Decorando o apê de Berlin! Ideias e referências para as áreas sociais

501677bd66a7327b356d8898a86a9222

Hoje vamos falar sobre decoração de interiores!

Quem me conhece sabe que eu adoro esse assunto e sou viciada no Pinterest! Gosto tanto de pesquisar inspirações de decoração que dividi os meus álbuns de lá em diversas categorias. Se quiser, dá uma fuçada no meu perfil!

Uma das partes mais legais de ter me mudado para Berlin é a oportunidade de mobiliar e decorar o novo apartamento! Quando nos casamos em 2014 montamos nosso primeiro cantinho, mas hoje vejo que a falta de experiência e a ansiedade para deixar tudo pronto, fizeram com que a gente cometesse alguns errinhos.

Nosso primeiro apê era todinho branco, pois como era bem pequeno, optamos por deixar tudo mais claro, para dar uma ampliada. Porém, isso acabou não dando certo, pois nós escolhemos móveis muito grandes e robustos, que deixaram os espaços mais apertados.

0f8702e8-c24e-4d33-98ee-13f5c228d267
planta do nosso primeiro apartamento do Brasil

Nosso desejo era acomodar bem as visitas, e como nossas famílias são grandes, nós utilizamos o espaço da sala de estar para colocar apenas uma mesa de jantar com 6 cadeiras, e fizemos no segundo quarto uma salinha de TV. Com o tempo nós fomos percebendo que não recebíamos tantas visitas assim, e que os grupos de pessoas eram sempre menores do que a gente previa receber. Ou seja… Não era necessário ter uma mobília tão grande assim, e os dois ambientes acabavam separando as pessoas, que se amontoavam em um dos ambientes para estarem juntas sempre (rs).

Depois que conheci o Pinterest, eu comecei a ter uma ideia mais real de como podemos aproveitar e otimizar  espaços pequenos. Acho que teria sido mais bacana se a gente tivesse montado uma salinha mista, com sofá, TV e uma mesa pequena. Isso já acomodaria bem as visitas e supriria as nossas necessidades diárias,. Nós ainda poderíamos ter montado um escritório no segundo quarto, algo que o Will sentia muita falta quando precisava trabalhar de casa aos fins de semana.

Essa teria sido a melhor opção para o nosso primeiro apê no Brasil
Essa teria sido a melhor opção para o nosso primeiro apê no Brasil

 

Nossos pais nos alertaram muito sobre essas coisas na época, mas nós fizemos o que o coração mandou rs. O bom de ter “errado” na primeira vez é que, pouco tempo depois, nós pudemos recomeçar e colocar em prática o que já sabemos que funciona e o que não funciona. No final das contas, tudo valeu a pena e nós fomos muitos felizes lá!

O apê aqui de Berlin é um pouco maior, a disposição dos cômodos é melhor e tem uma pegada mais rústica. O piso é de uma madeira escura e a cozinha, que já veio completa quando alugamos, é toda cinza. Pensando nisso, a gente quis dar uma cara mais intimista e aconchegante pro apartamento, usando cores mais acolhedoras e amadeiradas.

cores-post

Esse é o nosso apê!

5ce4e77c-1b96-4a64-9520-537ccecb9a11
Planta do nosso apê aqui de Berlin

 

Como a instalação da internet e da TV à cabo fica naquela paredona que vocês estão vendo ali na sala, o raque da TV ficou ali. Nós posicionamos o sofá no centro da sala, em frente ao raque, e vamos colocar uma mesa de centro + um tapete LINDO como esse da foto a esquerda! Quando vi esse tapete da Ikea aqui de Berlin… Eu pirei! Sempre ficava louca nas composições que vejo no Pinterest com ele… agora é só ir buscar!

Inspiraçãões para a nossa Sala de Estar! <3

sala-post

Como eu disse lá no comecinho, a cozinha já veio prontinha e toda equipada quando alugamos. Ela é muito bonita e prática, mas não tem muito o que fazer pois… Ela é só uma parede, e não um ambiente exclusivo. Estou pesando em comprar umas coisas bacanas para colocar na bancada, mas nada muito poluído. Quero manter essa pegada clean que foi proposta é comum nas cozinhas daqui.

