CORTO OU NÃO CORTO O CABELO? – onde buscar inspiração, como criar coragem e se adaptar ao novo visual

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Tá aí uma coisa que eu nunca pensei que teria de novo: CABELO CURTO.

E quando falo “de novo” é porque, na infância, eu tinha aquele famoso corte Joãozinho, que fez um mega sucesso nos anos 90, sabe? Não que eu fosse dessas de querer estar na moda – até hoje eu não sou – mas sempre tive um cabelo cacheado e super volumoso, que dava um trabalhão pra minha mãe. E olha, gente, vamo combinar que mãe nordestina é o tipo que a gente não quer tirar do sério, não é mesmo?

Eu também nunca fui “feminina e vaidosa”, nem gostava de pink, lacinhos e frescurinhas. Minha pegada era assistir Pokémon, brincar de Lego e bater tazzo. Eu também não tenho nenhuma lembrança de me incomodar com o tal cabelo curtinho, não me achava “menos menina” por isso.

ATÉ ENTRAR PRA ESCOLINHA  e começar a me sentir meio deslocada. Engraçado como hoje esses conceitos estão mudando – O QUE É MARA! – mas a minha geração foi muito afetada por esses rótulos.

Eu era uma criança mimada pra caralho muito tímida, então logo no comecinho, eu achei que os meninos era bem mais receptivos e menos implicantes do que as meninas. Mas as professoras, pra coordenar as brincadeiras, sempre dividiam os grupos, eu ficava meio desapontada.

E foi só questão de tempo pras meninas perceberem, e usarem meu cabelo pra fazer isso que, hoje, é considerado Bullying. Foi aí que eu me dei conta de que pra ser aceita no grupinho, eu teria que me parecer com as outras meninas. Então eu falei pra minha mãe que queria deixar o cabelo crescer e até pedi pra entrar pro balé.

É claro que o balé não deu certo pra rainha da meiguice aqui. Tretei com as meninas na primeira aula e cabulei a segunda pra brincar de recorte-e-cole com os meninos. Levei uma puta bronca da professora e nunca mais voltei a frequentar as aulas. Porém o cabelo, com muito custo, deixei crescer.

O mais foda é que eu sabia que o cabelo curto era melhor pra mim. Era muito mais prático e eu não tinha que ficar arrumando e prendendo o tempo todo. Eu nunca gostei de ter-que-domar o meu cabelo, e também não tô querendo dizer que isso tem que ser feito. Vamos esclarecer que NAQUELA ÉPOCA, cabelo cacheado e com volume era considerado “armado”, “rebelde”. Eu também sabia que o cabelo longo era trabalhoso pra minha mãe, até porque eu chorava pra caramba (pentear cabelo cacheado DÓI, sabia?), e no final, a gente brigava.

Mas eu tinha que ser aceita, eu precisava me encaixar. Cabelo curto não era cabelo de menina. Era cabelo JOÃOZINHO, e não Mariazinha.

CARA, TUDO FICOU TÃO CLARO PRA MIM AGORA.

Eu era só uma criança e a pressão do mundo feminino já afetava minha vida, minha auto estima e as minhas escolhas. Vocês tem noção disso, galera? Eu sempre soube que o cabelo curto era a melhor opção pra mim, mas por conta de uma pressão externa, e por buscar a aceitação de sei-lá-quem, eu anulava a meu desejo.

Quanta vezes, ao longo da vida, nós mulheres fazemos isso, né? Quantas vezes a gente deixa de pensar no nosso próprio conforto, e no que a gente realmente quer, por considerar o que a sociedade vai pensar? Porra, isso é papo pra muito post… Mas hoje eu prometi que ia só falar de cabelo mesmo.

Já contei pra vocês nesse post aqui no Blog que fiz umas maluquices com o meu: sou originalmente morena, mas já arrisquei diversos tons de loiro e hoje, tô ruiva (e amando!<3). Há alguns meses eu venho namorando cabelos mais curtos lá Pinterest, e prestando mais atenção na mulherada que adere esse tipo de corte.

