi um dos motivos pelos quais nós acabamos adiando a viagem em um mês. Acho que é bacana ler o primeiro post, para entender direitinho esse daqui.

Mas pra resumir: para viajar para o Brasil, além dos documentos que eu já tive que providenciar para vir para a Alemanha (comprovação michochip + carteira de vacina anti-rábica em dia + laudo da sorologia), também vou precisar de um novo CZI, que é o Certificado Zoosanitário Internacional, documento que comprova a validade de todos os outros e me autoriza transitar internacionalmente.

Quem emite esse documento no Brasil é um setor chamado Vigiagro, que fica no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Eu precisei fazer um para poder vir pra cá! Já aqui em Berlin, o responsável por esse trâmite é o Veterinário Oficial (Amtstierarzt), um cara autorizado para validar e assinar o meu CZI. Há um profissional desses em cada distrito da cidade e, no meu caso, vou no Vet Oficial de Mitte.

MISSÃO IMPOSSÍVEL:

A COMPRA AS PASSAGENS E A RESERVA DA MINHA VAGA NO AVIÃO

Para viajar na cabine do avião com a minha mãe, e não no compartimento para Pets, é necessário confirmar se o vôo desejado tem disponibilidade para animais. É muito importante que você cheque essa informação POR TELEFONE antes de comprar da passagem, pois se o vôo não tiver mais vaga para o seu pet, e você já tiver efetuado o pagamento, você vai ter que pagar uma taxa para trocar por um vôo com vaga disponível.

Isso aconteceu com a gente quando viemos para Berlin em janeiro e deu um super trabalhão. Quem comprou as nossas passagens foi a moça da empresa em que meu papai trabalha, e acho que ela não deve ter se atentado a esses detalhes (porque é uma parada muito complicada mesmo de fazer, coitada). Como foram dois vôos diferentes (de São Paulo à Munique e de Munique à Berlin), a Cia Aérea só fez a minha reserva para o segundo trecho. O que foi uma grande burrice né, caras… pois eu sequer teria saído do país!

Acabou que pra trocar de vôo, a empresa teve que pagar essa taxa que não foi nada barata. Sabendo disso, meus pais pesquisaram algumas opções de vôos que estavam com os melhores preços. Nessa época do ano as passagens pro Brasil custam os olhos da cara! Por esse motivo também tivemos que adiar a viagem, pois na verdade, a gente queria viajar agora no final de junho.

Outro agravante é que eu só posso viajar pela Lufthansa (a cia aérea mais cara aqui da Europa). Além de ser a melhor cia para viajar com animais – pois ela tem um compartimento climatizado somente para eles, diferentemente das outras, onde eles vão junto da bagagem – é única em que eu consigo ir junto com a mamãe na cabine, de acordo com meu tamanho, peso e raça.

Não é frescura nossa, nem que a gente quer dar uma de chique. Minha mãe tem pavor só de se imaginar longe de mim por tanto tempo, sabendo que eu estou sozinho lá embaixo. Talvez com medo, com frio, inseguro. Muitos donos de animais não viajam com seus pets por conta disso. Se eu não pudesse ir com ela na cabine, eu não viajaria… Acho que nem ela, viu?

As outras Cias aéreas não transportam Shih tzus e outras raças consideradas de focinho achatado. Já a Lufthansa, por ter esse compartimento especial, e ter o limite de peso de até 8kg (animal + bolsa de transporte), transporta sim, mas alerta os donos a avaliarem as condições de saúde dos seus pets. Eu viajei tranquilamente na cabine com ela para cá, não tivemos nenhum problema.

Bom, com as opções de vôos escolhidas, nós pedimos para minha sogra Mariana, mãe da minha namoradinha Meg, ligar na Lufthansa do Brasil para checar as disponibilidades para pets em cada um deles. Nós até tentamos fazer isso daqui, mas toda a triagem da ligação é em alemão, e a gente não conseguia entender nada! hehehe

Meus pais e a Mari ficaram se falando por Skype, e eles passaram todas as informações direitinho para ela, que logo telefonou pra Lufthansa. Enquanto isso, meu papai estava com as passagens na tela, prontas para concluir a compra da que tivesse vaga pra mim. A atendente checou todos os vôos, e disse que eu podia viajar em qualquer um deles! Daí nós escolhemos o que tinha melhor horário e finalizamos a compra, enquanto a Mari estava com atendente no telefone.

Depois disso, meu pai recebeu o código da passagem por e-mail, que a Maria informou para a moça na hora, e ela fez a reserva para mim. Em alguns minutos recebemos por e-mail de novo a confirmação de animal doméstico na cabine, tanto na viagem de ida, quanto na viagem de volta, em todos os trechos. Daí depois foi só comemoração, alegria e início da contagem regressiva!

Obrigado, sogrinha linda! <3

O QUE DEVEMOS LEVAR PARA RETIRAR O CZI

Com a data da viagem marcada, nós entramos em contato com o Vet Oficial de Mitte para agendar o dia em que devemos levar minha documentação para retirada do CZI. Esse dia está agendado para 4 de julho, e ao contrário do que a Vigiagro pede no Brasil, eu devo ir junto com a minha mãe. É preciso levar:

  • O CZI que me permitiu sair do Brasil e entrar na Alemanha;
  • Novo formulário CZI já preenchdio com todas as minhas informações;
  • Minha carteira de vacinação com a data e etiqueta da minha última vacina contra raiva;
  • Laudo da minha sorologia que comprova que não tenho a doença da raiva;
  • Passagens com as datas da viagem e comprovação da minha reserva.