Inspirações para nossa cozinha! <3

cozinha-post

A sala de estar será o ambiente mais bacana da nossa casa! Seguindo a planta como referência, vamos fazer um cantinho Home Office na parede em que divide o quarto/banheiro com a sala. Vamos colocar uma mesa para os nossos notes e uma estante de nichos. A ideia é reunir nossos livros, garrafas e trequinhos e um só lugar. Espero que fique bacana!

Inspirações para o nosso Home Office! <3 

homeoffice-post

Como aqui é frio (muito muito frio) na maior parte do ano, é quase automático que você sinta a necessidade de ter algo para pendurar as roupas logo na entrada de casa, já que precisamos de roupas pesadas para sair, e chegamos morrendo de calor. A casa geralmente está quentinha por conta dos aquecedores. A nossa ideia é colocar uma arara na entrada, não só para as nossas roupas, mas também para quem quiser nos visitar!

Referência para a arara da entrada do apê!

Pictures22

O nosso banheiro também já estava quase completo. Esse recuo que fica em frente ao espelho serve como uma super prateleira para colocarmos nossas coisas, mas como não tem nenhuma bancada ou gaveta (algo que é bem caro por aqui) nós vamos trazer um carrinho como estes, para colocarmos os demais objetos que devem ficar no banheiro.

Ideias para o nosso banheiro! <3

banheiro-post

A área de serviço é bem pequenininha, mas é bacana porque fica separado de todo restante da casa. Assim a gente pode colocar todos produtos, varal, caixas e cesto de roupas, e deixar a porta fechadinha. O que me incomodava MUITO no apê do Brasil é que a área de serviço era continuidade da cozinha… Tínhamos planos para separar as duas áreas, mas acabamos adiando por conta do orçamento. Aqui a única coisa que vou precisar é de uma estantezinha como esta, para guardar e separar os produtos de limpeza.

Otimizando a área de serviço! 

a293f5ff4409a048e4f16b2bbb8b997d

 

Bom, espero que tenham gostado do primeiro post sobre a decoração do ap! Quando os cômodos ficarem prontos, mostro tudo aqui no Blog! 😉

Até mais!

Beijos

Continue Reading

Você não pensa em se tornar blogueira? Não, obrigada.

thumb_big_normal_1eda14b578d5ea995cc08189c822fc87

Muita gente me pergunta porque não viro uma blogueira de verdade. Quando ouço essa pergunta, passa uma série de possíveis justificativas na minha mente, que eu acabo escolhendo aleatoriamente, para não deixar a pessoa sem resposta. Sempre agradeço o fato de que elogiam a minha escrita, mas o blog é justamente uma maneira de praticar e melhorar sempre. Eu gosto muito do que faço aqui, mas sei que estou longe de ser uma escritora, ou algo assim.

Acompanho muitos blogs diariamente e admiro muito o trabalho que essas pessoas fazem. Mas sempre fico com uma pontinha de desconfiança sobre a realidade por trás dessa vida dos blogueiros. Aí é que entra a minha primeira possibilidade de resposta para a pergunta que dá título ao mesmo post.

Não vejo lá grandes coisas na minha vida para poder dividir com vocês. Tudo bem que agora que me mudei para Berlin estou descobrindo muitas coisas que, de certa forma, podem gerar uma certa curiosidade ou até mesmo levar informações bacanas. Mas ainda assim, não sei se quero me comprometer a esse ponto. Estou muito longe de manjar de todos os paranauês de Berlin, e mesmo que faça coisas legais por aqui, talvez nada seja considerado uma super dica. Acho que no máximo eu posso compartilhar com vocês tudo que estou vivendo sob uma ótica mais realista, ou até mesmo mais sensível do que seria um “10 coisas que você precisa saber sobre Berlin”. E eu vou lá saber o que você deve saber sobre Berlin? Ah, não. Fala sério…

Eu também não sou fashionista, não entendo nada de moda, de marcas, maquiagem ou cabelo. O pouco que eu sei, uso no meu dia a dia de acordo com o que eu acho adequado. Não sou nada fitness, como comida congelada no almoço e passeio com meu cachorro. Não tenho um estilo de vida de blogueira. Sou uma pessoa normal, assim como você. Não curto essa parada de consumismo desenfreado, nem da supervalorização da imagem. Não vivo maquiada, produzida, nem uso roupas que você vai querer copiar.

