VIAGEM INTERNACIONAL COM ANIMAIS: tudo que você precisa saber sobre como viajar com seu pet na cabine do avião

@wisk_thedog Frankfurt, esperando nosso vôo para Berlin

Olá, gente linda!

Quem me acompanha há algum tempo sabe que eu me mudei para Berlin no ano passado, junto com meu marido e nosso cachorrinho Wisky. Por essa razão muitas pessoas me procuram para pedir dicas e tirar dúvidas sobre viagem com animais e como levá-los na cabine. 

A primeira coisa que você precisa fazer é avaliar as regras e o histórico das companhias aéreas. Cada empresa possui suas próprias exigências para transporte de animais, bem como padrão de bolsa de transporte, limite de tamanho e peso do pet, e até mesmo a restrição para algumas raças.

Cada vôo possui um limite de embarque de animais – no caso da Lufthansa, são até 2 pets – por isso você precisa verificar se o vôo escolhido tem vaga disponível pro seu pet. É muito importante que você se certifique disso  ANTES de comprar a sua passagem, para não correr o risco de escolher um vôo sem vaga para ele. Digo por experiência própria: trocar de vôo por este motivo dá um trabalhão danado e envolve uma taxa adicional bem salgada.

Como geralmente os sites não tem informações sobre a disponibilidade de vagas para pets, eu sempre seleciono dois ou mais vôos que tenho interesse, e entro em contato por telefone com a companhia aérea. E só depois que eles confirmam a disponibilidade para viajar com meu pet, eu finalizo a compra pelo site.

Logo em seguida, eu ligo novamente para companhia e informo o número da minha passagem. Aí por telefone mesmo, o atendente faz a reserva do Wisky dentro da minha passagem, e eu recebo por e-mail um novo itinerário de vôo, atualizado com a reserva.

Ah, uma dica legal é que você pode pedir pro atendimento encaminhar esse itinerário também no idioma do país, para evitar contratempos.

Exemplo de passagem da Lufthansa com a confirmação de reserva para pets
Exemplo de passagem da Lufthansa com a confirmação de reserva para pets. Note que reserva foi feita nos dois vôos, Berlin-Frankfurt e Frankfurt-São Paulo

Caso você precise fazer alguma escala em algum outro lugar, não esqueça de checar se a reserva do seu animalzinho foi feita para todos os trechos da viagem. Já o pagamento da reserva geralmente é feito no dia do embarque, antes de despachar as malas e pesar o animal.

Para viajar com o Wisky, saindo aqui de Berlin, nós pagamos o valor de 70 Euros. Já saindo do Brasil, o valor sobe para 100 Euros. O valor pode ser convertido para o real no balcão. Infelizmente, por essas razões, eu só posso fazer o check-in no aeroporto, e eu não consigo escolher a poltrona com antecedência, como acontece com o check-in on line.

Não sei se isso ocorre em todas as companhias, mas o sistema da Lufthansa coloca automaticamente o passageiro com pet em um poltrona na janela. Ou seja: janela garantida sempre! <3

REGRAS GERAIS DAS COMPANHIAS ÁREAS

Só são permitidos na cabine do avião CÃES e GATOS de pequeno porte, que devem permanecer sob os cuidados e vigilância dos donos durante todo o tempo da viagem. Geralmente não é permitido o transporte de outras espécies, como, infelizmente, foi o caso do Alvin, nosso porquinho da índia, que teve que ficar no Brasil…

O animalzinho fica acomodado em uma bolsa de transporte especial para viagens aéreas, que deve ser completamente fechada, com tampa e/ou laterais teladas, obviamente, para que ele consiga respirar. A bolsa em que o Wisky viaja foi confeccionada pela Amigos de Pelo, seguindo as medidas da cia que escolhemos.

Quando o animal é maior e viaja no compartimento de cargas, a caixa de transporte deve ser grande, rígida e bem resistente, permitindo que o animal fique de pé e consiga pela menos uma volta em torno de si mesmo.

Já no transporte na cabine, as bolsas devem ser menores, flexíveis e confortáveis, pois o animal permanecerá no assoalho do avião, embaixo do acento da frente, ou entre as pernas do passageiro responsável por ele.

A bolsa também deve possuir algum forro capaz de absorver líquidos, caso o animal faça xixi durante a viagem, porém, um tapete higiênico próprio para pets já é o suficiente. 

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Ilustração de como o animal vai acomodado na cabine do avião durante a viagem

Wisky e eu só conseguimos viajar de Lufthansa, pois apesar dele ser um Shihtzu, raça considerada de pequeno porte, ele é um pouco maior e mais pesado que a maioria desses cães. O peso máximo permitido por essa companhia é até 8kg, incluindo o peso da bolsa. Mais informações neste link.

Essa medida varia, em outras companhias aéreas, entre 5kg e 10kg, mas algumas delas também não transportam animais de focinho achatado, ou branqui cefálicos, como é o caso do shihtzu, dos buldogues e dos gatos persas.

Wisky e sua bolsinha pesam juntos 7.5kg e a Lufthansa apenas conscientiza os donos de que essas raças são mais sensíveis, e que a decisão de transportá-los, bem como a responsabilidade sobre a saúde do animal, é inteiramente dos donos.

Apertadinho no vôo de Munich a Berlin
Apertadinho no vôo de Munich a Berlin

AS NOSSAS VIAGENS BRASIL/ALEMANHA

Eu costumo dizer que Deus me deu o cachorrinho certo para viver todas essas aventuras comigo. Desde filhotinho, e espontaneamente, Wisky já gostava de se esconder dentro das bolsas e mochilas lá de casa. Além disso, ele é super calminho e nunca estranha nenhuma situação.

Paciente, observador e companheiro, este é o meu Wiskynho!

Embora a primeira viagem tenha sido mais tensa, por conta da despedida da família, rumo a uma nova vida totalmente desconhecida, eu viajei com meu marido, o que facilitou bastante as coisas. Ele ficou responsável por carregar a nossa bagagem de mão, colocar as coisas na esteira e apresentar os passaportes, enquanto eu, só fiquei cuidando do Wisky, revesando sempre que necessário.

Porém, nas duas viagens seguintes, meu marido não pôde me acompanhar por causa do trabalho, e pra que eu pudesse aproveitar mais dias no Brasil, e também para que o Wisky tivesse um tempo maior para se recuperar e se adaptar entre uma viagem e outra, nós viajamos sozinhos. 

A nossa primeira viagem ocorreu em julho do ano passado, e eu estava morrendo de medo de viajar sem a companhia de outra pessoa. Mas foi aí que eu percebi que quando temos um animalzinho, nós nunca estamos sós de verdade!

Eu passo a viagem toda cuidando dele, não consigo dormir muito bem, e confesso que nem vou ao banheiro, pois não posso levá-lo comigo e tenho receio de deixá-lo sozinho me esperando. Mas acho que o tempo todo é ele quem vai cuidando de mim… Acho que carrego um anjinho de guarda, isso sim! 

Nossa segunda viagem foi em dezembro, e agora mais experientes, já soubemos nos acomodar melhor no avião e ficamos mais relaxados. É engraçado como ele reflete muito a o meu estado emocional.

Da primeira vez, eu quase não dormi, e senti que ele também estava mais alerta, acordando o tempo todo, e às vezes, pedindo colo. Desta vez, ele dormiu praticamente o viagem inteira, e só acordava quando o carrinho das refeições passava.

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Opa, isso é cheirinho de comida! :9

 

COMO É QUE O MEU PET VAI SE COMPORTAR NESSA SITUAÇÃO?

Isso é realmente uma coisa relativa, e eu até arrisco dizer, que não dá para prever como vai ser a primeira viagem de vocês. Se para nós humanos toda a movimentação dos aeroportos já é muito cansativa e estressante, imagina para eles, que não sabem muito bem onde estão nem o que está acontecendo, né?

Pode ser que um animalzinho, por mais tranquilo que seja em seu dia-a-dia, estranhe todas essas novas situações e tenha alguma reação diferente do que os donos esperam.

Por isso é importante que o dono analise muito bem a real necessidade de submeter um animal a uma viagem assim. Em casos de mudança, ou longos períodos fora, é óbvio que não há outra opção – lembrando que os animais são parte da família e nunca devem ser deixados para trás. 

Mas em casos de viagens curtas, eu sinceramente, não recomendo. 

Eu sempre digo que só levo o Wisky comigo porque ele lida com tudo isso com muita tranquilidade. Ele fica dentro da bolsinha o tempo que for necessário, e se começa a ficar um pouco mais agitado ou desconfortável, basta fazer um carinho e conversar com ele, que tudo se acalma.

Como ele se comporta bem, nos aeroportos, ele anda comigo na coleira mesmo, e na espera das escalas, ele sempre fica fora da bolsa, observando tudo e esperando o tempo passar. Quando olho para ele nesses momentos, fico pensando no perrengue que outras pessoas devem passar com animais mais agitados =/

DEVO OU NÃO DEVO TRANQUILIZAR MEU ANIMAL COM MEDICAMENTOS? 

Tá aí mais um questão delicada. Para o animal despachado que viajam no compartimento de cargas, as companhias aéreas proíbem que ele viaje sedado. Isso porque, em caso de turbulência, o animal precisa estar consciente para se equilibrar. Se ele estiver desacordado, pode se machucar dentro da gaiola.

Já para animais que viajam na cabine, eu não sei qual é a orientação. Nunca me questionaram se o Wisky havia sido medicado, ou se eu pretendia fazer isso. Os funcionários que pesam o animal antes do embarque raramente fazem perguntas sobre o pet (só aqueles que realmente gostam de animais, mas aí é uma coisa mais pessoal do que profissional).