Além disso, hoje tive que tomar um Drontal, remédio contra vermes internos, e aplicar um anti pulgas e carrapatos no meu pescocinho. É preciso fazer isso 15 dias antes da viagem e declarar essa medicação no CZI, desse jeito: 

Português:

  • Tratamento preventivo contra endoparasitas (incluindo echinococcus sp)
  • Drontal Plus 660mg – Princípio ativo: Praziquantel 50mg /
  • Pamoato de pirante 144mg / Febantel 150mg / Fabricante: Bayer
  • Tratamento preventivo contra pulgas e carrapatos: Zecken- und Flohshutz Spot on
  • Princípio ativo: Margosa Extrakt 50 g/L, Ethyl butylacetylamino propionate 50 g/L
  • Fabricante: Beaphar – Data e hora de administração dos medicamentos: 23/06/2016 às 14h

Alemão:

  • Vorbeugende Behandlung gegen Endoparasiten (einschließlich echinococcus sp)
  • Drontal Plus 660mg – Wirkstoff: Praziquantel 50mg /
  • Pamoato de pirante 144mg / Febantel 150mg / Hersteller: Bayer
  • Vorbeugende Behandlung gegen Flöhe und Zecken: Zecken- und Flohshutz Spot on
  • Wirkstoff: Margosa Extrakt 50 g/L, Ethyl butylacetylamino propionate 50 g/L
  • Hersteller: Beaphar Datum und Zeit der Verabreichung des Arzneimittels: 23.06.2016 um 14 Uhr

 

PRÓXIMOS PASSOS

Assim que eu chegar no Brasil, vou ter que ir na minha veterinária, refazer a vacina contra raiva. Ela vencerá no dia 11 de julho e não pode passar disso. Senão eu teria que fazer todo processo de novo no Brasil =/ Chegou no sábado, dia 9, descanso no domingo e vou na Dra. Satie na segunda. Poxa, eu mal chego e já vou levar picada de vacina!

Agora é pegar firme na dieta, pessoal. Como eu disse lá em cima, eu e a minha bolsinha de viagem, devemos pesar juntos até no máximo 8kg. Eu fiz uma super dieta para vir, pois eu tava meio gordinho. Agora, eu tô no meu peso ideal, mas continuamos acompanhando e monitorando todos os dias para que não dê problema lá na hora.

Para vir para Berlin, eu e a bolsinha estávamos pesando 7,500kg! Ufa! rs agora tem que dar a mesma coisa, porque se passar do limite deles… Não poderemos viajar. Credo, isola! Bate na madeira! Vou viajar sim, seu Deus quiser!

Mamãe diminuiu minhas porções de comida, e à noite, vou comer ração light. Faz parte, né? Todo esforço vai valer a pena quando eu reencontrar nossa família do Brasil!

A saudade é deles é MAIOR que a nossa distância!

Até o próximo post!

Lambeijos do Wisky

 

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Diário do Wisky: Como viajar com Pets da Alemanha para o Brasil – Parte I

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Olá, cãolerinha!

Ando meio sumido do Blog porque tivemos dias muito agitados por aqui! Além dos passeios de rotina, mamãe e eu começamos a fazer umas caminhadas mais pesadas, e eu estou voltando com o meu projeto #WiskyNoMedidaCerta. Tudo isso porque estamos nos preparando para uma temporada no Brasil! <3

Mas assim como da primeira vez, planejar uma viagem com Pets exige muita pesquisa, paciência e atenção a todos os detalhes. Pra minha sorte, não temos um agravante dessa vez: não existe quarentena para chegada de animais domésticos no Brasil.

Este sempre foi o maior medo dos meus pais com todo esse lance de viagem. Em alguns lugares, o animal precisa ficar um período em observação, para que os agentes se certifiquem de que ele não possui nenhuma doença.

PROCESSOS BUROCRÁTICOS

É muito difícil achar esse tipo de informação na internet! Para vir pra Berlin, foram meses e meses de pesquisa, exames e contatos, e como tudo estava sendo feito pela primeira vez, parecia ser ainda mais complexo.

Tudo começa com o fato de que cada país tem suas próprias exigências para permitir a entrada de animais. Para entrar na União Europeia, eu precisei colocar um microchip e tomar minha vacina contra raiva, pois na Europa ela foi erradicada, e enviar uma amostra do meu sangue para o Centro de Zoonoses de São Paulo.

Nesse lugar, eles fizeram um exame de sorologia e emitiram um laudo que comprova que eu não possuo raiva. Esse laudo é válido por toda minha vidinha, desde que meus pais nunca deixem minha vacina vencer! Caso contrário, eu teria que fazer tuuuuudo de novo, inclusive, respeitando o período de 4 meses no Brasil, até poder vir pra cá.

Aqui no Blog tem 4 posts que detalham direitinho como fizemos todo processo: neste primeiro, a gente conta o que precisa ser feito e como foi a saga para descobrir e entender tudo. No segundo post, a mamãe conta o que era necessário para trazer meu irmãozinho Alvin, que é um porquinho da índia. Mas depois, ela fez um terceiro, contando sobre a tristeza de ter que mudar de planos e deixar o Alvin o Brasil. E por fim, o quarto post, falando sobre as providências da viagem e a emissão do meu CZI.

COMO SAIR DA ALEMANHA RUMO AO BRASIL?

Por mais que tudo isso tenha dado um trabalhão, a pesquisa e os contatos eram todos feitos em português, né? A gente conversou com pessoas que passaram por experiências semelhantes de viagens com Pets, e também conseguiu um contato super acessível no Vigiagro, que é setor responsável por permitir a entrada e saída de animais no nosso país e sempre esclareceu as nossas dúvidas.

Nós encontramos esse link no site da Embaixada Brasileira aqui de Berlin, que explica direitinho o que precisamos fazer, mas não deixa claro quem são esses Amtstierarzt, os Veterinários Oficiais da cidade. A gente chegou a mandar um e-mail para a Embaixada, mas nunca tivemos nenhuma resposta deles.

Foi aí que a mamãe entrou em contato com a Debbie do Blog Pequenos Monstros, que viajou para vários lugares com os cãezinhos dela. Ela nos recomendou entrar em contato com o veterinário que ela conheceu aqui, para ver se ele poderia nos ajudar com essa informação.