Quando as pessoas falam sobre virar blogueira, há um compromisso muito sério por trás disso. Precisa ter uma responsabilidade imensa com o conteúdo que você publica, pois estamos muito expostos na internet. Imagina se eu dou dica que funciona pra mim, mas que acaba prejudicando outra pessoa? Não, eu não seguro esse forninho. Também não que deve ser tão legal viver compartilhando exatamente tudo que você. Puta escravidão.

Gosto de escrever de forma livre… É quase uma terapia. É como se eu estivesse traduzindo todo turbilhão de sensações e pensamentos em palavras. Já perdi as contas de quantas vezes eu “me encontrei” ao escrever, e de quantas vezes eu pude demonstrar o que eu realmente queria, mas não conseguia dizer. E no meio de tudo isso, sempre aparece algum maluco que se identifica e me deixa algum comentário bacana.

Ser blogueira exige dedicação profissional, tempo e muito esforço. Requer planejamento de posts, pesquisa de tendências, patrocínio, parcerias, estratégia de marketing digital. O que eu faço aqui é puro hobby, meu bem! É lazer, é liberdade e inspiração. Não é compromisso.

Ok, vai que um dia a coisa engata e começa a dar certo? Pode até ser. Depois que meus caminhos me trouxeram pra Alemanha sem que eu nunca nem sequer cogitasse morar fora do Brasil, não duvido de mais nada. Seria realmente legal ser admirada por uma coisa que faço com tanto gosto, e de quebra, ainda tirar uma boa grana. Mas não que eu vá disso um objetivo, não que vá correr atrás de algo assim

Fico aqui com as minhas bobeiras, meus pensamentos e meu coração. E se você gostar de tudo isso… Que bom pra gente! <3

Continue Reading

Diário do Wisky – Mãe neurótica, fim da dieta e o inverno de Berlin

wisky-berlin1

Oi, aumiguinhos! Como vocês já sabem, eu me mudei para Berlin com a minha família na semana passada. Aqui no hemisfério norte as estações do ano são bem diferentes do Brasil. Quando aí é verão, aqui é inverno! Achei o maior barato porque no comecinho do ano, nós estávamos no litoral de São Paulo, curtindo piscina, sorvete e muito sol. Quando chegamos aqui em Berlin, levei o maior susto! Nunca tinha sentido tanto frio na vida. Nos dias mais frios em São Paulo, mamãe até que colocava um agasalho em mim, mas nada se compara às temperaturas que estão fazendo em Berlin.

Quando cheguei na cidade, mamãe me levou pra fazer xixi fora do aeroporto. Eu segurei a viagem toda e realmente estava apertado, doido para achar um bom poste, sabe. Mas daí quando senti aquele vento gelado, fiquei muito receoso. O ventinho do meu nariz, no meu bumbum… Deus do céu. Comecei a tremer de frio e a mamãe ficou com dó de mim. Me abraçou apertado o caminho todo, e até que fui parando de tremer. Nada como um colinho de mãe, não é?

Meus amigos do Instagram tem me perguntado bastante sobre como estou me adaptando ao frio daqui. Bom, depois daquele primeiro impacto no aeroporto, mamãe achou um jeito bacana de me proteger: ela coloca minha coleira que parece um colete, e ela protege meu peito. Depois coloca uma roupinha bem quente que cobre meus braços e minhas perninhas, tipo um macacão. Depois coloca por cima uma espécie de casaco que protege o corpo todo e o pescoço.

2016-01-16 (10)

Nós fizemos uns testes, andando aqui pela região, e assim eu não sinto nem um pouquinho de frio! 🙂 Ando normalmente, assim como fazia no Brasil. Ela também ficou de olho para ver se minhas patinhas não ia ficar congeladas, e se seria necessário comprar sapatinhos. Fala sério né, mãe? Você só me faz pagar mico… Minhas patinhas ficam ótimas no chão! A natureza já fez meu corpo preparado para temperaturas mais baixas. Como sou da raça shitzu, vamos deixar meu pelo bem grandão aqui! No Brasil não dava muito certo, pois eu sentia muito calor. A verdade-verdadeira é que eu sofro muito mais com calor intenso (e o chão quente pode queimar as patas mesmo) do que com o frio daqui.

