Aquele tipo de pessoa

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Já conheci diversos tipos de pessoas nos meus curtos 26 anos, mas o suficiente para entender que cada pessoa nos marca de uma forma diferente.

Conheci pessoas abertas como um livro, que ao conseguirem confiar o mínimo em você, já conseguem falar sobre sentimentos profundos, vontades, desejos e sonhos. Essas pessoas são encantadoras pelo jeito de falarem muito e de confiarem em você como a última pessoa na Terra.

Outras, são como um filme de suspense. Você até sabe da história, mas não conhece os pormenores. Aquela dúvida te excita e te faz desejar conhecer cada pedaço dessa pessoa. Geralmente as pessoas “suspense” são mais complicadas para falarem sobre seus sentimentos, mas não quer dizer que elas não sentem, pois sentem e muito.

Também já conheci algumas pessoas esquisitas. Aquelas que no primeiro momento te fazem sentir como se não soubesse mais como viver sem ela, mas que após a primeira “vírgula” da relação, se transformam em seres que não conseguimos mais identificar e você se questiona o porquê gostou tanto dela, até o dia em que não gosta mais.

Mas existe aquele tipo de pessoa: que não é um livro aberto, mas também não esconde o que sente e que jamais modificou seu jeito de pensar sobre ela. Aquele tipo de pessoa que diz que te ama apenas ao perguntar se  você almoçou. Esse é o tipo de pessoa que deve te intrigar de verdade.

Cada pessoa tem sim sua personalidade, seu jeito de viver, seus TOCs e suas manias. Ela pode falar demais ou falar de menos, mas só aquele tipo de pessoa que se interessa e cuida de você nos mínimos detalhes é que deve ter a sua atenção.

Aquele tipo de pessoa que você deve amar, é aquela que também te dá amor.

 

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Por uma vida mais saudável #Week1 – As primeiras mudanças

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Não sei se foi o despertar para os 25 anos que completei no mês passado, ou se foi uma resposta bem sincera do marido quando perguntei sobre meu peso, ou se eu simplesmente comecei a me olhar de uma forma mais crítica e honesta. Só sei que hoje eu completo a minha primeira semana rumo a uma vida mais saudável.

Já cheguei a comentar com vocês em outro post sobre esse meu lance com peso. Nos últimos 5 anos eu engordei mais de 30kg. Tenho 1,67cm de altura e acredito que meu peso ideal fique ali por volta dos 60kg. Quando lembro dos períodos em que mais me senti feliz com meu corpo, eu estava com 62kg. Já fui mais magra que isso lá pelos meus 18 anos, e cheguei aos 55kg. Acho muito pouco pro meu biotipo, e quando vejo minhas fotos dessa época, não me acho tão bonita não.

A merda é que eu já passei dos 80kg, e mesmo sabendo disso há pelo menos um ano, até a semana passada, eu não me importava tanto. Sempre lutei contra essa neura que a mulherada tem pela magreza, e ficava pensando que a gente tem muito mais a oferecer do que um corpo bonito. Eu piro nessas modelos Plus Size e sempre me perguntei porque é que eu não conseguia, mesmo assim gordinha, ficar tão linda e estilosa quanto elas.

Eu desandei nos últimos três anos e sei exatamente onde tudo começou.

Na época da faculdade (dos 18 aos 21) eu levava marmita pro estágio porque deixava o VR pra comer à noite, no intervalo. E também era bom porque eu conseguia comer rapidinho na cozinha da agência, e dava para aproveitar o resto do tempo para fazer algum trabalho ou estudar para as provas.

Todo dia eu levava uma marmitinha pequena, feita pela minha mãe com todo aquele amor e tempero que é só dela (saudade da sua comida, Mãe!). Todos os dias eu consumia a mesma quantidade de alimento. Lembro que o pessoal zoava que ela era muito pequena, mas tupperware é um negócio que engana, cara. Quando eu a despejava no prato no dia que eu não tava com preguiça de lavar o prato também, era a quantidade ideal para uma refeição.

Na faculdade, eu geralmente não conseguia comer direito. Ou porque chegava em cima da hora da aula, ou porque geralmente tinha que passar na xerox, na biblioteca ou no laboratório. E durante o intervalo mesmo, a cantina estava sempre lotada e não dava tempo de comprar nada. Acabou que, com o tempo, o VR servia para comer fora aos fins de semana.

Depois que me forme e comecei a namorar o meu marido (nós nos conhecemos na agência em que trabalhávamos), a gente começou a comer fora com cada vez mais frequência. Nós queríamos passear, desencanar um pouco do trabalho, curtir nosso almoço juntos.

