Diário do Wisky: Dog Tag e imposto para cães na Alemanha

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Hey, CÃObadinha de web-migos!

Hoje eu vim aqui para falar sobre um assunto importante para a vida de um animal de estimação aqui em Berlin. Além das despesas básicas com vacinas, alimentação, brinquedos e a microchipagem obrigatória, todo mundo que resolve comprar ou adotar um pet por aqui deve considerar o custo extra do imposto para cães na Alemanha. 

Esse valor varia entre os estados, mas aqui em Berlim, a taxa anual para cães é de 120 euros. Se você resolver ter mais de um animalzinho, o valor é ajustado. É preciso ter muita responsabilidade na hora de trazer um pet pra sua casa por aqui, e consciência de que eles devem ser bem cuidados!

A prefeitura da cidade alega que o custo arrecadado nesse importo é revertido para limpeza e manutenção das ruas, devido a “sujeira” que os cachorros fazem.

Não dá para saber se esse custo vai para esse serviço mesmo, mas uma coisa é certa: Berlin é uma das cidades mais sujas que já conhecemos. Não por falta de latas de lixo espalhadas pelas ruas, nem por conta do trabalho de limpeza feito pela prefeitura, mas sim pelo péssimo hábito que o alemão tem de jogar tudo no chão.

Desde bitucas de cigarro a qualquer tipo de lixo que você pode imaginar, o chão de Berlin é mesmo muito nojento. E apesar da fama que circula pelo mundo de que, na Europa, o dono pode levar uma multa caso não recolha as fezes do animal, a gente encontra vários toletões por aí, e se depara com uma porção de donos que fingem que o cão não fez cocô, e saem andando como se nada tivesse cagado acontecido.

Mamãe acha isso um absurdo e morre de vontade de oferecer um dos meus saquinhos de lixo quando encontra com dono sem noção! Mas ela ainda tem muito medo dos alemães, então é melhor não arrumar treta, né? Pelo menos a gente faz a nossa parte e sempre sai com um porta saquinhos. Se o próprio povo daqui não colabora com a limpeza da cidade, nós procuramos representar muito bem o povo brasileiro!

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Mas o que preocupa mesmo a galera em relação a esse imposto, é que existe a possibilidade de você ser abordado e questionado sobre ele na rua por um policial, ou até mesmo por um oficial do Ordnungsamt. Dizem que isso acontece com mais frequência nos transportes públicos, quando também há fiscalização dos tickets dos usuários. Se seu cachorro não tiver a Dog Tag que comprova a regularização do Hundesteuer, você pode ser multado.

Ouvimos falar também que os oficiais locais podem sondar no bairro onde os donos moram, para perguntar para as pessoas há quanto tempo vocês moram com seu cachorro por ali. Depois que ele cruza essas informações, você terá que pagar um valor referente ao tempo que você sonegou este imposto.

Falando assim, parece meio exagerado, mas é algo que não dá para arriscar. Enquanto a mamis estava dentro do período de turista, que são os primeiros três meses (chegamos em Janeiro desse ano), eu podia andar de bouas, pois era turista também! Mas depois que o visto dela saiu no começo de Abril, eles evitaram sair comigo para lugares movimentados, onde poderíamos ser abordados.

Foi um intervalo de poucas semanas até que conseguíssemos nos organizar, e agora, esse receio acabou! Estou super regularizado para viver e passear por Berlin, tudo dentro da Lei! Se a gente veio morar aqui, tem que fazer tudo certinho mesmo, né?

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COMO SOLICITAR O HUNDESTEUER 

Para regularizar o Hundesteuer (hunde = cachorro + steuer = imposto) os donos devem preencher este formulário aqui, disponível apenas em alemão, e depois, ir ao Finanzamt para solicitá-lo. O local que nós fomos fica em Neue Jakobstraße 6/7, 10179 Berlin.

Meus pais imprimiram e preencheram esse formulário em casa, e quando chegaram lá, na hora de retirar a senha, bastou escolher a opção hundesteuer na maquinha. Não foi necessário me levar junto… Aliás, é proibida a entrada de animais no local. O que é uma pena, pois eu perdi o passeio =/

Foi tudo bem rápido: meus pais entregaram os papel para moça, já preenchido, e ela pediu o passaporte do papai para confirmar os dados. Depois, ela ficou lá digitando um monte de coisa, e logo em seguida entregou a minha Dog Tag para mamãe. Ela explicou que eu devo passear sempre com ela na minha coleira, pois possui o número do meu registro na cidade.

