Smartphonite aguda

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Atualmente, onze em cada dez adolescentes (eu disse no post anterior que nunca fui boa com números) apresentam uma grave doença: smartphonite aguda. Afinal, isso só pode mesmo ser uma doença. Ou talvez um vício. No mínimo, uma dependência louca. Porque diabos eles não largam esses aparelhos? Sobre o que tanto conversam? Fiz uma rápida busca na memória para tentar me recordar se eu também já fui assim. Acho que os traços típicos não mudam quase nada de geração para geração, mas penso que essa necessidade que eles tem hoje em dia de estarem conectados uns aos outros o tempo todo é exagerada, se me permite opinar. Por diversas vezes, em vão, solto uma crítica azeda, dessas que a gente tenta disfarçar de brincadeira: Interage, garota! Mas como eu disse, é sempre em vão. Geralmente ela solta um sorriso murcho, volta os olhos para a telinha do maldito celular e passa a mão pela longa franja que estava corindo o rosto..

Notei também que o cabelo estava mais longo. Cresceu muito desde a última vez que nos vimos! Aliás… há muito tempo nós não nos víamos. De uns meses pra cá, era cada vez mais raro o nosso encontro aos fins de semana. É provável que a casa dos avós fique cada vez mais entediante para os adolescentes mesmo. Para que se dar o desprazer de aturar mais um insuportável Domingão do Faustão, quando se tem um verdadeiro kit de sobrevivência dentro de casa, composto por internet, TV por assinatura e chocolate?

Foi aí que dei conta de que ela está crescendo… E que aperto eu senti no meu coração ao constatar.

Não é que eu queira mantê-la criança para sempre. Jamais gostaria de priva-la do doce gostinho de liberdade e independência que a vida adulta nos traz. Mas sinto pelo que ela terá que passar até se dar conta de que tudo de mais importante da vida dela não passou de uma fase. É quando a gente faz da matemática o nosso pior pesadelo, da família, nossos maiores rivais, e dos amigos, um inabalável porto-seguro. Queria poder abraça-la e dizer que tudo isso cairá por terra, quando ela menos perceber.

Queria poder dizer para ela que é muito mais importante ter uma amiga de verdade, daquelas que você levará para sempre, do que andar com 15 ou 20 retardados que nunca vão se importar com você realmente. Queria poder fazê-la entender que ser bonita não é o bastante, e que você não precisa obrigatoriamente ser “gostosa” aos 13 anos. Até porque, a maioria dos garotos da sua idade não sabe interpretar o amplo significado desse conceito. Queria poder dizer para ela que nosso corpo não é tudo, é só uma parte, um instrumento.

Queria poder dizer que não importa se você é baixinha, gordinha ou tem o rosto cheio de espinhas. Penso que a adolescência só serve pra você olhar as fotos antigas e constatar o quanto você era feia, vulnerável e sem graça. E sabe o que é ainda melhor? Aquela garota popular, que já tem peitos enormes, que a mãe deixa pintar o cabelo e que pega todos os garotos do colegial, vai ficar um ba-ga-ço aos 20 e poucos, além de não ter nenhum sucesso na vida amorosa e nem na carreira profissional.

Queria poder dizer para ela não ter pressa para usar salto alto, pois um dia ela vai odiar ter que usá-lo obrigatoriamente no trabalho. Queria também poder falar para ela se dedicar mais aos estudos. Como a gente se arrepende de não ter estudado mais quando chega na faculdade! Também queria dizer para ela que daqui um tempo, esses amores adolescentes serão facilmente esquecidos. E que as verdadeiras paixões estão a sua espera, ansiosas para arrebatar seu coração.

E foi por querer dizer tantas coisas, que resolvi escrever. Escrever para registrar que ver uma menina se tornar mulher é uma honra. Ver a situação “de fora” é mágico, esclarecedor, nostálgico. Quer saber? Tô mandando agora um Whatsapp para ela dizendo que a tia tá com saudade. 

 

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Casamento: o dia da noiva

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Confesso: eu não via a hora de chegar o momento de ir até o salão para me arrumar para o casamento. Não acho que seja egoísmo da nossa parte querer um pouco de atenção exclusiva nesse dia. É tanto estresse, tanta correria durante os preparativos que eu eu só queria uma coisa: descansar.