Se o dono julgar necessário medicar o animal, é importante que essa decisão seja tomada com a aprovação de um veterinário. Eu acredito que tranquilizantes fortes não sejam indicados, a menos que exista alguma grave exceção, que envolva o estado de saúde do animalzinho. Mas eu imagino que algum floral, ou remédio que dá um soninho, COM APROVAÇÃO DO VET, pode ser uma boa saída.

No caso dos gatos, por exemplo, que geralmente não são acostumados a passear, ou mesmo sair de casa, deve ser uma situação mega estressante. E assim como já ouvi muitas pessoas falarem que dão algum tipo de calmante pro gatinho ir até o veterinário tomar vacina, ou antes de tomar banho, esta é mais uma situação em que é preciso avaliar as vantagens do uso de tranquilizantes.

Sempre devemos pensar na saúde e no bem estar do pet, sem deixar de lado a tranquilidade do dono durante a viagem.

@wisk_thedog Frankfurt, esperando nosso vôo para Berlin
@wisk_thedog Frankfurt, esperando nosso vôo para Berlin

ALIMENTAÇÃO, XIXI E COCÔ DURANTE A VIAGEM

Antes da ir pro aeroporto, eu procuro dar um pouco menos de comida do que ele costuma ingerir, apenas para evitar que ele enjoe ou passe mal, e também dou umas voltas do lado de fora, para ele fazer xixi e cocô. Depois que passamos pelo detector, eu geralmente ofereço um pouquinho (bem pouquinho mesmo) de água e algum biscoitinho, pra distraí-lo.

Dentro da aeronave, eu tento ficar esperta com o horário em que vão servir as refeições para que, antes que o carrinho chegue, eu ofereça um pouco de ração. Eu faço isso para evitar que ele não esteja faminto e fique muito eufórico quando a comida chegar. (Ele é muito pidão, e faz tipo AEEEEEE COMIDA!!\o/)

Toda vez que ele acorda, eu ofereço um pouquinho de água também. Mas confesso que fico muito dividida, pois sei que não posso deixá-lo com sede, mas quanto mais água ele beber, mais apertado ele vai ficar…

E ele NÃO FAZ nem o nº1 nem o nº2 durante todas essas horas. Ele só “se alivia” quando vai do lado de fora do GRU lá no Brasil, e quando reconhece a nossa rua aqui em Berlin. As vezes são quase 20 horas entre um xixi e outro… Coitadinho 🙁

Nas escalas eu sempre tento levá-lo nos cantinhos das aéreas externas, coloco tapetinho no chão quando vou ao banheiro, e tudo mais… Mas ele nunca faz nada. Eu fico apreensiva, mas acho que é coisa dele =/

O QUE PRECISO LEVAR PARA MEU CACHORRO NA CABINE

Além da bolsa de transporte dele, dentro da minha mala de mão, eu levo dentro de um Ziploc transparente:

  • Um cobertorzinho, pois a temperatura no avião é muito baixa;
  • Um tapetinho higiênico, conforme exigido pela companhia aérea;
  • Um brinquedinho que NÃO faz barulho para não incomodar os demais passageiros;
  • Um potinho com um pouquinho de ração seca (comida natural pode ser barrada);
  • Um bebedouro portátil que eu só encho dentro do avião e esvazio antes de sair.

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O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER

Em todas essas viagens, eu nunca cruzei com ninguém que realmente não gostasse de animais, e se sentisse incomodado com a presença do Wisky. Não sei se tive sorte, ou se é realmente muito raro topar com gente assim, mas o fato é que ele não chega a incomodar ninguém.

Mas fico pensando como as pessoas agiriam com um cachorrinho diferente, que ficasse latindo ou chorando, por exemplo. A gente sabe que as pessoas até tentam ser tolerantes com as crianças pestinhas que viajam – porque sempre tem, né? rs – mas eu não sei se com animais a compreensão seria a mesma.

Alguns comissários são super queridos, fazem perguntas gentis e as vezes passam para checar se o Wisky precisa de algo e se está tudo bem. Por outro lado, tem comissário que passa só pra checar se ele está dentro de bolsa, conforme as regras exigem. É o tal do lance de gostar ou não gostar de animais, ou mesmo ter tido ou não experiências ruins em outros vôos.

Acho que você deve ser consciente e entender que os funcionários precisam cumprir regras, e que você também deve cumprir para um bom convívio com as outras pessoas durante o vôo. E assim como em todos os momentos da vida, simpatia e boa comunicação também fazem milagres.

Eu geralmente me apresento pro passageiro ao lado, digo que estou viajando com meu cachorro, e nesse momento coloco o focinho de doce de leite em ação  apresentou o Wisky também. Digo que ele está acostumado a viajar, que se comporta bem, mas que a pessoa pode reclamar comido, se algo estiver incomodando.

Acho que não há quem resista à educação, noção de cidadania e gentileza! 🙂

Uma vez eu viajei com uma austríaca muito bacana, que até ficou de olho nele para eu poder ir ao banheiro. Mas se você estiver viajando sozinho, e não conseguir levar o animal com você, é seu direito pedir ajuda ou orientação para algum comissário. Eles certamente vão te ajudar.

Ah, uma coisa curiosa: os pets que viajam com seus donos precisam passar sozinhos no detector de metais! É uma das cenas mais fofas e engraçadas. Um funcionário fica segurando ele de um lado, e depois que eu passo, ele solta a coleira pro Wisky ir até mim. PENSA NUM CARA METIDO! hahaha

A gente sempre vai fazendo uma porção de amigos por onde passa, principalmente com os brasileiros, que são mais receptivos e não tem receio de se aproximar e puxar conversa. Os alemães geralmente só sorriem, e depois de alguns minutos, fazem perguntas discretas, isso quando fazem.

Se por um lado é trabalhoso viajar com eles, por outro, eu me sinto muito sortuda por poder viver tudo isso e compartilhar minha experiência com as pessoas! Eu fico muito feliz por poder ajudar tanta gente que gosta de animais, e não abre mão de estar com eles.

Acho que se o Wiskynho soubesse, ele concordaria comigo!

Beijos

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PASSO O DIA FORA DE CASA MAS QUERO TER UM CACHORRINHO – É possível conciliar a nossa rotina e os cuidados com um pet?

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Oi, gente!

Como vocês sabem, eu sou maluca por cachorros, e sempre que alguém me diz que quer adotar/comprar um petzinho, eu fico muito feliz e super incentivo! Mas como a maioria das pessoas passa parte do dia fora de casa, seja trabalhando, estudando, ou fazendo qualquer outra atividade, quase todo mundo se pergunta: é possível conciliar meus compromissos e atender todas as necessidades que um cãozinho demanda?

Esse assunto é muito delicado, pois cada pessoa tem um ponto de vista diferente sobre a relação entre humanos e cães.

Para muita gente, “lugar de cachorro é no quintal”, e mesmo proporcionando o básico que ele precisa e merece – alimentação de qualidade, água limpa e fresca, abrigo, segurança e cuidados veterinários – geralmente quem cria um animal dessa forma, acaba não se preocupando tanto com o tempo que ele passa sozinho e o vínculo afetivo é mais superficial.

Mas tem aquelas pessoas que acham que os animais são parte da família, fazem parte do nosso dia-a-dia e estão incluídos em todos os nossos planos. Essas pessoas são super apegadas aos pets, e sentem mais dificuldade em deixá-los sozinhos por muito tempo.

Eu faço parte deste time, e se você buscou esse tipo de conteúdo na internet, tenho certeza de que também faz! Então… esse post é pra você! <3

Cães fazem parte da família! <3
Cães fazem parte da família! <3

COMO OS CÃES ASSIMILAM O TEMPO?

Quem já teve cachorro sabe que eles não tem tanta noção de tempo quanto nós. Eles não conseguem mensurar ou sentir a diferença entre o tempo que a gente leva para dar um pulo na padaria e uma jornada completa de trabalho. Quando o dono volta para casa, a reação sempre será a mesma, independentemente se foram 15min ou 8h longe um do outro.

Também sabemos que, de uma maneira geral, os cães são super flexíveis, capazes a se adaptarem a nossa rotina, e se conseguimos fazê-los entender que “a gente vai sair, mas volta logo”, eles aprendem a nos esperar sem criar nenhum problema.

Para que o contrário não aconteça, é muito importante que você policie algumas atitudes. Apesar de serem capazes de nos entender e associar o que estamos dizendo, os cães são muito sensíveis e interpretam nossos sinais de uma maneira instintiva.

Ou seja: sabe aquela sofrência que você demonstra na hora da despedida, que pra você, é só demonstração de afeto e saudade? Pois é. O seu cão interpreta isso como fraqueza e insegurança, e com o tempo, pode se agravar e se transformar no que chamamos de ansiedade de separação. 

A despedida e o reencontro com o animal, assim como o período em que passam separados, devem ser momentos normais e habituais na relação de vocês. Aliás… Levar as situações com naturalidade é bacana pra qualquer tipo de relacionamento, não é mesmo?

http://brightwallpapers.com/
“Meu dono tá de saída? Ah, beleza né… Vou tirar uma sonequinha de 5 horas e daqui a pouco ele tá de volta pra gente brincar de novo.”

A NOSSA EXPERIÊNCIA COM O WISKY

Filhotes são muito curiosos, brincalhões e ficam entediados muito rápido. E é aí onde mora o perigo. Quando nós trouxemos o Wisky para casa, ele tinha 3 meses e passava muitas horas sozinho. No início, ele aprontou bastante: roeu os pés das cadeiras da sala de jantar, destruiu 3 caminhas e a caixa da árvore de Natal, fez muito xixi pela casa e até comia cocô. Esse começo foi duro, mas pesquisamos muito para saber lidar com a situação da melhor forma possível.

Não fazia muito sentido repreendê-lo pelo que ele tinha feito de errado durante o dia, pois quando não é pego no ato, existe a chance do cãozinho não entender o motivo da bronca e a associá-la de forma errada. Percebemos que era mais eficaz ensinar as coisas certas para ele quando estávamos em casa e recompensá-lo por isso. 