O problema é que nós dois adoram massa, hambúrguer e chocolate. Ou seja: no primeiro ano de namoro, vieram os primeiros +10kg. No ano do noivado e do planejamento do casamento, com todo estresse que vocês já devem ter passado, ou ao menos imaginam, ganhei os outros +10kg. E já nos primeiros anos de casados, com a vida mais corrida e estressante do que nunca, chutei o balde.

Hoje consigo ver que o estilo de vida que a gente leva influencia muito nas escolhas que fazemos na hora da alimentação. Aos 18, morando na casa dos pais e comendo a comidinha saudável feita pela mãe… Era muito fácil ser magra. Depois que eu comecei a unir o meu estresse com as responsabilidades da vida adulta + a falta de tempo para preparar os alimentos no dia-a-dia + nosso paladar infantil = Deu no que deu.

Comecei a perceber que a necessidade de perder peso não é só por uma questão estética. Tem muito mais a ver com a saúde e com o que você quer pro seu futuro, sabe? Comecei a ter dores nas costas, nos joelhos, e uma fadiga imensa ao subir qualquer lance de escada. Em 2013 me deparei com uma maldita escoliose que evoluiu pra caramba em dois anos, a ponto de me deixar travada na cama, sem conseguir levantar.

Tudo isso por conta do meu sobrepeso. E velho… Eu tenho só 25 anos.

Há alguns dias eu assisti um vídeo de uma senhora que fazia Yoga e Pilates desde novinha, e tinha uma alimentação super natural. Ela é o tipo de velhinha que todo mundo quer ser! Cheia de saúde, alegria e lucidez. E foi aí que eu me toquei que, se eu continuasse levando a vida daquele jeito, eu jamais seria como ela. Provavelmente seria uma idosa como tantas outras que vemos, sem a menor qualidade de vida.

É hora de acordar.

Tô longe de querer uma barriga à La Pugliesi ou de virar a mais nova Bela Gil. Eu só quero começar a me cuidar pros meus próximos anos, pro meu futuro. Quero começar a cuidar da velhinha que quero ser. Talvez esteja meio cedo pra pensar nisso mas… Ainda acho que é melhor assim.

Comecei uma dieta bem bacana por conta própria. Vejo muitas ideias no Pinterest todo dia e acabei bolando meu próprio cardápio. Mas eu recomendo que você vá a um nutricionista! Eu ainda quero fazer isso. Só achei que não preciso esperar uma consulta para começar a mudar o que eu sei está errado, né?

Pela manhã, como uma porção de frutas + uma fatia de pão integral com cream cheese light OU um ovinho mexido, que eu tempero com um pouco de orégano e pimenta calabresa. Daí tomo um cafézinho com um dedo de leite desnatado. Substituo o açúcar por mel, fica muito bom!

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Não estou comendo chocolate e nem bebendo refrigerante, que são os meus dois maiores vícios. No almoço, eu como uma porção de legumes e/ou verduras e uma porção de proteína (carne ou frango). À tarde, se bate uma fominha, como mais uma fruta. E na hora do jantar, geralmente é algo parecido com alguma das duas refeições anteriores.

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Também estou bebendo muito mais água! Deixo uma garrafa sempre a vista, e isso ajuda muito a cortar aquela compulsão por comida. E é claro que é saudável bla bla bla etc etc etc todo mundo sabe disso.

Ah, eu também tô fazendo uns exercícios em casa! Na semana passada, fiz 5 dias de aulas completas de Yoga (faço as vídeo aulas desse canal aqui) e 30 minutinhos de caminhada com o Wisky todos os dias. Hoje comecei a #week2 e fiz uns exercícios aeróbicos, 30min de Yoga e a caminhada com ele.

Tenho que confessar que jaquei no almoço de sábado com meu marido. A gente comeu no KFC e foi a MELHOR SENSAÇÃO EVER! Mas no jantar, e no domingo, mantive tudo certinho. Nos primeiros dois dias senti muita a falta do doce que eu consumia diariamente. Mas depois, por conta das frutas e da água, acabou não fazendo mais tanta diferença.

A minha ideia é aumentar o tempo e a intensidade dessas caminhadas, e continuar aperfeiçoando meus desempenho na yoga… que é BEM difícil viu, gente. Não é a moleza que eu pensava que era não. Também espero pegar um pouco mais ritmo e quem sabe… me matricular em uma academia para ter uma orientação profissional. Eu odeio academia… Mas é preciso encarar isso com outros olhos, né?

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Apesar desse não ser meu grande foco, eu já perdi 1kg! hahahaha Eu sei que é muito pouco perto do que eu devo eliminar… Mas para uma primeira semana, já é alguma coisa. Eu fiquei feliz, não por perder esse quilinho, mas pela minha determinação e disciplina. Eu nunca tive isso. Tô curtindo esse reencontro comigo mesma.