Basta usar as roupinhas certas e pronto! É só curtir. Mamãe ainda não teve coragem de me deixar muito tempo com os pés na neve… Ela só deixou eu andar um pouco, fizemos até um vídeo! Eu adorei, corri, brinquei… Mas foi por pouco tempo. Ela ainda está insegura… Papai é mais maluco e corajoso. Por ele, eu andaria pela cidade toda, me jogaria na neve e ficaria sem coleira! O bom dos dois serem diferentes é que eu posso aproveitar com o papai, mas sempre com a segurança da minha mamãe.

Papai e Eu curtindo a neve!

Outra novidade muito legal é que a minha dieta acabou! Vocês se lembram que eu tive que controlar meu peso, por conta de viagem de avião? Para poder ir na cabine com a mamãe, eu tinha que pesar, junto com a bolsinha, 8kg no máximo. Como eu sou comilão, e tava meio gordinho, fiz uma dieta bem restrita nos últimos dias e deu tudo certo. Quando cheguei aqui, estava com muita fome! Meus pais fizeram questão de comprar comidas bem gostosas e eu tirei a pança da miséria! Não nascia para essa vida light e fitness não. Comi até fondue na casa dos meus novos amigos Aline e Julio, que moram aqui em Berlin também.

A rotina aqui tem sido bem tranquila! Nós três acordamos juntos lá pelas 8h, tomamos café e desço para passear com a mamãe, enquanto o papai vai para o trabalho. Aos pouquinhos, a gente vai conhecendo a região. Também passeio à noite com o papai, quando ele volta da academia. O restante do dia, fica naquela vida difícil de comer-dormir-brincar. Ai ai rs…

É isso, aumiguinhos! Até o próximo post!

Lambeijos do Wisky The Dog para todos!

 

 

 

Ah… Agora além do Instagram, eu também tenho um Facebook!

Fiquem ligadinhos nas minhas novidades por lá!

 

 

Continue Reading

Diário do Wisky – Meu primeiro post no blog da mamãe! <3

wisky2

Oi, pessoal! Tudo bem?

Meu nome é Wisky Pol Laurindo Campideli. Wisky foi ideia dos meus papais, que sempre quiseram um cãozinho pra dar este nome e, quando me conheceram, viram que eu combinava mesmo com ele! Hihi. Pol foi o nome que me deram no Canil onde nasci e está registrado no meu Pedigree. Ninguém me chama assim, só a mamãe quando tá brava e fala o nome completo, sabe? Laurindo é o nome de família da mamãe e Campideli, do papai. Bom, este sou eu! Nasci no dia 5 de fevereiro de 2014 e sou um cãozinho da raça Shitsu, sou muito feliz, alegre, pentelho e comilão.

Já tem alguns meses que minha mamãe fez um Instagram pra dividir com as pessoas e com outros cãezinhos toda minha rotina, minhas trapalhadas e bons momentos. Acabou que meu Insta faz bastante sucesso, e a mamãe sempre teve vontade de relacionar o que fazemos lá com os posts do Blog. Juntos a gente vive tanta coisa, mas os últimos meses foram tão malucos, que ela acabou adiando um pouquinho essa ideia. Porém hoje, depois que demos um passeio aqui na rua da minha casa nova (em Berlin, Alemanha), e enquanto esperamos a pizza sair do forno, sentamos juntos para pensar no que escreveríamos… E cá estamos.

Hora do café da manhã!
Hora do café da manhã!

Bom, resumindo um pouco tudinho que vivi no ano passado, meu papai foi chamado para trabalhar aqui em Berlin, e eu e mamãe aceitamos vir também! Só que, por conta de toda burocracia que é pra levar um cachorrinho pra Europa, eu não poderia sair do país em menos de 4 meses. Por isso, meu papai foi na frente e eu fiquei no Brasil com a mamãe, com meus avós e o Nico.

