OS LINDOS JARDINS DO PARQUE BRITZER GARTEN

Lago do parque Britzer Garten | Berlin | Maio 2017 | @natilaurindo

As baixas temperaturas aqui da Alemanha nos deram um “até logo” nas últimas semanas, e além das flores e do maldito pólem tradicional churrasco com os amigos, a primavera nos permite fazer uma série de programas diferentes pela cidade! 

Há alguns dias atrás nós aproveitamos um sábado ensolarado para conhecer o Britzer Garten! Um lindo parque aqui de Berlin, famoso pelos seus jardins repletos de tulipas e diferentes espécies de flores, além de muitas outras opções de lazer.

Will & eu | Britzer Garten | Berlin | Maio 2017 | @natilaurindo
Will & eu | Britzer Garten | Berlin | Maio 2017 | @natilaurindo

O parque possui uma área total de 90 hectares, um grande lago, cachoeiras e pontes que interligam diferentes áreas. Além disso, ele também possui espaços especiais para a criançada, com parquinhos, brinquedos e uma prainha artificial para os dias os mais quentes.

Área de lazer para crianças | Britzer Garten | Berlin | Maio 2017 | @natilaurindo
Área de lazer para crianças | Britzer Garten | Berlin | Maio 2017 | @natilaurindo

Também há restaurantes e quiosques em diversos pontos do parque, um trenzinho que percorre todo local durante a primavera e o verão, e muitos espaços onde você pode simplesmente deitar na grama e relaxar, possibilitando um dia completo de lazer.

O Britzer Garten existe desde os anos 80 e foi construído especialmente para a exposição Bundesgartenschau, um evento do segmento de paisagismo e cultivo de plantas. Ele fica localizado entre Neukölln e Mariendorf, na região sul da cidade.

O parque possui vários acessos, mas o endereço da portaria principal é Buckower Damm, número 146.

Uma das pontes do parque Britzer Garten | Maio 2017 | @natilaurindo
Uma das pontes do parque Britzer Garten | Maio 2017 | @natilaurindo

Embora o parque seja uma incrível opção de lazer em qualquer época do ano, o melhor período para visitá-lo é agora durante a primavera, quando podemos apreciar o Festival de Tulipas. O Tulipan ocorre entre os meses de abril e maio, de acordo com a intensidade e duração do final do inverno.

O mais bacana é que as espécies de flores desabrocham em épocas diferentes, e em cada período do ano, nós podemos apreciar paisagens, cores e sensações novas.

Infelizmente neste ano, eu cheguei tarde demais… Os dias já estavam bem quentes e as tulipas não resistiram ao calor. Apesar do passeio ter valido super a pena, tanto pelas paisagens, quanto pela companhia dos amigos, fiquei bem chateada por não ter conseguido vê-las. Bom, fica pra próxima primavera, certo?

EXPECTATIVA: Tulipan, o Festival de Tulipas do Parque Britzer Garten. Imagem: 2012 berlin-audiovisuell.de
EXPECTATIVA: Tulipan, o Festival de Tulipas do Parque Britzer Garten. Imagem: berlin-audiovisuell.de
REALIDADE: chegamos tarde :( | Britzer Garten | Maio 2017 | @natilaurindo
REALIDADE: chegamos tarde 🙁 | Britzer Garten | Maio 2017 | @natilaurindo

 

Ah, também não é permitida a entrada de animais de estimação. Apesar de não ser o passeio ideal para pets, pois os dias estão muito quentes, eu gostaria de levar o Wisky lá durante o Outono. É uma pena! 🙁 Mas dá para entender que o Britzer Garten não é um parque como os mais populares e urbanos de Berlin, onde o pessoal faz a maior bagunça e os cachorros circulam livremente.  É um lugar mais tranquilo, com clima bem família. 

O valor da entrada é de 3 euros, a bilheteria abre às 9h e funciona de acordo com a duração dos dias (períodos de luz) em cada época do ano: até às 20h de abril a setembro, período em que os dias são mais longos, até às 18h durante os meses de março e outubro, que são os meses de transição de estações, e até as 16h, de novembro a fevereiro, quando o frio aperta e os dias são mais curtos.

O parque fica aberto todos os dias até escurecer.

Margaridas <3 | Britzer Garten | Maio 2017 | @natilaurindo
Margaridas, minhas preferidas! <3 |Britzer Garten | Berlin | Maio 2017 | @natilaurindo

Se você mora em Berlin, não deixe de conhecer esse lugar! E se vai passar mais tempo visitando a cidade, vale a pena colocar o Britzer Garten no seu roteiro! Ele não é um considerado um ponto turístico, mas é uma ótima experiência e rende belas fotos.

Beijos

Britzer Garten | Berlin | Maio 2017 | @natilaurindo
Britzer Garten | Berlin | Maio 2017 | @natilaurindo
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HYGGE – conforto e aconchego no estilo de vida dinamarquês

hygge-estilo-de-vida-dinamarques

Oi, gente linda!

Em fevereiro deste ano tive a incrível oportunidade de conhecer Copenhagen, capital da Dinamarca, e apesar de ainda não ter conhecido muitos países, eu não consigo pensar em outro lugar no mundo que seja tão especial quanto aquele.

Nos três dias em que estivemos lá, eu observei muita coisa sobre a cultura do país, o comportamento das pessoas e o estilo de vida que eles levam. Como passamos pouco tempo na cidade, não pude refletir sobre isso tudo durante a viagem, e no primeiro momento, eu me só apaguei ao roteiro e aos lugares que tínhamos que conhecer.