Há uma semana eu comecei a me admirar de um jeito que nunca tinha acontecido. Isso já vale muito!

Beijos

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Os jogos são bons, mas ser você é melhor

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Estive na praia na sexta-feira, emenda de feriado. Não estava vazio mas também não estava lotado. O vento estava um pouco forte, devido à ressaca do dia anterior, mas o calor estava bem equilibrado e a água estava na temperatura que pede pra você sair só quando os dedos enrugam.

Quando estava sentada olhando o mar, reparei que na minha direção tinha um possível casal conversando. É engraçado quando vemos pessoas flertando, não sei se porque sou detalhista, mas fica muito óbvio que ambos estão numa situação levemente “montada”: o rapaz está procurando o melhor jeito de posicionar suas mãos e a garota mexe nervosamente no canudo de seu copo e solta um sorriso em cada frase.

Isso me fez pensar no porquê, hoje, tenho tanta “preguiça” de me relacionar. Mesmo que eu tenha a disposição para estar com alguém e querer estar com alguém, os joguinhos de conquista já me estafaram. Não porque são ruins, jamais, eles são saudáveis e esse constante frio na barriga é viciante. Porém, por outro lado, é uma situação onde estamos representando o nosso melhor papel, evidenciando nossos melhores comportamentos, coisa que não fazemos com frequência e quando simplesmente é bom ser você mesmo e estar relaxado.

Uma outra coisa ruim dos “jogos” da conquista é você ter que selecionar palavra por palavra daquilo que você vai dizer. Há muito eu já parei pra pensar que isso também é perda de tempo. Quer dizer, óbvio que queremos agradar ao outro, mas pensar constantemente tira o foco principal da coisa: compartilhar momentos bons com alguém novo, descobrir e deixar ser descoberto, falar sobre coisas bestas, profundas ou o que tiver na cabeça. Acho que por essas e outras sempre me dei muito melhor conhecendo pessoas pela internet, apesar de ser muito mais simples manipular o que é escrito, é muito mais fácil também quebrar alguns gelos que ocorrem quando conversamos pela primeira vez com a pessoa pessoalmente.

Por fim, um relacionamento recente me ensinou isso: a empatia gera confiança, se for usada de forma correta. Ao invés de me matar em teses e neuras, decidi que não tinha nada a perder e abri a mente e o coração para os assuntos que mais me incomodavam. Claro que vai muito da maturidade da pessoa, mas mesmo achando que seria taxada como maluca, a outra pessoa admirou minha atitude e também se abriu para esse tipo de diálogo. Com isso, aprendi que jogar é bom, mas ser você mesmo é muito melhor. Afinal, se for pra gostar de você, a outra pessoa vai gostar se você for um pouco maluca (o), se só gostar de andar do lado esquerdo, de organizar coisas e de ter mãos inquietas. Claro que essa não é uma descrição minha, ou pode ser 😉

 

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Embriaguez noturna

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Verão. Janeiro, não escolhi chegar até você. Você não pediu para chegar até mim, entrou sem bater na porta sentou no sofá e de lá não parece querer sair. Transfigurado de tempo, seus dias estão contados. Imaginei que sua saída seria como os relógios de Dalí derretidos pelo excesso de calor.

Engano meu, você chegou de um jeito esquisito meio sem saber muito bem que roupa vestir, te vi em frente do espelho com a cabeça inclinada e os olhos espiralados tentando enxergar o próprio rabo. Deu duas voltas no próprio eixo
e por instantes perdeu o chão.

Sussurrei em seu ouvido: que cor quer usar hoje? Com as mãos entre olhos reencontrou o lugar onde estava e olhou mais uma vez no espelho. Nós sabemos a resposta sem precisar emitir nenhum som. É pintado de cinza concreto que você chegou e assim que pretende ficar.

Porém, intuo que pode oscilar com combinações de azul, aquele azul permeável, leve e molhado que atravessa caminhos trazendo um desejo lento de estar. Estar com as mãos quentes, o tórax preenchido de ar, o couro cabeludo cheirando a hortelã, as peles vivas e mortas, os olhos revirados, as salivas em contato.

Olho para você e peço para que não tenha pressa. Peço para que esse deleite da cor azul leve muito tempo para acabar preservando o fluxo infinito dos calafrios de uma noite passional.

Vá, ande, saia do sofá! Dê algumas voltas pra distribuir o peso da felicidade estampada e necessária. Ao voltar, por favor, não me conte sobre sua partida. Degustarei com excesso de prazer sua efemeridade.