No site desse veterinário, tem uma lista com todos os telefones dos Amtstierarzt daqui de Berlin! Só que no começo, a gente achava que era só contatar o que ficava mais próximo da nossa casa, mas hoje fomos informados pelo Vet de Neukölln que cada distrito daqui tem seu próprio Vet Oficial. Eu nem sabia dessa parada de distritos, acreditam?

Esse Vet disse que nosso distrito é do Mitte, pois moramos na região Wedding – Alexanderplatz, e nos passou o contato de lá. Ufa! Agora a gente tá esperando esse pessoal responder por e-mail o que precisa ser feito exatamente. Aliás, a gente tem mesmo é que rezar pra eles esclarecerem tudo por e-mail, pois é muito difícil falar desse assunto, mesmo que seja em inglês.

COMO EMITIR O CZI AQUI NA ALEMANHA 

No Brasil, por exemplo, depois que você tem todos os documentos em mãos, é necessário marcar a viagem antes de ligar na Vigiagro de São Paulo para agendar a retirada do CZI. O Certificado Zoosanitário Internacional é o documento que comprova a validade de todas as outras paradas (michochip, vacina e sorologia) e me permite entrar nos outros países.

Eu acho que você pode tentar ligar lá um mês antes da viagem, e quando você liga, eles já agendam uma data para você levar todos os documentos. Isso porque o CZI é válido somente por alguns dias, e não pode vencer até o dia em que você for viajar com seu pet.

Para sair daqui da Alemanha é a mesma coisa. Eu também preciso de um CZl, e ele só tem validade se expedido no máximo 10 dias antes do meu ingresso ao Brasil. No site da Embaixada eles disponibilizam o formulário desse documento para download que a gente já pode levar preenchido, junto aos demais documentos, pronto pro Vet Oficial assinar.

Agora só nos resta esperar a resposta do Amtstierarzt da nossa região para providenciarmos os próximos passos: emissão do meu CZI com assinatura desse vet oficial, pegar firme na minha dieta e ficar no meu peso ideal pra poder viajar na cabine, e finalmente comprar as nossas passagens! \o/

Torçam para que dê tudo certinho, meus AUmigos! Tô morrendo de saudade da minha família no Brasil, principalmente do Nico, Rocky e Alvin! <3

Lambeijinhos para aucês!

~*

Link para a lista de Telefones dos Veterinários Oficias de Berlin por Região

http://www.tierarztpraxis-dr-beck.de/Phone.htm

Contato do Dr. Bornemann que foi super gente boa (Berlin-Neukölln)

Infos sobre o Veterinário Oficial da região Berlin – Mitte

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Diário do Wisky: Dog Tag e imposto para cães na Alemanha

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Hey, CÃObadinha de web-migos!

Hoje eu vim aqui para falar sobre um assunto importante para a vida de um animal de estimação aqui em Berlin. Além das despesas básicas com vacinas, alimentação, brinquedos e a microchipagem obrigatória, todo mundo que resolve comprar ou adotar um pet por aqui deve considerar o custo extra do imposto para cães na Alemanha. 

Esse valor varia entre os estados, mas aqui em Berlim, a taxa anual para cães é de 120 euros. Se você resolver ter mais de um animalzinho, o valor é ajustado. É preciso ter muita responsabilidade na hora de trazer um pet pra sua casa por aqui, e consciência de que eles devem ser bem cuidados!

A prefeitura da cidade alega que o custo arrecadado nesse importo é revertido para limpeza e manutenção das ruas, devido a “sujeira” que os cachorros fazem.

Não dá para saber se esse custo vai para esse serviço mesmo, mas uma coisa é certa: Berlin é uma das cidades mais sujas que já conhecemos. Não por falta de latas de lixo espalhadas pelas ruas, nem por conta do trabalho de limpeza feito pela prefeitura, mas sim pelo péssimo hábito que o alemão tem de jogar tudo no chão.

Desde bitucas de cigarro a qualquer tipo de lixo que você pode imaginar, o chão de Berlin é mesmo muito nojento. E apesar da fama que circula pelo mundo de que, na Europa, o dono pode levar uma multa caso não recolha as fezes do animal, a gente encontra vários toletões por aí, e se depara com uma porção de donos que fingem que o cão não fez cocô, e saem andando como se nada tivesse cagado acontecido.

Mamãe acha isso um absurdo e morre de vontade de oferecer um dos meus saquinhos de lixo quando encontra com dono sem noção! Mas ela ainda tem muito medo dos alemães, então é melhor não arrumar treta, né? Pelo menos a gente faz a nossa parte e sempre sai com um porta saquinhos. Se o próprio povo daqui não colabora com a limpeza da cidade, nós procuramos representar muito bem o povo brasileiro!

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Mas o que preocupa mesmo a galera em relação a esse imposto, é que existe a possibilidade de você ser abordado e questionado sobre ele na rua por um policial, ou até mesmo por um oficial do Ordnungsamt. Dizem que isso acontece com mais frequência nos transportes públicos, quando também há fiscalização dos tickets dos usuários. Se seu cachorro não tiver a Dog Tag que comprova a regularização do Hundesteuer, você pode ser multado.

Ouvimos falar também que os oficiais locais podem sondar no bairro onde os donos moram, para perguntar para as pessoas há quanto tempo vocês moram com seu cachorro por ali. Depois que ele cruza essas informações, você terá que pagar um valor referente ao tempo que você sonegou este imposto.

Falando assim, parece meio exagerado, mas é algo que não dá para arriscar. Enquanto a mamis estava dentro do período de turista, que são os primeiros três meses (chegamos em Janeiro desse ano), eu podia andar de bouas, pois era turista também! Mas depois que o visto dela saiu no começo de Abril, eles evitaram sair comigo para lugares movimentados, onde poderíamos ser abordados.

Foi um intervalo de poucas semanas até que conseguíssemos nos organizar, e agora, esse receio acabou! Estou super regularizado para viver e passear por Berlin, tudo dentro da Lei! Se a gente veio morar aqui, tem que fazer tudo certinho mesmo, né?