Mas depois que eu fui embora, senti que trouxe um pedacinho da Dinamarca comigo! Eu não sabia muito bem como explicar, mas era algo com que eu havia me identificado logo de cara, algo em que sempre acreditei. E depois de pesquisar mais sobre a cultura do país, já pensando em retornar, eu consegui compreender…

Famosa por ser a terra dos Vikings, da Pequena Sereia, da famosa cerveja Carlsberg e da clássica história de Hamlet, a Dinamarca também é reconhecida por ser o povo mais feliz do mundo, onde o compromisso com a palavra, a confiança e o respeito realmente são levados a sério pelas pessoas.  

Castelo de Rosenborg Slot
Castelo de Rosenborg Slot

O segredo dessa felicidade toda provavelmente é resultado da combinação de uma política eficiente, uma cultura forte e virtuosa, e uma baita qualidade de vida. Além disso, também há uma certa filosofia que pauta o life style dinamarquês: o Hygge, que significa conforto e aconchego, em seu sentido literal, mas que acabou se transformando em um conceito que influencia quase tudo na vida deles.

Foi exatamente isso que eu senti e trouxe pra minha vida desde que voltei lá! <3

Sabe quando a gente acorda no domingo com o cheiro de café fresco no ar? Quando a gente deita na nossa cama, depois de trocar os lençóis? E quando a gente abre uma boa garrafa de vinho e passa horas conversando com alguém que a gente ama? Ou quando compramos um arranjo de flores novo para decorar a mesa do jantar?

Essa sensação de bem estar, de satisfação, e de prazer visual, emocional e sensorial é a proposta do estilo Hygge! E isso está presente na decoração das casas, nos ambientes de trabalho, no design e na maneira com que as pessoas se relacionam na Dinamarca. A ideia é fazer com que tudo seja acolhedor e que as pessoas sempre se sintam a vontade.

A perfeição e a ordem de uma casa não podem ser mais importantes do que o conforto, por exemplo. Muito menos o luxo ou valor pago em cada coisa. Aliás… ostentar bens materiais é algo considerado muito feio e desagradável pelo povo dinamarquês. Qualidade e simplicidade, apesar de muitas vezes serem interpretados com qualidades opostas, nessa cultura, tornam-se quase sinônimas uma da outra.

No dia-a-dia, os sofás e os colchões devem ser convidativos, e os ambientes, sempre perfumados. Deve haver flores, quadros, e velas para iluminar e aromatizar cada pedacinho da casa. Um bolo apetitoso na mesa, um café pronto para servir, talheres e xícaras sempre a postos. Tudo fácil, disponível, pronto pra receber bem e fazer sorrir.

Desde que me mudei pra cá, notei que o povo alemão – apesar de “menos amável” – também tem hábitos e valores parecidos, mas a palavra Hygge e todo seu significado são promessas de tendência no mundo todo este ano.

Eu me considero privilegiada por ter visto e vivido um pouco dessa experiência Hygge em seu país de origem, mas principalmente, por poder trazer um pouco dela pra minha vida, pra minha casa. Mas como seria bom se os brasileiros entendessem a importância do exercício desses valores básicos e primordiais, mas tão desacreditados e distantes do nosso Brasil

Cada vez que essas coisas acontecem aqui comigo, penso no quanto eu gostaria que mais brasileiros tivessem essas mesmas oportunidades que tenho. E é por isso que eu me proponho a escrever sempre sobre as minhas novas experiências…  Não só para levar informação, mas também pra dividir um pouco das coisas boas que vivo e aprendo.

É essa minha razão de estar aqui 🙂

Beijos!

19 de maio de 2017, fim de tarde em Berlin <3
19 de maio de 2017, fim de tarde em Berlin <3

Saiba mais sobre a Dinamarca:

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VIAGEM INTERNACIONAL COM ANIMAIS: tudo que você precisa saber sobre como viajar com seu pet na cabine do avião

@wisk_thedog Frankfurt, esperando nosso vôo para Berlin

Olá, gente linda!

Quem me acompanha há algum tempo sabe que eu me mudei para Berlin no ano passado, junto com meu marido e nosso cachorrinho Wisky. Por essa razão muitas pessoas me procuram para pedir dicas e tirar dúvidas sobre viagem com animais e como levá-los na cabine. 

A primeira coisa que você precisa fazer é avaliar as regras e o histórico das companhias aéreas. Cada empresa possui suas próprias exigências para transporte de animais, bem como padrão de bolsa de transporte, limite de tamanho e peso do pet, e até mesmo a restrição para algumas raças.

Cada vôo possui um limite de embarque de animais – no caso da Lufthansa, são até 2 pets – por isso você precisa verificar se o vôo escolhido tem vaga disponível pro seu pet. É muito importante que você se certifique disso  ANTES de comprar a sua passagem, para não correr o risco de escolher um vôo sem vaga para ele. Digo por experiência própria: trocar de vôo por este motivo dá um trabalhão danado e envolve uma taxa adicional bem salgada.

Como geralmente os sites não tem informações sobre a disponibilidade de vagas para pets, eu sempre seleciono dois ou mais vôos que tenho interesse, e entro em contato por telefone com a companhia aérea. E só depois que eles confirmam a disponibilidade para viajar com meu pet, eu finalizo a compra pelo site.

Logo em seguida, eu ligo novamente para companhia e informo o número da minha passagem. Aí por telefone mesmo, o atendente faz a reserva do Wisky dentro da minha passagem, e eu recebo por e-mail um novo itinerário de vôo, atualizado com a reserva.

Ah, uma dica legal é que você pode pedir pro atendimento encaminhar esse itinerário também no idioma do país, para evitar contratempos.

Exemplo de passagem da Lufthansa com a confirmação de reserva para pets
Exemplo de passagem da Lufthansa com a confirmação de reserva para pets. Note que reserva foi feita nos dois vôos, Berlin-Frankfurt e Frankfurt-São Paulo

Caso você precise fazer alguma escala em algum outro lugar, não esqueça de checar se a reserva do seu animalzinho foi feita para todos os trechos da viagem. Já o pagamento da reserva geralmente é feito no dia do embarque, antes de despachar as malas e pesar o animal.