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Meu primeiro inverno em Berlin: tudo tem seu lado bom e ruim

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Entre tantas coisas que eu temia ao imaginar como seria a vida aqui em Berlin, o inverno certamente não era uma delas. Eu nunca gostei muito do calor e reclamava sempre que a previsão do tempo indicava que a temperatura iria passar dos 25º. Pra mim, verão só é bom se você tá curtindo praia, piscina ou cachoeira. Você pode até discordar e dizer que ama o verão, mas enfrentar a realidade da caótica como a cidade de São Paulo aos 32º é péssimo!

Tudo mudou, porém, quando botei meus pés em solo alemão. Eu simplesmente nunca senti um frio tão forte como esse. Quando descemos em Berlin e saímos do aeroporto, senti um vento tão forte atravessando minha roupa e cortando minha pele que eu achei que fosse congelar ali mesmo. Infelizmente, tivemos uns contratempos na chegada, como eu contei pra vocês no outro post, e o meu cachorrinho Wisky estava sentindo mais frio do que eu. Acabei me desligando um pouco da sensação térmica, mas nunca vou esquecer da minha primeira impressão sobre o inverno europeu.

Apesar disso, acho que tudo tem seu lado bom e o seu lado ruim. Estou prestes a completar meu primeiro mês aqui em Berlin e já consegui elencar algumas coisas sobre como é VIVER o inverno, e não só curtir, como quando fazemos durante viagens e passeios.

  • Roupas pesadas e N acessórios x O melhor da moda

Ter que usar roupas tão pesadas e lidar com tantos acessórios enche o saco. Toda vez que eu penso que tenho que sair, já me preparo psicologicamente para um verdadeiro ritual: meia calça fio 120, calça térmica, meia de algodão, blusa térmica, agasalho, cachecol, luva, touca, botas e casaco. Ao final de tudo isso, eu já estou derretendo dentro de casa! Por isso que eu só deixo pra me trocar minutos antes de sair. O lado bom é que as roupas e acessórios de inverno são muito bonitos por aqui! Eu sempre me senti mais bonita com roupas de frio. No calor, eu coloco qualquer coisa.

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  • Cuidados obrigatórios x Pique para se arrumar mais

Se você não quer ficar toda cagada com uma péssima aparência, os cuidados com a pele e com o cabelo são praticamente obrigatórios por aqui. Lá pelo 2º dia, meus lábios começaram a arder, até que racharam e estouraram. Tive que tratar com pomadas próprias e agora retoco o hidratante labial várias vezes ao dia, mesmo em casa. A pele do rosto também começa a ficar estranha. Eu uso filtro solar fator 30 antes de sair de casa, e aplico um hidrante após o banho. No calor do Brasil, eu morria de preguiça/nojinho de passar tudo isso – sem falar na maquiagem – por tudo derretia em poucas horas, simplesmente. Aqui todas essas coisas que aplicamos na pele duram muito mais horas e ainda nos fazem bem!

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  • Temperaturas congelantes x A beleza da neve nas ruas 

Já falei que o inverno é congelante lá em cima, mas para que você não pense que é exagero, vou lhe dar um pequeno exemplo. Numa determinada manhã ensolarada aqui em Berlin, decidi levar meu cachorro para dar uma volta no quarteirão, como sempre faço. Nesse dia eu esqueci de colocar a touca e as luvas, e tive que voltar correndo após 5 minutos de caminhada. As pontas das minhas orelhas formigavam e eu não sentia os dedos das mãos. Simples assim. Pelo menos vemos as ruas lindas, branquinhas e cheias de neve! A cidade é linda e super combina com esse inverno.

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  • Preguiça de sair de casa x Curtir o aconchego do lar

Não dá vontade de colocar o nariz para fora de casa. Bate uma preguiça enorme de ter que colocar tuuuuuuuuuudo aquilo de roupa para fazer qualquer coisa na rua. Se você é do tipo de gosta de sair pra ver gente (eu não te entendo, sério) provavelmente vai sofrer se vier morar em Berlin. Ou vai topar enfrentar e correr o risco de encontrar meia dúzia de gatos pingados. As vezes bate um tédio e uma deprê leve, mas daí você lembra que existe o Netflix, internet, livros, chocolate quente e cobertor e tudo na vida volta a fazer sentindo.

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  • Delícia de choque térmico x Cuidado com a imunidade a saúde 

Você se entope de roupa para chegar em algum lugar que provavelmente vai ter aquecedor. Mesmo que tire o casado, as roupas térmicas continuam ali, cozinhando você aos poucos. Daí chega a hora de ir embora e você sente aquele friozinho delícia te refrescando e restabelecendo sua temperatura normal. Daí você começa a meio que congelar de novo, mas logo logo chega em casa, tira as quatrocentas peças de roupas que está usando e abusa do aquecedor again. Haja imunidade, não é mesmo?! Aliás, já peguei minha primeira gripe.