O pagamento da taxa é feito em 4 parcelas durante o ano (março, junho, setembro e dezembro) e o valor é debitado diretamente da sua conta. No papel que você leva preenchido, constam seus dados bancários para realização desse débito.

É isso, pessoal!

Lambeijos do Nariz de Doce de Leite!

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Diário do Wisky: Meu primeiro banho e tosa no Pet de Berlin

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Olá, CÃObadinha!

Hoje eu estou aqui para falar sobre minha primeira aventura no Petshop aqui de Berlin!

Eu já cheguei a comentar com vocês no meu Instagram, e também em alguns outros posts aqui do meu diário, que o pessoal na Alemanha trata os cachorros de forma bem diferente do Brasil. Muitos lugares da Europa são considerados Pet Friendly, que quer dizer que aceita-se a entrada de animais de estimação na maioria dos estabelecimentos. Isso é verdade! É bem comum encontrar as famílias circulando com seus cãezinhos por aí.

Só que tem um porém: cachorro aqui é tratado como animal de estimação. Sim, eles são tratados com respeito, fazem parte do contexto familiar e tudo mais, mas não são tratados com tantas frescurinhas como são os cães brasileiros. Eu, por exemplo, sou tratada como um verdadeiro filho! <3 Rsrs

Se você vai a uma loja de animais (petshop), você encontra o basicão para o bichinho sobreviver, mas nem se compara à quantidade de acessórios, brinquedinhos e petisquinhos que tem aí no Brasil.

Usando roupinha depois da tosa!
Usando roupinha depois da tosa!

 

TIPOS DE TOSA E O MERCADO PARA PETS EM BERLIN

Antes de vir para cá, minha mãe me levou no Petz e eu fiz o que o pessoal chama de tosa bebê, que é um modelo de corte super comum em cães de pelo longo, como eu. Esse modelo consiste em, basicamente, deixar os pelos bem baixinhos e o rostinho arrendondo, ajustado a altura da orelha. Também fiz a tosa higiênica, que é super importante também! Nessa tosa, corta-se o excesso de pelos que nasce entre os coxins das nossas patinhas, do nosso bumbum e da barriguinha. É quase uma depilação íntima, saca? Rsrs

Eu já vim preparado, porque mamãe sabia que talvez fosse difícil achar esse tipo de serviço por aqui. Meu papai, que veio pra cá antes da gente, sondou pela redondeza e não encontrou nada disso. E olha que a gente mora super no centro da cidade, na região da Alexander Platz.

No Brasil, há um Pet a cada esquina! Esse ramo vem crescido muito e movimenta uma grana considerável no mercado brasileiro. Meu avô materno sempre trabalhou em grandes redes de supermecado, e ele contava para gente que muitas unidades desses estabelecimentos não chegavam a vender nem a metade do que a Cobasi vendia em um fim de semana!

Pois bem. Os meses se passaram e os meus pelos cresceram de forma absurda. Eu já contei pra vocês nesse post que uma das principais mudanças biológicas que passei foi esse aumento de pelagem, por conta da alteração brusca de clima que vivi e o rigoroso inverno berlinense.

Exemplo de tosa bebê :)
Minha tosa bebê feita no Brasil :)

 

A MINHA EXPERIÊNCIA NO HUNDESALON

Enquanto mamãe pesquisava para encontrar esse tipo de serviço aqui, fomos nos virando em casa mesmo. Eu adoro quando a mamãe me dá banho, e ela manda muito bem nisso 🙂 com o tempo, ela foi aparando os meu rostinho, os pelos das patas que fazem muito nó, e isso quebrou um galho por um tempo. Mas agora, após quase 4 meses aqui, já não dava mais pra adiar. Eu precisava dar um talento na minha cabeleira.

Minha mãe conheceu a tia Anna do Anna’s Hundesalon durante suas pesquisas na internet. Elas conversaram algumas vezes via Facebook, e no sábado passado, nós fomos lá. Tivemos que pegar dois trens, e o percurso levou mais ou menso uns 40 minutos. É um pouco longe, mas eu adoro passear de transporte por aqui! Fico super comportado e faço vários amigos no caminho.