Para viajar com o Wisky, saindo aqui de Berlin, nós pagamos o valor de 70 Euros. Já saindo do Brasil, o valor sobe para 100 Euros. O valor pode ser convertido para o real no balcão. Infelizmente, por essas razões, eu só posso fazer o check-in no aeroporto, e eu não consigo escolher a poltrona com antecedência, como acontece com o check-in on line.

Não sei se isso ocorre em todas as companhias, mas o sistema da Lufthansa coloca automaticamente o passageiro com pet em um poltrona na janela. Ou seja: janela garantida sempre! <3

REGRAS GERAIS DAS COMPANHIAS ÁREAS

Só são permitidos na cabine do avião CÃES e GATOS de pequeno porte, que devem permanecer sob os cuidados e vigilância dos donos durante todo o tempo da viagem. Geralmente não é permitido o transporte de outras espécies, como, infelizmente, foi o caso do Alvin, nosso porquinho da índia, que teve que ficar no Brasil…

O animalzinho fica acomodado em uma bolsa de transporte especial para viagens aéreas, que deve ser completamente fechada, com tampa e/ou laterais teladas, obviamente, para que ele consiga respirar. A bolsa em que o Wisky viaja foi confeccionada pela Amigos de Pelo, seguindo as medidas da cia que escolhemos.

Quando o animal é maior e viaja no compartimento de cargas, a caixa de transporte deve ser grande, rígida e bem resistente, permitindo que o animal fique de pé e consiga pela menos uma volta em torno de si mesmo.

Já no transporte na cabine, as bolsas devem ser menores, flexíveis e confortáveis, pois o animal permanecerá no assoalho do avião, embaixo do acento da frente, ou entre as pernas do passageiro responsável por ele.

A bolsa também deve possuir algum forro capaz de absorver líquidos, caso o animal faça xixi durante a viagem, porém, um tapete higiênico próprio para pets já é o suficiente. 

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Ilustração de como o animal vai acomodado na cabine do avião durante a viagem

Wisky e eu só conseguimos viajar de Lufthansa, pois apesar dele ser um Shihtzu, raça considerada de pequeno porte, ele é um pouco maior e mais pesado que a maioria desses cães. O peso máximo permitido por essa companhia é até 8kg, incluindo o peso da bolsa. Mais informações neste link.

Essa medida varia, em outras companhias aéreas, entre 5kg e 10kg, mas algumas delas também não transportam animais de focinho achatado, ou branqui cefálicos, como é o caso do shihtzu, dos buldogues e dos gatos persas.

Wisky e sua bolsinha pesam juntos 7.5kg e a Lufthansa apenas conscientiza os donos de que essas raças são mais sensíveis, e que a decisão de transportá-los, bem como a responsabilidade sobre a saúde do animal, é inteiramente dos donos.

Apertadinho no vôo de Munich a Berlin
Apertadinho no vôo de Munich a Berlin

AS NOSSAS VIAGENS BRASIL/ALEMANHA

Eu costumo dizer que Deus me deu o cachorrinho certo para viver todas essas aventuras comigo. Desde filhotinho, e espontaneamente, Wisky já gostava de se esconder dentro das bolsas e mochilas lá de casa. Além disso, ele é super calminho e nunca estranha nenhuma situação.

Paciente, observador e companheiro, este é o meu Wiskynho!

Embora a primeira viagem tenha sido mais tensa, por conta da despedida da família, rumo a uma nova vida totalmente desconhecida, eu viajei com meu marido, o que facilitou bastante as coisas. Ele ficou responsável por carregar a nossa bagagem de mão, colocar as coisas na esteira e apresentar os passaportes, enquanto eu, só fiquei cuidando do Wisky, revesando sempre que necessário.

Porém, nas duas viagens seguintes, meu marido não pôde me acompanhar por causa do trabalho, e pra que eu pudesse aproveitar mais dias no Brasil, e também para que o Wisky tivesse um tempo maior para se recuperar e se adaptar entre uma viagem e outra, nós viajamos sozinhos. 

A nossa primeira viagem ocorreu em julho do ano passado, e eu estava morrendo de medo de viajar sem a companhia de outra pessoa. Mas foi aí que eu percebi que quando temos um animalzinho, nós nunca estamos sós de verdade!

Eu passo a viagem toda cuidando dele, não consigo dormir muito bem, e confesso que nem vou ao banheiro, pois não posso levá-lo comigo e tenho receio de deixá-lo sozinho me esperando. Mas acho que o tempo todo é ele quem vai cuidando de mim… Acho que carrego um anjinho de guarda, isso sim! 

Nossa segunda viagem foi em dezembro, e agora mais experientes, já soubemos nos acomodar melhor no avião e ficamos mais relaxados. É engraçado como ele reflete muito a o meu estado emocional.

Da primeira vez, eu quase não dormi, e senti que ele também estava mais alerta, acordando o tempo todo, e às vezes, pedindo colo. Desta vez, ele dormiu praticamente o viagem inteira, e só acordava quando o carrinho das refeições passava.

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Opa, isso é cheirinho de comida! :9

 

COMO É QUE O MEU PET VAI SE COMPORTAR NESSA SITUAÇÃO?

Isso é realmente uma coisa relativa, e eu até arrisco dizer, que não dá para prever como vai ser a primeira viagem de vocês. Se para nós humanos toda a movimentação dos aeroportos já é muito cansativa e estressante, imagina para eles, que não sabem muito bem onde estão nem o que está acontecendo, né?