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  • A temperatura não oscila x A temperatura não oscila

São muitos meses passando por tudo isso que envolve o inverno. Acho que vai chegar uma hora em que vou dar uma surtada, como todo brasileiro diz que surta a primeira vez que encara essa estação por aqui. Mas uma coisa é certa: é muito bom saber exatamente o que você tem que fazer para se prevenir. Bem melhor do que ter que carregar seu guarda roupa com você todos os dias, como acontecia comigo em São Paulo. Quando a gente sai cedinho de casa, tá frio. Na hora do almoço, tá um calor infernal. Na hora de ir embora, dá aquela esfriada, e à noite fica frio de novo. Se você tem uma jornada dupla, tipo trampo + faculdade, certamente vai entender o que estou dizendo. Ah, sem falar no guarda-chuva que sempre tem que estar apostos.

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Ainda não conheci quase nada aqui em Berlin. Nos primeiros fins de semana, sai pra conhecer a região onde moro e também para comprar o restante dos móveis que precisamos aqui pra casa. Nesse sábado vou conhecer alguns pontos turísticos aqui no centro! <3 Ainda há muito o que aprender por aqui, mas essa foram as minhas primeiras impressões!

Valeu por ter lido até aqui! 🙂

É isso! <3

Beijos

 

 

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Apuros de uma ruiva tingida: descobrindo marcas de tintas em Berlin

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E se você me perguntar quais foram as coisas que mais me apavoraram quando decidimos nos mudar para a Alemanha, quais serão as minhas respostas? Bom, elencando por nível de surto, é óbvio que a primeira coisa era a preocupação com a burocracia para trazemos o Wisky com a gente. A segunda coisa era o medo da saudade da minha família e a terceira era como eu vou conseguir manter meu cabelo ruivo.

Tudo deu certo com a documentação do Wisky e ele já está feliz da vida aqui, como vocês podem ver neste vídeo que postei no Instagram dele. Sobre a saudade da família, nós estamos superando bem. Bate sim um tristeza em alguns momentos, principalmente quando rola alguma coisa legal entre eles no Brasil… Mas todos nós nos preparamos para viver isso e um dá força pro outro diariamente. Afinal, quem foi que disse que pra tá junto precisa tá perto, né?

Família comemorando o aniversário do meu pai dia 17/01! Olha a gente ali no tablet!
Família comemorando o aniversário do meu pai dia 17/01! Olha a gente ali no tablet!

 

Como eu sou uma pessoa muito desesperada ansiosa, minha raiz mal começou a aparecer e eu já comecei a pesquisar sobre as tintas ruivas que vendem aqui em Berlin e como vou fazer pra me virar em casa mesmo. Desde que fiquei ruiva em maio do ano passado, eu uso a Collor Perfect 8.4, que é um loiro claro avermelhado. Tive que descolorir o cabelo antes, pois ele estava bem escuro. Todo procedimento químico foi feito pela minha super cabeleireira Rô que, além de cuidar do meu cabelo, é quase uma terapeuta capilar e casada com meu irmão!  <3

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Ter cabelos ruivos sempre foi um grande sonho pra mim! Mas eu acabava adiando essa decisão pois tinha muito medo de não gostar do resultado, de estragar o cabelo, ter muitos gastos pra manter a cor sempre bonita. Só que quando me vi com esse cabelo, percebi que qualquer esforço e dinheiro gasto valeria a pena! Nunca me senti tão bonita e acho que eu nasci pra ter este cabelo! <3

Agora aqui em Berlin, vou ter que me virar sozinha para manter meu RedHair, até encontrar salões de beleza por aqui e me sentir mais segura para confiar meu cabelo a um outro profissional. Sim, eu sou super cagona para essas coisas. Acho até que se eu realmente me der bem fazendo tudo em casa, nem vou buscar ajuda profissional.

Como pintar o cabelo em casa

Encontrei esses três tutoriais que falam especificamente sobre cabelos ruivos. O primeiro é o da Lizzie Albuquerque, uma menina muito linda e que tem um ruivo MUITO DIVO que eu sonho em atingir um dia. No começo, como eu tinha muito receio, não arrisquei tanto nesse laranjão, mas é meu grande objetivo!

Nesse segundo vídeo, a Driéli Mayresse Sonaglio testa a tinta L’oréal Paris Récital Préférence 74 que eu encontrei várias vezes por aqui.

No terceiro vídeo, a Maddu Magalhães é mais didática e também deu umas dicas legais sobre como identificar a cor certa. Pra atingir o ruivo ideal, leva tempo, e a gente precisa estar ciente disso.