2016-01-16 (10)

COMO SOLICITAR O HUNDESTEUER 

Para regularizar o Hundesteuer (hunde = cachorro + steuer = imposto) os donos devem preencher este formulário aqui, disponível apenas em alemão, e depois, ir ao Finanzamt para solicitá-lo. O local que nós fomos fica em Neue Jakobstraße 6/7, 10179 Berlin.

Meus pais imprimiram e preencheram esse formulário em casa, e quando chegaram lá, na hora de retirar a senha, bastou escolher a opção hundesteuer na maquinha. Não foi necessário me levar junto… Aliás, é proibida a entrada de animais no local. O que é uma pena, pois eu perdi o passeio =/

Foi tudo bem rápido: meus pais entregaram os papel para moça, já preenchido, e ela pediu o passaporte do papai para confirmar os dados. Depois, ela ficou lá digitando um monte de coisa, e logo em seguida entregou a minha Dog Tag para mamãe. Ela explicou que eu devo passear sempre com ela na minha coleira, pois possui o número do meu registro na cidade.

O pagamento da taxa é feito em 4 parcelas durante o ano (março, junho, setembro e dezembro) e o valor é debitado diretamente da sua conta. No papel que você leva preenchido, constam seus dados bancários para realização desse débito.

É isso, pessoal!

Lambeijos do Nariz de Doce de Leite!

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Diário do Wisky: Meu primeiro banho e tosa no Pet de Berlin

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Olá, CÃObadinha!

Hoje eu estou aqui para falar sobre minha primeira aventura no Petshop aqui de Berlin!

Eu já cheguei a comentar com vocês no meu Instagram, e também em alguns outros posts aqui do meu diário, que o pessoal na Alemanha trata os cachorros de forma bem diferente do Brasil. Muitos lugares da Europa são considerados Pet Friendly, que quer dizer que aceita-se a entrada de animais de estimação na maioria dos estabelecimentos. Isso é verdade! É bem comum encontrar as famílias circulando com seus cãezinhos por aí.

Só que tem um porém: cachorro aqui é tratado como animal de estimação. Sim, eles são tratados com respeito, fazem parte do contexto familiar e tudo mais, mas não são tratados com tantas frescurinhas como são os cães brasileiros. Eu, por exemplo, sou tratada como um verdadeiro filho! <3 Rsrs

Se você vai a uma loja de animais (petshop), você encontra o basicão para o bichinho sobreviver, mas nem se compara à quantidade de acessórios, brinquedinhos e petisquinhos que tem aí no Brasil.

Usando roupinha depois da tosa!
Usando roupinha depois da tosa!

 

TIPOS DE TOSA E O MERCADO PARA PETS EM BERLIN

Antes de vir para cá, minha mãe me levou no Petz e eu fiz o que o pessoal chama de tosa bebê, que é um modelo de corte super comum em cães de pelo longo, como eu. Esse modelo consiste em, basicamente, deixar os pelos bem baixinhos e o rostinho arrendondo, ajustado a altura da orelha. Também fiz a tosa higiênica, que é super importante também! Nessa tosa, corta-se o excesso de pelos que nasce entre os coxins das nossas patinhas, do nosso bumbum e da barriguinha. É quase uma depilação íntima, saca? Rsrs

Eu já vim preparado, porque mamãe sabia que talvez fosse difícil achar esse tipo de serviço por aqui. Meu papai, que veio pra cá antes da gente, sondou pela redondeza e não encontrou nada disso. E olha que a gente mora super no centro da cidade, na região da Alexander Platz.

No Brasil, há um Pet a cada esquina! Esse ramo vem crescido muito e movimenta uma grana considerável no mercado brasileiro. Meu avô materno sempre trabalhou em grandes redes de supermecado, e ele contava para gente que muitas unidades desses estabelecimentos não chegavam a vender nem a metade do que a Cobasi vendia em um fim de semana!

Pois bem. Os meses se passaram e os meus pelos cresceram de forma absurda. Eu já contei pra vocês nesse post que uma das principais mudanças biológicas que passei foi esse aumento de pelagem, por conta da alteração brusca de clima que vivi e o rigoroso inverno berlinense.

Exemplo de tosa bebê :)
Minha tosa bebê feita no Brasil :)

 

A MINHA EXPERIÊNCIA NO HUNDESALON

Enquanto mamãe pesquisava para encontrar esse tipo de serviço aqui, fomos nos virando em casa mesmo. Eu adoro quando a mamãe me dá banho, e ela manda muito bem nisso 🙂 com o tempo, ela foi aparando os meu rostinho, os pelos das patas que fazem muito nó, e isso quebrou um galho por um tempo. Mas agora, após quase 4 meses aqui, já não dava mais pra adiar. Eu precisava dar um talento na minha cabeleira.

Minha mãe conheceu a tia Anna do Anna’s Hundesalon durante suas pesquisas na internet. Elas conversaram algumas vezes via Facebook, e no sábado passado, nós fomos lá. Tivemos que pegar dois trens, e o percurso levou mais ou menso uns 40 minutos. É um pouco longe, mas eu adoro passear de transporte por aqui! Fico super comportado e faço vários amigos no caminho.

Eu no trem à caminho do Hundesalon :)
Eu no trem à caminho do Hundesalon :)

 

Chegamos um pouco adiantados, mas logo fomos atendidos. O lugar é bem pequeninho, e meus pais puderam ficar de olho em mim o tempo todo. A Anna nos cumprimentou, e perguntou qual lâmina meus pais queriam que ela usasse.

Cara, sei lá! Rsrsrs não tem essa de modelo de tosa não. A gente mostrou uma foto de uma tosa feita no Brasil, e ela entendeu.

De primeira, ela elogiou meu comportamento e foi super carinhosa. Eu sou muito bonzinho mesmo, gente. Fico quietinho o tempo todo. Daí depois, ela elogiou a qualidade do meu pelo! Disse que muitos cães com esse tipo de pelagem, chegam lá cheios nós. Coitados, né? A minha mãe me escova dia-sim-dia-não para evitar a formação de nós, pois eles são perigosos.