Pode ser que um animalzinho, por mais tranquilo que seja em seu dia-a-dia, estranhe todas essas novas situações e tenha alguma reação diferente do que os donos esperam.

Por isso é importante que o dono analise muito bem a real necessidade de submeter um animal a uma viagem assim. Em casos de mudança, ou longos períodos fora, é óbvio que não há outra opção – lembrando que os animais são parte da família e nunca devem ser deixados para trás. 

Mas em casos de viagens curtas, eu sinceramente, não recomendo. 

Eu sempre digo que só levo o Wisky comigo porque ele lida com tudo isso com muita tranquilidade. Ele fica dentro da bolsinha o tempo que for necessário, e se começa a ficar um pouco mais agitado ou desconfortável, basta fazer um carinho e conversar com ele, que tudo se acalma.

Como ele se comporta bem, nos aeroportos, ele anda comigo na coleira mesmo, e na espera das escalas, ele sempre fica fora da bolsa, observando tudo e esperando o tempo passar. Quando olho para ele nesses momentos, fico pensando no perrengue que outras pessoas devem passar com animais mais agitados =/

DEVO OU NÃO DEVO TRANQUILIZAR MEU ANIMAL COM MEDICAMENTOS? 

Tá aí mais um questão delicada. Para o animal despachado que viajam no compartimento de cargas, as companhias aéreas proíbem que ele viaje sedado. Isso porque, em caso de turbulência, o animal precisa estar consciente para se equilibrar. Se ele estiver desacordado, pode se machucar dentro da gaiola.

Já para animais que viajam na cabine, eu não sei qual é a orientação. Nunca me questionaram se o Wisky havia sido medicado, ou se eu pretendia fazer isso. Os funcionários que pesam o animal antes do embarque raramente fazem perguntas sobre o pet (só aqueles que realmente gostam de animais, mas aí é uma coisa mais pessoal do que profissional).

Se o dono julgar necessário medicar o animal, é importante que essa decisão seja tomada com a aprovação de um veterinário. Eu acredito que tranquilizantes fortes não sejam indicados, a menos que exista alguma grave exceção, que envolva o estado de saúde do animalzinho. Mas eu imagino que algum floral, ou remédio que dá um soninho, COM APROVAÇÃO DO VET, pode ser uma boa saída.

No caso dos gatos, por exemplo, que geralmente não são acostumados a passear, ou mesmo sair de casa, deve ser uma situação mega estressante. E assim como já ouvi muitas pessoas falarem que dão algum tipo de calmante pro gatinho ir até o veterinário tomar vacina, ou antes de tomar banho, esta é mais uma situação em que é preciso avaliar as vantagens do uso de tranquilizantes.

Sempre devemos pensar na saúde e no bem estar do pet, sem deixar de lado a tranquilidade do dono durante a viagem.

@wisk_thedog Frankfurt, esperando nosso vôo para Berlin
@wisk_thedog Frankfurt, esperando nosso vôo para Berlin

ALIMENTAÇÃO, XIXI E COCÔ DURANTE A VIAGEM

Antes da ir pro aeroporto, eu procuro dar um pouco menos de comida do que ele costuma ingerir, apenas para evitar que ele enjoe ou passe mal, e também dou umas voltas do lado de fora, para ele fazer xixi e cocô. Depois que passamos pelo detector, eu geralmente ofereço um pouquinho (bem pouquinho mesmo) de água e algum biscoitinho, pra distraí-lo.

Dentro da aeronave, eu tento ficar esperta com o horário em que vão servir as refeições para que, antes que o carrinho chegue, eu ofereça um pouco de ração. Eu faço isso para evitar que ele não esteja faminto e fique muito eufórico quando a comida chegar. (Ele é muito pidão, e faz tipo AEEEEEE COMIDA!!\o/)

Toda vez que ele acorda, eu ofereço um pouquinho de água também. Mas confesso que fico muito dividida, pois sei que não posso deixá-lo com sede, mas quanto mais água ele beber, mais apertado ele vai ficar…

E ele NÃO FAZ nem o nº1 nem o nº2 durante todas essas horas. Ele só “se alivia” quando vai do lado de fora do GRU lá no Brasil, e quando reconhece a nossa rua aqui em Berlin. As vezes são quase 20 horas entre um xixi e outro… Coitadinho 🙁

Nas escalas eu sempre tento levá-lo nos cantinhos das aéreas externas, coloco tapetinho no chão quando vou ao banheiro, e tudo mais… Mas ele nunca faz nada. Eu fico apreensiva, mas acho que é coisa dele =/

O QUE PRECISO LEVAR PARA MEU CACHORRO NA CABINE

Além da bolsa de transporte dele, dentro da minha mala de mão, eu levo dentro de um Ziploc transparente:

  • Um cobertorzinho, pois a temperatura no avião é muito baixa;
  • Um tapetinho higiênico, conforme exigido pela companhia aérea;
  • Um brinquedinho que NÃO faz barulho para não incomodar os demais passageiros;
  • Um potinho com um pouquinho de ração seca (comida natural pode ser barrada);
  • Um bebedouro portátil que eu só encho dentro do avião e esvazio antes de sair.

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O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER

Em todas essas viagens, eu nunca cruzei com ninguém que realmente não gostasse de animais, e se sentisse incomodado com a presença do Wisky. Não sei se tive sorte, ou se é realmente muito raro topar com gente assim, mas o fato é que ele não chega a incomodar ninguém.

Mas fico pensando como as pessoas agiriam com um cachorrinho diferente, que ficasse latindo ou chorando, por exemplo. A gente sabe que as pessoas até tentam ser tolerantes com as crianças pestinhas que viajam – porque sempre tem, né? rs – mas eu não sei se com animais a compreensão seria a mesma.

