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VIAGEM INTERNACIONAL COM ANIMAIS: tudo que você precisa saber sobre como viajar com seu pet na cabine do avião

@wisk_thedog Frankfurt, esperando nosso vôo para Berlin

Olá, gente linda!

Quem me acompanha há algum tempo sabe que eu me mudei para Berlin no ano passado, junto com meu marido e nosso cachorrinho Wisky. Por essa razão muitas pessoas me procuram para pedir dicas e tirar dúvidas sobre viagem com animais e como levá-los na cabine. 

A primeira coisa que você precisa fazer é avaliar as regras e o histórico das companhias aéreas. Cada empresa possui suas próprias exigências para transporte de animais, bem como padrão de bolsa de transporte, limite de tamanho e peso do pet, e até mesmo a restrição para algumas raças.

Cada vôo possui um limite de embarque de animais – no caso da Lufthansa, são até 2 pets – por isso você precisa verificar se o vôo escolhido tem vaga disponível pro seu pet. É muito importante que você se certifique disso  ANTES de comprar a sua passagem, para não correr o risco de escolher um vôo sem vaga para ele. Digo por experiência própria: trocar de vôo por este motivo dá um trabalhão danado e envolve uma taxa adicional bem salgada.

Como geralmente os sites não tem informações sobre a disponibilidade de vagas para pets, eu sempre seleciono dois ou mais vôos que tenho interesse, e entro em contato por telefone com a companhia aérea. E só depois que eles confirmam a disponibilidade para viajar com meu pet, eu finalizo a compra pelo site.

Logo em seguida, eu ligo novamente para companhia e informo o número da minha passagem. Aí por telefone mesmo, o atendente faz a reserva do Wisky dentro da minha passagem, e eu recebo por e-mail um novo itinerário de vôo, atualizado com a reserva.

Ah, uma dica legal é que você pode pedir pro atendimento encaminhar esse itinerário também no idioma do país, para evitar contratempos.

Exemplo de passagem da Lufthansa com a confirmação de reserva para pets
Exemplo de passagem da Lufthansa com a confirmação de reserva para pets. Note que reserva foi feita nos dois vôos, Berlin-Frankfurt e Frankfurt-São Paulo

Caso você precise fazer alguma escala em algum outro lugar, não esqueça de checar se a reserva do seu animalzinho foi feita para todos os trechos da viagem. Já o pagamento da reserva geralmente é feito no dia do embarque, antes de despachar as malas e pesar o animal.

Para viajar com o Wisky, saindo aqui de Berlin, nós pagamos o valor de 70 Euros. Já saindo do Brasil, o valor sobe para 100 Euros. O valor pode ser convertido para o real no balcão. Infelizmente, por essas razões, eu só posso fazer o check-in no aeroporto, e eu não consigo escolher a poltrona com antecedência, como acontece com o check-in on line.

Não sei se isso ocorre em todas as companhias, mas o sistema da Lufthansa coloca automaticamente o passageiro com pet em um poltrona na janela. Ou seja: janela garantida sempre! <3

REGRAS GERAIS DAS COMPANHIAS ÁREAS

Só são permitidos na cabine do avião CÃES e GATOS de pequeno porte, que devem permanecer sob os cuidados e vigilância dos donos durante todo o tempo da viagem. Geralmente não é permitido o transporte de outras espécies, como, infelizmente, foi o caso do Alvin, nosso porquinho da índia, que teve que ficar no Brasil…

O animalzinho fica acomodado em uma bolsa de transporte especial para viagens aéreas, que deve ser completamente fechada, com tampa e/ou laterais teladas, obviamente, para que ele consiga respirar. A bolsa em que o Wisky viaja foi confeccionada pela Amigos de Pelo, seguindo as medidas da cia que escolhemos.

Quando o animal é maior e viaja no compartimento de cargas, a caixa de transporte deve ser grande, rígida e bem resistente, permitindo que o animal fique de pé e consiga pela menos uma volta em torno de si mesmo.

Já no transporte na cabine, as bolsas devem ser menores, flexíveis e confortáveis, pois o animal permanecerá no assoalho do avião, embaixo do acento da frente, ou entre as pernas do passageiro responsável por ele.

A bolsa também deve possuir algum forro capaz de absorver líquidos, caso o animal faça xixi durante a viagem, porém, um tapete higiênico próprio para pets já é o suficiente. 

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Ilustração de como o animal vai acomodado na cabine do avião durante a viagem

Wisky e eu só conseguimos viajar de Lufthansa, pois apesar dele ser um Shihtzu, raça considerada de pequeno porte, ele é um pouco maior e mais pesado que a maioria desses cães. O peso máximo permitido por essa companhia é até 8kg, incluindo o peso da bolsa. Mais informações neste link.

Essa medida varia, em outras companhias aéreas, entre 5kg e 10kg, mas algumas delas também não transportam animais de focinho achatado, ou branqui cefálicos, como é o caso do shihtzu, dos buldogues e dos gatos persas.

Wisky e sua bolsinha pesam juntos 7.5kg e a Lufthansa apenas conscientiza os donos de que essas raças são mais sensíveis, e que a decisão de transportá-los, bem como a responsabilidade sobre a saúde do animal, é inteiramente dos donos.

Apertadinho no vôo de Munich a Berlin
Apertadinho no vôo de Munich a Berlin

AS NOSSAS VIAGENS BRASIL/ALEMANHA

Eu costumo dizer que Deus me deu o cachorrinho certo para viver todas essas aventuras comigo. Desde filhotinho, e espontaneamente, Wisky já gostava de se esconder dentro das bolsas e mochilas lá de casa. Além disso, ele é super calminho e nunca estranha nenhuma situação.

Paciente, observador e companheiro, este é o meu Wiskynho!

Embora a primeira viagem tenha sido mais tensa, por conta da despedida da família, rumo a uma nova vida totalmente desconhecida, eu viajei com meu marido, o que facilitou bastante as coisas. Ele ficou responsável por carregar a nossa bagagem de mão, colocar as coisas na esteira e apresentar os passaportes, enquanto eu, só fiquei cuidando do Wisky, revesando sempre que necessário.

Porém, nas duas viagens seguintes, meu marido não pôde me acompanhar por causa do trabalho, e pra que eu pudesse aproveitar mais dias no Brasil, e também para que o Wisky tivesse um tempo maior para se recuperar e se adaptar entre uma viagem e outra, nós viajamos sozinhos. 

A nossa primeira viagem ocorreu em julho do ano passado, e eu estava morrendo de medo de viajar sem a companhia de outra pessoa. Mas foi aí que eu percebi que quando temos um animalzinho, nós nunca estamos sós de verdade!

Eu passo a viagem toda cuidando dele, não consigo dormir muito bem, e confesso que nem vou ao banheiro, pois não posso levá-lo comigo e tenho receio de deixá-lo sozinho me esperando. Mas acho que o tempo todo é ele quem vai cuidando de mim… Acho que carrego um anjinho de guarda, isso sim! 

Nossa segunda viagem foi em dezembro, e agora mais experientes, já soubemos nos acomodar melhor no avião e ficamos mais relaxados. É engraçado como ele reflete muito a o meu estado emocional.

Da primeira vez, eu quase não dormi, e senti que ele também estava mais alerta, acordando o tempo todo, e às vezes, pedindo colo. Desta vez, ele dormiu praticamente o viagem inteira, e só acordava quando o carrinho das refeições passava.

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Opa, isso é cheirinho de comida! :9

 

COMO É QUE O MEU PET VAI SE COMPORTAR NESSA SITUAÇÃO?

Isso é realmente uma coisa relativa, e eu até arrisco dizer, que não dá para prever como vai ser a primeira viagem de vocês. Se para nós humanos toda a movimentação dos aeroportos já é muito cansativa e estressante, imagina para eles, que não sabem muito bem onde estão nem o que está acontecendo, né?

Pode ser que um animalzinho, por mais tranquilo que seja em seu dia-a-dia, estranhe todas essas novas situações e tenha alguma reação diferente do que os donos esperam.

Por isso é importante que o dono analise muito bem a real necessidade de submeter um animal a uma viagem assim. Em casos de mudança, ou longos períodos fora, é óbvio que não há outra opção – lembrando que os animais são parte da família e nunca devem ser deixados para trás. 

Mas em casos de viagens curtas, eu sinceramente, não recomendo. 

Eu sempre digo que só levo o Wisky comigo porque ele lida com tudo isso com muita tranquilidade. Ele fica dentro da bolsinha o tempo que for necessário, e se começa a ficar um pouco mais agitado ou desconfortável, basta fazer um carinho e conversar com ele, que tudo se acalma.

Como ele se comporta bem, nos aeroportos, ele anda comigo na coleira mesmo, e na espera das escalas, ele sempre fica fora da bolsa, observando tudo e esperando o tempo passar. Quando olho para ele nesses momentos, fico pensando no perrengue que outras pessoas devem passar com animais mais agitados =/

DEVO OU NÃO DEVO TRANQUILIZAR MEU ANIMAL COM MEDICAMENTOS? 

Tá aí mais um questão delicada. Para o animal despachado que viajam no compartimento de cargas, as companhias aéreas proíbem que ele viaje sedado. Isso porque, em caso de turbulência, o animal precisa estar consciente para se equilibrar. Se ele estiver desacordado, pode se machucar dentro da gaiola.

Já para animais que viajam na cabine, eu não sei qual é a orientação. Nunca me questionaram se o Wisky havia sido medicado, ou se eu pretendia fazer isso. Os funcionários que pesam o animal antes do embarque raramente fazem perguntas sobre o pet (só aqueles que realmente gostam de animais, mas aí é uma coisa mais pessoal do que profissional).

Se o dono julgar necessário medicar o animal, é importante que essa decisão seja tomada com a aprovação de um veterinário. Eu acredito que tranquilizantes fortes não sejam indicados, a menos que exista alguma grave exceção, que envolva o estado de saúde do animalzinho. Mas eu imagino que algum floral, ou remédio que dá um soninho, COM APROVAÇÃO DO VET, pode ser uma boa saída.