Se quando estamos juntos, mostramos o que é certo e o que é errado, o que aprovamos e o que não aprovamos, com o tempo, eles começam a agir do mesmo jeito quando não estamos por perto. (E ainda tem gente que critica quando nós dizemos que eles são praticamente como filhos, né?)

E então lá pelo 7º mês, as artes ficaram cada vez menos frequentes, e por volta de um aninho, ele já estava completamente adaptado as nosso horários e as nossas regras. Hoje em dia o Wisky está tão acostumado com a rotina que ele leva desde o comecinho, que passa praticamente o dia todo dormindo, só guardando energia para a hora da família, que é quando nós três estamos juntos à noite! <3

E posso dizer a verdade? Quase todos os cachorros que eu conheço, com o tempo, adotam hábitos parecidos. No final das contas, só depende de você ensinar pro seu cachorro qual é o ritmo da família e o que você espera dele.

Wisky com 4 meses, brincando com a garrafinha de macarrão, seu brinquedo favorito na infância! <3
Wisky com 4 meses, brincando com a garrafinha de macarrão, seu brinquedo favorito na infância! <3

SEJA FRANCO E QUESTIONE-SE: 

  • Quantas horas eu passo fora de casa? Um cachorrinho se encaixa nessa minha realidade?
  • Os outros moradores da casa estão de acordo com a chegada de um cão e dispostos a cooperar?
  • Estou disposto a dar muita atenção para ele quando chego em casa, e também durante meu tempo livre?
  • Estou disposto a acordar mais cedo todos os dias para dar um passeio com ele antes de sair pra trabalhar?
  • Eu vou conseguir vencer a preguiça e o cansaço após um dia de trabalho para brincar com ele quando chegar em casa?
  • Eu vou dedicar um tempo pesquisando formas de entreter o meu cão durante o tempo que ele fica sem mim?
  • Eu vou ter paciência caso ele destrua alguma coisa em casa, quando tudo ainda for uma novidade para ele?
  • Eu vou levá-lo para passear e conhecer lugares diferentes aos fins de semana?
  • Eu tenho alguém de confiança com quem deixá-lo, caso eu precise me ausentar por muito tempo, ou queira viajar no fim de semana?
  • Meu cachorro será uma prioridade para mim, assim como minhas outras responsabilidades?

Leia também: Cuidados, rotina e comportamento – TUDO que você precisa saber antes de ter um cachorro

Se você respondeu NÃO para alguma dessas respostas, acho que você não está preparado/apto para ter um cão, ou precisa de mais algum tempo para amadurecer a ideia =/

Mas se você respondeu SIM para tudo isso, está confiante de que consegue se organizar e se dedicar, dentro do contexto do questionário acima, e sobretudo, pode dar amor e uma vida digna para ele… VAI EM FRENTE! 🙂

Tenho certeza de que para qualquer cãozinho, vale muito mais a pena viver em uma casa segura, quentinha e feliz, ser alimentado, bem cuidado e amado por alguém bacana, do que passar a vida num abrigo, nas ruas, ou com pessoas que não sabem lhe dar o devido valor.

Um cachorro dá muito mais importância para o tempo que vocês passam juntos do que para o tempo que ele passa sem você. E assim como em todas as relações saudáveis e verdadeiras, a distância se torna quase insignificante quando o tempo que passamos juntos tem qualidade e muito amor!

É isso! Espero ter ajudado! 🙂

Beijos <3

 

 

Dedico esse post ao meu cachorrinho Tunico que está me esperando voltar pro Brasil, como sempre me esperou voltar pra casa no final do dia… “Nico, a Tata já volta, tá bom? Me espera…”

I’ll love you for a thousand more… ❤🐶🙏 #Nico #myfirstlove #puppy #family #dogsis

Um vídeo publicado por Nati Laurindo (@natilaurindo) em

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Diário do Wisky: 3 dias em Praga! A primeira viagem de trem, os rolês petfriendly pela cidade e os prós e contras de viajar com seu pet

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Oi, CÃObadinha linda!

Ando meio sumido do Blog da mamãe, não é mesmo? É que nos últimos dias nós recebemos um pessoal da nossa família aqui em casa, e como eu estava bem ocupado roubando meia de todo mundo interagindo com todos, e curtindo várias coisas bacanas com eles, acabei dando uma sumida até mesmo do meu Instagram.

Mas mesmo com tudo meio corrido, mamãe e eu demos um jeito de contar pra vocês como foram esses últimos dias, mas principalmente, os que foram mais legais pra nós: os três dias que passamos em Praga! Essa cidade é a capital da República Tcheca e é conhecida por ser um dos mais bonitos antigos centros urbanos aqui na Europa.

A gente não sabia que esse lugar era tão incrível, galerinha! E temos que admitir que não pesquisamos tanto assim antes de fechar essa viagem. Escolhemos a cidade por ser bem próximo aqui de Berlin (4h de distância), e também pelo bom custo benefício de tudo. Mas foi um dos lugares mais bonitos em que eu já estive, e eu não vejo a hora de poder voltar lá para explorar ainda mais a cidade!

Wisky na Ponte Carlos (Charles Bridge/Karlův most))
Wisky na Ponte Carlos (Charles Bridge/Karlův most))
  • A viagem de trem, documentação exigida e hospedagem Petfriendly

Nós pegamos um trem na estação Hauptbahnhof. A DB, companhia responsável pelos trens que fazem esse trajeto Berlin-Praga, informa nesse link que é permitido levar animais durante a viagem. O transporte de animais de porte pequeno, como eu, é gratuito, e o pet deve viajar em bolsas especiais, que também já tenho. Se o cachorro é grandão, e precisa ser levado na coleira, o dono precisa adquirir a passagem dele, que geralmente tem o custo de uma passagem infantil.

Se você está pensando em levar o seu cachorrinho com você para algum outro lugar aqui na Europa, é importante que você cheque se a companhia responsável pelo trajeto também aceita animais, como é o caso da DB. Além disso, certifique-se se há não restrições ou recomendações para a caixa de transporte, exigência de fucinheira, ou se a viagem com pets deve ser feita obrigatoriamente no período noturno, como chegamos a pesquisar.

Como eu sou um cara viajado – hehehe – já tenho a bolsinha em que eu viajo de avião, e meus pais me colocaram no assoalho do trem, bem pertinho deles. Nós ocupamos uma cabine inteira do trem, que acabou sendo muito bacana, pois eu pude ficar bem à vontade com a família, sem precisar ficar o tempo todo dentro da bolsa, como é quando viajo de avião.

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Família viajando! E eu tava ali dentro da bolsinha!

Em alguns momentos da viagem, os tiozinhos do trem passam para checar as passagens – isso por conta das paradas que o trem faz e, consequentemente, a entrada de novos passageirosmas em nenhum desses momentos foi pedido meu Petpassaport. Só porque eu estava me achando super chique por poder apresentá-lo pela primeira vez… Hahaha mas na realidade, a gente já percebeu que por aqui o pessoal não liga muito pra cachorro não.

Ah, e por falar em documento, para viajar pelos países que fazem parte da UE, o pet precisa ter um Petpassport, como eu já contei pra vocês aqui nesse post. Por via das dúvidas, mamãe levou minha documentação todinha: carteirinha de vacina, sorologia e comprovante do microchip.

Vale deixar claro que cada país tem suas exigências em relação a entrada e saída de animais, aumiguinhos. É muuuuito importante que vocês pesquisem o que é preciso providenciar para poder viajar com seu cachorrinho. Nesse link aqui você pode acompanhar todos os posts que eu e a mamãe fizemos sobre esse assunto aqui no Blog, contando a nossa mudança do Brasil pra Berlin, a viagem de férias no Brasil e muito mais!

Partiu, Praga!
Partiu, Praga!
  • A hospedagem, os passeios e a rotina do cão durante a viagem

Sobre a hospedagem, o apartamento que alugamos pelo Airbnb aceitava cachorros! Bastou selecionar a opção “permitido animais” no filtro da pesquisa e escolher a melhor opções. Nós ficamos nesse apê aqui, que além de seraconchegante e muito bem decorado, fica pertinho do centro de Praga.

Assim que chegamos na cidade, o pessoal parou pra almoçar em uma lanchonete que me deixou entrar. Fiquei lá secando o Kebab que a mamãe pediu, enquanto ela só me dava uns grãozinhos de ração. Ah, e por falar em comida,mamãe levou comidinhas industrializadas para esses 3 dias. Eu sigo alimentação natural e caseira quando estou dentro da minha rotina normal, mas como passamos muito tempo fora do apê, foi mais prático para a mamãe fazer desse jeito.

Eu aceitei super bem, porque não dou trabalho nenhum para comer. Depois disso, fomos para o apê alugado, brinquei um pouco e reconheci todo lugar. Mamãe me explicou onde ia ficar meu tapetinho, caso eu quisesse fazer xixi ou cocô, pra eu não me confundir. Depois colocou a minha água e meu potinho de comida na cozinha. Eu entendi tudo direitinho, não fiz xixi errado e não dei trabalho.

Na primeira noite eu acabei ficando sozinho 🙁 porque estava chovendo muito e fazendo frio. Nessa hora todo mundo ficou triste, e eu com um pouco de medo, mas eles não demoraram muito dessa vez.

No dia seguinte eu fui junto com todo mundo e conheci todos os pontos turístico da cidade com eles! As únicas coisas que eu não pude fazer foram entrar na Catedral Gótica de São Vito, nos museus de cera e na Chocolateria de lá. Mas como os principais passeios e pontos para conhecer em Praga são visitações externas e apreciação de monumentos, eu aproveitei bastante!