Alguns comissários são super queridos, fazem perguntas gentis e as vezes passam para checar se o Wisky precisa de algo e se está tudo bem. Por outro lado, tem comissário que passa só pra checar se ele está dentro de bolsa, conforme as regras exigem. É o tal do lance de gostar ou não gostar de animais, ou mesmo ter tido ou não experiências ruins em outros vôos.

Acho que você deve ser consciente e entender que os funcionários precisam cumprir regras, e que você também deve cumprir para um bom convívio com as outras pessoas durante o vôo. E assim como em todos os momentos da vida, simpatia e boa comunicação também fazem milagres.

Eu geralmente me apresento pro passageiro ao lado, digo que estou viajando com meu cachorro, e nesse momento coloco o focinho de doce de leite em ação  apresentou o Wisky também. Digo que ele está acostumado a viajar, que se comporta bem, mas que a pessoa pode reclamar comido, se algo estiver incomodando.

Acho que não há quem resista à educação, noção de cidadania e gentileza! 🙂

Uma vez eu viajei com uma austríaca muito bacana, que até ficou de olho nele para eu poder ir ao banheiro. Mas se você estiver viajando sozinho, e não conseguir levar o animal com você, é seu direito pedir ajuda ou orientação para algum comissário. Eles certamente vão te ajudar.

Ah, uma coisa curiosa: os pets que viajam com seus donos precisam passar sozinhos no detector de metais! É uma das cenas mais fofas e engraçadas. Um funcionário fica segurando ele de um lado, e depois que eu passo, ele solta a coleira pro Wisky ir até mim. PENSA NUM CARA METIDO! hahaha

A gente sempre vai fazendo uma porção de amigos por onde passa, principalmente com os brasileiros, que são mais receptivos e não tem receio de se aproximar e puxar conversa. Os alemães geralmente só sorriem, e depois de alguns minutos, fazem perguntas discretas, isso quando fazem.

Se por um lado é trabalhoso viajar com eles, por outro, eu me sinto muito sortuda por poder viver tudo isso e compartilhar minha experiência com as pessoas! Eu fico muito feliz por poder ajudar tanta gente que gosta de animais, e não abre mão de estar com eles.

Acho que se o Wiskynho soubesse, ele concordaria comigo!

Beijos

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3 DIAS EM COPENHAGEN! – nosso roteiro de viagem, onde ir e o que fazer na capital da Dinamarca!

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Oi, gente linda!

No último dia 15 de fevereiro, bem depois do Valentine’s Day, Willian e eu completamos três anos de casados, e nós decidimos fazer uma viagem especial para comemorar. O destino escolhido dessa vez foi Copenhagen, a capital da Dinamarca!

Nós escolhemos Copenhagen porque tivemos apenas um fim de semana para viajar, e além de ser linda e super romântica, é uma cidade relativamente pequena, e é possível conhecer os principais pontos turísticos em poucos dias.

Nós precisávamos escolher, a princípio, um lugar que também fosse bacana durante o inverno, pois as baixas temperaturas aqui da Europa prejudicam alguns passeios.

Nosso roteiro foi planejado para priorizar as principais atrações da cidade e as regiões foram dividas entre os três dias da viagem de acordo com as distâncias entre cada ponto turístico. Nós fizemos isso utilizando o Google Maps!

Pra quem ainda não conhece, essa é uma super dica! Além de economizar o nosso tempo durante a viagem, o Google nos dá um overview do que precisamos fazer, e também nos permite separar o roteiro por camadas (que podem ser os dias, por exemplo) e relacionar um ponto ao outro.

nosso roteiro de viagem de 3 dias em Copenhagem
nosso roteiro de viagem de 3 dias em Copenhagem

Utilizando este recurso, você consegue legendar os pontos, para ajudar na sua localização e não te deixar esquecer nada. É importante marcar o hotel, os locais onde pretende comer, lugares onde você vai dedicar mais tempo, e os que você só precisa dar uma passada. Enfim, você pode criar suas próprias legendas, como funcionar melhor para você!

  • Dia 1

Chegamos em Copenhagem por volta das 11h da sexta-feira (17/02), e depois que fizemos o check-in no Tivoli Hotel, nós conhecemos toda City Hall, que é onde ficam o prédio da prefeitura e a estátua de Hans Andersen, famoso autor das histórias do Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo e da Pequena Sereia.

Nessa região também ficam a Gliptoteca NY Carlsberg e o Parque Tivoli, a principal atração turística da cidade! Ele foi um dos primeiros parques de diversão do mundo, e ainda mantém os brinquedos originais com uma pegada bem retrô.

Dizem que essa parque é tão incrível que até serviu de inspiração pro Walt Disney! Infelizmente ele fica fechado durante todo o inverno e só retoma as atividades em abril.

Depois que passeamos pela região, paramos para almoçar no Rosie McGee! O lugar é lindo, fica bem ali no centro, e a comida também é super gostosa! Já o jantar foi um hamburgão delícia lá no Tommi’s Burguer Joint!

Entrada da Gliptoteca NY Carlsberg
Entrada da Gliptoteca NY Carlsberg
Will & Eu na City Hall, com a entrada principal do Tivoli ali no fundo
Will & Eu na City Hall, com a entrada principal do Tivoli ali no fundo
Estátua do autor dinamarquês Hans Andersen
Estátua do autor dinamarquês Hans Andersen
Placa que indica os principais pontos, saindo ali da City Hall
Placa que indica os principais pontos, saindo ali da City Hall
Almoço no Rosie McGee: Fish & Chips pra mim e Ribs para ele
Almoço no Rosie McGee: Fish & Chips pra mim e Ribs para ele
Pelas ruas do centro!
Pelas ruas do centro!
  • Dia 2 

No segundo dia de viagem nós fomos até a Fortaleza de Kastellet para conhecer a famosa estátua da Pequena Sereia (Little Mermaid) e outros lindos pontos turísticos que ficam na mesma região.