No caso dos gatos, por exemplo, que geralmente não são acostumados a passear, ou mesmo sair de casa, deve ser uma situação mega estressante. E assim como já ouvi muitas pessoas falarem que dão algum tipo de calmante pro gatinho ir até o veterinário tomar vacina, ou antes de tomar banho, esta é mais uma situação em que é preciso avaliar as vantagens do uso de tranquilizantes.

Sempre devemos pensar na saúde e no bem estar do pet, sem deixar de lado a tranquilidade do dono durante a viagem.

@wisk_thedog Frankfurt, esperando nosso vôo para Berlin
@wisk_thedog Frankfurt, esperando nosso vôo para Berlin

ALIMENTAÇÃO, XIXI E COCÔ DURANTE A VIAGEM

Antes da ir pro aeroporto, eu procuro dar um pouco menos de comida do que ele costuma ingerir, apenas para evitar que ele enjoe ou passe mal, e também dou umas voltas do lado de fora, para ele fazer xixi e cocô. Depois que passamos pelo detector, eu geralmente ofereço um pouquinho (bem pouquinho mesmo) de água e algum biscoitinho, pra distraí-lo.

Dentro da aeronave, eu tento ficar esperta com o horário em que vão servir as refeições para que, antes que o carrinho chegue, eu ofereça um pouco de ração. Eu faço isso para evitar que ele não esteja faminto e fique muito eufórico quando a comida chegar. (Ele é muito pidão, e faz tipo AEEEEEE COMIDA!!\o/)

Toda vez que ele acorda, eu ofereço um pouquinho de água também. Mas confesso que fico muito dividida, pois sei que não posso deixá-lo com sede, mas quanto mais água ele beber, mais apertado ele vai ficar…

E ele NÃO FAZ nem o nº1 nem o nº2 durante todas essas horas. Ele só “se alivia” quando vai do lado de fora do GRU lá no Brasil, e quando reconhece a nossa rua aqui em Berlin. As vezes são quase 20 horas entre um xixi e outro… Coitadinho 🙁

Nas escalas eu sempre tento levá-lo nos cantinhos das aéreas externas, coloco tapetinho no chão quando vou ao banheiro, e tudo mais… Mas ele nunca faz nada. Eu fico apreensiva, mas acho que é coisa dele =/

O QUE PRECISO LEVAR PARA MEU CACHORRO NA CABINE

Além da bolsa de transporte dele, dentro da minha mala de mão, eu levo dentro de um Ziploc transparente:

  • Um cobertorzinho, pois a temperatura no avião é muito baixa;
  • Um tapetinho higiênico, conforme exigido pela companhia aérea;
  • Um brinquedinho que NÃO faz barulho para não incomodar os demais passageiros;
  • Um potinho com um pouquinho de ração seca (comida natural pode ser barrada);
  • Um bebedouro portátil que eu só encho dentro do avião e esvazio antes de sair.

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O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER

Em todas essas viagens, eu nunca cruzei com ninguém que realmente não gostasse de animais, e se sentisse incomodado com a presença do Wisky. Não sei se tive sorte, ou se é realmente muito raro topar com gente assim, mas o fato é que ele não chega a incomodar ninguém.

Mas fico pensando como as pessoas agiriam com um cachorrinho diferente, que ficasse latindo ou chorando, por exemplo. A gente sabe que as pessoas até tentam ser tolerantes com as crianças pestinhas que viajam – porque sempre tem, né? rs – mas eu não sei se com animais a compreensão seria a mesma.

Alguns comissários são super queridos, fazem perguntas gentis e as vezes passam para checar se o Wisky precisa de algo e se está tudo bem. Por outro lado, tem comissário que passa só pra checar se ele está dentro de bolsa, conforme as regras exigem. É o tal do lance de gostar ou não gostar de animais, ou mesmo ter tido ou não experiências ruins em outros vôos.

Acho que você deve ser consciente e entender que os funcionários precisam cumprir regras, e que você também deve cumprir para um bom convívio com as outras pessoas durante o vôo. E assim como em todos os momentos da vida, simpatia e boa comunicação também fazem milagres.

Eu geralmente me apresento pro passageiro ao lado, digo que estou viajando com meu cachorro, e nesse momento coloco o focinho de doce de leite em ação  apresentou o Wisky também. Digo que ele está acostumado a viajar, que se comporta bem, mas que a pessoa pode reclamar comido, se algo estiver incomodando.

Acho que não há quem resista à educação, noção de cidadania e gentileza! 🙂

Uma vez eu viajei com uma austríaca muito bacana, que até ficou de olho nele para eu poder ir ao banheiro. Mas se você estiver viajando sozinho, e não conseguir levar o animal com você, é seu direito pedir ajuda ou orientação para algum comissário. Eles certamente vão te ajudar.

Ah, uma coisa curiosa: os pets que viajam com seus donos precisam passar sozinhos no detector de metais! É uma das cenas mais fofas e engraçadas. Um funcionário fica segurando ele de um lado, e depois que eu passo, ele solta a coleira pro Wisky ir até mim. PENSA NUM CARA METIDO! hahaha

A gente sempre vai fazendo uma porção de amigos por onde passa, principalmente com os brasileiros, que são mais receptivos e não tem receio de se aproximar e puxar conversa. Os alemães geralmente só sorriem, e depois de alguns minutos, fazem perguntas discretas, isso quando fazem.

Se por um lado é trabalhoso viajar com eles, por outro, eu me sinto muito sortuda por poder viver tudo isso e compartilhar minha experiência com as pessoas! Eu fico muito feliz por poder ajudar tanta gente que gosta de animais, e não abre mão de estar com eles.

Acho que se o Wiskynho soubesse, ele concordaria comigo!

Beijos

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Diário do Wisky: Como viajar com Pets da Alemanha para o Brasil – Parte 3

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Olá, CÃObada de gente bonita!

Finalmente chegou a tão esperada semana da viagem para o Brasil! Eu já estou com todos meus documentos certinhos e nossas malas já estão prontas. Ontem a mamãe deu umas dicas de como fazer uma mala de viagem bacana e como proteger objetos delicados dentro da bagagem.  

Então, no post de hoje, a gente vai contar a minha versão Pet disso tudo!

Em muitos outros posts aqui do Blog, contamos para vocês como foi a nossa primeira experiência com viagem internacional. Em todos os momentos sempre foi muito importante a atenção aos detalhes, às datas e às regras que devemos cumprir.

Viajar com Pets é realmente muito complicado como se imagina, mas com bastante atenção e dedicação, é possível estar com seu peludo em mais esse momento. O dono do animalzinho deve, sobretudo, comprovar que ele é saudável e tem condições sanitárias de transitar internacionalmente.

Nesse post a gente fala como foi nossa pesquisa e como descobriu todos os trâmites e processos burocráticos pra eu poder viajar da Alemanha para o Brasil. Nesse aqui, contamos como foi a compra da passagem, minha reserva no vôo, e como planejamos os próximos passos.

Na última segunda-feira nós fomos até ao Amtstierarzt, que é um Veterinário Oficial aqui de Berlin. Esse senhorzinho é quem podia assinar meu CZI, documento que precisa ser emitido sempre que o pet viajar e autoriza sua entrada nos outros países.

Eu contei pra vocês nos posts ali de cima tudo que o pet precisa ter para conseguir tirar esse documento, e o modelo de CZI aqui da Alemanha para viajar para o Brasil é esse formulário aqui que você encontra disponível pra download no site da embaixada brasileira.

Eu precisei ir junto com a mamãe, porque o Vet Oficial precisa ver que eu realmente existo. Nós lemos alguns casos em que as pessoas dizem que eles examinam o animal, mas esse meu Vet nem ligou muito para mim. Entregamos todos os documentos que ele pediu (laudo sorologia, carteira de vacina anti rábica e comprovação de microchip) e, depois que conferiu tudo, ele assinou e carimbou meu CZI, que a mamãe já levou preenchido com todas as minhas informações.

Esse Vet Oficial também nos informou que eu precisava de um Pet Passaporte Europeu para poder voltar para a Berlin. No primeiro momento, mamãe levou o maior susto, pois o pessoal do Brasil nunca mencionou a necessidade desse passaporte para voltarmos pra cá.

Ele também pediu bastante atenção (na verdade fez cara feia mesmo) pra data da minha vacina contra raiva: ela vence na próxima segunda-feira, dia 11/07. Assim que eu chegar, vou na tia Satie pra fazer essa vacina. Ela não pode vencer de jeito nenhum, senão, ela invalida minha sorologia e tooooodas as outras coisas. Estar imune à raiva é a parada mais importante de todas. 

Ah, outra coisa que a gente não sabia: depois da vacina, eu preciso esperar 30 dias para poder viajar de novo. Por pura sorte, vamos ficar 40 dias no Brasil, então vai dar tudo certo. UFA!

(Não podemos deixar de agradecer a tia Thaís, mamãe da minha amiguinha Bella, que foi com a gente e falou com o senhor Vet em alemão! Sem ajuda dela nós não teríamos conseguido meus documentos, pois o Vet não falava inglês. Obrigado, tia Thaís! <3)

Mas o que acontece é que agora eu sou um morador aqui da cidade, e preciso de mais esse documento para conseguir voltar. Ele disse que qualquer veterinário poderia fazer esse passaporte pra mim, então voltamos para casa, e mamãe começou a procurar consultórios na nossa região.

Graças ao papai do céu, eu não precisei ir a nenhum veterinário daqui nesses primeiros meses, e sempre que a mamis tem alguma dúvida, ela troca e-mails com a Dra. Satie, que é a vet de todos os pets da nossa família no Brasil.

Por sorte, conseguimos falar com um consultório bem pertinho daqui de casa, e eles nos atenderam em inglês e nos disseram que poderíamos ir lá fazer meu passaporte no fim do dia. Fui novamente com a mamãe, e quando chegamos lá, a atendente era uma querida! Nos recebeu bem, pegou algumas informações e pediu pra gente esperar.

Deu pra perceber que ela foi bacana e fez um encaixe pra mim no fim do dia, pois viu que nossa viagem seria essa semana. O passaporte sai na hora! A doutora de lá fez a leitura do meu microchip com um aparelhinho e deu uma olhada geral na minha pessoinha rs.