Nico é o meu melhor amigo em todo o mundo! <3 Ele é um Lhasa Apso de 4 aninhos e também é da minha mamãe. Mas a história deles é diferente. Mamãe sempre quis ter um cachorrinho, mas meus avós não queriam. Até que um dia ela conseguiu os convencer e eles trouxeram o Tuniquinho! Foi amor à primeira vista e hoje todos são loucos por ele… E é claro, aprenderam a amar todos os animais do mundo através dele. Só que teve um porém: na época, mamãe trabalhava e estudava muito, e mesmo que ela fizesse de tudo pro Tunico achar que ela era a mamãe, ele acabou se apegando mais a minha vovó…

Quando a mamãe se casou com meu papai, Nico não quis ir morar com ela. Ele já estava acostumado com meus avós, com a rotina e com a casa. Nico é todo sistemático, todo certinho e cismado, diferente de mim que sou super de bouas. Daí minha mamãe ficou triste de viver numa casa sem cachorro e convenceu o papai de que isso seria uma boa ideia. E foi! No aniversário da Mamãe, dois meses depois do casamento, eu cheguei chegando! 🙂 Teve gente que criticou meus pais por isso, mas eles nem ligaram. Por mais que eu tenha dado trabalho no início, porque era bebê e passava o dia tdo aprontando sozinho em casa, enquanto eles trabalharam, eu trouxe ainda mais amor para relação deles!

Eu não deixo eles brigarem, por exemplo! Cada vez que eles começam a discutir, eu trago meus brinquedos e peço para eles brincarem comigo! Não é demais essa minha tática? A briga acaba rapidinho e logo eles fazem as pazes! Acho que nós os bichinhos de estimação temos esse lance meio de anjo da guarda, não é?

Agora que nós estamos em Berlin, teremos mais tempo e motivos para nos dedicarmos ao meu diário! Além de poder contar um montão de novidades para vocês, de certa forma, a gente vai se sentir mais próximo das pessoas que estão no Brasil e que gostam de mim e dos meus papais!

É isso! Até o próximo post, gAUlerinha!

Lambeijinhos do Wisky pra vocês!

Continue Reading

#Chegamos – A despedida da família no Brasil, os cuidados com o Wisky na viagem e as minhas primeiras impressões sobre Berlin

Hora do café da manhã!

Este é o nosso terceiro dia aqui em Berlin. Acabei de acordar e são quase duas horas da tarde por aqui. Ainda não consegui regular muito bem o sono, porque chegamos no fim de semana, e estamos dormindo bem tarde. Além disso, estranhei bastante o fato de que aqui o dia é muito curto, pois começa a anoitecer lá pelas 16h. Daí fica aquela sensação que o dia já tá acabando e eu ainda tô um pouco perdida com os horários.

Saímos do Brasil às 19h do dia 14/01, mas confesso que deixei parte de mim naquele aeroporto. Prometi pra mim mesma que não iria ficar revivendo as cenas da despedida na minha cabeça, porque aqueles momentos foram os mais tristes que já vivi até agora. Quando chegamos, eu estava muito ansiosa para pesar o Wisky… Tinha muito medo que ele ultrapassasse o peso limite de 8kg pra poder viajar comigo, apesar da dieta e tudo mais. Quando coloquei-o na balança, olhei pra cima… E só espero o cara responder “Ok, tudo certo”. 7,5kg foi o peso total do meu peludinho + a caminha de transporte dele. Ufa!

A partir dali, foi só choradeira. A cada pessoa que eu abraçava da minha família, eu sentia que não ia conseguir soltar. Difícil ouvir o choro das pessoas assim de perto, sentir que a dor entre os nossos corações é a mesma. Pior foi a despedida do meu cachorro, Tunico. Os olhinhos aflitos de quem não está entendendo nada partiram meu coração. Teve uma hora em que ele e o Rocky (dog do meu irmão) ficaram juntinhos do Wisky no chão, todos se despedindo do priminho querido que estava indo pra tão longe… Me diga, como não desabar? Olhei pro Tunico quando passamos as catracas e disse que já voltava, para ele me esperar, como sempre faço antes de sair de casa. Depois viramos as costas, segurei a mão do Will e seguimos em frente… Como sempre faremos, de agora em diante.

Rumo à Berlin!
Rumo à Berlin!

 

Passamos pelo detector de metais sem grandes problemas, mas Wisky causou um certo furor por onde passou em todos os momentos da viagem. Aqui no GRU quase todo mundo olhava com carinho, alguns falavam com ele e até faziam carinho. Ficamos esperando o anuncio do vôo por um tempo, até que entramos no avião. Estava arrumando a bolsa do Wisky no chão, em frente ao meu acento, como recomendado pela Lufthansa, quando um comissário falou para o Will em inglês que o Wisky deveria permanecer lá dentro durante todo o trajeto.