Eu cheguei a arriscar um corte médio por uns meses (contei pra vocês aqui), na pegada do long bob que tá super em alta, mas no fundo, eu ficava era rezando pra ele crescer. Desde que me mudei pra Berlin, e comecei a pintar o cabelo sozinha, e tenho mais tempo pra cuidar em mim e no meu visual, que eu fico remoendo  TUUUDO isso que escrevi ali em cima, e pensando:

Porque eu não consigo arriscar um corte mais ousado mas não tenho medo de mexer na cor? Por que eu não tive receio algum de escurecer totalmente um cabelo que tava loiríssimo uma semana antes do meu casamento #migasualocanaofazisso mas fecho os olhos cada vez que vou aparar as pontinhas?

Talvez seja um leve sopro do medo que tive um dia de não ser aceita. Ou pior, de não me aceitar do jeito que quero ser. As vezes a gente demora mais tempo do que imagina pra superar essas paradas da infância.

Após meses de pesquisa, eu finalmente ouvi o conselho da minha mãe:

Filha, seu cabelo é muito bonito e bem cuidado, mas você vive com ele preso, no coque ou no rabo de cavalo, não tem pegada de cabelo longo. Te dá dor de cabeça, dor no couro cabeludo, com o tempo você vai ficar careca… (OKAY MÃE JÁ ENTENDI).

A real é que o povo pode descordar como quiser. Mãe sempre sabe o que é melhor pra gente. E se eu nunca me arrependi ou dei cabeçada na vida, quando ouvi os bons conselhos dela, tava na hora de fazer isso mais uma vez.

FUI LÁ E CORTEI.

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Antes
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Depois

 

Ps: Sim, tem diferença de cor também, gente. Eu testei um produto da Lola Cosmetics quando cortei, e ele clareou um pouco meu ruivo. Mas isso eu conto pra vocês em outro post, ok? 

Confesso que, quando me olhei no espelho, não me reconheci logo de cara não. Minha reação foi bem diferente de quando pintei de ruivo e pensei: Meu Deus, porque o Senhor já não me fez ruiva de nascença? 

Eu ainda estou me adaptando, testando novas formas de arrumá-lo e tudo mais. Mas você, caro leitor, deve estar bem puto comigo agora, porque caiu nesse post aí nas suas pesquisas, buscando esclarecer a dúvida e encontrar as dicas lá do título do post.

DESCULPA, gente.

Eu sei que preciso treinar e escrever menos, mas eu quis dividir tudo isso com vocês porque as nossas decisões de mudança (ou permanência), quando relacionadas ao visual, precisam ser analisadas. Muitos dos problemas que temos com nosso biotipo, pele e cabelo, por exemplo, quase sempre são reflexos da pressão que a gente sofre pra ser aceita, como eu disse lá no comecinho.

As vezes a gente precisa MUDAR, seja pra se sentir melhor ou até mesmo por saúde. Mas também precisamos entender quando se aceitar é bem melhor do que buscar atingir um padrão… Que quase sempre não existe.

AGORA SIM… VAMOS ÀS DICAS!

Pra decidir se você deve ou não cortar o cabelo, e criar coragem, é importante que você:

  • Pesquise muitas referências, considere qual é o seu tipo de cabelo e pense em qual desses exemplos ele ficaria melhor. Separe os que vocês gosta mais e deixa essas imagens salvas no seu celular. Você pode criar um álbum no Pinterest com os cabelos que mais gostar, assim como eu criei.
  • Pensa que cabelo cresce igual capim, amiga. Sabe o buço, a axila e a virilha? Então! – a não ser que você tenha problema de crescimento né, aí tem que buscar um dermato, sei lá – e se você não curtir o resultado, logo seu cabelão tá de volta. Tem esse vídeo aqui da Mari, com esse cabelão lindo e rapunzel, falando sobre como fazer o cabelo crescer. MENTALIZA COISA BOA E NÃO DESESPERA.
  • Fique na sua zona de conforto, enquanto não cria coragem o suficiente. Ter paciência e respeitar seu próprio tempo é super sábio. Mas tenta arriscar um long bob médiozinho, depois um repicado mais ousado, aprende a usar a franja. E continua pesquisando, NÃO DESISTE.
  • Pesquise quais são os possíveis penteados e dicas para manter o cabelo novo, pra você estar preparada e não ser pega no susto, quando chegar em casa e se deparar com ele pela primeira vez.
  • Busque um bom profissional. Sério, gente… Nem todo cabeleireiro tem mão pra tesoura. Já vi casos de pessoas que se ferrarem por causa disso. Cortes mais curtos e ousados exigem que o profissional seja muito experiente!