Querendo provar o trdelník que a mamãe tava comendo!
Querendo provar o trdelník que a mamãe tava comendo!
Papai e eu, felizes turistando! <3
Papai e eu, felizes turistando! <3
Passeando depois do almoço no Alforno Focacceria Italiana, restaurante Petfriendly! <3
Passeando depois do almoço no Alforno Focacceria Italiana, restaurante Petfriendly! <3
Descansando depois de um dia de passeio!
Descansando depois de um dia de passeio!

 

Prós:

  • É muito bacana ter seu bichinho com você em momentos felizes assim! Além da gente ficar curioso, cheirando cada cantinho e fazendo novos amigos, mamãe se divertiu tirando várias fotos minhas!
  • Animais aproximam e encantam as pessoas! Muita gente tirava foto minha e fazia várias perguntas pros meus pais sobre mim… Até porque, não é todo dia que a gente vê um shih tzu ruivinho vestido de sapo, andando pelas ruas de Praga, não é mesmo?
  • Meus papais não ficam tristes nem preocupados por me deixarem na casa de alguém. Mesmo que sejam pessoas bacanas e de confiança, sempre bate uma saudadinha nos nossos corações, não é?
Família! <3
Família! <3

 

Contras

  • Os pets não são aceitos em todos lugares, então, quase sempre meus pais tinham que revesar para entrar em algumas lojas, ou mesmo conhecer alguma atração, e isso é meio chato pois eles não fazem as coisas juntos, né.
  • Algumas situações são estressantes para o animalzinho, como por exemplo, quando começou a chover e eu me molhei um pouquinho, mesmo dentro da bolsinha que compraram pra mim.
  • Meus pais ficaram preocupados comigo, pois eu tremi de frio em alguns momentos, não quis comer durante todo passeio, e também bebi pouca água. Era muita novidade né, pessoal? Eu estava agitado e curioso.
E na hora do chuva, como faz? hahaha
E na hora do chuva, como faz? hahaha

 

Bom, para resumir… A programação de uma viagem com um pet é bem diferente, e deve sempre priorizar o bem estar e a segurança dele. Se o lugar for tranquilo, e o corações dos donos, cheio de amor, viajar com seu animalzinho é muito bacana!

Lambeijinhos para todos!

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Cuidados, rotina e comportamento: TUDO que você precisa saber antes de ter um cachorro

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[SENTA QUE LÁ VEM TEXTÃO]

Oi, oi e oi! 🙂

As pessoas sempre me fazem bastante perguntas sobre cães, e eu confesso que isso me deixa muito feliz! Não só pelo fato de eu ter a chance de falar sobre algo que gosto muito, mas também pela confiança que as pessoas depositam em meus conselhos e orientações.

E foi pensando nisso, que eu quis fazer esse post inicial, mais voltado pra quem ainda não tem um cachorrinho, mas que tem muita vontade de ter. Eu listei alguns tópicos básicos que devem ser considerados antes de você tomar a sua decisão.

É muuuita coisa, mas é importante que você se conscientize sobre isso tudo!

BORA?

1.VOCÊ DEVE SER RESPONSÁVEL POR ELE: é importante ter a plena consciência sobre o tempo de vida de um animal, que é em média de 15 anos – quase nada perto do que eles mereciam viver <3 – e sobre o vínculo emocional que ele estabelecerá com você. Uma pesquisa comprovou que existe uma “similaridade entre o ‘efeito de base segura’ encontrado na relação dono-cachorro e na criança-pai”. Ou seja: se não é pra tratar como filho, melhor não ter.

2. VOCÊ DEVE AVALIAR TODA SUA VIDA: muita coisa vai mudar com a chegada dele. Provavelmente sua rotina sofrerá algumas adaptações para suprir as necessidades do animal, além de alguns momentos do dia que você deverá dedicar somente a ele. Manter um animal também impacta no orçamento da casa, pois acrescenta custos básicos, tais como: alimentação de qualidade, idas ao petshop (semanais ou mensais), consultas ao veterinário, vacinas anuais, conforto, higiene e outros mimos que talvez você queira fazer.

3. SEU ESTILO DE VIDA x TEMPERAMENTO DO CÃO: além das diferenças físicas, como porte, peso e pelagem, cada raça possui suas próprias características comportamentais. É importante que você pesquise bastante e tente associar essas informações sobre cada raça com seu estilo de vida. No caso dos viralatinhas – os melhores! <3 – você pode se informar ou deduzir de onde vem essa misturinha, para tentar traçar um possível padrão de comportamento. Você também deve tentar saber qual o passado daquele cachorrinho, se ele sofreu algum trauma que requer atenção, ou até mesmo qual o temperamento dos pais, pois a genética influencia bastante nesse caso.

4. APRENDA A SE COMUNICAR COM ELE: e não fique esperando o contrário. Cachorros são muito inteligentes, mas além de precisarem de condicionamento e interpretação, é muuuito importante que você tente enxergar o mundo através dos olhos do seu cão. Muita gente se enfurece quando o cachorro late muito, ou apronta alguma coisa, por exemplo, e prefere esbravejar ao invés de se esforçar para entender o que está por trás dessa atitude. Cães falam com os olhos e demonstram seus sentimentos em pequenos gestos, basta exercer sua sensibilidade para captar tudo isso e estabelecer um vínculo de afeto e confiança.

5. SEJA O ALFA DA CASA: Instintivamente, cachorros enxergam a família como se fosse uma matilha – sim, eles acham que nós somos cachorrinhos também! rs –  que precisa de uma liderança confiável. Eles analisam já nos primeiros dias em casa, quem é o responsável pela comida e pela disciplina, por exemplo. Mesmo que estes cuidados sejam divididos com as crianças, os cães tem esse radarzinho ligado, dizendo “Cara, esse é quem manda no pedaço. É esse quem você deve seguir”.  Não sinta/demonstre pena de dar bronca no cachorro. Se você o trata bem o tempo inteiro, e o repreende exclusivamente quando ele faz coisas erradas, ele não terá medo ou ficará chateado com você. Ele sentirá respeito e confiança, sentimentos que trazem paz e segurança para a vida dele.

6. VOCÊ DEVE EDUCÁ-LO E ENSINÁ-LO: e não esperar que ele já chegue sabendo de tudo. Todos nós demoramos um bom tempo para aprender tantas coisas na vida… Porque esperar que o cachorro saque tudo de um dia pro outro? Tenha muita paciência, firmeza e disciplina na hora de ensiná-lo. Eu escrevi um post falando sobre como ensinar o filhote a fazer xixi e cocô no lugar certo, que é o que mais dá dor cabeça pros donos.

7. NÃO USE O NOME DELE PARA DAR BRONCAS: é algo aparentemente banal, mas que erramos facilmente no dia a dia. E bem simples de entender porque. O nome do cãozinho é uma coisa boa! É uma palavra que nós mencionamos com carinho, e que na maioria das vezes, está associado a comida, petiscos, passeios e etc. Por isso, quando o animal está fazendo alguma malcriação, e o dono fica “Para, BOB! BOB, para! BOOOOB para com isso” pro cachorro, é a mesma coisa que um “É isso aí, BOB! Manda ver, Bob! Tá fazendo certinho, BOB!”. Então se você quer dar uma bronca nele, não diga seu nome, mesmo que em um tom de voz mais firme. Escolha um termo único, forte e fácil de entender. O bom e velho “NÃO!” é quase sempre a melhor saída.

8. ELE PRECISA DE ROTINA E REGRAS BEM DEFINIDAS: assim como todos nós. Ele automaticamente associará bem os horários de dormir e de comer, ao observar a rotina da casa. Mas a regras precisam ser claras desde sempre, e sem exceções. Se você não quer que o cachorro se acostume a dormir na sua cama, não permita que ele durma de vez em quando. Ele não entende esse de vez em quando. Coisa boa ele vai querer sempre! Então é menos frustrante que ele nunca saiba o que é isso, do que ser podado sem entender muito bem o porque.

9. BOA ALIMENTAÇÃO E PASSEIOS DIÁRIOS: isso é o básico do básico, mas vale a pena escrever. Claro que dentro de suas condições financeiras, procure oferecer a melhor alimentação possível para o seu cão. E passeios diários são indispensáveis, por ajudam a tirar o estresse do cão, e pode ser usado como recompensa por bom comportamento. Outro lado bom dos passeios diários é que eles podem fazer o número 1 e o número 2 na rua, sem sujar a casa! Com o tempo eles aprendem a segurar e regular as necessidades e deixam pra hora do passeio, que é muito mais legal pra eles! Ah, não se esqueça de catar o cocô depois, viu?

10. TENHA UM VET DE CONFIANÇA: Ter um veterinário bacana a sua disposição é algo que não tem preço. Vez ou outra você vai ter alguma dúvida, ou seu cachorro vai aprontar alguma coisa, e você vai precisar recorrer a alguém que ajude vocês. E busque recomendações com seus amigos e estabeleça uma boa relação com o profissional.

11. PENSA NA CASTRAÇÃO: Não tenho muito o que falar sobre esse tópico. A castração é benéfica para a saúde dos cães por N motivos, mas muitas pessoas pensam que seria bacana colocar o animal para cruzar e ter filhotinhos. Se você está disposto a lidar com isso… Sei lá, ok. Mas pode ser que seu cachorro cruze e tenha filhotinhos indesejados. Vai sobrar pra você. É tipo filho adolescente, saca? Melhor para de caretice, encarar os fatos e ajudá-lo a evitar esse ‘transtorno’.

12. CUIDADOS COM A HIGIENE: Como eu falei la em cima, cães tem particularidades. Alguns precisam de mais atenção a limpeza dos ouvidos, outros são alérgicos a alguns produtos e outros, como no caso dos bulldogues e sharpeys, até precisam passar pomadinha nas dobrinhas, como os bebês. Esse é o tipo de cuidado que não deve ser negligenciado nunca. Fique sempre atento.

