Aquele tipo de pessoa

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Já conheci diversos tipos de pessoas nos meus curtos 26 anos, mas o suficiente para entender que cada pessoa nos marca de uma forma diferente.

Conheci pessoas abertas como um livro, que ao conseguirem confiar o mínimo em você, já conseguem falar sobre sentimentos profundos, vontades, desejos e sonhos. Essas pessoas são encantadoras pelo jeito de falarem muito e de confiarem em você como a última pessoa na Terra.

Outras, são como um filme de suspense. Você até sabe da história, mas não conhece os pormenores. Aquela dúvida te excita e te faz desejar conhecer cada pedaço dessa pessoa. Geralmente as pessoas “suspense” são mais complicadas para falarem sobre seus sentimentos, mas não quer dizer que elas não sentem, pois sentem e muito.

Também já conheci algumas pessoas esquisitas. Aquelas que no primeiro momento te fazem sentir como se não soubesse mais como viver sem ela, mas que após a primeira “vírgula” da relação, se transformam em seres que não conseguimos mais identificar e você se questiona o porquê gostou tanto dela, até o dia em que não gosta mais.

Mas existe aquele tipo de pessoa: que não é um livro aberto, mas também não esconde o que sente e que jamais modificou seu jeito de pensar sobre ela. Aquele tipo de pessoa que diz que te ama apenas ao perguntar se  você almoçou. Esse é o tipo de pessoa que deve te intrigar de verdade.

Cada pessoa tem sim sua personalidade, seu jeito de viver, seus TOCs e suas manias. Ela pode falar demais ou falar de menos, mas só aquele tipo de pessoa que se interessa e cuida de você nos mínimos detalhes é que deve ter a sua atenção.

Aquele tipo de pessoa que você deve amar, é aquela que também te dá amor.

 

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Por uma vida mais saudável #Week1 – As primeiras mudanças

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Não sei se foi o despertar para os 25 anos que completei no mês passado, ou se foi uma resposta bem sincera do marido quando perguntei sobre meu peso, ou se eu simplesmente comecei a me olhar de uma forma mais crítica e honesta. Só sei que hoje eu completo a minha primeira semana rumo a uma vida mais saudável.

Já cheguei a comentar com vocês em outro post sobre esse meu lance com peso. Nos últimos 5 anos eu engordei mais de 30kg. Tenho 1,67cm de altura e acredito que meu peso ideal fique ali por volta dos 60kg. Quando lembro dos períodos em que mais me senti feliz com meu corpo, eu estava com 62kg. Já fui mais magra que isso lá pelos meus 18 anos, e cheguei aos 55kg. Acho muito pouco pro meu biotipo, e quando vejo minhas fotos dessa época, não me acho tão bonita não.

A merda é que eu já passei dos 80kg, e mesmo sabendo disso há pelo menos um ano, até a semana passada, eu não me importava tanto. Sempre lutei contra essa neura que a mulherada tem pela magreza, e ficava pensando que a gente tem muito mais a oferecer do que um corpo bonito. Eu piro nessas modelos Plus Size e sempre me perguntei porque é que eu não conseguia, mesmo assim gordinha, ficar tão linda e estilosa quanto elas.

Eu desandei nos últimos três anos e sei exatamente onde tudo começou.

Na época da faculdade (dos 18 aos 21) eu levava marmita pro estágio porque deixava o VR pra comer à noite, no intervalo. E também era bom porque eu conseguia comer rapidinho na cozinha da agência, e dava para aproveitar o resto do tempo para fazer algum trabalho ou estudar para as provas.

Todo dia eu levava uma marmitinha pequena, feita pela minha mãe com todo aquele amor e tempero que é só dela (saudade da sua comida, Mãe!). Todos os dias eu consumia a mesma quantidade de alimento. Lembro que o pessoal zoava que ela era muito pequena, mas tupperware é um negócio que engana, cara. Quando eu a despejava no prato no dia que eu não tava com preguiça de lavar o prato também, era a quantidade ideal para uma refeição.

Na faculdade, eu geralmente não conseguia comer direito. Ou porque chegava em cima da hora da aula, ou porque geralmente tinha que passar na xerox, na biblioteca ou no laboratório. E durante o intervalo mesmo, a cantina estava sempre lotada e não dava tempo de comprar nada. Acabou que, com o tempo, o VR servia para comer fora aos fins de semana.

Depois que me forme e comecei a namorar o meu marido (nós nos conhecemos na agência em que trabalhávamos), a gente começou a comer fora com cada vez mais frequência. Nós queríamos passear, desencanar um pouco do trabalho, curtir nosso almoço juntos.