[ ALERTA: uma vez, o Nico (irmão pet da minha mamis) criou uma ferida enorme por conta da fivela da guia que ele usava. Em cima da ferida, formo-se um nó que minha mãe não percebeu. Quando ela foi se dar conta, estava enorme o machucado! Poderia ter feito muito mal para o Nico, se algum bichinho se alojasse lá, por exemplo. Depois disso, mamãe fica super em cima da gente. ]

Quando a tia Anna passou a máquina, o coração da Mamãe gelou. Saiu muito pelo de uma vez e ela achou que eu tava pelado! Mas não… hahahaha é que eu tava muito peludo mesmo. Depois, a Anna fez o formato do meu rostinho, e deu uma picotada no topete dum jeito que a mãe num gosta =/ fala que fica parecendo o Xororó, com o topete espetado.

Na hora do banho, aquele estilo alemão de sempre: um xampu apenas. Na hora de secar, outra coisa diferente: eles usam secadores normais, de cabelo de gente, nada daqueles sopradores dos pets do Brasil. Aliás…. mamãe achou tudo meio caseiro e sem muita técnica.

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CONSIDERAÇÕES GERAIS

  • O Brasil está muito a frente quando se fala em prestação de serviço de beleza! Vocês devem ouvir falar que nossos cabeleireiros, manicures e esteticistas são os melhores do mundo. E devem ser mesmo!
  • O serviço desse Hundesalon dá sim para quebrar o galho a cada três ou quatro meses, mas a mamãe cogita comprar uma maquininha e me tosar em casa. O serviço custou 39 Euros!.
  • Elas mandaram bem na tosa do coxins, mas elas não passam a maquinhinha na barriga e no pipi, só aparam com a tesoura.
  • A tia Anna é uma querida, me tratou super bem, o passeio fui bacana e eu até pude entrar num restaurante com os pais depois! 🙂

É isso, pessoal!

Até a próxima!

Lambeijinhos

 

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Diário do Wisky: Alimentação natural e caseira para cães

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Olá, CÃObadinha!

Aqui é o Wisky de novo! Hoje eu vou falar de um assunto muito bacana, que me deixa com água na boca só de lembrar: comida caseira para cães! <3

Quando falamos em comida caseira, ou alimentação natural para cães, estamos nos referindo aos alimentos frescos que nós, os cães, podemos consumir normalmente, assim como vocês humanos. Antes de eu contar como tem sido a minha experiência, preciso esclarecer duas coisinhas para vocês:

  1. A minha mamãe NÃO é veterinária, então, ela também está aprendendo uma série de coisas nesse processo, e nós só estamos seguindo a AN porque eu sou cãozinho novo e saudável. Logo, não há contra indicações. É muito importante que vocês também pesquisem sobre esse assunto, e conversem com um veterinário de confiança, antes de trocarem a alimentação do pet de vocês, ok?
  2. Preparar comida caseira para seu animalzinho NÃO é a mesma coisa que dar restos de comida humana, como era bem comum há alguns anos atrás. Apesar de nós podermos comer boa parte dos alimentos que vocês comem, o preparo da nossa comida é bem diferente. Não podemos consumir temperos comuns, que estão em quase tudo que vocês preparam, como a cebola, por exemplo.

Agora que já esclarecemos isso, bora contar como tem sido minha alimentação? 😀

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Meu ranguinho pronto pra servir! <3

COMO TUDO COMEÇOU

Eu comi ração desde bebezinho. Quando cheguei na casa dos meus pais, eu comia a ração ProPlan para raças pequenas, mas depois comecei a ficar mais exigente, e a mamãe, para não me deixar com fome, me dava aqueles sachês de carne com molho da Pedigree. Para sermos bem honestos, os hábitos alimentares de toda família não era nada legais. Todos nós consumíamos muita comida industrializada por conta da rotina maluca.

Nossa vida em São Paulo era muito corrida, como a de praticamente todo mundo que mora lá. Meus pais trabalhavam fora, passavam horas no trânsito, e o pouco tempo que sobrava em casa era dedicado para mim e para os outros afazeres do lar (lavar, passar, limpar) pois não tínhamos nenhuma auxiliar doméstica. Meus pais acabavam comendo coisas rápidas, sem muito preparo, e eu ficava com a minha raçãozinha.

Confesso que não curtia muito não; Às vezes fazia cara feia pro potinho, e enrolava hooooras pra comer. Mamãe ficava chateada, mas a recomendação que ela escutava era que a ração concentrava todos os nutrientes que eu precisava, então, ela insistia. Quando decidimos vir morar em Berlin, eu tive que fazer uma dieta para poder viajar na cabine do avião com meus pais. Mais detalhes nesse post aqui.

Nessa época, mamãe trocou a minha ração pela ligth, mas eu rejeitei de cara. Então ela começou a me dar alguns legumes cozidos e frango, de vez em quando. Ela começou a perceber que eu adorava essa comidinha! Ficava feliz, esperando ansiosamente pro meu rango ficar pronto! MAS quando chegamos aqui em Berlin, voltei para ração, e o papai comprou a Royal Canin para raças pequenas, que eu aceitei bem.

Num certo dia, mamãe sentiu vontade de cozinhar para mim de novo (coisa de mãe <3) e a minha reação foi a mesma: alegria, apetite e expectativa pela comida fresquinha. Foi aí que ela começou a pesquisar sobre alimentação natural para pets, e encontrou um mundo de informações e de outras pessoas que seguem esse mesmo esquema com seus animais. De lá pra cá, tenho me alimentado somente com comida natural.

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Me dá logo esse rango, Mãe!

 

COMO SABER MAIS SOBRE ALIMENTAÇÃO NATURAL PARA PETS?

Como disse lá no comecinho, nós ainda estamos aprendendo. Mas pra quem ficou interessado, nós super recomendamos o site Cachorro Verde! Ele foi criado pela Dra. Sylvia Angélico, que trabalha atendendo consultas de nutrição caseira e ministrando cursos sobre as nossas dietas em diversas capitais do paísNele você encontra uma série de informações super esclarecedoras, inclusive receitas, listas de alimentos que podemos consumir, e também o que não podemos.