 

Pesquisando marcas e opções de cores

Uma das coisas mais legais de ser ruiva é poder aproveitar para experimentar tons diferentes dentro dessa cor. Como a tinta vai desbotando, eu posso curtir desde o ruivo mais laranjinha, até uma cor mais intensa, ou mesmo ficar no castanho acobreado. Pensando nisso, encontrei essa opções no site da DM! Agora o próximo passo é consultar a Rô para saber se ela conhece algumas delas, e qual pode recomendar.

A marca que eu encontrei aqui todas as vezes que fui à farmácia foi a Préférence Coloration Kupferblond74! Gosto muito desse tom que aparece na caixinha e certamente não ficaria na mão se puder optar por ela. Vende na DM (4,85 ) e na Rossman (3,99 ).

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Ainda nessa pegada mais laranjinha que eu amo, encontrei essas três opções:

Olia Coloration Intensives Kupfer 7.40 – 3,75 €

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Syoss COLORATION 6-77 PURES KUPFER STUFE 3 – 2,75 €

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Tem também algumas cores mais intensas, partindo para o acobreado e pro vermelhão.

Diadem Coloration Herbst-Gold 721 – 3,75 €

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Country Colors Tönung Toscana Herbstrot 45 – 1,95 €

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Casting Creme Gloss Coloration Brown Sugar 553 – 3,75 €

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Syoss OLEO INTENSE INTENSIV-ÖL-COLORATION 5-77 GLAENZENDES KUPFERROT – 3,95 €

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Sante Pflanzen-Haarfarbe Naturrot – 5,45 €

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Balea Professional Colorschutz Intensivkur, 20 ml – 0,95 €

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É isso, pessoal! Se vocês souberem alguma informação sobre qualquer uma dessas marcas, eu super agradeço! Quando eu fizer o retoque, conto para vocês como é que foi.

Beijo ruivo pra vocês!

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Você não pensa em se tornar blogueira? Não, obrigada.

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Muita gente me pergunta porque não viro uma blogueira de verdade. Quando ouço essa pergunta, passa uma série de possíveis justificativas na minha mente, que eu acabo escolhendo aleatoriamente, para não deixar a pessoa sem resposta. Sempre agradeço o fato de que elogiam a minha escrita, mas o blog é justamente uma maneira de praticar e melhorar sempre. Eu gosto muito do que faço aqui, mas sei que estou longe de ser uma escritora, ou algo assim.

Acompanho muitos blogs diariamente e admiro muito o trabalho que essas pessoas fazem. Mas sempre fico com uma pontinha de desconfiança sobre a realidade por trás dessa vida dos blogueiros. Aí é que entra a minha primeira possibilidade de resposta para a pergunta que dá título ao mesmo post.

Não vejo lá grandes coisas na minha vida para poder dividir com vocês. Tudo bem que agora que me mudei para Berlin estou descobrindo muitas coisas que, de certa forma, podem gerar uma certa curiosidade ou até mesmo levar informações bacanas. Mas ainda assim, não sei se quero me comprometer a esse ponto. Estou muito longe de manjar de todos os paranauês de Berlin, e mesmo que faça coisas legais por aqui, talvez nada seja considerado uma super dica. Acho que no máximo eu posso compartilhar com vocês tudo que estou vivendo sob uma ótica mais realista, ou até mesmo mais sensível do que seria um “10 coisas que você precisa saber sobre Berlin”. E eu vou lá saber o que você deve saber sobre Berlin? Ah, não. Fala sério…

Eu também não sou fashionista, não entendo nada de moda, de marcas, maquiagem ou cabelo. O pouco que eu sei, uso no meu dia a dia de acordo com o que eu acho adequado. Não sou nada fitness, como comida congelada no almoço e passeio com meu cachorro. Não tenho um estilo de vida de blogueira. Sou uma pessoa normal, assim como você. Não curto essa parada de consumismo desenfreado, nem da supervalorização da imagem. Não vivo maquiada, produzida, nem uso roupas que você vai querer copiar.

Quando as pessoas falam sobre virar blogueira, há um compromisso muito sério por trás disso. Precisa ter uma responsabilidade imensa com o conteúdo que você publica, pois estamos muito expostos na internet. Imagina se eu dou dica que funciona pra mim, mas que acaba prejudicando outra pessoa? Não, eu não seguro esse forninho. Também não que deve ser tão legal viver compartilhando exatamente tudo que você. Puta escravidão.