Eu já tinha lido em alguns blogs que muita gente se decepciona quando chega lá, pois é um monumento pequeno e discreto, e nem todo mundo entende o porque ela é tão famosa.

O fato é que ela representa um elemento histórico pro país e projeta a cultura local pro mundo todo! Esse conto, assim como o próprio Parque Tivoli, também foi inspiração pro cinema, pro teatro e pra própria Disney, como todo mundo sabe. Eu gostei muito! 🙂

The Little Mermeid
The Little Mermeid

Depois de uma pausa para um chocolate quente que compramos num carrinho de café bem charmoso que fica ali – a coisa tava feia lá hein, galera? a temperatura não passava dos 5º graus e o ventinho gelado era cruel – nós fomos passear pelo restante da Fortaleza de Kastellet. 

Esse local foi construído no século XVI e tinha como função proteger a cidade. Ele é cercado por vários canais e pontes, e hoje em dia, além de ser uma das principais atrações turística de Copenhagem, concentra edifícios onde funcionam algumas atividades militares.

Caminhando pela região, as próximas paradas foram a Igreja Kastelskirken, o moinho de vento, as belas estátuas de  Valkíria e a Gefionspringvandet  que representam personagens da mitologia nórdica – e a linda Igreja de São Álbano. Os rios estavam congelados, o que deixava tudo ainda mais incrível!

Fortaleza de Kastellet
Will & eu na Fortaleza de Kastellet
Igreja de São Álbano
Igreja de São Álbano
Igreja de São Álbano by @willcarminato
Igreja de São Álbano by @willcarminato
Moinho de vento
Will & eu no Moinho de vento
Igreja de Kastelskirken
Igreja de Kastelskirken
Estátuas de Valkíria e Gefionspringvandet
Estátuas de Valkíria e Gefionspringvandet

Saindo da fortaleza de Kastellet, caminhamos em direção ao castelo de Rosenborg Slot, o mais lindo da cidade! Ele fica no Kongens Have, rodeado pelos lindos jardins do rei. Foi construído no século XVI por Christian IV para servir como residência de verão para a família real. 

A troca da guarda real sai todos os dias desse local, com destino à praça Amelienborg. Mas infelizmente não conseguimos chegar a tempo do horário da troca, assim como também não conseguimos visitar o castelo por dentro 🙁

Castelo de Rosenborg Slot
Castelo de Rosenborg Slot
Castelo de Rosenborg Slot
Castelo de Rosenborg Slot by @willcarminato

Saindo do castelo, caminhamos em direção ao centro da cidade novamente, mas agora para a região de Nyhavn. É nesse local onde ficam os melhores restaurantes de Copenhagen e é de onde partem os passeios de barco! A região é alegre, colorida e cheia de turistas.

Nós ficamos um tempinho admirando os barcos ali, fazendo planos de voltar em algum verão… Deve ser uma delícia fazer um passeio desses em um lindo dia de sol!

Também aproveitamos para prender um cadeado com as nossas iniciais na ponte do canal, para simbolizar nosso aniversário de casamento! <3 Agora Copenhagen também tem um pedacinho de nós…

Depois almoçamos no On the Sunny Side, um restaurante italiano maravilhoso que fica logo no começo de Nyhavn. Além do pessoal ser super simpático e atencioso – fizeram questão de arriscar algumas palavrinhas em português, quando perceberam que somos brasileiros – o Will disse que foi lá que ele comeu o melhor penne ao molho de 4 queijos da vida dele! 🙂

Chegando na Nyhavn...
Chegando na Nyhavn…
Canal de Nyhavn
Canal de Nyhavn
Nati <3 Will
Nati <3 Will

Após o almoço, fomos até a famosa Igreja de Mármore, com direito a uma pausa para uma oração de agradecimento e fotos do interior da igreja, e depois caminhamos para a Praça Amelienborg. Nessa praça fica a residência de inverno da família real dinamarquesa, e é formada por um conjunto de 4 palácios (confere o giro pela praça aqui).

No centro da praça, fica a estátua de Frederik V e mais ao fundo, depois do rio, podemos ver a Copenhagen Opera House.

 

Igreja de Mármore
Igreja de Mármore
Estátua de Frederik V
Estátua de Frederik V
Copenhagen Opera House by @willcarminato
Copenhagen Opera House by @willcarminato

Depoooooois – meu Deus, como a gente andou!! – passamos pela Praça Højbrom para conhecer o castelo de Christiansborg Slot, um lugar realmente impressionante! E no final do dia, passamos pela rua Strøget, outro ponto importante da cidade, onde ficam as lojas mais legais! 

Depois desse mega rolê, voltamos pro Hotel pra descansar um pouco. E à noite fomos jantar no Hard Rock Café da cidade, que fica lá na City Hall, e trouxemos mais um lindo copo para nossa coleção! 🙂

Praça Højbrom
Praça Højbrom
Christianborg Palace
Christianborg Palace
Christianborg Palace by @willcarminato
Christianborg Palace by @willcarminato
Rua Strøget
Rua Strøget
  • Dia 3

Reservamos o último dia para conhecer a fábrica de cerveja da Carlsberg (Carlsberg Museum). É claro que esse foi o melhor dia pro Will! Rs

Conhecemos a coleção de garrafas de cerveja deles, que é a maior do mundo, e depois visitamos as instalações da antiga fábrica.

No museu há uma sala com diversos registros históricos sobre a fábrica, sobre as famílias que construíram o negócio e sobre a importância da marca para a Dinamarca.