Minha mamãe já leu esse site de cabo a rabo, e continua pesquisando, cruzando informações com outras fontes. Há três tipos diferentes de dieta baseada em alimentação natural para cães, por exemplo: crua e sem ossos, crua com osso e a cozida. Há vantagens e desvantagens em todas elas, mas a que estamos seguindo é a cozida.

Gráfico disponível no site Cachorro Verde
Proporção de nutrientes disponível no site Cachorro Verde

 

COMO É A MINHA ROTINA DE AN

Tenho que admitir novamente que dá trabalho preparar tudo sim. Aqui em Berlin, minha mãe ainda não trabalha, por isso ela tem bastante tempo para se dedicar a minha (a nossa né) alimentação. Além do mais, tem um mercadinho na rua de casa, cheio de legumes e carnes fresquinhas, o que facilita muito.

Então hoje percebemos que esse tipo de dieta teria sido bem mais difícil de encarar lá no Brasil, mas mesmo se um dia voltarmos para lá, ou mesmo se ela começar a trabalhar aqui na Alemanha, vamos mantê-la.

Segunda-feira é dia de preparar minhas marmitinhas! Mamãe faz três porções diárias e que duram uma semana certinho. Ela compra tudo fresco, monta as porções de acordo com o que o Cachorro Verde recomenda. Devemos seguir uma proporção certinha de proteínas, carboidratos e vegetais, na quantidade correta para o meu porte físico!

Depois que tudo está montadinho, ela congela. Toda noite, ela retira as três porções do dia seguinte e deixa descongelando na geladeira. Assim, no outro dia, ela cozinha tudo na hora.

Tirando esse dia da montagem da marmita, no dia a dia, não é trabalhoso. Com as porções pequenas, em 15 minutinhos tudo fica cozido no ponto certo pra mim. Daí é só esperar esfriar e mandar bala!

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Algumas marmitinhas da semana! :)

Nessas marmitinhas, mamãe tenta intercalar e variar os tipos de carne, legumes e carboidratos. Aqui em Berlin temos uma desvantagem: a gente encontra menos opções de carne, e não se identifica na caixinha qual parte do animal estamos comendo rs. Mas estamos nos esforçando, procurando em outros mercados, para que eu tenha uma AN exemplar!

O QUE MUDOU DE LÁ PRA CÁ

  • Eu estou demonstrando muito mais interesse pela comida! Sempre fui um cara guloso, mas agora, fico de butuca quando a mamãe está fazendo as coisas para mim, nunca recuso ou enrolo para comer.
  • Eu fico leve depois da refeição! Sempre que como, fico feliz da vida e vou direto brincar. Quando eu comia ração, isso não acontecia. Eu sentia preguiça, acho que era o peso na barriga. Tipo quando vocês comem feijoada rs.
  • Eu bebo menos água! Isso porque os alimentos naturais já possuem água, o que é ótimo. Quando eu comia ração, eu bebia mais de dois potes de água por dia. Isso acontece porque ela é seca, e dá mais sede mesmo.
  • Meu cocô ficou mais sequinho e menos fedido. Desculpem falar de cocô, mas este é um sinal que indica que meu organismo está processando melhor os nutrientes, e jogando pra fora o que não presta. Ou seja… estou retendo muitos nutrientes bons! Quando eu comia ração, meu cocô era maior, fedia horrores e era bem nojento. Écat.
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Preparação da minha AN!

 

O QUE AINDA FALTA PARA UMA AN PERFEITA

  • Incluir a farinha de casca de ovo, que é um reforço para o cálcio, que tanto precisamos. Mamãe não consome muito ovo, mas vamos começar a trazer mais isso para nossa rotina agora.
  • Incluir vísceras, como é recomendado. Nos mercados de bairro, não encontramos esse tipo de carne, só as de consumo mais comum. Precisamos achar um açougue, ou algo assim. O fato é que não se come muita carne mesmo por aqui.
  • Incluir peixes, sal iodado e mais frutas.

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Espero que tenham gostado do meu post, AUmiguinhos!

Acompanhem meu dia-a-dia de Alimentação Natural lá no meu Instagram!

https://www.instagram.com/wisky_thedog/

Lambeijinhos

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Diário do Wisky – Roupinhas de inverno, Petshops e estilo de vida dos cães berlinenses

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Olá, pessoal!

Olha eu aqui de novo no Blog da Mamis! Hoje eu vou falar sobre algumas coisas que as pessoas me perguntam bastante lá no meu Instagram, e também vou falar sobre o estilo de vida dos cães aqui de Berlin.

O que mais gera curiosidade para as pessoas do Brasil é como cuidar dos cães durante o inverno rigoroso. Muitas gente pergunta, por exemplo, como que os donos agasalham seus cães aqui na Alemanha. A resposta é muito simples: elas não agasalham! hahaha

Pois é, gente. São poucos os cãezinhos que vejo na rua usando roupinhas. Dá pra perceber que os que estão com algum tipo de agasalho, são cães mais velhos, que naturalmente já exigem esse tipo de cuidado por parte de seus donos. Mas no geral, mesmo com neve, os cães saem de casa sem nenhum tipo de proteção.

Já notei que o povo daqui não trata cachorro com todo o mimimi com que somos tratados aí no Brasil. Esses dias fui num Petshop daqui com meus pais, e mesmo se tratando de uma loja grande, a variedade de produtos nem se comparava com Petz de São Paulo.

Aqui a gente encontra o basicão, que é comida, produtos de higiene, caminhas e casinhas. Just it. Ainda não encontramos uma loja que vendesse roupinhas e acessórios, por exemplo. Porém, no site dessa loja que a gente foi, você encontra outras coisas sim, inclusive roupas.