O custo desse Pet Passaporte Europeu + a “consulta” foi de 25,89 euros, e o CZI que contei lá no começo custou 20. Voltei pra casa mais documentado do que nunca, e me sentindo muito importante! Eu tenho um Passaporte Europeu, gente! Dá pra acreditar? hehehe

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Como a mamãe contou ontem, também já tô de malas prontas! Não vamos levar tanta coisa, pois vou ficar hospedado na casa dos meus avós, e lá tem as coisas do Nico… Que eu sempre acho que são minhas! hahaha brinquedo, caminha, pote de comida, tudo. Lá eu tô em casa né, pessoal?

As únicas coisas que vamos levar como bagagem de mão são:

  • Minha bolsinha de transporte na qual devo ficar durante todo o vôo;
  • Cobertorzinho pra eu dormir (apesar de peludinho, mamãe sempre se preocupa se vou sentir frio);
  • Tapetinho higiênico que a Cia Aérea pede pra forrar a bolsinha, caso o pet faça xixi ou cocô (eu não faço);
  • Meu ETzinho de brinquedo, pra eu poder me distrair durante a viagem (é importante que o brinquedo não faça barulho, viu?);
  • Potinho com um pouquinho de ração pra eu comer à noite (não sabemos se lá na hora vão pedir pra jogar fora, mas não custa tentar, né? se não puder, mamãe me dá os legumes e frutinhas que eles servem nas refeições)
  • Bebedouro portátil que a mamãe enche com a água que dão no avião (ela não me dá muito, pra eu não sentir muita vontade de fazer xixi).

Tudo vai dentro de um Ziploc na bolsa da mamãe! 😉

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Agora é só curtir os últimas dias aqui, ficar bastante com meu papai, e me despedir de todos os amigos que já fiz aqui! Ficaremos 40 dias no Brasil e sentiremos saudade de tudo em Berlin.

É isso, pessoal! Se vocês tiverem alguma dúvida, é só deixar nos comentários! Assim que chegarmos no Brasil, a gente conta como foi a viagem e prepara um post bem completinho com várias dicas de viagem com Pets pra vocês!

Lambeijinhos!

 

 

 

 

 

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Diário do Wisky: Como viajar com Pets da Alemanha para o Brasil – Parte 2

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Hey, CÃObadinha!

Hoje voltei para continuar dividindo com vocês as informações sobre o processo para a minha viagem para o Brasil. Minha mamãe e eu sairemos de Berlin no dia 8 de julho às 20h, faremos uma breve escala em Munique, trecho que dura mais ou menos 1h30, e de lá partimos para São Paulo, e são mais 12h de viagem. Chegaremos no GRU lá pelas 5h da matina, horário local.

No post anterior eu contei como foi a pesquisa para descobrir e entender tudo que precisava ser feito. Como sempre, as informações disponíveis nos sites são muito cruas e incompletas, e este foi um dos motivos pelos quais nós acabamos adiando a viagem em um mês. Acho que é bacana ler o primeiro post, para entender direitinho esse daqui.

Mas pra resumir: para viajar para o Brasil, além dos documentos que eu já tive que providenciar para vir para a Alemanha (comprovação michochip + carteira de vacina anti-rábica em dia + laudo da sorologia), também vou precisar de um novo CZI, que é o Certificado Zoosanitário Internacional, documento que comprova a validade de todos os outros e me autoriza transitar internacionalmente.

Quem emite esse documento no Brasil é um setor chamado Vigiagro, que fica no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Eu precisei fazer um para poder vir pra cá! Já aqui em Berlin, o responsável por esse trâmite é o Veterinário Oficial (Amtstierarzt), um cara autorizado para validar e assinar o meu CZI. Há um profissional desses em cada distrito da cidade e, no meu caso, vou no Vet Oficial de Mitte.

MISSÃO IMPOSSÍVEL:

A COMPRA AS PASSAGENS E A RESERVA DA MINHA VAGA NO AVIÃO

Para viajar na cabine do avião com a minha mãe, e não no compartimento para Pets, é necessário confirmar se o vôo desejado tem disponibilidade para animais. É muito importante que você cheque essa informação POR TELEFONE antes de comprar da passagem, pois se o vôo não tiver mais vaga para o seu pet, e você já tiver efetuado o pagamento, você vai ter que pagar uma taxa para trocar por um vôo com vaga disponível.

Isso aconteceu com a gente quando viemos para Berlin em janeiro e deu um super trabalhão. Quem comprou as nossas passagens foi a moça da empresa em que meu papai trabalha, e acho que ela não deve ter se atentado a esses detalhes (porque é uma parada muito complicada mesmo de fazer, coitada). Como foram dois vôos diferentes (de São Paulo à Munique e de Munique à Berlin), a Cia Aérea só fez a minha reserva para o segundo trecho. O que foi uma grande burrice né, caras… pois eu sequer teria saído do país!

Acabou que pra trocar de vôo, a empresa teve que pagar essa taxa que não foi nada barata. Sabendo disso, meus pais pesquisaram algumas opções de vôos que estavam com os melhores preços. Nessa época do ano as passagens pro Brasil custam os olhos da cara! Por esse motivo também tivemos que adiar a viagem, pois na verdade, a gente queria viajar agora no final de junho.

Outro agravante é que eu só posso viajar pela Lufthansa (a cia aérea mais cara aqui da Europa). Além de ser a melhor cia para viajar com animais – pois ela tem um compartimento climatizado somente para eles, diferentemente das outras, onde eles vão junto da bagagem – é única em que eu consigo ir junto com a mamãe na cabine, de acordo com meu tamanho, peso e raça.

Não é frescura nossa, nem que a gente quer dar uma de chique. Minha mãe tem pavor só de se imaginar longe de mim por tanto tempo, sabendo que eu estou sozinho lá embaixo. Talvez com medo, com frio, inseguro. Muitos donos de animais não viajam com seus pets por conta disso. Se eu não pudesse ir com ela na cabine, eu não viajaria… Acho que nem ela, viu?

As outras Cias aéreas não transportam Shih tzus e outras raças consideradas de focinho achatado. Já a Lufthansa, por ter esse compartimento especial, e ter o limite de peso de até 8kg (animal + bolsa de transporte), transporta sim, mas alerta os donos a avaliarem as condições de saúde dos seus pets. Eu viajei tranquilamente na cabine com ela para cá, não tivemos nenhum problema.

Bom, com as opções de vôos escolhidas, nós pedimos para minha sogra Mariana, mãe da minha namoradinha Meg, ligar na Lufthansa do Brasil para checar as disponibilidades para pets em cada um deles. Nós até tentamos fazer isso daqui, mas toda a triagem da ligação é em alemão, e a gente não conseguia entender nada! hehehe

Meus pais e a Mari ficaram se falando por Skype, e eles passaram todas as informações direitinho para ela, que logo telefonou pra Lufthansa. Enquanto isso, meu papai estava com as passagens na tela, prontas para concluir a compra da que tivesse vaga pra mim. A atendente checou todos os vôos, e disse que eu podia viajar em qualquer um deles! Daí nós escolhemos o que tinha melhor horário e finalizamos a compra, enquanto a Mari estava com atendente no telefone.

Depois disso, meu pai recebeu o código da passagem por e-mail, que a Maria informou para a moça na hora, e ela fez a reserva para mim. Em alguns minutos recebemos por e-mail de novo a confirmação de animal doméstico na cabine, tanto na viagem de ida, quanto na viagem de volta, em todos os trechos. Daí depois foi só comemoração, alegria e início da contagem regressiva!

Obrigado, sogrinha linda! <3

O QUE DEVEMOS LEVAR PARA RETIRAR O CZI

Com a data da viagem marcada, nós entramos em contato com o Vet Oficial de Mitte para agendar o dia em que devemos levar minha documentação para retirada do CZI. Esse dia está agendado para 4 de julho, e ao contrário do que a Vigiagro pede no Brasil, eu devo ir junto com a minha mãe. É preciso levar:

  • O CZI que me permitiu sair do Brasil e entrar na Alemanha;
  • Novo formulário CZI já preenchdio com todas as minhas informações;
  • Minha carteira de vacinação com a data e etiqueta da minha última vacina contra raiva;
  • Laudo da minha sorologia que comprova que não tenho a doença da raiva;
  • Passagens com as datas da viagem e comprovação da minha reserva.

Além disso, hoje tive que tomar um Drontal, remédio contra vermes internos, e aplicar um anti pulgas e carrapatos no meu pescocinho. É preciso fazer isso 15 dias antes da viagem e declarar essa medicação no CZI, desse jeito: 

Português:

  • Tratamento preventivo contra endoparasitas (incluindo echinococcus sp)
  • Drontal Plus 660mg – Princípio ativo: Praziquantel 50mg /
  • Pamoato de pirante 144mg / Febantel 150mg / Fabricante: Bayer
  • Tratamento preventivo contra pulgas e carrapatos: Zecken- und Flohshutz Spot on
  • Princípio ativo: Margosa Extrakt 50 g/L, Ethyl butylacetylamino propionate 50 g/L
  • Fabricante: Beaphar – Data e hora de administração dos medicamentos: 23/06/2016 às 14h

Alemão:

  • Vorbeugende Behandlung gegen Endoparasiten (einschließlich echinococcus sp)
  • Drontal Plus 660mg – Wirkstoff: Praziquantel 50mg /
  • Pamoato de pirante 144mg / Febantel 150mg / Hersteller: Bayer
  • Vorbeugende Behandlung gegen Flöhe und Zecken: Zecken- und Flohshutz Spot on
  • Wirkstoff: Margosa Extrakt 50 g/L, Ethyl butylacetylamino propionate 50 g/L
  • Hersteller: Beaphar Datum und Zeit der Verabreichung des Arzneimittels: 23.06.2016 um 14 Uhr

 

PRÓXIMOS PASSOS

Assim que eu chegar no Brasil, vou ter que ir na minha veterinária, refazer a vacina contra raiva. Ela vencerá no dia 11 de julho e não pode passar disso. Senão eu teria que fazer todo processo de novo no Brasil =/ Chegou no sábado, dia 9, descanso no domingo e vou na Dra. Satie na segunda. Poxa, eu mal chego e já vou levar picada de vacina!