Nos primeiros minutos da viagem eu realmente confirmei que Deus sabe das coisas! Ele me deu o cachorrinho certo para dividir comigo esses momentos que estou vivendo. Wisky pegou no sono assim que o avião decolou e ele se acomodou na bolsinha. Durante todo o vôo ele não deu um latido sequer! Fiz amizade no banheiro do avião com duas senhoras que estavam atrás da gente, e elas disseram que estavam curiosas sobre aquela bolsa no chão, e que ficaram muito surpresas quando peguei ele no colo e viram que era um cãozinho. Até brincaram que ele era mais comportado do que todas as crianças que elas já tinham conhecido. Vocês pais babões que me desculpem, mas essa é a mais pura realidade <3

O avião era super confortável e tinha uma telinha pra irmos assistindo filmes. Não estava muito com a cabeça para filmes, mas fui assistindo alguns ao longo da viagem. Quando serviram o jantar, dei a minha salada de tomate e pepino para o Wisky, que comeu tudinho, sem reclamar. Dei um pouquinho de água para ele na tampinha da garrafa, mas estava apreensiva sobre como ele faria xixi ali no tapetinho higiênico que estava forrando a bolsinha. Não consegui dormir bem no avião porque estava o tempo todo de olho no Wisky. Tinha medo que ele sentisse alguma coisa, que passasse mal ou algo assim, mas a única coisa que ele fez foi dormir tranquilamente.

Hora do café da manhã!

2016-01-17 (1)

Por um momento na madrugada, quando todas as luzes do avião se apagaram, Wisky saiu da caminha e me pediu colo. Eu o acomodei nos meus braços, contrariando a recomendação inicial daquele cara chato, e aí sim consegui dormir um pouco. Logo começou a amanhecer e eu estava morrendo de vontade de ir ao banheiro e esticar um pouco as pernas. Depois veio o café da manhã e o Wisky comeu o mamão picadinho que veio junto, e nada de sinal de xixi. Chegamos em Munich depois de 10h de vôo, levei-o num cantinho para ver se ele fazia algo e nada. Ele estava agitado com tanta novidade e cheio de energia, depois de tantas horas de sono.

Passamos pela imigração e aconteceu uma coisa curiosa. A moça simplesmente fez umas perguntas pro Willian sobre o que estávamos fazendo ali, ele respondeu, e valew, falows. Wisky estava dentro da bolsa, como orientado, o tempo todo. Pelo que a Cia aérea tinha comentado, a documentação dele (CZI) seria checada na imigração… A moça simplesmente nos liberou, nós saímos rápido para não tumultuar e ficamos parados uns instantes. Ué, e o CZI? Na mochila do Will coloquei uma pasta com todos os documentos do Wisky, cópias, e tudo mais que eles quisessem pedir. Foram quase 6 meses providenciando tudo que a imigração exige para a entrada de animais na Alemanha, uma graninha considerável para bancar tudo e muitas crises de ansiedade… para nada. Fiquei frustada, confesso. Me surpreendi com o fato de que as pessoas não se impressionavam pelo Wisky ali, como foi no Brasil. Os brasileiros do nosso vôo sempre faziam comentários fofos, e as crianças de um modo geral, também. Mas os oficiais, o pessoal do aeroporto e os alemães não achavam nada demais.

A única coisa que eles pediram foi para que o Wisky passasse andando sozinho no detector de metais. O que foi um show a parte, porque eu o coloquei no chão e ele simplesmente desfilou até o Will, que estava do outro lado. Naquela hora até o alemão mais carrancudo soltou um sorriso! 🙂 Depois entramos no avião que nos levaria até Berlin. Este era bem menor e menos confortável que o outro, por tratar-se de vôo doméstico. Acomodei o Wisky de novo a minha frente, mas dessa vez, ele pediu colo muitas vezes. Sabia que ele já estava muito e agoniado cansado a essa altura… Senti muita peninha dele. Fiquei fazendo carinho até que ele dormiu de novo. E a gente também. Depois que passou o estresse inicial e o corpo arriou, dormimos direto até Berlin. Quando vi os flocos de neve caindo lá pela janela do avião, quando aterrissamos, coloquei um agasalho no Wisky, vesti uma blusa pesada e descemos do avião.