A Alemanha, apesar de ser um país super pet friendly (que aceita cães nos transportes públicos e em vários outros lugares), cachorro é cachorro, sabe? A gente vê que praticamente todo mundo tem algum bichinho de estimação, mas alemão, de um modo geral, é um povo sem frescura.

Mamãe fica chocada quando se depara com um cachorro “pelado” nesse friozão. Mesmo que eu seja um shihtzu, e tenha a pelagem bem felpuda, eu nunca saio sem roupa ¬¬

Eu adorava usar roupinha aí no Brasil, mas como era de vez em quando, eu só gostava pra fazer charme e chamar a atenção das pessoas. Mas aqui, como é obrigação (por pura neura da louca da minha mãe) eu tô achando um porre. Todo dia, ela fala as duas palavrinhas mágicas: vamos passear? Eu fico feliz, mas logo me deparo com as roupas, e começo a fugir. Que saco, mãe!

O lado bom é que, quando eu saio de casa, faço o maior sucesso! Não é sempre que o pessoal vê um cachorrinho tão bem agasalhado como eu! hahaha eu quase sempre faço muitos amigos a rua por isso.

Bom, se você tá pensando em levar seu cachorrinho para algum lugar bem frio, vou mostrar os meus looks para ajudar vocês! hehehe

Dias frios e com muito vento: Essas são as roupinhas que uso quando as temperaturas estão baixas, mas não estão negativas, tipo entre 0° e 5º. Também uso nos passeios do fim do dia, quando já não tem mais sol e dá uma esfriada. Tem dias que o vento está bem forte também. A que eu mais gosto é a vermelha!

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Dias “mais quentes” (10º e 12º): essa roupinha é um pouco mais fina e bem fácil de colocar, então, acaba sendo a que eu uso com mais frequência. Como agora estamos no final do inverno, quase todas as manhãs tem um solzinho gostoso 🙂 mamãe aproveita para passear comigo nesse horário, porque além de ser mais agradável, não implico com essa roupinha.

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Friaca monstra com neve ou chuva: a temperatura mais baixa que peguei aqui foi de -12º! Nesses dias, eu usava uma dessas duas roupinhas (a azul é a mais grossa) que cobrem até as perinhas + esse agasalho que é forrado. Além dele ser bem quentinho, a parte de cima não molha, serve como um tipo de capa.

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– E as suas patinhas na neve, Wisky? 

Essa é outra coisa que me perguntam muito! No começo, mamãe ficou com medo de eu queimar as minhas patinhas no gelo. Sim, é claro que os donos devem ficar atentos à sensibilidade das nossas patinhas (vai ver cada cachorro é de um jeito né?), mas nós não achamos que era necessário usar sapatinhos, por exemplo.

Eu adorei brincar na neve, e nunca demonstrei nenhum desconforto ou dor quando pisava nela. Mesmo assim, meus pais sempre tiveram o cuidado de não exagerar, e não me deixavam muuuuito tempo no chão. Eu peguei neve poucas vezes, mas no inverno que vem, vou poder brincar e experimentar mais.

Meus pais até querem que eu use um sapatinho nos dias em que chove ou garoa, pois como o chão da cidade é bem sujo, eu fico com as patas bem encardidas… Écat. Aí tem que ficar lavando, secando… E dá um trabalhão, porque eu odeio que mexam nas minhas patinhas.

Mas não curti esse lance de sapatinho não. Meus pais morreram de rir de mim quando tentei usar, mas não se ligaram para filmar na hora, pois eu fiquei bem chateado com a situação. Se quiserem ter uma ideia de como foi, vejam esse vídeo aqui! 😛

Ah, uma coisa que minha mamãe fez, foi não cortar os pelos que crescem entre os meus coxins. No Brasil, eu fazia tosa higiênica com frequência, mas aqui, eles servem como proteção. Requer muito mais higiene, é claro, e tem que ficar aparando sempre, pra eu não ficar derrapando em casa, nem lambendo o tempo todo. Mas é muito importante deixar um pouco desse pelo para proteger!

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Bom, é isso, gente!

Até a próxima!

Lambeijos do Wisky

 

 

 

 

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Diário do Wisky: mudanças fisiológicas causadas pelo inverno rigoroso de Berlin

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Oi, galerinha! Olha eu aqui de novo dando as fuças no Blog da Mamãe!

Essa semana nós postamos lá no meu Instagram um recorte com algumas fotos minhas aqui em Berlin. Nesse post, a gente contou que algumas mudanças fisiológicas aconteceram comigo desde que chegamos. A primeira delas foi que a mamãe notou que meu apetite aumentou muito e que eu estava bebendo muito mais água do que o normal.

Eu tentei explicar para ela que estava comendo mais porque finalmente estava livre da dieta! Pra quem não sabe, eu fiquei um mês fazendo regime para poder me encaixar no peso determinado pela Lufthansa. Minha mãe não queria que eu fosse no porão de jeito nenhum! (pra falar a verdade, nem eu queria) Por isso eu precisava perder umas graminhas para poder viajar na cabine do avião com eles. Foram dias e dias de alimentação restrita e caminhadas, e no final, deu tudo certo!

Mesmo sabendo que eu tava era tirando a barriga da miséria mesmo, mamãe entrou em contato com a minha veterinária aí do Brasil. Ela é super bacana e atenciosa, e sempre se mostrou disponível para nos ajudar mesmo à distância. Ela nos contou que esse aumento do meu apetite aconteceu porque passei por uma mudança muito brusca de clima. Meu corpinho está trabalhando mais para produzir mais gordura e manter a temperatura ideal pro meu organismo. E quanto mais eu como, mais sede eu sinto, né. Acabo também fazendo mais xixi e mais cocô.

Isso foi bem nítido nas primeiras semanas, mas agora, meu apetite já normalizou. Eu também não estranho mais o frio que faz lá na rua, como foi no primeiro momento. Aí entra a segunda coisa que a mamãe notou: meus pelos cresceram bastante desde que cheguei aqui. Antes de viajarmos, fiz tosa bebê e tosa higiênica no pet, porque não sabíamos quanto tempo demoraria para encontrarmos esse tipo de serviço em Berlin. Aliás, ainda não encontramos, acreditam?