Eu no trem à caminho do Hundesalon :)
Eu no trem à caminho do Hundesalon :)

 

Chegamos um pouco adiantados, mas logo fomos atendidos. O lugar é bem pequeninho, e meus pais puderam ficar de olho em mim o tempo todo. A Anna nos cumprimentou, e perguntou qual lâmina meus pais queriam que ela usasse.

Cara, sei lá! Rsrsrs não tem essa de modelo de tosa não. A gente mostrou uma foto de uma tosa feita no Brasil, e ela entendeu.

De primeira, ela elogiou meu comportamento e foi super carinhosa. Eu sou muito bonzinho mesmo, gente. Fico quietinho o tempo todo. Daí depois, ela elogiou a qualidade do meu pelo! Disse que muitos cães com esse tipo de pelagem, chegam lá cheios nós. Coitados, né? A minha mãe me escova dia-sim-dia-não para evitar a formação de nós, pois eles são perigosos.

[ ALERTA: uma vez, o Nico (irmão pet da minha mamis) criou uma ferida enorme por conta da fivela da guia que ele usava. Em cima da ferida, formo-se um nó que minha mãe não percebeu. Quando ela foi se dar conta, estava enorme o machucado! Poderia ter feito muito mal para o Nico, se algum bichinho se alojasse lá, por exemplo. Depois disso, mamãe fica super em cima da gente. ]

Quando a tia Anna passou a máquina, o coração da Mamãe gelou. Saiu muito pelo de uma vez e ela achou que eu tava pelado! Mas não… hahahaha é que eu tava muito peludo mesmo. Depois, a Anna fez o formato do meu rostinho, e deu uma picotada no topete dum jeito que a mãe num gosta =/ fala que fica parecendo o Xororó, com o topete espetado.

Na hora do banho, aquele estilo alemão de sempre: um xampu apenas. Na hora de secar, outra coisa diferente: eles usam secadores normais, de cabelo de gente, nada daqueles sopradores dos pets do Brasil. Aliás…. mamãe achou tudo meio caseiro e sem muita técnica.

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CONSIDERAÇÕES GERAIS

  • O Brasil está muito a frente quando se fala em prestação de serviço de beleza! Vocês devem ouvir falar que nossos cabeleireiros, manicures e esteticistas são os melhores do mundo. E devem ser mesmo!
  • O serviço desse Hundesalon dá sim para quebrar o galho a cada três ou quatro meses, mas a mamãe cogita comprar uma maquininha e me tosar em casa. O serviço custou 39 Euros!.
  • Elas mandaram bem na tosa do coxins, mas elas não passam a maquinhinha na barriga e no pipi, só aparam com a tesoura.
  • A tia Anna é uma querida, me tratou super bem, o passeio fui bacana e eu até pude entrar num restaurante com os pais depois! 🙂

É isso, pessoal!

Até a próxima!

Lambeijinhos

 

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Diário do Wisky: Alimentação natural e caseira para cães

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Olá, CÃObadinha!

Aqui é o Wisky de novo! Hoje eu vou falar de um assunto muito bacana, que me deixa com água na boca só de lembrar: comida caseira para cães! <3

Quando falamos em comida caseira, ou alimentação natural para cães, estamos nos referindo aos alimentos frescos que nós, os cães, podemos consumir normalmente, assim como vocês humanos. Antes de eu contar como tem sido a minha experiência, preciso esclarecer duas coisinhas para vocês:

  1. A minha mamãe NÃO é veterinária, então, ela também está aprendendo uma série de coisas nesse processo, e nós só estamos seguindo a AN porque eu sou cãozinho novo e saudável. Logo, não há contra indicações. É muito importante que vocês também pesquisem sobre esse assunto, e conversem com um veterinário de confiança, antes de trocarem a alimentação do pet de vocês, ok?
  2. Preparar comida caseira para seu animalzinho NÃO é a mesma coisa que dar restos de comida humana, como era bem comum há alguns anos atrás. Apesar de nós podermos comer boa parte dos alimentos que vocês comem, o preparo da nossa comida é bem diferente. Não podemos consumir temperos comuns, que estão em quase tudo que vocês preparam, como a cebola, por exemplo.