Agora é pegar firme na dieta, pessoal. Como eu disse lá em cima, eu e a minha bolsinha de viagem, devemos pesar juntos até no máximo 8kg. Eu fiz uma super dieta para vir, pois eu tava meio gordinho. Agora, eu tô no meu peso ideal, mas continuamos acompanhando e monitorando todos os dias para que não dê problema lá na hora.

Para vir para Berlin, eu e a bolsinha estávamos pesando 7,500kg! Ufa! rs agora tem que dar a mesma coisa, porque se passar do limite deles… Não poderemos viajar. Credo, isola! Bate na madeira! Vou viajar sim, seu Deus quiser!

Mamãe diminuiu minhas porções de comida, e à noite, vou comer ração light. Faz parte, né? Todo esforço vai valer a pena quando eu reencontrar nossa família do Brasil!

A saudade é deles é MAIOR que a nossa distância!

Até o próximo post!

Lambeijos do Wisky

 

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Diário do Wisky: Como viajar com Pets da Alemanha para o Brasil – Parte I

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Olá, cãolerinha!

Ando meio sumido do Blog porque tivemos dias muito agitados por aqui! Além dos passeios de rotina, mamãe e eu começamos a fazer umas caminhadas mais pesadas, e eu estou voltando com o meu projeto #WiskyNoMedidaCerta. Tudo isso porque estamos nos preparando para uma temporada no Brasil! <3

Mas assim como da primeira vez, planejar uma viagem com Pets exige muita pesquisa, paciência e atenção a todos os detalhes. Pra minha sorte, não temos um agravante dessa vez: não existe quarentena para chegada de animais domésticos no Brasil.

Este sempre foi o maior medo dos meus pais com todo esse lance de viagem. Em alguns lugares, o animal precisa ficar um período em observação, para que os agentes se certifiquem de que ele não possui nenhuma doença.

PROCESSOS BUROCRÁTICOS

É muito difícil achar esse tipo de informação na internet! Para vir pra Berlin, foram meses e meses de pesquisa, exames e contatos, e como tudo estava sendo feito pela primeira vez, parecia ser ainda mais complexo.

Tudo começa com o fato de que cada país tem suas próprias exigências para permitir a entrada de animais. Para entrar na União Europeia, eu precisei colocar um microchip e tomar minha vacina contra raiva, pois na Europa ela foi erradicada, e enviar uma amostra do meu sangue para o Centro de Zoonoses de São Paulo.

Nesse lugar, eles fizeram um exame de sorologia e emitiram um laudo que comprova que eu não possuo raiva. Esse laudo é válido por toda minha vidinha, desde que meus pais nunca deixem minha vacina vencer! Caso contrário, eu teria que fazer tuuuuudo de novo, inclusive, respeitando o período de 4 meses no Brasil, até poder vir pra cá.

Aqui no Blog tem 4 posts que detalham direitinho como fizemos todo processo: neste primeiro, a gente conta o que precisa ser feito e como foi a saga para descobrir e entender tudo. No segundo post, a mamãe conta o que era necessário para trazer meu irmãozinho Alvin, que é um porquinho da índia. Mas depois, ela fez um terceiro, contando sobre a tristeza de ter que mudar de planos e deixar o Alvin o Brasil. E por fim, o quarto post, falando sobre as providências da viagem e a emissão do meu CZI.

COMO SAIR DA ALEMANHA RUMO AO BRASIL?

Por mais que tudo isso tenha dado um trabalhão, a pesquisa e os contatos eram todos feitos em português, né? A gente conversou com pessoas que passaram por experiências semelhantes de viagens com Pets, e também conseguiu um contato super acessível no Vigiagro, que é setor responsável por permitir a entrada e saída de animais no nosso país e sempre esclareceu as nossas dúvidas.

Nós encontramos esse link no site da Embaixada Brasileira aqui de Berlin, que explica direitinho o que precisamos fazer, mas não deixa claro quem são esses Amtstierarzt, os Veterinários Oficiais da cidade. A gente chegou a mandar um e-mail para a Embaixada, mas nunca tivemos nenhuma resposta deles.

Foi aí que a mamãe entrou em contato com a Debbie do Blog Pequenos Monstros, que viajou para vários lugares com os cãezinhos dela. Ela nos recomendou entrar em contato com o veterinário que ela conheceu aqui, para ver se ele poderia nos ajudar com essa informação.

No site desse veterinário, tem uma lista com todos os telefones dos Amtstierarzt daqui de Berlin! Só que no começo, a gente achava que era só contatar o que ficava mais próximo da nossa casa, mas hoje fomos informados pelo Vet de Neukölln que cada distrito daqui tem seu próprio Vet Oficial. Eu nem sabia dessa parada de distritos, acreditam?

Esse Vet disse que nosso distrito é do Mitte, pois moramos na região Wedding – Alexanderplatz, e nos passou o contato de lá. Ufa! Agora a gente tá esperando esse pessoal responder por e-mail o que precisa ser feito exatamente. Aliás, a gente tem mesmo é que rezar pra eles esclarecerem tudo por e-mail, pois é muito difícil falar desse assunto, mesmo que seja em inglês.

COMO EMITIR O CZI AQUI NA ALEMANHA 

No Brasil, por exemplo, depois que você tem todos os documentos em mãos, é necessário marcar a viagem antes de ligar na Vigiagro de São Paulo para agendar a retirada do CZI. O Certificado Zoosanitário Internacional é o documento que comprova a validade de todas as outras paradas (michochip, vacina e sorologia) e me permite entrar nos outros países.

Eu acho que você pode tentar ligar lá um mês antes da viagem, e quando você liga, eles já agendam uma data para você levar todos os documentos. Isso porque o CZI é válido somente por alguns dias, e não pode vencer até o dia em que você for viajar com seu pet.

Para sair daqui da Alemanha é a mesma coisa. Eu também preciso de um CZl, e ele só tem validade se expedido no máximo 10 dias antes do meu ingresso ao Brasil. No site da Embaixada eles disponibilizam o formulário desse documento para download que a gente já pode levar preenchido, junto aos demais documentos, pronto pro Vet Oficial assinar.

Agora só nos resta esperar a resposta do Amtstierarzt da nossa região para providenciarmos os próximos passos: emissão do meu CZI com assinatura desse vet oficial, pegar firme na minha dieta e ficar no meu peso ideal pra poder viajar na cabine, e finalmente comprar as nossas passagens! \o/

Torçam para que dê tudo certinho, meus AUmigos! Tô morrendo de saudade da minha família no Brasil, principalmente do Nico, Rocky e Alvin! <3

Lambeijinhos para aucês!

~*

Link para a lista de Telefones dos Veterinários Oficias de Berlin por Região

http://www.tierarztpraxis-dr-beck.de/Phone.htm

Contato do Dr. Bornemann que foi super gente boa (Berlin-Neukölln)

Infos sobre o Veterinário Oficial da região Berlin – Mitte

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Como viajar com pets para Berlin Parte 4 – Bolsa de transporte, dieta do Wisky e emissão de CZI

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Estamos chegando à reta final dos nossos preparativos para a viagem à Berlin! Eu já contei para vocês em um outro post tudo que você precisa fazer para conseguir a documentação necessária para embarcar para UE. Basicamente, você vai precisar microchipar o seu pet, vaciná-lo contra raiva e enviar uma amostra de sangue dele para processamento de uma sorologia. O resultado desse exame atestará que seu bichinho não possui raiva, e que tem condições sanitárias para viajar com você.

Mas não vá pensando que é simples assim, viu? Esses são os passos básicos, mas há uma série de outras exigências e dead lines que você cumprir até a data da viagem. Se você quer mais informações, confere aqui!

Em busca da bolsa perfeita

Mesmo morando na cidade de São Paulo, onde se concentram as maiores redes de Pet Shop do país, tive muita dificuldade de encontrar bolsas de transporte que se encaixassem nas medidas exigidas pela companhia área. No caso da Lufthansa, “um cão ou um gato podem ser transportados na cabina numa caixa de transporte própria (dimensões máximas: 55 x 40 x 23 cm, que seja capaz de reter os fluídos do animal, à prova de mordedura). Peso máximo do animal + caixa: 8 kg.” Além disso, a bolsa precisa ser maleável e confortável, pra que o animal possa ser colocado embaixo do acento da frente “durante a descolagem e a aterragem, ou se o avião estiver a passar uma zona de turbulência”.

Pesquisando sobre isso na internet, encontrei esse post do Blog Linving Van em que eles contam como foi viajar com o shitzu paçoca. Me apaixonei por ele e pela bolsinha logo de cara! Foi aí que peguei o contato da Amigos de Pelo, empresa responsável pela confecção desse material. Fiquei tirando algumas dúvidas com a Lourdes e fechei minha encomenda! Hoje nos recebemos a bolsa de viagem em que ele irá acomodado no avião. Eu mandei fazer personalizada, de acordo com as medidas da Lufthansa, companhia área pela qual nós viajaremos.

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Como meu marido chega de Berlin na quarta-feira que vem, vou levar a bolsa no aeroporto quando for buscá-lo. Assim, mostramos para o pessoal do guichê e nos certificamos de que ela segue os padrões da empresa.

Dieta do Wisky

 

Além de toda a saga para escolhermos a bolsa ideal para ele, nós também temos outro problema: o peso do Wisky. Nosso dog é um bichinho muito comilão e sempre comeu de tudo e mais um pouco. Quando ele era filhote, a gente não ligava muito para esse lance de peso, mas no começo desse ano, ele bateu os 7,5kg e isso nos deixou meio chocados.

Começamos a controlar a comida dele, até que ele chegasse aos 6,5kg, que é o mais recomendado para o porte e altura dele. Porém, na semana passada, fiquei um pouco chocada. Wisky engordou 200g de uma semana para outra. Sim, eu comprei um balança para pesá-lo com frequência. A nossa meta é que ele chegue a 6kg. A bolsa de transporte pesa 1.300kg, assim ele não ultrapassa os 8kg determinado pela companhia.