No segundo banho que a mamãe me deu, ela ficou chocada com a diferença de uma semana para outra. Essa também foi uma reação do meu organismo, que percebeu que eu precisava me manter mais aquecido aqui. Além de terem crescido, a textura também está diferente.

Meu pelo sempre mais grosso, liso e oleoso, mas agora ele está mais felpudo, parecendo algodão. A cor também mudou, por incrível que pareça. Eu que sou ruivinho de nascença acabei ficando mais castanho aqui! Não temos certeza, talvez seja a luz natural aqui de Berlin, e porque eu fico bem menos exposto ao sol, que dura poucas horinhas (entre as 9h e 13h geralmente).

 

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Além disso, também descobrimos uma coisa engraçada e curiosa sobre cachorros! Mamãe sempre ficou curiosa com o fato de que, quando tô fazendo o número 2, eu fico olhando pra ela! hehehe Há uma série de possibilidades que podem justificar isso. Parece que essa troca de olhares causa uma reação fisiológica igual ao que acontece entre uma mãe e seus filhotes.

Também é possível que a gente fique esperando a aprovação dos donos por estar fazendo cocô fora de casa, ou mesmo que estejamos pedindo permissão pra fazer. Outra hipótese é que a gente esteja dando checada se vocês, humanos, estão vigiando enquanto estamos, digamos… ocupados. Pode parecer bobo, mas a mamãe adora esses assuntos! rs

É isso, pessoal!

No próximo post nós vamos contar tudo sobre a viagem de avião! 🙂

Lambeijinhos <3

 

 

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Diário do Wisky – Mãe neurótica, fim da dieta e o inverno de Berlin

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Oi, aumiguinhos! Como vocês já sabem, eu me mudei para Berlin com a minha família na semana passada. Aqui no hemisfério norte as estações do ano são bem diferentes do Brasil. Quando aí é verão, aqui é inverno! Achei o maior barato porque no comecinho do ano, nós estávamos no litoral de São Paulo, curtindo piscina, sorvete e muito sol. Quando chegamos aqui em Berlin, levei o maior susto! Nunca tinha sentido tanto frio na vida. Nos dias mais frios em São Paulo, mamãe até que colocava um agasalho em mim, mas nada se compara às temperaturas que estão fazendo em Berlin.

Quando cheguei na cidade, mamãe me levou pra fazer xixi fora do aeroporto. Eu segurei a viagem toda e realmente estava apertado, doido para achar um bom poste, sabe. Mas daí quando senti aquele vento gelado, fiquei muito receoso. O ventinho do meu nariz, no meu bumbum… Deus do céu. Comecei a tremer de frio e a mamãe ficou com dó de mim. Me abraçou apertado o caminho todo, e até que fui parando de tremer. Nada como um colinho de mãe, não é?

Meus amigos do Instagram tem me perguntado bastante sobre como estou me adaptando ao frio daqui. Bom, depois daquele primeiro impacto no aeroporto, mamãe achou um jeito bacana de me proteger: ela coloca minha coleira que parece um colete, e ela protege meu peito. Depois coloca uma roupinha bem quente que cobre meus braços e minhas perninhas, tipo um macacão. Depois coloca por cima uma espécie de casaco que protege o corpo todo e o pescoço.

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Nós fizemos uns testes, andando aqui pela região, e assim eu não sinto nem um pouquinho de frio! 🙂 Ando normalmente, assim como fazia no Brasil. Ela também ficou de olho para ver se minhas patinhas não ia ficar congeladas, e se seria necessário comprar sapatinhos. Fala sério né, mãe? Você só me faz pagar mico… Minhas patinhas ficam ótimas no chão! A natureza já fez meu corpo preparado para temperaturas mais baixas. Como sou da raça shitzu, vamos deixar meu pelo bem grandão aqui! No Brasil não dava muito certo, pois eu sentia muito calor. A verdade-verdadeira é que eu sofro muito mais com calor intenso (e o chão quente pode queimar as patas mesmo) do que com o frio daqui.

Basta usar as roupinhas certas e pronto! É só curtir. Mamãe ainda não teve coragem de me deixar muito tempo com os pés na neve… Ela só deixou eu andar um pouco, fizemos até um vídeo! Eu adorei, corri, brinquei… Mas foi por pouco tempo. Ela ainda está insegura… Papai é mais maluco e corajoso. Por ele, eu andaria pela cidade toda, me jogaria na neve e ficaria sem coleira! O bom dos dois serem diferentes é que eu posso aproveitar com o papai, mas sempre com a segurança da minha mamãe.

Papai e Eu curtindo a neve!

Outra novidade muito legal é que a minha dieta acabou! Vocês se lembram que eu tive que controlar meu peso, por conta de viagem de avião? Para poder ir na cabine com a mamãe, eu tinha que pesar, junto com a bolsinha, 8kg no máximo. Como eu sou comilão, e tava meio gordinho, fiz uma dieta bem restrita nos últimos dias e deu tudo certo. Quando cheguei aqui, estava com muita fome! Meus pais fizeram questão de comprar comidas bem gostosas e eu tirei a pança da miséria! Não nascia para essa vida light e fitness não. Comi até fondue na casa dos meus novos amigos Aline e Julio, que moram aqui em Berlin também.

A rotina aqui tem sido bem tranquila! Nós três acordamos juntos lá pelas 8h, tomamos café e desço para passear com a mamãe, enquanto o papai vai para o trabalho. Aos pouquinhos, a gente vai conhecendo a região. Também passeio à noite com o papai, quando ele volta da academia. O restante do dia, fica naquela vida difícil de comer-dormir-brincar. Ai ai rs…

É isso, aumiguinhos! Até o próximo post!

Lambeijos do Wisky The Dog para todos!

 

 

 

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Fiquem ligadinhos nas minhas novidades por lá!

 

 

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