6 coisas que você aprende quando sai de casa

caminhando

Sair da casa dos pais é um experiência transformadora. Até o mais independente dos filhos consegue perceber que essa decisão muda a forma com que a pessoa enxerga a vida de uma vez por todas. Seja pra se casar, pra morar sozinho ou fazer um intercâmbio, todo mundo sofre um pouco com o rompimento do convívio diário com a família. Embora a saudade seja grande, veja 6 pontos positivos que a gente descobre quando resolve bater as asinhas:

1. Você tem todas as manias e defeitos que seus pais dizem que você tem

No primeiro mês de casada, meu marido já reclamava das mesmas coisas que meus pais reclamaram a vida toda: do mesmo jeito de jogar a bolsa em qualquer canto, da mania chata de esquecer de guardar a garrafa de refrigerante na geladeira, o dom de quebrar qualquer coisa de vidro que toco e de perder as chaves praticamente toda semana. A verdade dói, minha gente, mas dar-se conta disso pode ser uma ótima oportunidade para mudar pra melhor.

2. Responsabilidades domésticas dão mais trabalho do que você imagina

Logo nas primeiras semanas, o mais novo ser independente percebe que as roupas não se lavam sozinhas. Nem a louça, nem as pias, nem as janelas. E percebe que uma comida saborosa e saudável exige certo tempo na cozinha. Nota também que, para não passar vergonha com uma visita surpresa, o melhor mesmo é manter um rotina mais organizada. Só que todos esses compromissos, somados ao final de uma longa jornada de trabalho, mais duas provas para estudar ou trabalho para entregar, resultam em uma responsabilidade muito grande. Daí você aprende a valorizar mais a dedicação e competência da sua mãe.

3. Você começa a trazer todos os seus sonhos para a realidade

Um sonho: ter cinco cachorros. A realidade: um apartamento de 55m². Quando eu morava com meus pais, enchia o saco deles para trazermos mais cachorrinhos para casa. De fato, eu sabia que a minha mãe colocaria a comida, agendaria os banhos e os educaria durante todo o dia. Meu pai, é claro, também arcaria com todas as despesas, enquanto eu ficaria com a responsabilidade de brincar com eles assim que chegasse do trabalho. Quando você assume as rédeas da própria vida, transfere as suas expectativas para a caixinha do “é possível”, coloca os pés no chão e dispensa aquilo que nunca vai rolar. Ps: ainda não deixei de lado a possibilidade de ter, pelo menos, dois peludos ♥

4. Conviver com as pessoas que não são da sua família é complicado

Mesmo que o seu irmão seja uma pessoa curiosamente irritante, ele é da sua família. Você passa a vida inteira criando formas de se defender e de fugir da chatice dele, ou simplesmente dá uns tapas e pronto, vocês se resolvem. O seu pai pode ser uma pessoa cheia de manias e rituais matinais, mas você atura aquilo até com certo bom humor. Mas quando você passa a dividir o território com uma pessoa diferente, com seus próprios hábitos e conceitos, é bem difícil viver com 100% de harmonia. Mesmo com muitas diferenças, você e sua família construíram um padrão de convivência exclusivo de vocês. Pense que a outra pessoa também fez o mesmo, e já é possível prever o tamanho do desafio.

5. A sensação de ter a sua própria casa é maravilhosa

Não tem muito o que explicar. Só sei que o chegar em casa ganha um significado muito maior quando ela é sua. Suas regras, seu jeito, sua cara, sua decoração, suas coisas espalhadas, seu ritmo ♥

6. Receber as pessoas em casa é muito legal

Sabe aquela pessoa chata, que fazia você fingir que tava dormindo, quando chegava na casa dos seus pais? Pois é. Até ela você vai gostar de receber na sua casa! O orgulho de poder acolher as pessoas, oferecer um café ou apenas pedir uma pizza, não tem preço.

 

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