Para atingirmos essa meta, começamos uma dieta rígida e uma rotina de caminhadas mais forte! Torçam para que ele consiga atingir esse peso logo!

 

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Emissão do CZI

Nossa viagem já está marcada para o dia 14 de janeiro de 2016. Nosso vôo sai às 19h do GRU. Liguei no Vigiagro na semana passada (contatos: 24452800; 24453683 e 24455956), para saber sobre o agendado da data para eu levar todos os documentos dele e emitir o CZI. Eles me pediram para eu retornoar no dia 21 de dezembro, segunda-feira que vem, para enfim fazer o tal do agendamento.

No dia marcado, eu devo levar todos os originais + 2 cópias simples:

Então, semana que vem já saberei a data de quando iremos ao Vigiagro pegar o CZI do Wisky. Aí sim chegaremos à reta final! Quanta ansiedade, meu Deus…

Agora é esperar as datas chegarem e torcerem para que nada dê errado!

Beijos

 

 

 

 

 

 

 

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Como viajar com pets pra a Berlin Parte 3 – A dor de ter que mudar os planos

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Usar a cabeça não mais à serviço do que meu coração quer, mas sim, para decidir o que é certo. Tá aí umas das coisas que esse lance de ir morar em Berlin tem me ensinado nos últimos tempos.

My little Guinea Pig <3
My little Guinea Pig <3

 

No post anterior, eu contei pra vocês quais são as documentações necessárias para levarmos o Alvin, nosso porquinho-da-índia, conosco para Alemanha. De fato, o processo é bem menos burocrático do que é preciso para levarmos o Wisky, nosso cachorro. Também já contei pra vocês todos os paranauês necessários para isso em outro post.

Porém, no final da semana passada, nós nos deparamos com uma série de imprevistos que nos fizeram repensar a nossa decisão.

Eu recebi uma informação totalmente equivocada de um dos atendentes de Lufthansa. No dia 19/11 entrei em contato com eles para esclarecer algumas dúvidas sobre o que seria necessário para levar o Alvin na viagem, já que a documentação já estava esclarecida.

Esse funcionário me disse claramente que nós poderíamos sim levá-lo conosco na viagem, inclusive, que seria possível viajarmos com nossos dois pets na cabine. Isso me deixou muito feliz e cheia de esperanças mas… Esse era só o começo de um enorme mau entendido e de muitas crises de ansiedade.

Passei uma semana viajando com a família, e no meu último dia de viagem, recebi uma ligação da pessoa responsável pela compra das nossas passagens (esse custo será pago pela empresa do Will) dizendo que, quando ela foi fazer a reserva dos nossos bichinhos no ato da compra, foi informada de que a empresa não transportava animais que não fossem cachorros ou gatos.

Chegando em São Paulo, liguei no mesmo número da Lufthansa, e comecei a cruzar as informações do primeiro contato com o que foi informado à empresa do Will. Realmente o cara tinha me dado informações erradas. Fiquei tão chateada com a notícia, que nem tive pique pra fazer escândalo… Só fiz questão de dizer o nome do funcionário, e deixar claro que isso havia afetado completamente os planos e os sonhos da minha família. 

Perguntei, então, se a moça saberia me dizer como eu poderia levá-lo, e se ela conhecia empresas que transportam outras espécies de animais. Só aí que ela me informou que a Lufthansa possui dois segmentos, um para transporte de pessoas, cães e gatos, e outro para objetos e animais considerados exóticos. Peguei o contato desse departamento, já emputecida com fato de que, para se obter informações sobre serviços no Brasil, você tem que ficar perguntando, extraindo informações. Parece que os funcionários não sabem o que estão dizendo e não se esforçam pra entender a necessidade do cliente.

Em contato com esse setor denominado Cargo (ou algo do tipo), fui informada que sim, eles transportam porquinhos-da-índia, PORÉM que não posso tocar o processo sozinha, pois eles não tratam direto com pessoa física, e que eu precisaria contratar os serviços de um Agente de Carga para fazer o trâmite pra mim. Esse cara é o Leonardo da PetWorkTravel, que mencionei no post anterior.

Mesmo sentindo uma pontinha de esperança… Levei um outro balde de água fria. Os prováveis custos envolvidos em todo esse processo para levá-lo são bem superiores ao que podemos pagar nesse momento. Juntando a taxa do serviço Leonardo, mais a “passagem” do Alvin, + a caixinha de transporte… dá um valor bem salgado pra gente dar conta agora.

E como se não bastasse essa tristeza, ainda recebi notícias ruins relacionadas a outras pessoas da nossa família… Passei a sexta-feira inteira arrasada. Começamos a ponderar todos os demais custos que teremos com a viagem, cruzar tudo que será necessário fazer (em Real e em Euro), e vimos que seria muito arriscado comprometer nossa renda.

Não que é que eu seja pessimista – ao contrário, sou otimista e sonhadora até demais – mas é preciso contar com a uma série de outros fatores também. Deu pra perceber que viajar com o Alvin não é simples. Eu sempre terei que contratar o serviço de um agente, e reservar essa grana toda vez que a gente quiser viajar. Ainda tem a nossa adaptação à vida no novo país, as nossas expectativas sobre o futuro lá, as viagens que queremos fazer pela Europa, ou mesmo as visitas ao Brasil. Não conseguiríamos manter esses custos… Infelizmente.

Foi difícil aceitar isso. Havia prometido pra mim mesma que a minha missão era manter a nossa família junta. Me senti fracassada… Chorei por algumas horas, olhando meu bichinho indefeso na gaiola, que me olhava de volta, com cara de “mãe, me dá cenoura?”. Não sei até que ponto os porquinhos da índia conseguem assimilar os nossos sentimentos, como os cães são capazes. Mas mesmo assim… Pedi perdão a ele. Perdão por não conseguir levá-lo com a gente, pelo menos, não nesse primeiro momento.

Expliquei que a mamãe precisa se planejar, e que seria irresponsabilidade minha levá-lo, mesmo sabendo que é possível que a gente não dê conta da parte financeira depois. Expliquei que esse lance de dinheiro é foda, que pega muito para nós, os humanos. É horrível ter que colocar “na mesma balança” o nosso planejamento financeiro e o amor que a gente sente por eles, os pets. São coisas tão diferentes…

Quem tem apego por esses bichinhos sabe que não tem dinheiro no mundo que pague a companhia deles. Eu não sei se ele entendeu… Mas pedi muito pra Deus me dar esse conforto. Nem ligo se as pessoas acham que eu sou uma idiota por estar lidando com isso dessa forma, viu? Só eu sei o que se passa no meu coração por ter que deixá-lo no Brasil…

Então ficou decidido que o Alvin ficará morando na casa do tio Vitão a partir de janeiro. O Victor é meu irmão mais velho, e ele se ofereceu com o maior carinho do mundo, a ficar com ele pra gente durante o tempo que for necessário. Apesar de ficar com o coração partido, sei que ele será muito bem cuidado e amado por eles aqui. A nossa ideia é continuar pesquisando sobre esse processo, fazer um planejamento geral dos custos, e decidirmos o que é melhor pro Alvin: seguir viagem e morar com a gente em Berlin, ou ficar no Brasil até que a gente volte.

 

Tio Vitão, Tia Rô, Amandinha e Rockynho! A família que acolherá nosso pequeno Alvin enquanto estivermos em Berlin
Tio Vitão, Tia Rô, Amandinha e Rockynho!

 

Caso a gente decida que ele deve ficar com a gente, teremos que contratar o serviço geralzão da PetWorkTravel. Eles inclusive, tomam todas as providências necessárias para recebermos o Alvin lá em Berlin.

Resumindo, galerinha… Acho que isso tá servindo pra eu aprender a lidar com a frustração. Sempre me dedico tanto para as coisas darem certo, que quando essas coisas acontecem, é como se eu tivesse perdido todo meu sentido. É coisa de Ariano, eu sei. Mas já está passando…

Obrigada a todos que vibraram com a ideia de que o Alvin seria um porquinho da índia muito chique, indo morar na Alemanha. Realmente foi muito bacana cogitar essa possibilidade, mas é preciso colocar os pés no chão, não é? Sei que nosso sentimento por ele sempre será o mesmo, e que ele sempre fará parte da nossa família! Espero que ele continue feliz, reclamão e guloso como sempre foi, e que complete a família do meu irmão, assim como sempre completou a nossa!

Vamos seguir…

Beijos

“Ainda é cedo, amor. Mal começaste a conhecer a vida

Já anuncias a hora da partida sem saber mesmo que rumo irás tomar

Preste atenção, querida, embora eu saiba que está resolvida, em cada esquina cai um pouco a tua vida 

E em pouco tempo não serás mas o que és

Ouça me bem amor, preste atenção, o mundo é um moinho

Vai triturar seus sonhos tao mesquinhos,  ai reduzir as ilusões a pó”

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Como viajar com animais de estimação para Berlin Parte 2 – Porquinhos da India

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Muitas pessoas dão risada quando explicamos que o Alvin é um Porquinho da Índia. Eu geralmente fico me perguntando porque elas acham tanta graça, porque pra mim, não faz tanta diferença assim qual é espécie do seu pet. “Ah, eu tenho uma cobra!”. Poxa, que demais! “Ah, eu tenho um camelo!”. Que foda, deixa eu dar um rolê nele? “Ah, eu tenho um peixinho!”. Peixes são fofos! Ele dá beijinho na ponta do nosso dedo? *-* Mania que eu tenho de achar que todo mundo é Pet Lover como eu rs.

Criar esse tipo de animalzinho tem lá suas particularidades sim. Eles tem um comportamento diferente de cães e gatos, são mais tímidos e gostam de ficar no cantinho deles, assim como os coelhos. Muita gente me pergunta qual é a graça que vemos no Alvin. Pois bem, quando o Will inventou de trazê-lo, eu também demorei pra entender qual era a pegada daquela bolinha de pelo. Mas bastou passar uns dias morando com ele, pra me apaixonar.