O problema é que nós dois adoram massa, hambúrguer e chocolate. Ou seja: no primeiro ano de namoro, vieram os primeiros +10kg. No ano do noivado e do planejamento do casamento, com todo estresse que vocês já devem ter passado, ou ao menos imaginam, ganhei os outros +10kg. E já nos primeiros anos de casados, com a vida mais corrida e estressante do que nunca, chutei o balde.

Hoje consigo ver que o estilo de vida que a gente leva influencia muito nas escolhas que fazemos na hora da alimentação. Aos 18, morando na casa dos pais e comendo a comidinha saudável feita pela mãe… Era muito fácil ser magra. Depois que eu comecei a unir o meu estresse com as responsabilidades da vida adulta + a falta de tempo para preparar os alimentos no dia-a-dia + nosso paladar infantil = Deu no que deu.

Comecei a perceber que a necessidade de perder peso não é só por uma questão estética. Tem muito mais a ver com a saúde e com o que você quer pro seu futuro, sabe? Comecei a ter dores nas costas, nos joelhos, e uma fadiga imensa ao subir qualquer lance de escada. Em 2013 me deparei com uma maldita escoliose que evoluiu pra caramba em dois anos, a ponto de me deixar travada na cama, sem conseguir levantar.

Tudo isso por conta do meu sobrepeso. E velho… Eu tenho só 25 anos.

Há alguns dias eu assisti um vídeo de uma senhora que fazia Yoga e Pilates desde novinha, e tinha uma alimentação super natural. Ela é o tipo de velhinha que todo mundo quer ser! Cheia de saúde, alegria e lucidez. E foi aí que eu me toquei que, se eu continuasse levando a vida daquele jeito, eu jamais seria como ela. Provavelmente seria uma idosa como tantas outras que vemos, sem a menor qualidade de vida.

É hora de acordar.

Tô longe de querer uma barriga à La Pugliesi ou de virar a mais nova Bela Gil. Eu só quero começar a me cuidar pros meus próximos anos, pro meu futuro. Quero começar a cuidar da velhinha que quero ser. Talvez esteja meio cedo pra pensar nisso mas… Ainda acho que é melhor assim.

Comecei uma dieta bem bacana por conta própria. Vejo muitas ideias no Pinterest todo dia e acabei bolando meu próprio cardápio. Mas eu recomendo que você vá a um nutricionista! Eu ainda quero fazer isso. Só achei que não preciso esperar uma consulta para começar a mudar o que eu sei está errado, né?

Pela manhã, como uma porção de frutas + uma fatia de pão integral com cream cheese light OU um ovinho mexido, que eu tempero com um pouco de orégano e pimenta calabresa. Daí tomo um cafézinho com um dedo de leite desnatado. Substituo o açúcar por mel, fica muito bom!

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Não estou comendo chocolate e nem bebendo refrigerante, que são os meus dois maiores vícios. No almoço, eu como uma porção de legumes e/ou verduras e uma porção de proteína (carne ou frango). À tarde, se bate uma fominha, como mais uma fruta. E na hora do jantar, geralmente é algo parecido com alguma das duas refeições anteriores.

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Também estou bebendo muito mais água! Deixo uma garrafa sempre a vista, e isso ajuda muito a cortar aquela compulsão por comida. E é claro que é saudável bla bla bla etc etc etc todo mundo sabe disso.

Ah, eu também tô fazendo uns exercícios em casa! Na semana passada, fiz 5 dias de aulas completas de Yoga (faço as vídeo aulas desse canal aqui) e 30 minutinhos de caminhada com o Wisky todos os dias. Hoje comecei a #week2 e fiz uns exercícios aeróbicos, 30min de Yoga e a caminhada com ele.

Tenho que confessar que jaquei no almoço de sábado com meu marido. A gente comeu no KFC e foi a MELHOR SENSAÇÃO EVER! Mas no jantar, e no domingo, mantive tudo certinho. Nos primeiros dois dias senti muita a falta do doce que eu consumia diariamente. Mas depois, por conta das frutas e da água, acabou não fazendo mais tanta diferença.

A minha ideia é aumentar o tempo e a intensidade dessas caminhadas, e continuar aperfeiçoando meus desempenho na yoga… que é BEM difícil viu, gente. Não é a moleza que eu pensava que era não. Também espero pegar um pouco mais ritmo e quem sabe… me matricular em uma academia para ter uma orientação profissional. Eu odeio academia… Mas é preciso encarar isso com outros olhos, né?