Apertadinho no vôo de Munich a Berlin
Apertadinho no vôo de Munich a Berlin

Quando chegamos aqui, começaram os contratempos. Não importa o quanto você se programe, se organize e se prepare. As coisas sempre fogem do nosso controle e a gente precisa aprender a desencanar. Essa foi a primeira coisa que Berlin me ensinou. Nossas malas ficaram em Munich! Fomos até o local indicado para fazermos a queixa, foi quando o Will me perguntou como eram as nossas malas, para ele descrever pra moça lá na hora. Tive a ideia de pegar umas fotos que tinha no meu celular para mostrar… quando me dei conta que tinha esquecido meu celular no avião que nos levou até Munich. Tirei algumas fotos do Wisky durante o vôo para postar no Instagram dele… E como eu só fiquei prestando atenção nele a viagem toda, acabou ficando lá. Will me deu umas broncas e eu comecei a chorar…

Xinguei a cidade, a cia aérea e fiquei brava com Deus e o mundo. Enquanto ele comprava nossos tickets de ônibus, fui com o Wisky na rua para ver se ele fazia xixi… E senti o frio mais intenso que você pode imaginar. O vento invadia minha roupa, minha touca, as luvas. Tudo bem que eu não tava com um roupa muito quente mesmo, pois até então, eu só sentia calor de ter que carregar o Wisky. Foi quando olhei pra ele e vi que ele estava tremendo. Meu coração disparou e eu desabei a chorar mais ainda. Eu e o Willian o enrolamos com nossos agasalhos e cachecóis, o abracei bem forte e pedi pra Deus baixinho que aquilo fosse passageiro.

Chorei quase o caminho todo no ônibus. Estava puta pelo meu celular, pelas malas – Ah, ficamos apenas com uma que estava com as coisinhas do Wisky, por sorte! – chateada pelo Wisky estar sentindo frio e brava pelas nossas malas. Daí vi que o Will também estava chorando e quando perguntei porque, ele disse que estava feliz por estarmos ali. Esse foi mais um daqueles momentos da vida em que o Will me mostra o quanto eu sou egoísta, o quanto fico dramatizando as coisas e deixo de dar valor ao que realmente importa. Ele definitivamente é muito melhor nisso do que eu. Dei um beijinho nele, o parabenizei pela conquista e agradeci por ele ter nos trazido e cuidado da gente o tempo todo. Eu não falo uma palavra em alemão e to bem enferrujada no inglês… Ele toma a frente de tudo, carrega as malas, nos protege. Obrigada, amor! <3

Quando chegamos no nosso apartamento, Wisky ficou maluco! Corria pela casa, subia no sofá, parecia que estava dizendo “finalmente estamos em casa”. Gostei muito desse lugar! A sala é espaçosa, dá gosto de ver Wisky correndo por aqui. A região onde moramos tem muita coisa bacana, o apê é quentinho e tem tudo que precisamos, por hora. Na próxima semana, vamos começar a comprar o que está faltando para que aqui se torne um lar de verdade! Wisky fez xixi aqui no tapetinho higiênico depois de quase 14h. Ufa! Acho que ele acabou ficando tão desregulado quanto a gente, só não fala, tadinho.

Ficamos descansando até que as malas chegaram! Pude tomar um banho e trocar de roupa. Também fomos a um mercadinho aqui perto comprar uma coisa para comer, falei com a minha mãe pelo Gtalk e depois dormimos de novo. Acordamos às 14h de ontem! Tomamos café, nos agasalhamos – agora coloquei duas roupinhas no Wisky – e fomos dar um passeio por aqui. Fomos numa loja chamada Saturn comprar um secador de cabelo e uma chapinha pra mim (rsrs) e uma cafeteira também. Wisky a-do-rou tudo por aqui! Na rua fez xixi, cocô, cumprimentou alguns dogs e fez o maior sucesso! Ele estava lindo e elegante, mas sou suspeita, né?