Sinceramente, não consigo diferenciar o amor que sinto por ele e pelo Wisky, meu cachorro. É bem aquela coisa de amor de mãe mesmo, sabe? Sim, ele não se faz tão presente quanto o Wisky, não demanda tantos cuidados diários e gosta de ficar na dele, mas o amor é exatamente o mesmo. Como eu disse no post anterior, quando decidimos nos mudar para Berlin, comecei a pesquisar tudo que era necessário pra levá-los com a gente.

De fato, o processo para levar cães e gatos já está pré determinado. É só seguir fielmente toda a programação até a sua viagem, que não tem erro. Em contrapartida, não encontramos nenhuma informação na internet sobre o que era preciso fazer para levarmos o Alvin também. Eu já estava ficando muito preocupada, com o coração apertadinho de ter que cogitar o nosso Plano B. Caso a gente não conseguisse de forma alguma levá-lo, ele ficaria morando com meu irmão até a gente voltar… Por mais que eu saiba que ele estaria em uma ótima família e seria super bem cuidado, não seria a mesma coisa. Uma parte da nossa família ficaria aqui, e esse não era nosso plano.

Entrei em contato com o Viagiagro do GRU, responsável por permitir a entrada e saída de animais do nosso país que, por sua vez, me pediu para que eu entrasse em contato com o Ministério da Agricultura. No Ministério também não sabiam me dar informações concretas sobre o que eu precisava fazer. E no meio dessas minhas pesquisas, acabei conhecendo o Leonardo da PetWorkTravel!

Ele é representante comercial dessa agência que trabalha justamente com transporte internacional de carga viva. Dentre outras atividades super bacanas, ele fazem toda a correria de emissão de CZI por você, por exemplo. Acho que a contratação desse tipo de serviço é muito interessante, principalmente pra quem não tem muita disponibilidade para pesquisar e providenciar todos os detalhes. Cada país possui suas próprias exigências, e essa parte burocrática dá realmente muito trabalho.

Quando comecei a pesquisar as coisas, fiz por minha conta, me envolvi muito no processo. Foi cansativo, tive muito receio, mas acabou dando certo. Falei com muita gente, “bati em muitas portas”, mas acho que se tivesse conhecido o trabalho deles no começo, avaliaria essa possibilidade de contratar a assessoria deles sim! O Leonardo acabou me ajudando bastante com todo processo de levantamento de dados sobre a documentação, pra conseguirmos levar o Alvin pra Berlin. Temos cá nossas desconfianças de que talvez ele seja  o primeiro porquinho do Brasil a ir morar na Alemanha! <3 É mole? rsrs

Bom, nesse meio tempo, acabei recebendo um retorno do Ministério, formalizando que o Brasil não possui nenhum modelo de certificado de exportação previamente acordado com a Alemanha para porquinhos-da-Índia. Certo. Mas isso também não deve significar que eu posso enfiar o Alvin na bolsa, e simplesmente achar que tudo bem, né? Foi então que eles me orientaram a solicitar junto ao Serviço Veterinário Oficial da Alemanha (what?) um documento chamado “Import Permit”, onde teoricamente estariam descritas as exigências alemãs para a entrada do animal.

Comecei a ficar preocupada novamente, só imaginando que poderia rolar alguma puta burocraria desconhecida que, das duas uma: ou eu ficaria louca até descobrir, ou não seria possível levá-lo conosco. Comecei a pesquisar insanamente se porquinhos são transmissores de alguma doença específica. O trampo todo pra levarmos cães acontece justamente porque ainda há casos de raiva  no Brasil. Como essa doença já é erradicada na União Europeia, a gente precisa provar que o animal não possui o virus. Vi que porquinhos não são considerados transmissores de nada, e isso me deixou mais tranquila.

Consegui uma resposta do Consulado da Alemanha aqui no Brasil, e eles me disseram que, para a importação de até 3 porcos de índia (Meerschweinchen em alemão), eu não precisaria de nenhuma documentação. Eles também me disseram que não existe um “import permit” (como o Ministério havia cantado a bola) para a importação dessa espécie para lá.

Dei pulos de alegria! <3 Sim, ele vai com a gente!

O Leonardo acabou conseguindo o mesmo feedback, acionou os contatos dele lá do GRU e conseguiu uma resposta do Aeroporto de Frankfurt , confirmando que REALMENTE, pra até 3 porquinhos da índia acompanhados dos donos, e viajando como excesso de bagagem acompanhada, a Alemanha não possui requisitos sanitários. Não precisamos nem do tal “Import Permit” nem de CZI! O único documento que devemos apresentar é um simples Termo de Responsabilidade que o pessoal do Ministério me enviou, apenas como um garantia para nós  e para o Vigiagro do GRU. Por via das dúvidas, vamos fazer cópias nos três idiomas (português, inglês e alemão).

Quando nós nos propomos a criar um canal na internet pra compartilhar nossas experiências, seja no Youtube, ou como o caso do meu blog, temos uma puta responsabilidade, né? Portanto, eu queria deixar claro que caso você tenha algum animalzinho e queira viajar com ele, pesquise bastante. Cada país possui suas próprias regras, permissões, neuras e cultura. É muito provável que o que eu dividi com vocês aqui seja válido para toda a União Européia, mas ainda assim, vale checar como funciona em cada lugar, ok?

Agora que a documentação dos dois já está esclarecida, estamos na busca pelas caixinhas de transportes e já em contato com a Lufthansa, Cia área pela qual viajaremos. Mas isso é papo para outro post!

Obrigada a todos que estão torcendo pra que nossa família fiquei junta nessa nova jornada! Tenho recebido muito carinho e apoio de todos que estão acompanhando esse processo. Sim, dá um baita trabalho, mas pelo amor a nossa família qualquer esforço vale a pena!

Beijos

 

#

Contato do Leonardo:

www.petworktravel.com.br
Leonardo Dias | +55 47 9695 3108
Fone: +55 47 3083 8482
Whatsapp: 11 97046 8523
falecom@petworktravel.com.br
leonardo@petworktravel.com.br

 

 

 

 

 

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Como viajar com animais de estimação para Berlin Parte 1 – Processos e exigências pra Cães

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Ohana quer dizer família, e família quer dizer “nunca abandonar ou esquecer”. (Lilo e Stich – Filme)

 

Eu sempre brinco com o Will que desde que nos casamos, nunca fomos apenas um casal. O Alvin (nosso porquinho da índia) veio morar com a gente logo na primeira semana, e dois meses depois o  (nosso Shitzu) também já fazia parte da gangue. Nossos peludos não são apenas animais de estimação, eles são membros da nossa família!

A primeira foto da família completa! <3
A primeira foto da família completa! <3

 

A decisão de nos mudarmos para Berlin só foi tomada quando confirmamos que seria possível levá-los com a gente. Por sorte, encontrei esse post do blog “Pequenos Monstros” logo na primeira pequisa, o que me tranquilizou muito! <3

A Debbie Corrano e o Felipe Pacheco são um casal muito fofo que decidiu morar em vários países diferentes e registra todas as experiências deles no blog! #tantacoisaemcomum

Nesse post, eles contam todos os detalhes sobre o que foi preciso fazer para levar os dogs Luca e Lisa nessa jornada. Coincidentemente, o primeiro destino deles também foi Berlin, então deu para seguir religiosamente esse roteiro vivido e validado pelo casal!

O post deles está bem completo e serve como um guia geral para qualquer pessoa que queira levar seu animalzinho para a União Europeia. Eles falam sobre segurança, companhia área, documentação, exames, planejamento, custos… tudo!

Eu vou postar as etapas do processo – que ainda está em andamento – já que estamos levando dois animais de espécies diferentes. Antes de começar, quero pedir duas coisas para vocês: quero que vocês considerem esse post como válido só quando pisarmos em Berlin com nossos peludos. Até lá, os nossos planos podem mudar. A 2ª coisa é que vocês rezem e torçam junto com a gente para que nossos planos não mudem! rs. Dá um trabalhão pensar em tudo, correr atrás das informações e é muito ruim lidar com o medo de que algo dê errado.

Eu decidi começar com as informações do Wisky, nosso cãozinho, pois é o processo mais trabalhoso. As informações sobre o transporte do Alvin ainda estão meio cruas, por isso vou tratar em outro post, quando tudo estiver alinhadinho.

O trampo para se levar um cachorro (as orientações básicas também servem para gatos) para outro país é muito grande. Todos os trâmites que envolvem a documentação e a liberação para embarque do animal devem começar no mínimo 4 meses antes de viagem. No nosso caso, a coisa estava tão iluminada por Deus que todas as datas coincidiram com o planejamento geral da mudança.

Para que o Wisky possa viajar com a gente, foi necessário providenciar todos os exames e documentos exigidos para emissão do CZI. O Certificado Zoossanitário Internacional é o documento que atesta que o bichinho tem todas as condições sanitárias exigidas para o trânsito internacional até o país de destino.

O que é preciso pra conseguir o CZI: aplicar um microchip subcutâneo no animal, vaciná-lo contra raiva, coletar uma amostra de sangue dele para processamento de uma sorologia, no laboratório autorizado pela UE, exame que comprovará que ele não possui raiva, agendamento com o Vigiagro no GRU e demais providencias pro embarque.

1. Microchipagem: O microchip é um micro-circuito eletrônico, de tamanho aproximado a um grão de arroz, implantado sob a pele. O microchip para animais contém um código exclusivo e inalterável que transmite informações específicas sobre ele, que serão checadas no embarque e na chegada ao país de destino. (Mais informações sobre o processo aqui)

Mais ou menos 5 meses antes da data prevista para o embarque, você deve microchipar o seu cão. Depois disso, você deve vaciná-lo contra raiva em uma clínica particular. Comprovantes de vacinação realizada em mutirões da prefeitura, por exemplo, não são aceitos. Ah, é obrigatória a aplicação do microchip antes da vacina, ok?

Nós fizemos a aplicação do Microchip dele no Instituto Veterinário de Imagem e o custo foi de 150 reais. Basta agendar o horário e levar o animalzinho. O processo é rápido e indolor, pode ficar tranquilo!