Eu só faço meu cabelo com a minha cunhada Rô, porque além de ser uma baita profissional, ela é quase uma psicóloga. Ela conversa comigo, me aconselha, me passa segurança, mostra exemplos. Enquanto ela corta, ela vai mostrando como está, perguntando se o tamanho está bom… Enfim, uma querida e super talentosa! Eu super confio no trabalho dela e recomendo pra todo mundo! Se você mora na cidade de SP, é só pedir nos comentários que eu passo o contato dela! 😉

Essas foram as minhas referências de corte:

referências pro meu corte
referências pro meu corte

E os perfis de Insta que comecei a seguir pra inspirar:

E uns vídeos bem legais pra inspirar!

  • COMO FAZER ESCOVA & BABYLISS por Camila Coelho

Dicas de penteados para cabelos curtos

  • Victoria Ferreira

  • Julia Moraes

E por fim… O Fred Elboni falando sobre mulher de cabelo curto! <3

E aí, BONITA? Vai criar coragem pra cortar esse cabelo ou não?

Espero que sim… É LIBERTADOR!

Um beijo pra vocês!

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40 DIAS NO BRASIL! – As viagens, os passeios e os reencontros

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Olá, pessoinhas! Tudo bem?

Estou de volta à Berlin e à rotina aqui do Blog! Saí do Brasil na quarta-feira (17/08) à tarde e cheguei aqui no dia seguinte. Eu achava que durante os dias que passei em solo brasileiro, eu conseguiria parar um tempinho para escrever um ou dois posts, mas assim como uma série de outras coisas que eu não conseguir fazer, isso acabou ficando de lado.

Foram 40 dias. Sim, QUARENTA. E acreditem, passou voando. Quando fechamos as passagens, eu achava que teria tempo de sobra para fazer tudo que queria, mas deixei de ver muita gente que eu gostaria de ter visto e não consegui fazer algumas coisas que estavam na minha listinha. O lado bom disso é que já queremos começar a planejar nossa viagem pro final do ano, e isso vai ajudar a passar o tempo mais rápido.

Eu comentei com vocês em um outro post sobre o meu medo de viajar sozinha de avião, vocês se lembram? Bom, se não lembram ou não chegaram a ler, o link está aqui. Depois que eu “assumi” esse medo aqui no Blog – e também para mim mesma – muita gente se preocupou comigo. Acabou dando tudo certo, embora tenham rolado alguns contratempos na volta pra cá, que eu conto lá no final do post.

Na viagem de ida para o Brasil, não tive problemas. De uma maneira geral, viajar com pets dá um certo trabalho, e como a minha prioridade é o bem estar do Wisky, acabo ficando bem desconfortável durante o vôo. Ele viaja comigo na cabine, em uma bolsinha que fica no chão do avião o tempo todo. Além do vôo ser longo, e as poltronas bem apertadas, eu fico basicamente o tempo todo sem conseguir esticar as pernas por causa dele. MAS como toda boa mãe…  Esse esforço vale a pena para tê-lo pertinho de mim.

No vôo para Munich eu conheci uma família de 16 brasileiros que viajaram por vários países da Europa! Achei tão bacana ver todos eles reunidos, brincando e se divertindo juntos. Wisky e eu fomos meio que adotados por eles, que me ajudaram com a minha bagagem de mão. Acabou que eu sequer tive tempo de pensar no meu tal medo,  porque não me senti sozinha, sabe?