13. ELE PRECISA APRENDER A SE SOCIALIZAR: Com outras pessoas e com outros animais também. Um cachorro que é criado numa redoma, isolado do mundo lá no fundo do quintal, pode desenvolver agressividade e não tem a menor culpa nisso. Desde filhotinhos, ou desde os primeiros dias deles em casa, eles precisam entender que recebem visitas, que existem outros animais no mundo e que tudo isso é muito legal. Se seus amigos e parentes tem cachorros, marquem programas legais para fazer com os pets, leve-o para parques com áreas específicas para deixar o cão solto, deixe-o andar sem coleira em locais seguros e… Deixe que ele seja um cão.

Eu falei lá no comecinho que você deve tratá-lo como um filho, mas isso no sentido de responsabilidade e cuidado. Cachorro não é gente. E isso não é uma ofensa contra eles. Ao contrário, é a melhor coisa! A melhor coisa de um cachorro é que ele é muito melhor do que qualquer humano que você pode conhecer.

Por mais que a gente tenha cuidado de filho, seu cachorro ainda é um cachorro. Um ser vivo com instintos, heranças genéticas, necessidades que ele tem e você não. Sei que você preserva a segurança dele mas… deixa ele correr igual maluco de vez em quando, sem medo de ser feliz. Deixa ele brincar na lama, fazer bagunça e comer capim.

Deixe que seu cachorro seja a melhor versão dele mesmo e ganhe o título de melhor DONO/PAI/MÃE do mundo!

É isso! Espero ter ajudado vocês!

Tô sempre a disposição para responder as dúvidas nos comentários!

Beijos

 

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Meu cachorro vomita uma espuminha amarela: Saiba como ajudar o seu melhor amigo e evitar que isso aconteça

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Oi, galera!

O assunto de hoje é um pouquinho desagradável, mas é algo que acontece com muitos cães e deixa os donos bem preocupados. Há alguns meses atrás o Wisky, meu filho de quatro patas, começou a apresentar esses episódios com cada vez mais frequência, embora isso já acontecesse desde que ele era filhotinho. Trata-se de uma espuminha amarela que alguns cachorrinhos vomitam, quase sempre pela manhã.

No dia em que tirei essa foto aí de baixo, meu marido havia colocado ele na cama pra ficar comigo, assim como faz todas as manhãs, quando sai cedo para trabalhar. Depois de alguns minutos, o Wisky começou a vomitar pela cama toda. Eu fiquei tão nervosa, que não consegui tirá-lo dali… Deu um trabalhão para tirar essas manchas depois, mas a minha preocupação era mesmo com saúde dele.

Isso começou a acontecer pelo menos uma vez por semana, e não havia nenhum motivo aparente para isso. A alimentação dele continuava normal, os remédios, vacinas e vermífugos também estavam todos em dia, o cocô estava “bom” e o comportamento dele não estava diferente. Então, conversando com a veterinária dele aí do Brasil, e pesquisando bastante na internet sobre o assunto, chegamos a algumas conclusões.

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Wisky triste e envergonhado depois de vomitar espiminha amarela :(

 

O QUE É ESSA TAL ESPUMINHA AMARELA?

Os donos de cães da raça Shih tzu, Westies, Lhasas e Malteses, são os que mais se queixam sobre esse problema,  pois eles possuem o estômago muito sensível. Esse líquido amarelado vem da bílis, um componente digestivo que é produzido no fígado.

Ele é armazenado na vesícula biliar e liberado no intestino delgado, logo abaixo do estômago. Os vômitos pela manhã são um sinal de que o estômago do seu pet está passando tempo demais sem digerir alimentos.

Daí eu me dei conta de que aqui em Berlin, assim como uma série de outros hábitos, o horário das nossas refeições mudou, e nós passamos a jantar mais cedo. No Brasil, por causa da rotina intensa de trabalho e do tempo gasto no trânsito, não tínhamos nenhuma disciplina, e os horários eram super malucos.

Eu já contei pra vocês aqui no Blog que o Wisky engorda com muita facilidade (é de família né, gente? <3) e como nós precisamos ficar de olho no peso dele por conta das viagens pro Brasil, eu tento controlar a alimentação dele sempre, pra que ele não tenha que fazer uma dieta muito pesada antes de cada vôo.

Só que aí que estava o grande o problema: o Wisky passava praticamente 15h sem comer, que é intervalo entre o jantar e o café da manhã do dia seguinte. Infelizmente eu não me dei conta que isso causava esses enjôos nele, mas graças a Deus, agora descobri a origem do problema.

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COMO EVITAR ESSES ENJÔOS?

“Já que meu cachorrinho vomita porque está de estômago vazio, vou dar mais uma refeição para ele à noite, antes de dormir. Como se fosse um lanchinho, né?” 

ÉÉÉÉÉ. Não.

Nós não devemos introduzir mais uma porção na rotina alimentar dos nosso cães, até porque, isso pode fazer com que ele ganhe mais peso do que deveria. O que você deve fazer é dividir as porções que são ideais para o biotipo dele, principalmente, no caso do jantar.

Para o meu Wisky, eu separo um pouquinho da porção do jantar dele para dar antes de irmos dormir, ou então, dou alguma frutinha ou legume. Assim ele fica saciado e passa a noite digerindo esse alimento, evitando o acúmulo de líquido biliar. 

Depois que eu fiz esse adequação em sua rotina alimentar, ele nunca mais vomitou a bendita espuminha amarela! 🙂 

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FIQUE ATENTO À SAÚDE DO SEU PET

Vômitos frequentes podem indicar muitos outros problemas. É importante que você observe se esse sintoma também está acompanhado de perda de apetite, alergias e diarréia, ou mesmo alguma mudança no comportamento dele que indique dor ou desconforto.

Portanto informe seu veterinário sobre o que está acontecendo, e não deixe de levá-lo para uma consulta, se os problemas persistirem ou se agravarem, ok?

Ah, eu também não posso deixar de dizer pra vocês que eu não sou veterinária! Eu apenas gosto muito de pesquisar e falar sobre animais, e sempre que algo funciona aqui em casa, gosto de compartilhar aqui no Blog com vocês.

Beijos!

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Diário do Wisky: Como viajar com Pets da Alemanha para o Brasil – Parte 3

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Olá, CÃObada de gente bonita!

Finalmente chegou a tão esperada semana da viagem para o Brasil! Eu já estou com todos meus documentos certinhos e nossas malas já estão prontas. Ontem a mamãe deu umas dicas de como fazer uma mala de viagem bacana e como proteger objetos delicados dentro da bagagem.  

Então, no post de hoje, a gente vai contar a minha versão Pet disso tudo!

Em muitos outros posts aqui do Blog, contamos para vocês como foi a nossa primeira experiência com viagem internacional. Em todos os momentos sempre foi muito importante a atenção aos detalhes, às datas e às regras que devemos cumprir.

Viajar com Pets é realmente muito complicado como se imagina, mas com bastante atenção e dedicação, é possível estar com seu peludo em mais esse momento. O dono do animalzinho deve, sobretudo, comprovar que ele é saudável e tem condições sanitárias de transitar internacionalmente.

Nesse post a gente fala como foi nossa pesquisa e como descobriu todos os trâmites e processos burocráticos pra eu poder viajar da Alemanha para o Brasil. Nesse aqui, contamos como foi a compra da passagem, minha reserva no vôo, e como planejamos os próximos passos.

Na última segunda-feira nós fomos até ao Amtstierarzt, que é um Veterinário Oficial aqui de Berlin. Esse senhorzinho é quem podia assinar meu CZI, documento que precisa ser emitido sempre que o pet viajar e autoriza sua entrada nos outros países.

Eu contei pra vocês nos posts ali de cima tudo que o pet precisa ter para conseguir tirar esse documento, e o modelo de CZI aqui da Alemanha para viajar para o Brasil é esse formulário aqui que você encontra disponível pra download no site da embaixada brasileira.

Eu precisei ir junto com a mamãe, porque o Vet Oficial precisa ver que eu realmente existo. Nós lemos alguns casos em que as pessoas dizem que eles examinam o animal, mas esse meu Vet nem ligou muito para mim. Entregamos todos os documentos que ele pediu (laudo sorologia, carteira de vacina anti rábica e comprovação de microchip) e, depois que conferiu tudo, ele assinou e carimbou meu CZI, que a mamãe já levou preenchido com todas as minhas informações.

Esse Vet Oficial também nos informou que eu precisava de um Pet Passaporte Europeu para poder voltar para a Berlin. No primeiro momento, mamãe levou o maior susto, pois o pessoal do Brasil nunca mencionou a necessidade desse passaporte para voltarmos pra cá.

Ele também pediu bastante atenção (na verdade fez cara feia mesmo) pra data da minha vacina contra raiva: ela vence na próxima segunda-feira, dia 11/07. Assim que eu chegar, vou na tia Satie pra fazer essa vacina. Ela não pode vencer de jeito nenhum, senão, ela invalida minha sorologia e tooooodas as outras coisas. Estar imune à raiva é a parada mais importante de todas. 

Ah, outra coisa que a gente não sabia: depois da vacina, eu preciso esperar 30 dias para poder viajar de novo. Por pura sorte, vamos ficar 40 dias no Brasil, então vai dar tudo certo. UFA!

(Não podemos deixar de agradecer a tia Thaís, mamãe da minha amiguinha Bella, que foi com a gente e falou com o senhor Vet em alemão! Sem ajuda dela nós não teríamos conseguido meus documentos, pois o Vet não falava inglês. Obrigado, tia Thaís! <3)

Mas o que acontece é que agora eu sou um morador aqui da cidade, e preciso de mais esse documento para conseguir voltar. Ele disse que qualquer veterinário poderia fazer esse passaporte pra mim, então voltamos para casa, e mamãe começou a procurar consultórios na nossa região.