2. Vacinação e coleta de sangue: 30 dias após a aplicação da vacina anti rábica – é preciso esperar esse tempo para que o bichinho produza os anticorpos acionados pela vacinação –  nós levamos o Wisky para coletar a amostra de sangue no mesmo local onde aplicamos o microchip.

Quando contei o motivo do agendamento da coleta, a equipe do IVI já sabia todos os procedimentos necessários e ficaram responsáveis pelo envio da amostra para o Laboratório de Zoonoses e Doenças Transmitidas por Vetores, único laboratório responsável e reconhecido pela UE para processamento desse exame no nosso país.

Esse exame solicita o Laudo da Sorologia Anti-Rábica e o número de anticorpos que seu pet precisa ter é de no mínimo, 0,5 UI/ml. Esse resultado assegura que ele não possui raiva.

  • Data da vacinação anti rábica do Wisky: 11/07/2015 na clínica da Dra. Satie Kano. Informações que devem ser preenchidas na carteirinha de vacina do seu animal para emissão do CZI: selo desta última vacina constando fabricante, lote e data de fabricação, data da vacina, validade, o carimbo e a assinatura do seu veterinário. Custo: 80 reais.
  • Data da coleta do sangue para sorologia dele: 13/08/2015. O processo me assustou um pouco no começo, pois eles coletam da jugular (veia do pescoço). É um processo indolor e confortável para o animal e o sangue coletado é de melhor qualidade para a análise. Wisky não esboçou nenhuma reação, ficou quietinho e foi bem rápido. Mais informações sobre como é a coleta de sangue nesse link. Custo: 298 reais.

3. Processamento e resultado da sorologia: O resultado da sorologia do Wisky chegou no dia 10 de setembro, pouco menos de um mês após a entrada na amostra no laboratório. Como ele é um cãozinho jovem e saudável, e as suas vacinas estão super em dia, não tivemos problemas! O resultado deu 5,40 Ul/mL, bem mais que o mínimo exigido.

4. Entrada com o pedido de CZI: É preciso esperar 90 dias contados a partir da data da coleta do sangue – ou seja, até o dia 10 de novembro – para entrarmos em contato com o VIGIAGRO do Aeroporto de Guarulhos (telefone: (11) 2445-3683) e pedirmos uma orientação sobre os próximos passos.

Seguindo o que foi feito pela Debbie e pelo Felipe, nós teremos que agendar por telefone um horário com ele no máximo, 10 dias antes do nosso embarque. Como nós ainda não temos essa data, precisamos ficar muito atentos. A ideia é viajarmos para Berlin na primeira semana de janeiro, portanto, precisamos salientar possíveis folgas e emendas do pessoal que trabalha nesse departamento. Também é necessário solicitar um modelo de Atestado de Saúde, seguindo as exigências da Alemanha.

5. Encontro com a Vigiagro e Atestado de Saúde: 

No dia marcado no contato por telefone, será necessário levar um Atestado de Saúde Veterinário emitido em até 72 horas antes do seu horário na Vigiagro. Logo, teremos que marcar uma consulta com a Dra. Satie assim que souber a data do agendamento. Esse atestado tem validade de somente 3 dias corridos (72 horas) até a emissão do CZI. Se a gente passar desse período, nosso documento será invalidado.

O Atestado de Saúde deverá ser datado, assinado e carimbado com o nome do Médico Veterinário particular e respectivo número de registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária. Esse documento deverá conter a identificação completa do animal: nome, espécie, sexo, raça, data de nascimento, idade, número de identificação do microchip ou tatuagem, quando exigidos, cor, tipo de pelagem, data de nascimento, além do nome completo, endereço, telefone para contato e documento de identificação do proprietário do animal (documento de identidade ou passaporte).

No Atestado de Saúde o Médico Veterinário responsável deverá declarar que “o(s) animal(ais) identificados foi(ram) POR MIM examinado(s) estando clinicamente sadio(s), não apresentando sinais de doenças infecto contagiosas e parasitárias à inspeção clínica e apto(s) para o transporte, na data da emissão deste documento”. Esta informação deverá constar de todos os atestados de saúde expedidos como subsídio à emissão do CZI.  Alguns países possuem exigências específicas que precisam ser declarados (o dono precisa checar isso).

Próximos passos: Na semana que vem, farei esse primeiro contato com o Vigiagro, vou bater essas datas com ele e marcar o dia para emissão do CZI. Até lá, o Will já saberá a data da nossa viagem para Berlin. Em paralelo, vou procurar a melhor caixa de transporte para ele e fazer de tudo para que ele possa ir comigo na cabine. A ideia de despachá-lo e ficar longe dele pelas 12 horas do vôo me apavora! Também vou continuar na batalha para entender o que é necessário para levarmos o Alvin.

Quando esses três pontos estiverem concluídos – Emissão do CZI, Viagem do Wisky e Trâmites do Alvin – eu faço posts novos e detalhados.

Conto com a torcida de vocês para que tudo dê certo! Se souberem de alguma informação que possa me ajudar, ou se tiverem alguma dúvida, é só comentar! 🙂

Beijos <3

 

 

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Diário do Wisky: 3 dias em Praga! A primeira viagem de trem, os rolês petfriendly pela cidade e os prós e contras de viajar com seu pet

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Oi, CÃObadinha linda!

Ando meio sumido do Blog da mamãe, não é mesmo? É que nos últimos dias nós recebemos um pessoal da nossa família aqui em casa, e como eu estava bem ocupado roubando meia de todo mundo interagindo com todos, e curtindo várias coisas bacanas com eles, acabei dando uma sumida até mesmo do meu Instagram.

Mas mesmo com tudo meio corrido, mamãe e eu demos um jeito de contar pra vocês como foram esses últimos dias, mas principalmente, os que foram mais legais pra nós: os três dias que passamos em Praga! Essa cidade é a capital da República Tcheca e é conhecida por ser um dos mais bonitos antigos centros urbanos aqui na Europa.

A gente não sabia que esse lugar era tão incrível, galerinha! E temos que admitir que não pesquisamos tanto assim antes de fechar essa viagem. Escolhemos a cidade por ser bem próximo aqui de Berlin (4h de distância), e também pelo bom custo benefício de tudo. Mas foi um dos lugares mais bonitos em que eu já estive, e eu não vejo a hora de poder voltar lá para explorar ainda mais a cidade!

Wisky na Ponte Carlos (Charles Bridge/Karlův most))
Wisky na Ponte Carlos (Charles Bridge/Karlův most))
  • A viagem de trem, documentação exigida e hospedagem Petfriendly

Nós pegamos um trem na estação Hauptbahnhof. A DB, companhia responsável pelos trens que fazem esse trajeto Berlin-Praga, informa nesse link que é permitido levar animais durante a viagem. O transporte de animais de porte pequeno, como eu, é gratuito, e o pet deve viajar em bolsas especiais, que também já tenho. Se o cachorro é grandão, e precisa ser levado na coleira, o dono precisa adquirir a passagem dele, que geralmente tem o custo de uma passagem infantil.

Se você está pensando em levar o seu cachorrinho com você para algum outro lugar aqui na Europa, é importante que você cheque se a companhia responsável pelo trajeto também aceita animais, como é o caso da DB. Além disso, certifique-se se há não restrições ou recomendações para a caixa de transporte, exigência de fucinheira, ou se a viagem com pets deve ser feita obrigatoriamente no período noturno, como chegamos a pesquisar.

Como eu sou um cara viajado – hehehe – já tenho a bolsinha em que eu viajo de avião, e meus pais me colocaram no assoalho do trem, bem pertinho deles. Nós ocupamos uma cabine inteira do trem, que acabou sendo muito bacana, pois eu pude ficar bem à vontade com a família, sem precisar ficar o tempo todo dentro da bolsa, como é quando viajo de avião.

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Família viajando! E eu tava ali dentro da bolsinha!

Em alguns momentos da viagem, os tiozinhos do trem passam para checar as passagens – isso por conta das paradas que o trem faz e, consequentemente, a entrada de novos passageirosmas em nenhum desses momentos foi pedido meu Petpassaport. Só porque eu estava me achando super chique por poder apresentá-lo pela primeira vez… Hahaha mas na realidade, a gente já percebeu que por aqui o pessoal não liga muito pra cachorro não.

Ah, e por falar em documento, para viajar pelos países que fazem parte da UE, o pet precisa ter um Petpassport, como eu já contei pra vocês aqui nesse post. Por via das dúvidas, mamãe levou minha documentação todinha: carteirinha de vacina, sorologia e comprovante do microchip.

Vale deixar claro que cada país tem suas exigências em relação a entrada e saída de animais, aumiguinhos. É muuuuito importante que vocês pesquisem o que é preciso providenciar para poder viajar com seu cachorrinho. Nesse link aqui você pode acompanhar todos os posts que eu e a mamãe fizemos sobre esse assunto aqui no Blog, contando a nossa mudança do Brasil pra Berlin, a viagem de férias no Brasil e muito mais!

Partiu, Praga!
Partiu, Praga!
  • A hospedagem, os passeios e a rotina do cão durante a viagem

Sobre a hospedagem, o apartamento que alugamos pelo Airbnb aceitava cachorros! Bastou selecionar a opção “permitido animais” no filtro da pesquisa e escolher a melhor opções. Nós ficamos nesse apê aqui, que além de seraconchegante e muito bem decorado, fica pertinho do centro de Praga.

Assim que chegamos na cidade, o pessoal parou pra almoçar em uma lanchonete que me deixou entrar. Fiquei lá secando o Kebab que a mamãe pediu, enquanto ela só me dava uns grãozinhos de ração. Ah, e por falar em comida,mamãe levou comidinhas industrializadas para esses 3 dias. Eu sigo alimentação natural e caseira quando estou dentro da minha rotina normal, mas como passamos muito tempo fora do apê, foi mais prático para a mamãe fazer desse jeito.