Na saída da fábrica, conhecemos os estábulos dos cavalos – tem passeio de charrete para entreter a criançada enquanto os pais enchem o caneco rsrs – e depois participamos de uma degustação de cervejas produzidas por eles \o/

Depois paramos na lojinha de souvenires deles que é cheia de coisas legais! Compramos touquinhas da Carlsberg e mais um copo pra nossa coleção. Almoçamos um hambúrguer bem gostoso no restaurante da fábrica, e logo fomos para o aeroporto, rumo a Berlin.

RESUMÃO

Foi uma viagem INCRÍVEL! Apesar de ser uma cidade um pouco cara, vale a pena cada dinheirinho investido. As pessoas são educadas e bem na delas, assim como aqui na Alemanha.

Como eu disse lá no início, a gente procurou um destino que não fosse tão prejudicado pelo inverno, e que desse pra conhecer em pouco tempo, mas no final, não teve jeito…

Algumas coisas ficaram de fora, tanto pelo inverno, quanto pela falta de disposição desse casal sedentário tempo:

  • Passar um dia todinho no Parque Tivoli *-*
  • Fazer um passeio de barco pelos canais da cidade que saem de Nyhavn
  • Visitar a Glyptoteca NY Carlsberg e Museu Nacional de Copenhagen
  • Subir na Rundetarn, que é a torre de observação mais antiga da cidade.
  • Subir na The Round Tower, que é um antigo observatório astronômico
  • Conhecer o bairro de Cristiniania, que é uma nação auto-proclamada independente, que sobrevive desde os anos 70 cercada de polêmicas. Parece que é tipo uma comunidade Hippie, bem interessante de se conhecer. 
  • Entrar no Museu da Libertação que fica na Fortaleza de Kastellet
  • Conhecer a Cervejaria Mikkeller que é super famosa por lá
  • Experimentar o tal do Smørrebrød, que é um prato típico, e o famoso Hot Dog Dinamarquês

Bom, pelo menos o roteiro de mais um futuro fim de semana em Copenhagen já está pronto, né? 🙂

Sobre a pegada Pet Friendly da cidade (conteúdo que eu sempre tento abordar aqui no Blog): vi muitos cachorrinhos pelas ruas com seus donos, mas os estabelecimentos, aparentemente, não permitem a entrada de pets.

E pra quem tá curioso para saber sobre o Wisky, dessa vez achamos melhor não levá-lo, pois além de ser uma 3ª Lua de Mel (mais que merecida), a gente já sabia que a pegada da viagem seria muito cansativa e desconfortável para ele. Então ele ficou hospedado na casa dos nossos amigo, pais da buldoguinha mais linda de Berlin, e também se divertiu muito! 🙂

E aí, quem topa ir pra Copenhagen com a gente de novo? 😉

Beijos

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DE MALA PRONTA! – como organizar sua bagagem e fazer uma viagem confortável

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Hey, pessoinhas!

Hoje terminei de fazer a minha mala de viagem pro Brasil! Wisky e eu viajaremos nessa sexta-feira, dia 08/07 e ficaremos 40 dias em terras brasileiras! <3 Tempo o suficiente para matar a saudade da família, rever os amigos queridos e fazer um montão de coisas que a gente adorava fazer com todos eles!

Comecei a separar minhas coisas e a fazer uns testes com a mala na semana passada (é importante fazer as coisas com o mínimo de antecedência né) e eu me deparei com alguns probleminhas. O primeiro deles é que nessa época do ano é inverno no Brasil, e por mais que as estações não sejam tão definidas quanto são aqui na Alemanha  (vira e mexe faz um calorão bem fora de contexto climático) eu precisei fazer uma mala com roupas mais quentes, maiores e mais pesadas, que ocupam bastante espaço.

No Brasil eu só tenho roupas de calor. Quando nos mudamos para Berlin em janeiro, estava um frio de rachar, e não ia fazer muito sentido trazer roupas fresquinhas. Deixei tudo no Brasil com a intenção de trazê-las para cá agora no meio do ano, quando começa a esquentar pra valer.

Além das minhas roupas, também estou levando lembrancinhas para galera, e como alguns itens são mais delicados, precisei proteger tudo com um plástico bolha, que tenho guardado das encomendas que pedimos aqui pra fazer exatamente isso. Não sou muito de guardar papéis e embalagens, sempre saio jogando tudo fora, mas é sempre bom usar a cabeça e pensar no que você poderá reutilizar um dia.

COMO MONTAR BAGAGEM COM ROUPAS E PRESENTES

Eu protegi todas as laterais da mala com plástico bolha, depois forrei o fundo com as minhas calças e os meus casacos. Em cima disso, coloquei outra camada de plastico bolha que revestiu cada um dos presente mais frágeis. Depois, coloquei maaaais uma camada de plástico bolha, e em cima dela, os presentes mais resistentes. Por fim, coloquei as minhas blusas, cardigans, acessórios, pijamas e etc. Nessa imagem você consegue entender melhor como eu fiz.

Outra coisa que você também pode fazer pra proteger itens frágeis da bagagem é colocá-los dentro das suas meias e/ou enrolá-los com as próprias peças de roupas. Também é bacana isolar cada objeto revestido, colocando alguma peça de roupa enroladinha entra cada um deles.

Dessa vez, fiz umas espécias de ondinhas para revestir, proteger e separar os presentes, que também já estão embalados com papel normal e papel de presente. Eu acabei esquecendo de tirar foto de como tudo ficou na mala, mas bolei esse exemplo para vocês verem como é fácil e também pode ser feito com roupas e toalhas.

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Fizemos isso quando compramos algumas garrafas de vinho Chile e deu super certo! Pode parecer exagero, mas é melhor pecar pelo excesso e proteger tudo, pra não ter prejuízo.

Eu também coloquei uma frasqueira na base na mala, que por enquanto está vazia, mas eu vou colocar os itens de higiene que usarei até o dia da viagem. Ela está com o zíper virado pra cima, então depois é só abrir e colocar essas coisas lá.