Graças ao papai do céu, eu não precisei ir a nenhum veterinário daqui nesses primeiros meses, e sempre que a mamis tem alguma dúvida, ela troca e-mails com a Dra. Satie, que é a vet de todos os pets da nossa família no Brasil.

Por sorte, conseguimos falar com um consultório bem pertinho daqui de casa, e eles nos atenderam em inglês e nos disseram que poderíamos ir lá fazer meu passaporte no fim do dia. Fui novamente com a mamãe, e quando chegamos lá, a atendente era uma querida! Nos recebeu bem, pegou algumas informações e pediu pra gente esperar.

Deu pra perceber que ela foi bacana e fez um encaixe pra mim no fim do dia, pois viu que nossa viagem seria essa semana. O passaporte sai na hora! A doutora de lá fez a leitura do meu microchip com um aparelhinho e deu uma olhada geral na minha pessoinha rs.

O custo desse Pet Passaporte Europeu + a “consulta” foi de 25,89 euros, e o CZI que contei lá no começo custou 20. Voltei pra casa mais documentado do que nunca, e me sentindo muito importante! Eu tenho um Passaporte Europeu, gente! Dá pra acreditar? hehehe

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Como a mamãe contou ontem, também já tô de malas prontas! Não vamos levar tanta coisa, pois vou ficar hospedado na casa dos meus avós, e lá tem as coisas do Nico… Que eu sempre acho que são minhas! hahaha brinquedo, caminha, pote de comida, tudo. Lá eu tô em casa né, pessoal?

As únicas coisas que vamos levar como bagagem de mão são:

  • Minha bolsinha de transporte na qual devo ficar durante todo o vôo;
  • Cobertorzinho pra eu dormir (apesar de peludinho, mamãe sempre se preocupa se vou sentir frio);
  • Tapetinho higiênico que a Cia Aérea pede pra forrar a bolsinha, caso o pet faça xixi ou cocô (eu não faço);
  • Meu ETzinho de brinquedo, pra eu poder me distrair durante a viagem (é importante que o brinquedo não faça barulho, viu?);
  • Potinho com um pouquinho de ração pra eu comer à noite (não sabemos se lá na hora vão pedir pra jogar fora, mas não custa tentar, né? se não puder, mamãe me dá os legumes e frutinhas que eles servem nas refeições)
  • Bebedouro portátil que a mamãe enche com a água que dão no avião (ela não me dá muito, pra eu não sentir muita vontade de fazer xixi).

Tudo vai dentro de um Ziploc na bolsa da mamãe! 😉

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Agora é só curtir os últimas dias aqui, ficar bastante com meu papai, e me despedir de todos os amigos que já fiz aqui! Ficaremos 40 dias no Brasil e sentiremos saudade de tudo em Berlin.

É isso, pessoal! Se vocês tiverem alguma dúvida, é só deixar nos comentários! Assim que chegarmos no Brasil, a gente conta como foi a viagem e prepara um post bem completinho com várias dicas de viagem com Pets pra vocês!

Lambeijinhos!

 

 

 

 

 

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Diário do Wisky: Como viajar com Pets da Alemanha para o Brasil – Parte 2

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Hey, CÃObadinha!

Hoje voltei para continuar dividindo com vocês as informações sobre o processo para a minha viagem para o Brasil. Minha mamãe e eu sairemos de Berlin no dia 8 de julho às 20h, faremos uma breve escala em Munique, trecho que dura mais ou menos 1h30, e de lá partimos para São Paulo, e são mais 12h de viagem. Chegaremos no GRU lá pelas 5h da matina, horário local.

No post anterior eu contei como foi a pesquisa para descobrir e entender tudo que precisava ser feito. Como sempre, as informações disponíveis nos sites são muito cruas e incompletas, e este foi um dos motivos pelos quais nós acabamos adiando a viagem em um mês. Acho que é bacana ler o primeiro post, para entender direitinho esse daqui.

Mas pra resumir: para viajar para o Brasil, além dos documentos que eu já tive que providenciar para vir para a Alemanha (comprovação michochip + carteira de vacina anti-rábica em dia + laudo da sorologia), também vou precisar de um novo CZI, que é o Certificado Zoosanitário Internacional, documento que comprova a validade de todos os outros e me autoriza transitar internacionalmente.

Quem emite esse documento no Brasil é um setor chamado Vigiagro, que fica no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Eu precisei fazer um para poder vir pra cá! Já aqui em Berlin, o responsável por esse trâmite é o Veterinário Oficial (Amtstierarzt), um cara autorizado para validar e assinar o meu CZI. Há um profissional desses em cada distrito da cidade e, no meu caso, vou no Vet Oficial de Mitte.

MISSÃO IMPOSSÍVEL:

A COMPRA AS PASSAGENS E A RESERVA DA MINHA VAGA NO AVIÃO

Para viajar na cabine do avião com a minha mãe, e não no compartimento para Pets, é necessário confirmar se o vôo desejado tem disponibilidade para animais. É muito importante que você cheque essa informação POR TELEFONE antes de comprar da passagem, pois se o vôo não tiver mais vaga para o seu pet, e você já tiver efetuado o pagamento, você vai ter que pagar uma taxa para trocar por um vôo com vaga disponível.

Isso aconteceu com a gente quando viemos para Berlin em janeiro e deu um super trabalhão. Quem comprou as nossas passagens foi a moça da empresa em que meu papai trabalha, e acho que ela não deve ter se atentado a esses detalhes (porque é uma parada muito complicada mesmo de fazer, coitada). Como foram dois vôos diferentes (de São Paulo à Munique e de Munique à Berlin), a Cia Aérea só fez a minha reserva para o segundo trecho. O que foi uma grande burrice né, caras… pois eu sequer teria saído do país!

Acabou que pra trocar de vôo, a empresa teve que pagar essa taxa que não foi nada barata. Sabendo disso, meus pais pesquisaram algumas opções de vôos que estavam com os melhores preços. Nessa época do ano as passagens pro Brasil custam os olhos da cara! Por esse motivo também tivemos que adiar a viagem, pois na verdade, a gente queria viajar agora no final de junho.

Outro agravante é que eu só posso viajar pela Lufthansa (a cia aérea mais cara aqui da Europa). Além de ser a melhor cia para viajar com animais – pois ela tem um compartimento climatizado somente para eles, diferentemente das outras, onde eles vão junto da bagagem – é única em que eu consigo ir junto com a mamãe na cabine, de acordo com meu tamanho, peso e raça.

Não é frescura nossa, nem que a gente quer dar uma de chique. Minha mãe tem pavor só de se imaginar longe de mim por tanto tempo, sabendo que eu estou sozinho lá embaixo. Talvez com medo, com frio, inseguro. Muitos donos de animais não viajam com seus pets por conta disso. Se eu não pudesse ir com ela na cabine, eu não viajaria… Acho que nem ela, viu?

As outras Cias aéreas não transportam Shih tzus e outras raças consideradas de focinho achatado. Já a Lufthansa, por ter esse compartimento especial, e ter o limite de peso de até 8kg (animal + bolsa de transporte), transporta sim, mas alerta os donos a avaliarem as condições de saúde dos seus pets. Eu viajei tranquilamente na cabine com ela para cá, não tivemos nenhum problema.

Bom, com as opções de vôos escolhidas, nós pedimos para minha sogra Mariana, mãe da minha namoradinha Meg, ligar na Lufthansa do Brasil para checar as disponibilidades para pets em cada um deles. Nós até tentamos fazer isso daqui, mas toda a triagem da ligação é em alemão, e a gente não conseguia entender nada! hehehe

Meus pais e a Mari ficaram se falando por Skype, e eles passaram todas as informações direitinho para ela, que logo telefonou pra Lufthansa. Enquanto isso, meu papai estava com as passagens na tela, prontas para concluir a compra da que tivesse vaga pra mim. A atendente checou todos os vôos, e disse que eu podia viajar em qualquer um deles! Daí nós escolhemos o que tinha melhor horário e finalizamos a compra, enquanto a Mari estava com atendente no telefone.

Depois disso, meu pai recebeu o código da passagem por e-mail, que a Maria informou para a moça na hora, e ela fez a reserva para mim. Em alguns minutos recebemos por e-mail de novo a confirmação de animal doméstico na cabine, tanto na viagem de ida, quanto na viagem de volta, em todos os trechos. Daí depois foi só comemoração, alegria e início da contagem regressiva!

Obrigado, sogrinha linda! <3

O QUE DEVEMOS LEVAR PARA RETIRAR O CZI

Com a data da viagem marcada, nós entramos em contato com o Vet Oficial de Mitte para agendar o dia em que devemos levar minha documentação para retirada do CZI. Esse dia está agendado para 4 de julho, e ao contrário do que a Vigiagro pede no Brasil, eu devo ir junto com a minha mãe. É preciso levar:

  • O CZI que me permitiu sair do Brasil e entrar na Alemanha;
  • Novo formulário CZI já preenchdio com todas as minhas informações;
  • Minha carteira de vacinação com a data e etiqueta da minha última vacina contra raiva;
  • Laudo da minha sorologia que comprova que não tenho a doença da raiva;
  • Passagens com as datas da viagem e comprovação da minha reserva.