Além disso, Wiskynho faz um baita sucesso por onde passa! O tempo todo as pessoas param pra olhá-lo, fazer perguntas sobre ele, e também sobre o que é preciso fazer pra viajar com pets no avião. Como eu adoro conversar sobre esse assunto, esclareço todas as dúvidas da galera, dou várias dicas e deixo todo mundo fazer carinho nele, principalmente a criançada! Ele é um cachorrinho um pouco tímido, mas está acostumado com todo esse assédio… hahahaha

Chegamos tranquilamente no Brasil, por volta das 6h da manhã. Depois de pegar a minha mala na esteira – no Brasil isso demora muuuuuito! Um absurdo – eu passei na alfândega para entregar o CZI do Wisky (contei pra vocês sobre esses trâmites legais neste, neste e neste post aqui). A moça conferiu os dados, me alertou sobre o vencimento da vacina anti rábica dele, que seria em dois dias (eu já havia agendado para aquela tarde com a Vet) e então fomos liberados.

Wisky e eu na espera da alfândega
Wisky e eu na espera da alfândega

Enquanto minha família estacionava o carro, dei uma volta com o Wisky no lado de fora do aeroporto, ele fez xixi numa arvorezinha que tinha lá (ele não faz dentro do avião), vesti a bandana do Brasil nele – pra entrar no clima né, gente! – e esperamos o pessoal nos encontrar.

Nem preciso dizer o quanto foi especial ver os olhinhos verdes da minha mãe, a carequinha do meu pai e o cavanhaque do meu irmão lá no meio das pessoas que estavam no desembarque! Ainda consigo sentir de novo toda a alegria de ver as pessoas que eu mais amo nessa vida, pela primeira vez, depois de quase seis meses longe.

Sei que muitas pessoas passam por isso, e me acham exagerada quando falo sobre minha relação com minha família. Mas eu sou apegada mesmo, nunca neguei ou me envergonhei disso. Mudar de país foi muito difícil pra mim, e apesar de estar gostando da experiência, voltar pro abraço deles é algo que traz uma PAZ enorme.

Saindo do aeroporto, rumo à casa dos meus pais!
Saindo do aeroporto, rumo à casa dos meus pais!

Logo no meu primeiro dia “em casa”, muitas pessoas foram me visitar. Eu bem que tentei descansar, mas essa coisa toda de viagem mexe muito comigo. Fico maluquinha com a diferença de fuso, mas mesmo muito cansada, eu tava louca para rever todo mundo, contar e ouvir as novidades, abraçar, dar risada. E comer é claro! Hahaha

Almoço com a mãe mais linda do mundo! <3
Almoço com a mãe mais linda do mundo! <3

Meu reencontro com meu cachorrinho Nico (assistam o vídeo aqui) que mora com meus pais, foi a coisa mais linda! Não quero escrever muito a respeito, porque só de lembrar, me dá um aperto de saudade… Mas ele me reconheceu de cara, pediu colo e me deu muitos beijos! Nico é mais reservado e um pouco menos carinhoso que meu Wiskynho, igualzinho a mim. Mas uma coisa é certa: quando ele gosta, gosta pra valer!

Nico, meu pandinha marrento e peludo! <3
Nico, meu pandinha marrento e peludo! <3

Wisky ficou mais maluco do que eu! Corria a casa inteira, comia, bebia água, olhava para as pessoas, cheirava cada cantinho… Como se estivesse pensando “Cara, parece que foi ontem que eu tava aqui com todos vocês!”. Ele se divertiu muito! Dividimos tudo com vocês lá no Instagram dele, através da hashtag #wiskynobrasil

Fora que ele foi super mimado pela família, né? Todos morrendo de saudade, apertando e beijando o tempo todo. Muitas pessoas me perguntam porque eu não deixei o Wisky na Alemanha e fui sozinha, já que viajar com ele é tão burocrático e cansativo… Gente, Wisky é parte da família, é como se fosse meu filho. Chegar lá sem ele não seria tão especial. Por mais que seja cansativo pra ele, nada se compara a alegria de vê-lo junto da nossa família!

Wisky no colinho da Vovó Nadir e do Vovô Zoca!
Wisky no colinho da Vovó Nadir e do Vovô Zoca!

Nos primeiros dias, eu me encontrei com muitos familiares e também com algumas amigas, mas o que eu queria mesmo era matar a saudade dos meus pais e do Niquinho. Na segunda semana, eu viajei para Marília, interior de São Paulo, onde moram meu tio Naldo e a família dele. Fazia mais de um ano que a gente não se encontrava, e foi muito especial passar esses dias lá. Eu pesquei, bebi caldo de cana, comprei CD pirata na feira e de muita risada! Isso é BRASEEEL!  