Cogitei até contratar uma equipe de cabeleireiros e maquiadores para me arrumar em casa, junto com a minha mãe. Porém, eu imaginei que as coisas lá não estariam tranquilas e provavelmente a saída seria ainda mais emocionante. Acabei reencontrando a Daniela, dona do Mevorach, um salão super bacana que eu frequentei durante a adolescência, que fica no City Lapa, região da Zona Oeste de São Paulo. Além do pacote que escolhi atender tudo que eu precisava, eles possuem uma sala exclusiva para a noiva e outras duas para as madrinhas, no andar superior, fator que ofereceu a privacidade que eu, minha mãe e minhas madrinhas queríamos 

Infelizmente, não consegui relaxar rs. Mesmo com uma sala reservada só pra mim, lanchinhos e doces à minha disposição e até mesmo depois da massagem, eu continuava apreensiva. Acho que só passando pela mesma situação para saber. O medo das coisas darem errado, dos padrinhos se atrasarem ou até mesmo do noivo fugir! hahahaha

Por sorte, duas amigas e uma prima se arrumaram no mesmo local. Quando elas chegaram, por alguns instantes, eu “esqueci” que era o dia do meu casamento, pude fofocar e brincar com elas até o momento de colocar o vestido… E a tensão toda voltar. Com nervosismos ou não, foi um tarde inesquecível!

Fiquem com algumas fotos e com a minha recomendação ao Mevorach! Obrigada pelo carinho de toda equipe

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Nota 10

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Olá, futuro leitor! [será que você vai se tornar um dos meus primeiros leitores? *-*]

Escrevo esse primeiro post com uma imensa alegria no coração! Finalmente pude realizar um grande sonho pessoal, que era o de publicar um blog só meu!  Ainda não sei muito bem qual caminho ele irá tomar, nem qual público pretendo atingir, muito menos se vai dar certo ou não. Tenho algumas inspirações, diversos textos já escritos que falam sobre N coisas e MUITA bagagem emocional para compartilhar. E a única coisa que tenho certeza é que estou muito feliz por ter tomado coragem para colocar esse projetinho em prática. Sei que esse tipo de coisa exige muita dedicação para fazer dar certo… Mas agora, conto com uma ajuda muito mais do que especial: o maridão super nerd que me ajuda e me incentiva o tempo inteiro!  

Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.

Também sou muito calmo e perdoo logo.
Não esqueço nunca.

Mas há poucas coisas de que eu me lembre.
Clarice Lispector

 

Tenho me aventurado com as palavras desde que aprendi para que realmente servem: envolver as pessoas. Não me refiro somente à comunicação, não. Refiro-me (malditas ênclises) ao envolvimento, ao relacionamento, a todo processo de identificação que são capazes de gerar. Com elas, a gente pode chegar muito mais longe! E sabe o que eu acho mais incrível? Elas têm o poder de transmitir não apenas clareza, mas também sinceridade e sentimento.

Lembro perfeitamente de uma redação que fiz na quarta-série. A professora Salete nos lançou um desafio: A gente tinha que unir três temas, criando um roteiro de um sonho maluco. E em alguns segundos, milhares de ideias saltavam na minha cabeça de 9 ou 10 anos, enquanto a professora ainda distribuía as folhas e nos orientava quanto ao uso das canetas. Poxa, acabei de lembrar também que aquele foi o primeiro ano em que começamos a usar canetas-tinteiro. Quanto evolução, não é mesmo?

É uma pena que eu não tenha guardado aquela redação, nem me lembro qual história inventei. Que maravilhosa experiência seria rever o meu primeiro grande texto. [Um conselho aos papais de plantão: guardem essas pequenas recordações para seus filhos] Sim, aquele foi o meu primeiro 10 em redação! O primeiro de muitos que vieram, anos depois. Foi a única nota máxima da classe inteira! Hoje isso parece ser apenas uma pequena recordação, mas só eu sei o quanto significou para mim. Nunca fui a melhor aluna da classe e, de fato, nunca me dei bem com exatas. Sequer fui capaz de decorar a tabuada. Nas demais matérias, eu dava o meu melhor, embora algumas vezes o “meu” melhor não fosse o suficiente. Mas de uma coisa eu sabia: eu amava escrever! ♥ Desde pequena, eu amava a sensação de escrever cartinhas para as pessoas, lê-las em voz alta e perceber que elas ficavam emocionadas. E as histórias? Ah, quantos contos inventados… Sabe o que eu fazia? Começava a brincar com as minhas bonecas, inventava uma personagem, um contexto, um romance. Parava o que estava fazendo e corria para o meu caderninho escrever o roteiro. Não poderia perder aquele momento de inspiração, né?

Vai ver é assim que a gente tem que escolher a nossa carreira e qual caminho devemos seguir: tentando resgatar lá no fundo do nosso coração e nas lembranças mais doces de nossas vidas o que nos deixou em estado pleno de felicidade e realização.

Tô muito longe de ser uma escrito profissional e é provável que esse não seja o meu primeiro 10 como blogueira (caramba, blogueira! *-*) porque a ideia desse projeto pessoal é justamente aperfeiçoar algo que amo tanto, que é escrever, sensibilizar e, principalmente, fazer com as pessoas saibam que não estão sozinhas…. E que temos tanta coisa em comum!  ♥

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