Além disso, hoje tive que tomar um Drontal, remédio contra vermes internos, e aplicar um anti pulgas e carrapatos no meu pescocinho. É preciso fazer isso 15 dias antes da viagem e declarar essa medicação no CZI, desse jeito: 

Português:

  • Tratamento preventivo contra endoparasitas (incluindo echinococcus sp)
  • Drontal Plus 660mg – Princípio ativo: Praziquantel 50mg /
  • Pamoato de pirante 144mg / Febantel 150mg / Fabricante: Bayer
  • Tratamento preventivo contra pulgas e carrapatos: Zecken- und Flohshutz Spot on
  • Princípio ativo: Margosa Extrakt 50 g/L, Ethyl butylacetylamino propionate 50 g/L
  • Fabricante: Beaphar – Data e hora de administração dos medicamentos: 23/06/2016 às 14h

Alemão:

  • Vorbeugende Behandlung gegen Endoparasiten (einschließlich echinococcus sp)
  • Drontal Plus 660mg – Wirkstoff: Praziquantel 50mg /
  • Pamoato de pirante 144mg / Febantel 150mg / Hersteller: Bayer
  • Vorbeugende Behandlung gegen Flöhe und Zecken: Zecken- und Flohshutz Spot on
  • Wirkstoff: Margosa Extrakt 50 g/L, Ethyl butylacetylamino propionate 50 g/L
  • Hersteller: Beaphar Datum und Zeit der Verabreichung des Arzneimittels: 23.06.2016 um 14 Uhr

 

PRÓXIMOS PASSOS

Assim que eu chegar no Brasil, vou ter que ir na minha veterinária, refazer a vacina contra raiva. Ela vencerá no dia 11 de julho e não pode passar disso. Senão eu teria que fazer todo processo de novo no Brasil =/ Chegou no sábado, dia 9, descanso no domingo e vou na Dra. Satie na segunda. Poxa, eu mal chego e já vou levar picada de vacina!

Agora é pegar firme na dieta, pessoal. Como eu disse lá em cima, eu e a minha bolsinha de viagem, devemos pesar juntos até no máximo 8kg. Eu fiz uma super dieta para vir, pois eu tava meio gordinho. Agora, eu tô no meu peso ideal, mas continuamos acompanhando e monitorando todos os dias para que não dê problema lá na hora.

Para vir para Berlin, eu e a bolsinha estávamos pesando 7,500kg! Ufa! rs agora tem que dar a mesma coisa, porque se passar do limite deles… Não poderemos viajar. Credo, isola! Bate na madeira! Vou viajar sim, seu Deus quiser!

Mamãe diminuiu minhas porções de comida, e à noite, vou comer ração light. Faz parte, né? Todo esforço vai valer a pena quando eu reencontrar nossa família do Brasil!

A saudade é deles é MAIOR que a nossa distância!

Até o próximo post!

Lambeijos do Wisky

 

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Diário do Wisky: Como viajar com Pets da Alemanha para o Brasil – Parte I

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Olá, cãolerinha!

Ando meio sumido do Blog porque tivemos dias muito agitados por aqui! Além dos passeios de rotina, mamãe e eu começamos a fazer umas caminhadas mais pesadas, e eu estou voltando com o meu projeto #WiskyNoMedidaCerta. Tudo isso porque estamos nos preparando para uma temporada no Brasil! <3

Mas assim como da primeira vez, planejar uma viagem com Pets exige muita pesquisa, paciência e atenção a todos os detalhes. Pra minha sorte, não temos um agravante dessa vez: não existe quarentena para chegada de animais domésticos no Brasil.

Este sempre foi o maior medo dos meus pais com todo esse lance de viagem. Em alguns lugares, o animal precisa ficar um período em observação, para que os agentes se certifiquem de que ele não possui nenhuma doença.

PROCESSOS BUROCRÁTICOS

É muito difícil achar esse tipo de informação na internet! Para vir pra Berlin, foram meses e meses de pesquisa, exames e contatos, e como tudo estava sendo feito pela primeira vez, parecia ser ainda mais complexo.

Tudo começa com o fato de que cada país tem suas próprias exigências para permitir a entrada de animais. Para entrar na União Europeia, eu precisei colocar um microchip e tomar minha vacina contra raiva, pois na Europa ela foi erradicada, e enviar uma amostra do meu sangue para o Centro de Zoonoses de São Paulo.

Nesse lugar, eles fizeram um exame de sorologia e emitiram um laudo que comprova que eu não possuo raiva. Esse laudo é válido por toda minha vidinha, desde que meus pais nunca deixem minha vacina vencer! Caso contrário, eu teria que fazer tuuuuudo de novo, inclusive, respeitando o período de 4 meses no Brasil, até poder vir pra cá.

Aqui no Blog tem 4 posts que detalham direitinho como fizemos todo processo: neste primeiro, a gente conta o que precisa ser feito e como foi a saga para descobrir e entender tudo. No segundo post, a mamãe conta o que era necessário para trazer meu irmãozinho Alvin, que é um porquinho da índia. Mas depois, ela fez um terceiro, contando sobre a tristeza de ter que mudar de planos e deixar o Alvin o Brasil. E por fim, o quarto post, falando sobre as providências da viagem e a emissão do meu CZI.

COMO SAIR DA ALEMANHA RUMO AO BRASIL?

Por mais que tudo isso tenha dado um trabalhão, a pesquisa e os contatos eram todos feitos em português, né? A gente conversou com pessoas que passaram por experiências semelhantes de viagens com Pets, e também conseguiu um contato super acessível no Vigiagro, que é setor responsável por permitir a entrada e saída de animais no nosso país e sempre esclareceu as nossas dúvidas.

Nós encontramos esse link no site da Embaixada Brasileira aqui de Berlin, que explica direitinho o que precisamos fazer, mas não deixa claro quem são esses Amtstierarzt, os Veterinários Oficiais da cidade. A gente chegou a mandar um e-mail para a Embaixada, mas nunca tivemos nenhuma resposta deles.

Foi aí que a mamãe entrou em contato com a Debbie do Blog Pequenos Monstros, que viajou para vários lugares com os cãezinhos dela. Ela nos recomendou entrar em contato com o veterinário que ela conheceu aqui, para ver se ele poderia nos ajudar com essa informação.

No site desse veterinário, tem uma lista com todos os telefones dos Amtstierarzt daqui de Berlin! Só que no começo, a gente achava que era só contatar o que ficava mais próximo da nossa casa, mas hoje fomos informados pelo Vet de Neukölln que cada distrito daqui tem seu próprio Vet Oficial. Eu nem sabia dessa parada de distritos, acreditam?

Esse Vet disse que nosso distrito é do Mitte, pois moramos na região Wedding – Alexanderplatz, e nos passou o contato de lá. Ufa! Agora a gente tá esperando esse pessoal responder por e-mail o que precisa ser feito exatamente. Aliás, a gente tem mesmo é que rezar pra eles esclarecerem tudo por e-mail, pois é muito difícil falar desse assunto, mesmo que seja em inglês.

COMO EMITIR O CZI AQUI NA ALEMANHA 

No Brasil, por exemplo, depois que você tem todos os documentos em mãos, é necessário marcar a viagem antes de ligar na Vigiagro de São Paulo para agendar a retirada do CZI. O Certificado Zoosanitário Internacional é o documento que comprova a validade de todas as outras paradas (michochip, vacina e sorologia) e me permite entrar nos outros países.

Eu acho que você pode tentar ligar lá um mês antes da viagem, e quando você liga, eles já agendam uma data para você levar todos os documentos. Isso porque o CZI é válido somente por alguns dias, e não pode vencer até o dia em que você for viajar com seu pet.

Para sair daqui da Alemanha é a mesma coisa. Eu também preciso de um CZl, e ele só tem validade se expedido no máximo 10 dias antes do meu ingresso ao Brasil. No site da Embaixada eles disponibilizam o formulário desse documento para download que a gente já pode levar preenchido, junto aos demais documentos, pronto pro Vet Oficial assinar.

Agora só nos resta esperar a resposta do Amtstierarzt da nossa região para providenciarmos os próximos passos: emissão do meu CZI com assinatura desse vet oficial, pegar firme na minha dieta e ficar no meu peso ideal pra poder viajar na cabine, e finalmente comprar as nossas passagens! \o/

Torçam para que dê tudo certinho, meus AUmigos! Tô morrendo de saudade da minha família no Brasil, principalmente do Nico, Rocky e Alvin! <3

Lambeijinhos para aucês!

~*

Link para a lista de Telefones dos Veterinários Oficias de Berlin por Região

http://www.tierarztpraxis-dr-beck.de/Phone.htm

Contato do Dr. Bornemann que foi super gente boa (Berlin-Neukölln)

Infos sobre o Veterinário Oficial da região Berlin – Mitte

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Diário do Wisky: Dog Tag e imposto para cães na Alemanha

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Hey, CÃObadinha de web-migos!

Hoje eu vim aqui para falar sobre um assunto importante para a vida de um animal de estimação aqui em Berlin. Além das despesas básicas com vacinas, alimentação, brinquedos e a microchipagem obrigatória, todo mundo que resolve comprar ou adotar um pet por aqui deve considerar o custo extra do imposto para cães na Alemanha. 

Esse valor varia entre os estados, mas aqui em Berlim, a taxa anual para cães é de 120 euros. Se você resolver ter mais de um animalzinho, o valor é ajustado. É preciso ter muita responsabilidade na hora de trazer um pet pra sua casa por aqui, e consciência de que eles devem ser bem cuidados!

A prefeitura da cidade alega que o custo arrecadado nesse importo é revertido para limpeza e manutenção das ruas, devido a “sujeira” que os cachorros fazem.

Não dá para saber se esse custo vai para esse serviço mesmo, mas uma coisa é certa: Berlin é uma das cidades mais sujas que já conhecemos. Não por falta de latas de lixo espalhadas pelas ruas, nem por conta do trabalho de limpeza feito pela prefeitura, mas sim pelo péssimo hábito que o alemão tem de jogar tudo no chão.

Desde bitucas de cigarro a qualquer tipo de lixo que você pode imaginar, o chão de Berlin é mesmo muito nojento. E apesar da fama que circula pelo mundo de que, na Europa, o dono pode levar uma multa caso não recolha as fezes do animal, a gente encontra vários toletões por aí, e se depara com uma porção de donos que fingem que o cão não fez cocô, e saem andando como se nada tivesse cagado acontecido.