Nathaly, Mandy e eu no Pesqueiro do Jacaré
Nathaly, Mandy e eu no Pesqueiro do Jacaré

Nesse meio tempo, ainda no interior de SP, Wisky e eu demos um pulo na cidade de Fernandópolis, para conhecer namoradinha dele, a Meg, e a sua mamãe Mariana. Nós nos conhecemos há um ano, através do Instagram deles, e nos tornamos grandes amigas. Nós ficamos dois dias com elas, conversamos muito e conhecendo a cidade. Mas eu vou deixar os detalhes desse encontro pra ele contar pra vocês no Diário do Wisky essa semana! Nada como as palavras de um cara apaixonado, não é mesmo?

#WiskyeMegOEncontro
#WiskyeMegOEncontro
Valeu, Marília! <3
Valeu, Marília! <3

Voltamos para São Paulo, e no fim de semana seguinte, fomos para a casa de praia da minha família. Minha prima Amanda estava de férias, então nós passamos quase todos esses dias juntas! Foi muito bom estar com ela… Durante esse tempo em Berlin, eu me surpreendi com muita coisa, inclusive, com o carinho de quem realmente se importa comigo. Eu não imaginava que as pessoas me dariam tanta força e se fariam tão presentes. Amanda e tia Tia Eliete foram duas pessoas que sempre estiverem pertinho de mim, mesmo tão longe.

De volta à São Paulo novamente eu…

Cara, não consigo me lembrar exatamente da cronologia das coisas, só sei que foi tudo uma correria danada, e eu não consegui fazer tudo que eu queria. Mas pra resumir, eu curti muito a companhia da minha mãe e do meu pai, brinquei e pentelhei muito o Niquinho, assisti muito Netflix – o catálogo do Brasil é muito melhor que o da Alemanha! – encontrei a maioria dos parentes que pude e conheci as duas bebezinhas que nasceram na família este ano, Alícia e Brenda! <3

Alícia, ariana brava e cheia-de-direito igual a tia Nati! <3
Alícia, ariana brava e cheia-de-direito igual a tia Nati! <3
Brenda Moranguinho! <3
Brenda Moranguinho! <3

Eu também comi todas as coisas que eu queria! Frango com laranja da minha mãe, feijoada, cuscuz, cachorro quente, Itubaína, paçoca e muito mais.  Ganhei de volta 5kg dos 7kg que perdi um mês antes… Mas okay, seeeeeeeegue o jogo.

Na penúltima semana, Willian conseguiu uns diazinhos de folga, e também foi para o Brasil para visitar a minha sogra que passou por uma cirurgia há algumas semanas. Ele pegou toda família de surpresa, e apesar de não ter concordado em esconder a viagem dele (eu não sou muito chegada a esse tipo de surpresa rs) foi muito emocionante o reencontro de mãe e filho! Aliás, toda a família dele ficou super feliz, e eu mais ainda, por ver a felicidade de todos eles juntos de novo.

Will & Su
Will & Su

Eu também passei um tempinho com meu filho Alvin, que agora está morando com a família do meu irmão. Já contei pra vocês nesse post porque ele não pôde ir com a gente pra Berlin, e apesar de sentir a falta dele, vi o quanto ele estava feliz e bem cuidado com os titios…

Ou melhor, segundos pais, não é, Rô? Minha cunhada literalmente adotou o Alvin (que é chamado carinhosamente de Alvinho por todos lá) e até ficou “enciumada” com os dois dias que ele passou comigo. Vê se pode? Hahahaha Eu o levei pra tomar banho e tosar os pelinhos no Petz, e matei as saudades que tava sentindo do meu porquinho.

Amorzinho da mamãe! <3
Amorzinho da mamãe! <3

 Ah, eu também mudei de visual! Depois de dias de pesquisa, criei coragem e passei a tesoura! Depois faço um post falando só sobre cortes de cabelo nesse estilo.

Cabeleira nova!
Cabeleira nova!

 Os últimos dias foram ainda mais corridos, pois tive que providenciar os documentos pro Wisky voltar pra Berlin, fazer as malas e comprar tudo que ainda queria trazer. Tudo isso teve que ser conciliado com mais encontros e muitas saideiras com a família!