Gosto de escrever de forma livre… É quase uma terapia. É como se eu estivesse traduzindo todo turbilhão de sensações e pensamentos em palavras. Já perdi as contas de quantas vezes eu “me encontrei” ao escrever, e de quantas vezes eu pude demonstrar o que eu realmente queria, mas não conseguia dizer. E no meio de tudo isso, sempre aparece algum maluco que se identifica e me deixa algum comentário bacana.

Ser blogueira exige dedicação profissional, tempo e muito esforço. Requer planejamento de posts, pesquisa de tendências, patrocínio, parcerias, estratégia de marketing digital. O que eu faço aqui é puro hobby, meu bem! É lazer, é liberdade e inspiração. Não é compromisso.

Ok, vai que um dia a coisa engata e começa a dar certo? Pode até ser. Depois que meus caminhos me trouxeram pra Alemanha sem que eu nunca nem sequer cogitasse morar fora do Brasil, não duvido de mais nada. Seria realmente legal ser admirada por uma coisa que faço com tanto gosto, e de quebra, ainda tirar uma boa grana. Mas não que eu vá disso um objetivo, não que vá correr atrás de algo assim

Fico aqui com as minhas bobeiras, meus pensamentos e meu coração. E se você gostar de tudo isso… Que bom pra gente! <3

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É possível cuidar de você mesmo durante períodos de tensão?

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Já deve estar ficando cansativo pra você, meu caro amigo, ter que se deparar com a mesma introdução todas as vezes que visita meu blog, não é mesmo? Acho que os últimos posts estão sempre começando com a minha redenção diante dos fatos: nunca estive tão ansiosa em toda minha vida.

Desde que larguei meu emprego para me dedicar única e exclusivamente à mudança para Berlin, que eu fico me perguntando se isso foi mesmo uma boa decisão. Hoje já começo a questionar se o trabalho na agência distrairia mais a minha cabeça, e me tiraria um pouco o foco das coisas relacionadas à viagem. Por outro lado, o motivo que me levou a me desligar com certa antecedência é incontestável. Acho que eu não estaria inteira no trabalho, com tantas outras coisas “mais importantes” pra resolver. Provavelmente, isso prejudicaria minha produtividade e meus resultados, e isso certamente não faz o meu tipo.

Aí é que chega um dos pontos do post de hoje. Naturalmente sou uma pessoa muito comprometida com as coisas. Sempre que assumo uma responsabilidade, eu faço de tudo pra que as coisas saem perfeitas. Essa característica me garante um puta desempenho profissional, mas prejudica muito o lado pessoal e emocional.

Na última semana, além dos problemas que tive em relação ao Alvin, tive problema com a reserva do Wisky no vôo que foi comprado pra gente. A própria companhia área não registrou a reserva dele, mesmo com o pedido sendo feito no ato da compra da passagem. Mesmo sabendo que ainda temos tempo de correr atrás, e tentando repetir pra mim mesma que tudo vai dar certo, comecei a ter sérias crises de ansiedade.

Sim, você vai dizer que sou exagerada, assim como todos os que estão a minha volta disseram desde o início. Eu mesma sei disso, sei que devo me controlar, mas eu sentia fortes dores no feito, uma sensação de sufoco. Era físico, não era racional. E então eu tive aquele insight que as pessoas têm quando caem na real “se eu não cuidar de mim, quem é que vai cuidar?”.

Chega um ponto da nossa vida em que a gente percebe que precisa se olhar com mais carinho, com mais atenção. As pessoas ao redor criticam com facilidade, dão lá seus pitacos e dicas de como driblar algumas coisas, mas só você mesmo é capaz de sacar qual é o seu limite. Comecei a pesquisar sobre esse tipo de sintoma, e vi que pode se tornar uma coisa muito séria, se você não se cuida. A longo prazo, isso pode virar síndrome do pânico, distúrbio bipolar, ou até mesmo uma forte depressão.

Aí você vai me dizer que estou sendo exagerada de novo, e que estou potencializando uma coisa bem pontual. Pode até ser que você esteja certo… Mas o melhor que posso fazer por mim e pelas pessoas que se importam comigo é me cuidar e me prevenir.

Sobre as dores do peito que senti, involuntariamente, por cinco dias, não sinto há três. Voltei a tomar um calmante que foi receitado pela minha terapeuta há alguns meses. Para resolver a insônia, voltei a organizar meus horários de dormir. Eu acabava indo me deitar muit tarde, vendo séries ou pesquisando coisas na internet. Agora, tento me desligar pelo menos uma hora antes de ir pra cama, e fico lendo um livro bem light até a hora de dormir mesmo. Parei de tomar café à noite e deixo o celular longe de mim rs. Ontem foi a primeira noite em que peguei no sono rápido depois de duas semanas de insônia.