Agora que já esclarecemos isso, bora contar como tem sido minha alimentação? 😀

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Meu ranguinho pronto pra servir! <3

COMO TUDO COMEÇOU

Eu comi ração desde bebezinho. Quando cheguei na casa dos meus pais, eu comia a ração ProPlan para raças pequenas, mas depois comecei a ficar mais exigente, e a mamãe, para não me deixar com fome, me dava aqueles sachês de carne com molho da Pedigree. Para sermos bem honestos, os hábitos alimentares de toda família não era nada legais. Todos nós consumíamos muita comida industrializada por conta da rotina maluca.

Nossa vida em São Paulo era muito corrida, como a de praticamente todo mundo que mora lá. Meus pais trabalhavam fora, passavam horas no trânsito, e o pouco tempo que sobrava em casa era dedicado para mim e para os outros afazeres do lar (lavar, passar, limpar) pois não tínhamos nenhuma auxiliar doméstica. Meus pais acabavam comendo coisas rápidas, sem muito preparo, e eu ficava com a minha raçãozinha.

Confesso que não curtia muito não; Às vezes fazia cara feia pro potinho, e enrolava hooooras pra comer. Mamãe ficava chateada, mas a recomendação que ela escutava era que a ração concentrava todos os nutrientes que eu precisava, então, ela insistia. Quando decidimos vir morar em Berlin, eu tive que fazer uma dieta para poder viajar na cabine do avião com meus pais. Mais detalhes nesse post aqui.

Nessa época, mamãe trocou a minha ração pela ligth, mas eu rejeitei de cara. Então ela começou a me dar alguns legumes cozidos e frango, de vez em quando. Ela começou a perceber que eu adorava essa comidinha! Ficava feliz, esperando ansiosamente pro meu rango ficar pronto! MAS quando chegamos aqui em Berlin, voltei para ração, e o papai comprou a Royal Canin para raças pequenas, que eu aceitei bem.

Num certo dia, mamãe sentiu vontade de cozinhar para mim de novo (coisa de mãe <3) e a minha reação foi a mesma: alegria, apetite e expectativa pela comida fresquinha. Foi aí que ela começou a pesquisar sobre alimentação natural para pets, e encontrou um mundo de informações e de outras pessoas que seguem esse mesmo esquema com seus animais. De lá pra cá, tenho me alimentado somente com comida natural.

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Me dá logo esse rango, Mãe!

 

COMO SABER MAIS SOBRE ALIMENTAÇÃO NATURAL PARA PETS?

Como disse lá no comecinho, nós ainda estamos aprendendo. Mas pra quem ficou interessado, nós super recomendamos o site Cachorro Verde! Ele foi criado pela Dra. Sylvia Angélico, que trabalha atendendo consultas de nutrição caseira e ministrando cursos sobre as nossas dietas em diversas capitais do paísNele você encontra uma série de informações super esclarecedoras, inclusive receitas, listas de alimentos que podemos consumir, e também o que não podemos.

Minha mamãe já leu esse site de cabo a rabo, e continua pesquisando, cruzando informações com outras fontes. Há três tipos diferentes de dieta baseada em alimentação natural para cães, por exemplo: crua e sem ossos, crua com osso e a cozida. Há vantagens e desvantagens em todas elas, mas a que estamos seguindo é a cozida.

Gráfico disponível no site Cachorro Verde
Proporção de nutrientes disponível no site Cachorro Verde

 

COMO É A MINHA ROTINA DE AN

Tenho que admitir novamente que dá trabalho preparar tudo sim. Aqui em Berlin, minha mãe ainda não trabalha, por isso ela tem bastante tempo para se dedicar a minha (a nossa né) alimentação. Além do mais, tem um mercadinho na rua de casa, cheio de legumes e carnes fresquinhas, o que facilita muito.

Então hoje percebemos que esse tipo de dieta teria sido bem mais difícil de encarar lá no Brasil, mas mesmo se um dia voltarmos para lá, ou mesmo se ela começar a trabalhar aqui na Alemanha, vamos mantê-la.

Segunda-feira é dia de preparar minhas marmitinhas! Mamãe faz três porções diárias e que duram uma semana certinho. Ela compra tudo fresco, monta as porções de acordo com o que o Cachorro Verde recomenda. Devemos seguir uma proporção certinha de proteínas, carboidratos e vegetais, na quantidade correta para o meu porte físico!