No bolso da tampa da mala, eu coloquei meu AllStar velho-de-guerra (sim eu uso o mesmo tênis há 7 anos #mejulguem) um ziploc com roupas íntimas e meias, e deixei um espaço para colocar o que eu lembrar de última hora até sexta-feira. Não estou levando mais sapatos porque deixei praticamente todos os que eu tenho no Brasil, assim como as bolsas.

Ah, e por falar em estilo, a minha sorte é que eu sou super básica. Como só posso despachar uma mala, acho que eu sofreria se fosse uma pessoa mais vaidosa nesse sentido. Estou levando algumas peças coringa (veja algumas dicas aqui) com tons parecidos para que eu possa combinar de formas diferentes, sem parecer que tô sempre com a mesma roupa. Não que eu me preocupe com isso, pois se até Kate Middleton repete roupa, meu bem, porque eu não repetiria?

Bom, de uma maneira geral, na minha mala de volta pra Berlin, o espaço ocupado agora pelos presentes e o plástico bolha, será ocupado pelas minhas roupas de verão e outras coisas que quero comprar aí. Ah, eu não estou levando remédios, pois vou ficar na casa dos meus pais, e minha mãe possui uma verdadeira farmácia (rs). Mas se esse não for o seu caso, não esqueça de preparar uma bolsinha com alguns medicamentos para possíveis emergências.

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CARRY-ON TRAVEL: A BAGAGEM DE MÃO

A mala de mão também foi um dos meus probleminhas. Como o Wisky vai viajar comigo na cabine, eu precisei encontrar uma mala prática para carregar as minhas coisas, pois já vou ter que levá-lo dentro da bolsinha de viagem dele. Em alguns momentos, nos aeroportos, ele pode andar no chão, mas em outros, os funcionários pedem para que eu o carregue na bolsa ou no colo. Ainda não saquei muito bem qual o critério disso, mas eles devem se preocupar se o cachorro vai fazer sujeira ou incomodar outras pessoas.

Quando viemos pra cá, eu trouxe uma mochila nas costas e não achei que foi muito prático. Toda hora eu tinha que colocar a bolsa do Wisky no chão para tirar a mochila para pegar alguma coisa, e isso era um saco. Daquela vez o Will também estava comigo, o que ajudou muito, pois ele levou mais peso na mochila dele, pra eu poder carregar o Wiskynho. Dessa vez somos só eu e meu filhotinha, sem ajuda do papai.

Dei uma pesquisada sobre o que é essencial trazer na bagagem de mão, e qual seria o modelo mais prático pra mim. No dia-a-dia eu adoro usar bolsa estilo carteiro, pois acho bem prático não ter que tirá-la do ombro pra pegar alguma coisa, e ainda fico com os braços livres. Então comprei uma bolsa preta bem basicona, que tem a opção de alça lateral, e que acomoda bem os itens que vou levar.

Tentei ser o mais simples possível na montagem dessa bolsa, porque eu tenho mania de ficar me prevenindo e quase sempre não uso tudo aquilo. Como estou indo para a casa da minha família, não vou levar nenhuma muda de roupa extra na bagagem de mão, que é algo super recomendado pra viagens internacionais, caso sua mala seja extraviada.

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MINHA BAGAGEM DE MÃO 

  • Ziploc com as coisas que o Wisky pode precisar no vôo: uma cobertinha, uma roupinha, o bebedouro portátil e um brinquedinho para ele se distrair durante a viagem.
  • Ziploc com um livro, um caderninho, uma caneta e um guia em inglês para viajantes. Esses provavelmente são os itens que vou descartar até lá, pois eu vou acabar dormindo e/ou assistindo filme durante o vôo. Também não preciso desse guia porque tô deitando no inglês #SQN.
  • Pasta com toda documentação que o Wisky precisa para viajar, entre outros documentos pessoais
  • Necessaire:  Não sou do tipo que fica retocando maquiagem não, mas acho que esse é um bom exemplo de necessaire + básica e essa é um pouco mais completa. Ah, é importante você dar uma pesquisada sobre aquela parada de não pode levar líquidos na bagagem de mão. Eu só vou levar o sorinho da lente mesmo, caso eu queira tirá-la para colocar o óculos.
  • Blusa de frio e travesseiro de pescoço pra usar no avião
  • Carteira, passaporte, celular e carregador.

Eu vi essa dica de colocar as coisas em bolsinhas/saquinhos e achei super bacana. Vai facilitar bastante na hora de colocar as coisas na esteira e recolocá-las na bolsa.

LOOK DA VIAGEM

Gente, fala sério. Não sou esse tipo de pessoa que fica pensando em look para essas ocasiões, mas tenho que reconhecer que é importante considerar a utilidade e no conforto da roupa que vamos usar durante o vôo. Lembro que quando voltei do Chile, coloquei uma legging de cintura alta apertada pra caralho que me incomodou muito e quase passei mal no avião.

Também pra vir pra Berlin, não trouxe uma blusa de frio confortável e maleável, dessas que são mais fáceis de dobrar e colocar na bolsa. Acabou que quando eu vesti, ela começou a atritar com a camisa que eu tava por baixo e mais atrapalhou do que aqueceu.

Ou seja: CONFORTO é o critério, meus amados. Tênis ou sapatilha, calça jeans ou legging, blusinha básica e um agasalho. Just it.

E vocês, pessoal? Têm alguma dica bacana de como organizar melhor nossas malas de viagem? Se tiverem, deixem seus comentários! 🙂

Amanhã vai ter post no Diário Wisky e a gente vai contar a versão dele dessa história toda viagem e tudo que fizemos para tirar a documentação dele!

Beijos

 

 

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