Hoje fui ao consultório de uma grande amiga minha, que é fisioterapeuta e me deu aula de pilates (eterna saudade <3) por quase um ano. Fiz uma sessão de shiatsu para estimular os 200 mil pontos de tensão espalhados pelo corpo, e coloquei uns pontinhos de acupuntura na orelha pra dar uma aliviada na tensão.

Porque desde o início, eu não incluí nos meus planos, não só dar conta das responsabilidades da viagem, mas sim, também tirar um tempo pra mim? Nessa correria que a gente leva, quase sempre estamos anulando a nossa saúde e nosso bem estar porque damos prioridade demais a outras coisas.

Prometi também melhorar a alimentação e fazer mais caminhadas, além de estar perto das pessoas que tanto sentirei falta quando estiver em Berlin! E é claro, continuar a minha cãoterapia diária com os meus dois anjos da guarda! <3

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Beijos

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Mire o ponto.

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De tempos em tempos, surge em minha mente, teorias que são fruto de algumas fases da minha vida. Uma ideia que permeia meus dias e que me faz ser mais forte. Afinal, acredito que a cada 24h, devemos procurar algo, algum sentido que nos faça continuar, que nos faça mover.

Pelo o que você escolhe viver todos os dias?

Eu sempre acreditei em algo que não sabia muito bem o que era. E é aí que entra a teoria do momento. Sabe aquele “plim,” que nos ocasiona em um instante, que já nem podemos mais lembrar qual foi, mas que persiste e invade, tomado pela necessidade de dar sentido a esse rizoma chamado vida.

Insight, intuição.

Com uma mão sã que nos toca no intuito de conversar. Mas, pera ai, de onde vem essa força enigmática e poderosa? Ops. Não! Ela não vem. Ela está! Pois é. De maneira muito tímida e por muitas vezes escondida.

E a teoria diz que, se desenhássemos um quadrado em um folha branca e, em algum lugar que não seja o meio, marcássemos um ponto com uma caneta de tinta preta, e no restante do quadrado, preenchêssemos com giz de qualquer cor, o ponto preto representa aquilo que realmente somos.

A parte preenchida por giz é aquilo que as pessoas enxergam de nós. Mire o ponto. Abrace o ponto. Ame o ponto. E deixe o ponto voar.

 

Por: Fernanda Motta. Bailarina e Professora de Pilates.

intagram.com/fehmotta

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Desafio da semana: cabelo natural

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De uns tempos pra cá, tenho notado que meu cabelo tá estranho. Bom, na verdade, estranho ele sempre foi, mas ele simplesmente não está correspondendo ao xampu, às hidratações, nem a qualquer outra coisa que eu fizer nele. Tá sempre muito oleoso, sem forma e sem brilho.

Na correria do dia a dia, eu acabava deixando isso pra lá, fazia um coque, e okay. O problema é que quando a gente deixa de cuidar do cabelo, ou da pele e da saúde, por exemplo, a gente deixa de cuidar de si mesmo. Acho que mesmo com tantas outras coisas mais importantes, como o trabalho, o estudo e a família, dedicar um tempo do seu dia exclusivamente para você é algo que a gente não pode abrir mão com frequência.

Curioso como há alguns anos, era estranho ver alguém assumindo o cabelo natural, e teve aquela onda de processos químicos e a mulherada circulava de cabelo liso pelas ruas. Hoje esse cenário está mudando, e a gente tem mais liberdade para assumir quem realmente é. Os cachos, as ondas e os blacks estão em alta, o que é realmente incrível e libertador!

Nunca vi pontos negativos em nenhum desses lados: não acho que quem alisa o cabelo e busca uma beleza diferente da “original” está errado, assim como não acho feio quem assume os próprios cachos. Acho que o que realmente vale é o bem estar, o conforto e a identificação com o seu visual. Não acho que você deve ser escrava da ditadura do cabelo liso se não quiser, mas também não é obrigada a aceitar um cabelo que você não curte só porque ele é assim.

O grande barato dessa coisa é você pode ser o que quiser!

Estou testando alguns produtos novos e assumindo um desafio pessoal: uma semana sem secador e sem chapinha. Nunca tive paciência de deixar o cabelo secar naturalmente, por isso acabava usando o secador e fazendo escova, e como sempre tomo banho à noite, não suportava a ideia de dormir com ele molhado. Essa semana, reorganizei meu horário de banho (que neura!) e não vou usar mais secador e nem a chapinha. Vou deixar o cabelo respirar um pouco, saca?

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É fútil, é papo de menina e possivelmente irrelevante. Mas eu tô cuidado de mim da melhor forma e como dá tempo. E você, tá cuidando da própria vida e do próprio bem estar? 🙂

UM BEIJO!

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