Mamãe acha isso um absurdo e morre de vontade de oferecer um dos meus saquinhos de lixo quando encontra com dono sem noção! Mas ela ainda tem muito medo dos alemães, então é melhor não arrumar treta, né? Pelo menos a gente faz a nossa parte e sempre sai com um porta saquinhos. Se o próprio povo daqui não colabora com a limpeza da cidade, nós procuramos representar muito bem o povo brasileiro!

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Mas o que preocupa mesmo a galera em relação a esse imposto, é que existe a possibilidade de você ser abordado e questionado sobre ele na rua por um policial, ou até mesmo por um oficial do Ordnungsamt. Dizem que isso acontece com mais frequência nos transportes públicos, quando também há fiscalização dos tickets dos usuários. Se seu cachorro não tiver a Dog Tag que comprova a regularização do Hundesteuer, você pode ser multado.

Ouvimos falar também que os oficiais locais podem sondar no bairro onde os donos moram, para perguntar para as pessoas há quanto tempo vocês moram com seu cachorro por ali. Depois que ele cruza essas informações, você terá que pagar um valor referente ao tempo que você sonegou este imposto.

Falando assim, parece meio exagerado, mas é algo que não dá para arriscar. Enquanto a mamis estava dentro do período de turista, que são os primeiros três meses (chegamos em Janeiro desse ano), eu podia andar de bouas, pois era turista também! Mas depois que o visto dela saiu no começo de Abril, eles evitaram sair comigo para lugares movimentados, onde poderíamos ser abordados.

Foi um intervalo de poucas semanas até que conseguíssemos nos organizar, e agora, esse receio acabou! Estou super regularizado para viver e passear por Berlin, tudo dentro da Lei! Se a gente veio morar aqui, tem que fazer tudo certinho mesmo, né?

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COMO SOLICITAR O HUNDESTEUER 

Para regularizar o Hundesteuer (hunde = cachorro + steuer = imposto) os donos devem preencher este formulário aqui, disponível apenas em alemão, e depois, ir ao Finanzamt para solicitá-lo. O local que nós fomos fica em Neue Jakobstraße 6/7, 10179 Berlin.

Meus pais imprimiram e preencheram esse formulário em casa, e quando chegaram lá, na hora de retirar a senha, bastou escolher a opção hundesteuer na maquinha. Não foi necessário me levar junto… Aliás, é proibida a entrada de animais no local. O que é uma pena, pois eu perdi o passeio =/

Foi tudo bem rápido: meus pais entregaram os papel para moça, já preenchido, e ela pediu o passaporte do papai para confirmar os dados. Depois, ela ficou lá digitando um monte de coisa, e logo em seguida entregou a minha Dog Tag para mamãe. Ela explicou que eu devo passear sempre com ela na minha coleira, pois possui o número do meu registro na cidade.

O pagamento da taxa é feito em 4 parcelas durante o ano (março, junho, setembro e dezembro) e o valor é debitado diretamente da sua conta. No papel que você leva preenchido, constam seus dados bancários para realização desse débito.

É isso, pessoal!

Lambeijos do Nariz de Doce de Leite!

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Diário do Wisky: Meu primeiro banho e tosa no Pet de Berlin

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Olá, CÃObadinha!

Hoje eu estou aqui para falar sobre minha primeira aventura no Petshop aqui de Berlin!

Eu já cheguei a comentar com vocês no meu Instagram, e também em alguns outros posts aqui do meu diário, que o pessoal na Alemanha trata os cachorros de forma bem diferente do Brasil. Muitos lugares da Europa são considerados Pet Friendly, que quer dizer que aceita-se a entrada de animais de estimação na maioria dos estabelecimentos. Isso é verdade! É bem comum encontrar as famílias circulando com seus cãezinhos por aí.

Só que tem um porém: cachorro aqui é tratado como animal de estimação. Sim, eles são tratados com respeito, fazem parte do contexto familiar e tudo mais, mas não são tratados com tantas frescurinhas como são os cães brasileiros. Eu, por exemplo, sou tratada como um verdadeiro filho! <3 Rsrs

Se você vai a uma loja de animais (petshop), você encontra o basicão para o bichinho sobreviver, mas nem se compara à quantidade de acessórios, brinquedinhos e petisquinhos que tem aí no Brasil.

Usando roupinha depois da tosa!
Usando roupinha depois da tosa!

 

TIPOS DE TOSA E O MERCADO PARA PETS EM BERLIN

Antes de vir para cá, minha mãe me levou no Petz e eu fiz o que o pessoal chama de tosa bebê, que é um modelo de corte super comum em cães de pelo longo, como eu. Esse modelo consiste em, basicamente, deixar os pelos bem baixinhos e o rostinho arrendondo, ajustado a altura da orelha. Também fiz a tosa higiênica, que é super importante também! Nessa tosa, corta-se o excesso de pelos que nasce entre os coxins das nossas patinhas, do nosso bumbum e da barriguinha. É quase uma depilação íntima, saca? Rsrs

Eu já vim preparado, porque mamãe sabia que talvez fosse difícil achar esse tipo de serviço por aqui. Meu papai, que veio pra cá antes da gente, sondou pela redondeza e não encontrou nada disso. E olha que a gente mora super no centro da cidade, na região da Alexander Platz.

No Brasil, há um Pet a cada esquina! Esse ramo vem crescido muito e movimenta uma grana considerável no mercado brasileiro. Meu avô materno sempre trabalhou em grandes redes de supermecado, e ele contava para gente que muitas unidades desses estabelecimentos não chegavam a vender nem a metade do que a Cobasi vendia em um fim de semana!

Pois bem. Os meses se passaram e os meus pelos cresceram de forma absurda. Eu já contei pra vocês nesse post que uma das principais mudanças biológicas que passei foi esse aumento de pelagem, por conta da alteração brusca de clima que vivi e o rigoroso inverno berlinense.

Exemplo de tosa bebê :)
Minha tosa bebê feita no Brasil :)

 

A MINHA EXPERIÊNCIA NO HUNDESALON

Enquanto mamãe pesquisava para encontrar esse tipo de serviço aqui, fomos nos virando em casa mesmo. Eu adoro quando a mamãe me dá banho, e ela manda muito bem nisso 🙂 com o tempo, ela foi aparando os meu rostinho, os pelos das patas que fazem muito nó, e isso quebrou um galho por um tempo. Mas agora, após quase 4 meses aqui, já não dava mais pra adiar. Eu precisava dar um talento na minha cabeleira.

Minha mãe conheceu a tia Anna do Anna’s Hundesalon durante suas pesquisas na internet. Elas conversaram algumas vezes via Facebook, e no sábado passado, nós fomos lá. Tivemos que pegar dois trens, e o percurso levou mais ou menso uns 40 minutos. É um pouco longe, mas eu adoro passear de transporte por aqui! Fico super comportado e faço vários amigos no caminho.

Eu no trem à caminho do Hundesalon :)
Eu no trem à caminho do Hundesalon :)

 

Chegamos um pouco adiantados, mas logo fomos atendidos. O lugar é bem pequeninho, e meus pais puderam ficar de olho em mim o tempo todo. A Anna nos cumprimentou, e perguntou qual lâmina meus pais queriam que ela usasse.

Cara, sei lá! Rsrsrs não tem essa de modelo de tosa não. A gente mostrou uma foto de uma tosa feita no Brasil, e ela entendeu.

De primeira, ela elogiou meu comportamento e foi super carinhosa. Eu sou muito bonzinho mesmo, gente. Fico quietinho o tempo todo. Daí depois, ela elogiou a qualidade do meu pelo! Disse que muitos cães com esse tipo de pelagem, chegam lá cheios nós. Coitados, né? A minha mãe me escova dia-sim-dia-não para evitar a formação de nós, pois eles são perigosos.

[ ALERTA: uma vez, o Nico (irmão pet da minha mamis) criou uma ferida enorme por conta da fivela da guia que ele usava. Em cima da ferida, formo-se um nó que minha mãe não percebeu. Quando ela foi se dar conta, estava enorme o machucado! Poderia ter feito muito mal para o Nico, se algum bichinho se alojasse lá, por exemplo. Depois disso, mamãe fica super em cima da gente. ]

Quando a tia Anna passou a máquina, o coração da Mamãe gelou. Saiu muito pelo de uma vez e ela achou que eu tava pelado! Mas não… hahahaha é que eu tava muito peludo mesmo. Depois, a Anna fez o formato do meu rostinho, e deu uma picotada no topete dum jeito que a mãe num gosta =/ fala que fica parecendo o Xororó, com o topete espetado.

Na hora do banho, aquele estilo alemão de sempre: um xampu apenas. Na hora de secar, outra coisa diferente: eles usam secadores normais, de cabelo de gente, nada daqueles sopradores dos pets do Brasil. Aliás…. mamãe achou tudo meio caseiro e sem muita técnica.

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CONSIDERAÇÕES GERAIS

  • O Brasil está muito a frente quando se fala em prestação de serviço de beleza! Vocês devem ouvir falar que nossos cabeleireiros, manicures e esteticistas são os melhores do mundo. E devem ser mesmo!
  • O serviço desse Hundesalon dá sim para quebrar o galho a cada três ou quatro meses, mas a mamãe cogita comprar uma maquininha e me tosar em casa. O serviço custou 39 Euros!.
  • Elas mandaram bem na tosa do coxins, mas elas não passam a maquinhinha na barriga e no pipi, só aparam com a tesoura.
  • A tia Anna é uma querida, me tratou super bem, o passeio fui bacana e eu até pude entrar num restaurante com os pais depois! 🙂

É isso, pessoal!

Até a próxima!

Lambeijinhos

 

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