5 motivos para repensar a maternidade nos dias de hoje

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Eu achava que era clichê, mas depois que a gente casa, parece que é automático: as pessoas começam a lhe perguntar sobre quando virão os filhos. Teve gente me perguntando se já encomendamos nosso primogênito na lua de mel mesmo. Quanto indelicadeza né, gente? Fora que qualquer mal estar ou dor de cabeça que tenho, já vira indício para as pessoas perguntarem se tô grávida.

Confesso que desde a infância sonho em ser mãe. Já tenho os nomes escolhidos, ideias para os quartos, até a roupinha do batizado eu já escolhi. Mas quando eu me casei, a coisa mudou de figura. É tanta responsabilidade, tantas coisas para pesar e pra considerar que, sinceramente, não tem como encaixar um bebê em nossas vidas tão cedo.

Foi então que eu comecei a observar os desafios que as mães de hoje em dia encaram e percebi o quanto elas são guerreiras! Nunca deve ter sido fácil criar filhos, eu imagino, mas as atuais mães encaram perigos, adversidades e contradições que as nossas mães se quer imaginaram. E foi pensando nisso que eu resolvi escrever um post diferente, listando as minhas percepções sobre o assunto e concluindo que ser mãe não é brincadeira. Foi-se o tempo em que a gente decidia ser mãe assim, do nada, ou só porque o casamento tá chato, ou porque o relógio biológico tá pedindo um bebê. Ser mãe não é mais algo que tem que ser decidido apenas por seguir o instinto.

Deixo claro que eu sempre escrevo pra gente normal, viu? Gente que trabalha para se sustentar, pra ganhar a vida, para sobreviver. Porque pra rico é muito fácil colocar filho no mundo, pois tem babá pra trocar fralda, enfermeira disponível, e por aí vai.

Vamos à listinha?

1. O seu lado “mãe” não vai estar sempre em primeiro lugar

Outros fatores, como a carreira profissional, principalmente, falarão muito alto na vida da mulher. É cada vez mais raro encontrar mulheres que optam por ficar em casa, dedicando-se somente à família. Está cada vez mais difícil para os homens segurarem as despesas sozinhos, e a nossa geração de mães (de 20 a 40 anos, generalizando bem) foi criada desde sempre para ter uma profissão. Imagina você dispersar anos de formação acadêmia, horas e horas de conquistas e evolução no mercado de trabalho, para abdicar de tudo assim? Sei não, viu. Vale repensar.

2. Você e seu marido já curtiram o suficiente?

Nos últimos tempos tem acontecido algo incrivelmente lindo: as pessoas tem se casado por amor. Ou pelo menos, podem se casar por esse motivo. E justamente por se amar muito é que o casal deseja realizar milhares de coisas juntos, coisas que vão desde juntar uma grana ou até mesmo investi-la, fazer todas as viagens dos sonhos, conhecer lugares especiais… E a gente sabe que nem sempre dá pra encaixar um bebê aí nesses programas e principalmente, nesse orçamento. Vale a pena sacrificar o bem estar do casal agora?

3. Você provavelmente deseja muito mais

Academia versus escola particular. Meu tão sonhado curso de francês versus as aulas de natação. Aquela cervejinha com os (as) amigos (as) no fim de semana versus a estrei de Rio 2 no cinema. A nossa tão sonhada viagem para Londres versus uma semana inteira na Disney. Pode soar egoísta (na verdade é mesmo), mas eu gosto de dizer que isso é a mais pura realidade. Se hoje nós podemos colocar o bem estar do casal (que é quem realmente vai ficar junto para sempre) em primeiro lugar, pra que ter pressa de colocar um pentelho na frente de tudo?

4. Você não vai mais conseguir criar o seu filho sozinha

Como eu disse lá em cima, são raros os casos das mães que podem ficar em casa, cuidando de seus filhos. Se você precisa trabalhar, provavelmente vai ter que deixá-lo na escolinha por um período integral. E dá-lhe grana para investir e força no coração pra deixar o carrinho do bebê lá, né? Se você não tiver condições de pagar uma boa escolinha nem tiver a sorte de achar uma pública de confiança, vai ter que contar com o apoio das avós. O que eu acho uma crueldade para todos os lados. É ruim pra você que vai ser obrigada a ver o seu filho se apegando cada vez mais a sua mãe, e não a você. Ruim para a avó que já fez a missão dela e que deveria estar curtindo a vida, finalmente, em paz. Ruim para criança que cresce mimada, como a gente vê tantas por aí. O desafio é grande, mas se você quer dizer sim pro barrigão, vai ter que se acostumar com isso.

5. Você vai perder muita coisa da vida do seu filho

Enquanto ele dorme no berço, cansado depois de um longo dia, você vai ficar sabendo através agendinha da professora que hoje foi o dia em que ele deu os primeiros passos. Vai ficar sabendo que ele gaguejou as primeiras palavras e aprendeu a atirar brinquedos para cima e morre de rir quando isso acontece. Ele vai ser condicionado a aprender que, quando chora, não recebe bronca, mas sim um tablet que irá distraí-lo enquanto os pais ocupados fazem qualquer outra coisa. No futuro, essa criança, provavelmente, vai pesquisar as coisas no Google ao invés de te perguntar as coisas.

Você, futura mamãe-de-classe-média, segura essa bucha? Olha, tô dispensando.

Exagerei? Não sei, mas por enquanto, todas essas crenças me fazem apoiar o projeto #MãeSóEm2020

Quero saber qual a opinião de vocês!

Beijos!

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