Eu aceitei super bem, porque não dou trabalho nenhum para comer. Depois disso, fomos para o apê alugado, brinquei um pouco e reconheci todo lugar. Mamãe me explicou onde ia ficar meu tapetinho, caso eu quisesse fazer xixi ou cocô, pra eu não me confundir. Depois colocou a minha água e meu potinho de comida na cozinha. Eu entendi tudo direitinho, não fiz xixi errado e não dei trabalho.

Na primeira noite eu acabei ficando sozinho 🙁 porque estava chovendo muito e fazendo frio. Nessa hora todo mundo ficou triste, e eu com um pouco de medo, mas eles não demoraram muito dessa vez.

No dia seguinte eu fui junto com todo mundo e conheci todos os pontos turístico da cidade com eles! As únicas coisas que eu não pude fazer foram entrar na Catedral Gótica de São Vito, nos museus de cera e na Chocolateria de lá. Mas como os principais passeios e pontos para conhecer em Praga são visitações externas e apreciação de monumentos, eu aproveitei bastante!

Querendo provar o trdelník que a mamãe tava comendo!
Querendo provar o trdelník que a mamãe tava comendo!
Papai e eu, felizes turistando! <3
Papai e eu, felizes turistando! <3
Passeando depois do almoço no Alforno Focacceria Italiana, restaurante Petfriendly! <3
Passeando depois do almoço no Alforno Focacceria Italiana, restaurante Petfriendly! <3
Descansando depois de um dia de passeio!
Descansando depois de um dia de passeio!

 

Prós:

  • É muito bacana ter seu bichinho com você em momentos felizes assim! Além da gente ficar curioso, cheirando cada cantinho e fazendo novos amigos, mamãe se divertiu tirando várias fotos minhas!
  • Animais aproximam e encantam as pessoas! Muita gente tirava foto minha e fazia várias perguntas pros meus pais sobre mim… Até porque, não é todo dia que a gente vê um shih tzu ruivinho vestido de sapo, andando pelas ruas de Praga, não é mesmo?
  • Meus papais não ficam tristes nem preocupados por me deixarem na casa de alguém. Mesmo que sejam pessoas bacanas e de confiança, sempre bate uma saudadinha nos nossos corações, não é?
Família! <3
Família! <3

 

Contras

  • Os pets não são aceitos em todos lugares, então, quase sempre meus pais tinham que revesar para entrar em algumas lojas, ou mesmo conhecer alguma atração, e isso é meio chato pois eles não fazem as coisas juntos, né.
  • Algumas situações são estressantes para o animalzinho, como por exemplo, quando começou a chover e eu me molhei um pouquinho, mesmo dentro da bolsinha que compraram pra mim.
  • Meus pais ficaram preocupados comigo, pois eu tremi de frio em alguns momentos, não quis comer durante todo passeio, e também bebi pouca água. Era muita novidade né, pessoal? Eu estava agitado e curioso.
E na hora do chuva, como faz? hahaha
E na hora do chuva, como faz? hahaha

 

Bom, para resumir… A programação de uma viagem com um pet é bem diferente, e deve sempre priorizar o bem estar e a segurança dele. Se o lugar for tranquilo, e o corações dos donos, cheio de amor, viajar com seu animalzinho é muito bacana!

Lambeijinhos para todos!

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ENCARANDO O MEDO DE VIAJAR SOZINHA

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Olá, gente independente e corajosa!

Como a maioria já sabe, faltam 10 dias para minha viagem pro Brasil. Foram quase 6 meses vivendo aqui na Alemanha, descobrindo uma nova cultura, uma nova rotina e novos sentimentos. Entre eles, uma sensação que tem me tirado a paz nos últimos dias: o medo de viajar sozinha.

Pra ser sincera, eu tenho medo de muita coisa: de me perder, de lidar com imprevistos, de presenciar algum crime, e até mesmo morrer. Fora que eu sou uma pessoa completamente desorientada. Eu poderia redigir linhas e linhas de situações que já vivi, mas basta que vocês leiam esse post do Buzzfeed, que vão entender exatamente quem sou eu na fila do pão. Leu? Então volta pra cá.

Mesmo morando numa cidade incrível como Berlin, cheia de atrações e coisas bacanas para fazer, eu fui tomar coragem para sair sozinha aqui um dia desses, meses depois da minha chegada. E olha que eu fui até a casa de uma amiga, morrendo de medo, e deu a maior zica na hora de comprar o bilhete. Porque né, sou eu. Tinha que ter emoção.

A droga da máquina de ticket do Tram tava de chico e resolveu não aceitar as minhas moedas, e tive que pedir ajuda pra um casal de alemães. Acabei falando meu inglês tabajara, e sei lá como, consegui fazer com que eles me entendessem. O rapaz até pagou o meu bilhete em nota, e a moça segurou meu cachorrinho, enquanto eu explicava para ele qual bilhete deveria comprar. Porra, eu deveria estar mesmo em pânico para dar a coleira do Wisky pra outra pessoa segurar. Eu morro de medo que roubem ele de mim.

Devolvi o dinheiro do moço, agradeci imensamente, e consegui cheguei até o local. Viram só? Uma coisa tão simples, tão besta, corriqueira, que acontece com qualquer um… Pra mim vira o fim do mundo por conta desse medo.

Tenho uma profunda admiração por essas pessoas que viajam para outras países sozinhas, que se viram, se jogam na vida, sem medo do que pode dar errado. Acho que eu jamais teria mudado de país, se não fosse pelo meu marido. Nem de cidade, nem de bairro. Aliás, eu já me perdi no meu antigo bairro também.

Em todos os momentos da minha vida, sempre tive alguém do meu lado para me ajudar as fazer as coisas. De certa forma, nunca tive que enfrentar isso que eu sinto, pois me apoiava nas pessoas que estavam sempre ali pra me ajudar. Toda minha família sempre foi muito atenciosa comigo, o que é muito bacana, mas acho que pecaram pelo excesso em me proteger demais do mundo.

Você pode me chamar de mimada, frescurenta e tantas outras coisas. Sei que pra quem tá na internet é muito mais fácil criticar a pessoa que se expõe, mas eu sinceramente não ligo. Acho que é bacana refletirmos sobre nossos defeitos, erros e limitações. Mais bacana ainda é decidir compartilhar isso, com o intuito de buscar e proporcionar ajuda. Muito mais interessante do que simplesmente ofender, sem nada a acrescentar.

Sei que não sou a única pessoa que tem esse tipo de barreira. Muita gente deixa de tomar decisões importantes na vida, ou deixam de conhecer lugares lindos, por puro medo de viajar ou estar sozinha. O medo e a insegurança, de uma maneira geral, impede muita gente de correr atrás de seus sonhos

Mesmo de malas prontas pro Brasil, vira e mexe, sinto um aperto no coração, uma ansiedade, uma dor de barriga. Para tentar resolver isso, hoje de manhã, listei todos esses sentimentos ruins – porque eu faço listas, sou assim – e depois, fiz uma espécie de auto feedback sobre cada um deles.

  • Medo de ficar perdida tentando encontrar o portão de embarque – É tudo muito visual, lógico e intuitivo lá na hora. Mas se eu me perder, basta eu perguntar para qualquer profissional/atendente. Se eu não conseguir falar, basta mostrar as passagens que vai dar certo.
  • Medo de demorar para achar minha poltrona e tumultuar o restante de passageiros – Se eu demorar, paciência. Basta pedir desculpa para as pessoas e exibir o Wisky. Ele sempre derrete o coração das pessoas e vai dar certo.
  • Medo de travar o inglês e não conseguir responder às perguntas feitas pela imigração – Meu inglês sempre funciona em momentos de pressão. Já constatei isso. Vou conseguir responder e vai dar certo.
  • Medo de pagar mico em qualquer momento e levar bronca desses alemães carrancudos de aeroporto – Pagar mico é algo que já faz parte da minha vida. Se eu levar bronca, basta me desculpar e sorrir. A maioria das pessoas sempre amolecem quando sou educada e doce. Vai dar certo.
  • Medo de que o Wisky engorde nos 45min do 2º tempo e não consiga embarcar comigo – Ele já atingiu o peso ideal para viajar (contei para vocês nesse post) e eu tô seguindo a dieta dele direitinho. Na semana que vem, é só fazer aquele esquema de dar mais legumes do que proteínas, e pronto. Vai dar certo.
  • Medo de que algo dê errado com a documentação do Wisky, e eu não consiga viajar come ele – Eu já revisei esse passo a passo umas mil vezes (já está tudo separado e tagueado) e tirei todas as dúvidas possíveis com todos os responsáveis. Basta pegar o CZI dele na semana que vem e pronto. Vai dar certo.
  • Medo puro e simples de não estar ao lado de ninguém conhecido – Eu vou estar com o Wisky o tempo todo! Com ele eu nunca estou só. Vai dar certo.

Eu sempre digo que quando a gente escreve um sentimento fica mais fácil lidar com ele. Parece que ele se concretiza e você sabe direitinho o que fazer, a partir de então. Esse lance de listar as coisas dá super certo. Pode parecer  Natalhice coisa de gente neurótica, mas é muito mais fácil tomar decisões quando tudo está claro dessa forma. Se não na nossa cabeça, pelo menos, em uma folha de papel, né?.

(isso me fez lembrar Miranda!)

Sei que a ansiedade não vai passar até o momento em que chegarmos em Guarulhos, e sei também que vai doer me despedir do Will. Ele sempre me acalma quando fico nervosa, e me explica tudo que não consigo entender, por conta disso. Vou ficar mais de um mês longe do meu melhor amigo. Há tanto tempo faço as coisas com ele, que bate um vazio por estar sozinha de novo. Mas acho que isso é até saudável para mim.

Todas as experiências que tenho vivido, mesmo que no meu tempo, estão me ajudando muito a crescer. Desde enfrentar e refletir sobre meus medos bobos, até realmente enxergar o quão maravilhosas são todas as oportunidades que a vida tem me dado. Tudo tem valido muito a pena!

Ah, e o mais importante nesse momento, é que também sei que maior do que qualquer sentimento ruim é a saudade da minha família no Brasil!

Tô chegando, BRASEEEL!

Beijos

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