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Apesar desse não ser meu grande foco, eu já perdi 1kg! hahahaha Eu sei que é muito pouco perto do que eu devo eliminar… Mas para uma primeira semana, já é alguma coisa. Eu fiquei feliz, não por perder esse quilinho, mas pela minha determinação e disciplina. Eu nunca tive isso. Tô curtindo esse reencontro comigo mesma.

Há uma semana eu comecei a me admirar de um jeito que nunca tinha acontecido. Isso já vale muito!

Beijos

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Diário do Wisky: Como viajar com Pets da Alemanha para o Brasil – Parte I

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Olá, cãolerinha!

Ando meio sumido do Blog porque tivemos dias muito agitados por aqui! Além dos passeios de rotina, mamãe e eu começamos a fazer umas caminhadas mais pesadas, e eu estou voltando com o meu projeto #WiskyNoMedidaCerta. Tudo isso porque estamos nos preparando para uma temporada no Brasil! <3

Mas assim como da primeira vez, planejar uma viagem com Pets exige muita pesquisa, paciência e atenção a todos os detalhes. Pra minha sorte, não temos um agravante dessa vez: não existe quarentena para chegada de animais domésticos no Brasil.

Este sempre foi o maior medo dos meus pais com todo esse lance de viagem. Em alguns lugares, o animal precisa ficar um período em observação, para que os agentes se certifiquem de que ele não possui nenhuma doença.

PROCESSOS BUROCRÁTICOS

É muito difícil achar esse tipo de informação na internet! Para vir pra Berlin, foram meses e meses de pesquisa, exames e contatos, e como tudo estava sendo feito pela primeira vez, parecia ser ainda mais complexo.

Tudo começa com o fato de que cada país tem suas próprias exigências para permitir a entrada de animais. Para entrar na União Europeia, eu precisei colocar um microchip e tomar minha vacina contra raiva, pois na Europa ela foi erradicada, e enviar uma amostra do meu sangue para o Centro de Zoonoses de São Paulo.

Nesse lugar, eles fizeram um exame de sorologia e emitiram um laudo que comprova que eu não possuo raiva. Esse laudo é válido por toda minha vidinha, desde que meus pais nunca deixem minha vacina vencer! Caso contrário, eu teria que fazer tuuuuudo de novo, inclusive, respeitando o período de 4 meses no Brasil, até poder vir pra cá.

Aqui no Blog tem 4 posts que detalham direitinho como fizemos todo processo: neste primeiro, a gente conta o que precisa ser feito e como foi a saga para descobrir e entender tudo. No segundo post, a mamãe conta o que era necessário para trazer meu irmãozinho Alvin, que é um porquinho da índia. Mas depois, ela fez um terceiro, contando sobre a tristeza de ter que mudar de planos e deixar o Alvin o Brasil. E por fim, o quarto post, falando sobre as providências da viagem e a emissão do meu CZI.

COMO SAIR DA ALEMANHA RUMO AO BRASIL?

Por mais que tudo isso tenha dado um trabalhão, a pesquisa e os contatos eram todos feitos em português, né? A gente conversou com pessoas que passaram por experiências semelhantes de viagens com Pets, e também conseguiu um contato super acessível no Vigiagro, que é setor responsável por permitir a entrada e saída de animais no nosso país e sempre esclareceu as nossas dúvidas.

Nós encontramos esse link no site da Embaixada Brasileira aqui de Berlin, que explica direitinho o que precisamos fazer, mas não deixa claro quem são esses Amtstierarzt, os Veterinários Oficiais da cidade. A gente chegou a mandar um e-mail para a Embaixada, mas nunca tivemos nenhuma resposta deles.

Foi aí que a mamãe entrou em contato com a Debbie do Blog Pequenos Monstros, que viajou para vários lugares com os cãezinhos dela. Ela nos recomendou entrar em contato com o veterinário que ela conheceu aqui, para ver se ele poderia nos ajudar com essa informação.

No site desse veterinário, tem uma lista com todos os telefones dos Amtstierarzt daqui de Berlin! Só que no começo, a gente achava que era só contatar o que ficava mais próximo da nossa casa, mas hoje fomos informados pelo Vet de Neukölln que cada distrito daqui tem seu próprio Vet Oficial. Eu nem sabia dessa parada de distritos, acreditam?

Esse Vet disse que nosso distrito é do Mitte, pois moramos na região Wedding – Alexanderplatz, e nos passou o contato de lá. Ufa! Agora a gente tá esperando esse pessoal responder por e-mail o que precisa ser feito exatamente. Aliás, a gente tem mesmo é que rezar pra eles esclarecerem tudo por e-mail, pois é muito difícil falar desse assunto, mesmo que seja em inglês.