Depois que tudo está montadinho, ela congela. Toda noite, ela retira as três porções do dia seguinte e deixa descongelando na geladeira. Assim, no outro dia, ela cozinha tudo na hora.

Tirando esse dia da montagem da marmita, no dia a dia, não é trabalhoso. Com as porções pequenas, em 15 minutinhos tudo fica cozido no ponto certo pra mim. Daí é só esperar esfriar e mandar bala!

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Algumas marmitinhas da semana! :)

Nessas marmitinhas, mamãe tenta intercalar e variar os tipos de carne, legumes e carboidratos. Aqui em Berlin temos uma desvantagem: a gente encontra menos opções de carne, e não se identifica na caixinha qual parte do animal estamos comendo rs. Mas estamos nos esforçando, procurando em outros mercados, para que eu tenha uma AN exemplar!

O QUE MUDOU DE LÁ PRA CÁ

  • Eu estou demonstrando muito mais interesse pela comida! Sempre fui um cara guloso, mas agora, fico de butuca quando a mamãe está fazendo as coisas para mim, nunca recuso ou enrolo para comer.
  • Eu fico leve depois da refeição! Sempre que como, fico feliz da vida e vou direto brincar. Quando eu comia ração, isso não acontecia. Eu sentia preguiça, acho que era o peso na barriga. Tipo quando vocês comem feijoada rs.
  • Eu bebo menos água! Isso porque os alimentos naturais já possuem água, o que é ótimo. Quando eu comia ração, eu bebia mais de dois potes de água por dia. Isso acontece porque ela é seca, e dá mais sede mesmo.
  • Meu cocô ficou mais sequinho e menos fedido. Desculpem falar de cocô, mas este é um sinal que indica que meu organismo está processando melhor os nutrientes, e jogando pra fora o que não presta. Ou seja… estou retendo muitos nutrientes bons! Quando eu comia ração, meu cocô era maior, fedia horrores e era bem nojento. Écat.
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Preparação da minha AN!

 

O QUE AINDA FALTA PARA UMA AN PERFEITA

  • Incluir a farinha de casca de ovo, que é um reforço para o cálcio, que tanto precisamos. Mamãe não consome muito ovo, mas vamos começar a trazer mais isso para nossa rotina agora.
  • Incluir vísceras, como é recomendado. Nos mercados de bairro, não encontramos esse tipo de carne, só as de consumo mais comum. Precisamos achar um açougue, ou algo assim. O fato é que não se come muita carne mesmo por aqui.
  • Incluir peixes, sal iodado e mais frutas.

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Espero que tenham gostado do meu post, AUmiguinhos!

Acompanhem meu dia-a-dia de Alimentação Natural lá no meu Instagram!

https://www.instagram.com/wisky_thedog/

Lambeijinhos

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Embriaguez noturna

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Verão. Janeiro, não escolhi chegar até você. Você não pediu para chegar até mim, entrou sem bater na porta sentou no sofá e de lá não parece querer sair. Transfigurado de tempo, seus dias estão contados. Imaginei que sua saída seria como os relógios de Dalí derretidos pelo excesso de calor.

Engano meu, você chegou de um jeito esquisito meio sem saber muito bem que roupa vestir, te vi em frente do espelho com a cabeça inclinada e os olhos espiralados tentando enxergar o próprio rabo. Deu duas voltas no próprio eixo
e por instantes perdeu o chão.

Sussurrei em seu ouvido: que cor quer usar hoje? Com as mãos entre olhos reencontrou o lugar onde estava e olhou mais uma vez no espelho. Nós sabemos a resposta sem precisar emitir nenhum som. É pintado de cinza concreto que você chegou e assim que pretende ficar.

Porém, intuo que pode oscilar com combinações de azul, aquele azul permeável, leve e molhado que atravessa caminhos trazendo um desejo lento de estar. Estar com as mãos quentes, o tórax preenchido de ar, o couro cabeludo cheirando a hortelã, as peles vivas e mortas, os olhos revirados, as salivas em contato.

Olho para você e peço para que não tenha pressa. Peço para que esse deleite da cor azul leve muito tempo para acabar preservando o fluxo infinito dos calafrios de uma noite passional.

Vá, ande, saia do sofá! Dê algumas voltas pra distribuir o peso da felicidade estampada e necessária. Ao voltar, por favor, não me conte sobre sua partida. Degustarei com excesso de prazer sua efemeridade.

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