Willian voltou pra cá na terça-feira passada, Wisky e eu, na quarta. Na segunda-feira nós reunimos nossas duas famílias no Outback! Apesar de nós dois sermos super apegados as nossas famílias, poucas vezes conseguimos reunir Laurindos e Campidelis. São duas famílias bem grandes, e pra juntar todo mundo, a gente precisa de muito espaço! Mas eu fiquei muito grata e feliz por poder fechar com chave de ouro esse período tão especial pra mim.

Laurindos & Campidelis
Laurindos & Campidelis

Quero aproveitar pra pedir desculpas pra todo mundo que não consegui ver, ou mesmo dar a atenção que gostaria de ter dado. A vida que a gente leva na cidade de São Paulo é muito louca! As pessoas trabalham muito, o trânsito é caótico, tudo é longe, tudo é cansativo… Quase não sobra tempo para nada. Mas o que importa é que o segundo semestre do ano sempre passa num piscar de olhos, e em breve, estaremos todos juntos de novo.

Dia dos Pais! Zoca, eu te amo! <3
Dia dos Pais! Zoca, eu te amo! <3

A viagem de volta, como eu comentei lá no comecinho, teve uns contratempos. Minha conexão em Munich era de apenas uma hora, o vôo que saiu do GRU tava lotado, e como eles estão pegando pesado na imigração, eu acabei perdendo meu vôo pra Berlin. Mas antes mesmo de eu começar a entrar em pânico, um senhorzinho do aeroporto me levou até o guichê da Lufthansa, e as meninas nos encaixaram no vôo seguinte.

O povo diz que os alemães são fechados… Se são mesmo, eu sou uma pessoa de muita sorte. Sempre cruzo com gente bacana e profissionais gentis, super dispostos a me ajudar. Passei um pouco mal durante o vôo, com muita dor de ouvido… Mas chegamos bem aqui em Berlin.

Já descansamos bastante, colocamos tudo em ordem e estamos prontos para as nossas aventuras berlinenses parte 2!

Beijos

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Por uma vida mais leve

Death_to_stock_photography_Vibrant (10 of 10)

Precisamos desacelerar e precisamos fazer isso o quanto antes.

Estamos o tempo todo pensando em possuir e fazer coisas no futuro, que é quando de fato vamos alcançar a tão falada felicidade.

Se o almoço está bom, não vemos a hora de chegar a janta, porque vai ser melhor. Se estamos em uma viajem, não podemos perder tempo e já precisamos organizar a próxima.

A culpa não é sua. Somos empurrados para isso a todo momento. Basta ver como as redes sociais funcionam: é preciso compartilhar felicidade a todo momento, seja uma refeição, uma compra, um lugar. É “proibido” ser triste, o sorriso no rosto é obrigatório, mesmo que na vida real você esteja destruído.

Não somos culpados por tentarmos encontrar a felicidade, não é esse o problema. O problema é que não dá pra ser feliz o tempo todo. Hoje tudo está bem, mas amanhã tudo pode desmoronar. Hoje você está saudável, mas amanhã pode não estar mais. Hoje a pessoa que você ama está do seu lado e amanhã tudo pode acabar. Sim, é triste pensar assim? Sim e não. A vida é frágil, não somos permanentes e temos que aprender a viver dessa maneira.

Precisamos de uma vida mais simples e mais leve. Precisamos aprender a respirar e a não fazer nada. Tudo isso, por incrível que pareça, fará você absorver com mais qualidade tudo aquilo que estiver vivendo. Afinal, quantas memórias reais você tem guardadas em você? No final, isso vale mais do que todo o dinheiro da sua conta.

Precisamos aproveitar melhor nossas refeições, nossos amigos e inclusive nossos empregos. Simplesmente porque a vida de desfaz, a saúde às vezes falha e os amigos se afastam. Quando você não fica correndo como louco atrás de algo, naturalmente você abre espaço para que o que realmente precisa acontecer, aconteça.

Ao parar de correr, é mais fácil para aproveitar a paisagem.

 

Vivian Oliveira | http://viapoli.com.br/

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