COMO EMITIR O CZI AQUI NA ALEMANHA 

No Brasil, por exemplo, depois que você tem todos os documentos em mãos, é necessário marcar a viagem antes de ligar na Vigiagro de São Paulo para agendar a retirada do CZI. O Certificado Zoosanitário Internacional é o documento que comprova a validade de todas as outras paradas (michochip, vacina e sorologia) e me permite entrar nos outros países.

Eu acho que você pode tentar ligar lá um mês antes da viagem, e quando você liga, eles já agendam uma data para você levar todos os documentos. Isso porque o CZI é válido somente por alguns dias, e não pode vencer até o dia em que você for viajar com seu pet.

Para sair daqui da Alemanha é a mesma coisa. Eu também preciso de um CZl, e ele só tem validade se expedido no máximo 10 dias antes do meu ingresso ao Brasil. No site da Embaixada eles disponibilizam o formulário desse documento para download que a gente já pode levar preenchido, junto aos demais documentos, pronto pro Vet Oficial assinar.

Agora só nos resta esperar a resposta do Amtstierarzt da nossa região para providenciarmos os próximos passos: emissão do meu CZI com assinatura desse vet oficial, pegar firme na minha dieta e ficar no meu peso ideal pra poder viajar na cabine, e finalmente comprar as nossas passagens! \o/

Torçam para que dê tudo certinho, meus AUmigos! Tô morrendo de saudade da minha família no Brasil, principalmente do Nico, Rocky e Alvin! <3

Lambeijinhos para aucês!

~*

Link para a lista de Telefones dos Veterinários Oficias de Berlin por Região

http://www.tierarztpraxis-dr-beck.de/Phone.htm

Contato do Dr. Bornemann que foi super gente boa (Berlin-Neukölln)

Infos sobre o Veterinário Oficial da região Berlin – Mitte

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Os jogos são bons, mas ser você é melhor

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Estive na praia na sexta-feira, emenda de feriado. Não estava vazio mas também não estava lotado. O vento estava um pouco forte, devido à ressaca do dia anterior, mas o calor estava bem equilibrado e a água estava na temperatura que pede pra você sair só quando os dedos enrugam.

Quando estava sentada olhando o mar, reparei que na minha direção tinha um possível casal conversando. É engraçado quando vemos pessoas flertando, não sei se porque sou detalhista, mas fica muito óbvio que ambos estão numa situação levemente “montada”: o rapaz está procurando o melhor jeito de posicionar suas mãos e a garota mexe nervosamente no canudo de seu copo e solta um sorriso em cada frase.

Isso me fez pensar no porquê, hoje, tenho tanta “preguiça” de me relacionar. Mesmo que eu tenha a disposição para estar com alguém e querer estar com alguém, os joguinhos de conquista já me estafaram. Não porque são ruins, jamais, eles são saudáveis e esse constante frio na barriga é viciante. Porém, por outro lado, é uma situação onde estamos representando o nosso melhor papel, evidenciando nossos melhores comportamentos, coisa que não fazemos com frequência e quando simplesmente é bom ser você mesmo e estar relaxado.

Uma outra coisa ruim dos “jogos” da conquista é você ter que selecionar palavra por palavra daquilo que você vai dizer. Há muito eu já parei pra pensar que isso também é perda de tempo. Quer dizer, óbvio que queremos agradar ao outro, mas pensar constantemente tira o foco principal da coisa: compartilhar momentos bons com alguém novo, descobrir e deixar ser descoberto, falar sobre coisas bestas, profundas ou o que tiver na cabeça. Acho que por essas e outras sempre me dei muito melhor conhecendo pessoas pela internet, apesar de ser muito mais simples manipular o que é escrito, é muito mais fácil também quebrar alguns gelos que ocorrem quando conversamos pela primeira vez com a pessoa pessoalmente.

Por fim, um relacionamento recente me ensinou isso: a empatia gera confiança, se for usada de forma correta. Ao invés de me matar em teses e neuras, decidi que não tinha nada a perder e abri a mente e o coração para os assuntos que mais me incomodavam. Claro que vai muito da maturidade da pessoa, mas mesmo achando que seria taxada como maluca, a outra pessoa admirou minha atitude e também se abriu para esse tipo de diálogo. Com isso, aprendi que jogar é bom, mas ser você mesmo é muito melhor. Afinal, se for pra gostar de você, a outra pessoa vai gostar se você for um pouco maluca (o), se só gostar de andar do lado esquerdo, de organizar coisas e de ter mãos inquietas. Claro que essa não é uma descrição minha, ou pode ser 😉

 

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