Eu e o Wisky no nosso primeiro passeio em Berlin
Eu e o Wisky no nosso primeiro passeio em Berlin

 

Não vi tanta diferença na reação das pessoas em relação a ele, nem achei que os alemães são tão frios quanto dizem. Acho que vai de pessoa pra pessoa. Na loja, uma vendedora alemã de uns 45 anos de idade foi super simpática e sorridente, só que não falava bem inglês, já a moça do caixa era mais séria, deveria ter seus 30 anos mas falava inglês perfeitamente. Enfim, assim como no Brasil, deve ser em qualquer lugar do mundo. Tem gente simpática, gente séria, gente disposta a ajudar, e gente mais carrancuda. Talvez por conta da cultura, a proporção de pessoas sérias deve ser maior, mas todo são educados. A cidade é organizada, bonita, parece coisa de filme. Tem lata de lixo para todo lado, mas as pessoas jogam as bitucas de cigarro no chão. É mais limpa que São Paulo, mas tem esse problema. Muitos fumantes, muito cigarro no chão. Achei bacana a latinha de lixo, que tem um desenho pra gente jogar o cocô de cachorro nela.

2016-01-16 (14)

Na volta, deixamos o Wisky em casa com o brinquedinho que compramos para ele, e fomos no mercado de novo. Fizemos uma comprinha mais parruda e conheci uma família de brasileiros que me ajudou a achar o açúcar. Voltamos para arrumar tudo, tomei banho e conversei com a minha família novamente. Lá pelas 20h fomos até a casa de um casal de amigos do Will que está aqui há 4 meses, Júlio e Aline. Eles são super legais e nos receberam com um belo fondue! 🙂

Começou a nevar enquanto estávamos lá e na hora de ir embora, nos deparamos com a cidade toda branquinha de neve. Daí vocês já sabem, né? Brasileiro fica besta com neve. Will e eu voltamos cantando, brincando pela rua, mas não tive coragem de colocar ele no chão, com medo dele ficar doente ou queimar as patinhas no gelo. Mas de tão felizes que os papais estavam, Wisky foi balançando o rabinho mesmo no nosso colo. Ao chegarmos em casa, coloquei ele na neve e a reação foi a melhor! Ele correu, brincou com o Willian e ficou super feliz! Logo entramos no apê, e a nossa jornada já estava encerrada naquele dia.

2016-01-16 (9)

 

Acordei agora a pouco, quase 14h da tarde. O pessoal me disse que domingo é dia de fazer nada mesmo por aqui. O comércio não abre e o alemão valoriza muito esse dia com a família. Achei tão legal! Hoje vou aproveitar para colocar umas coisas em ordem na casa e fazer uma lista do que estamos precisando. Parece que amanhã as esposas dos meninos da empresa do Will que se mudaram pra cá também, vão sair para umas compras. Não conheço nada ainda, mas acho que vou pegar esse bonde. Como elas já estão aqui há alguns meses, já estão bem mais adaptadas. Sabe quando a gente é transferido de colégio, e chega no meio do ano? Pois é, tô me sentindo assim rs.

Hoje é aniversário do meu pai! Fico triste por não estar ao lado dele, mas deixei uma surpresa para ele lá em casa, e não vejo a hora de saber se ele gostou. Mais tarde vamos nos falar de novo, e de certa forma, continuamos nos sentindo perto.

Em breve, mais novidades da nossa vida aqui em Berlin.

Beijos <3

 

 

Continue Reading

Rumo à Berlin: Como foram os meus últimos dias no Brasil

200107-omag-travel-600x411

Confesso que há alguns meses atrás, quando decidimos que passaríamos uma temporada vivendo na Alemanha, eu achava que, a essa altura do campeonato, às vésperas da viagem, eu estaria surtando. Isso porque naquele momento eu já estava à beira de um ataque de nervos. Mas daí eu pensei “porque passar meus últimos dias no Brasil nervosa, estressada, curtindo a foça da saudade que nem comecei a sentir?”.

Sou ariana, meu bem. Daquelas bem intensas mesmo, saca? Se eu tô feliz, eu fico radiante, mas se estou triste, é quase uma depressão. Se estou ansiosa ou nervosa, ninguém me suporta. Aliás, obrigada a todas as pessoas que me aturaram esses dias e não desistiram de me dar forças!

Foram quase três meses de mudança. Acho que pra mim foi mais fácil, pois eu pude fazer todas as coisas que eu queria aos pouquinhos, estar com todo mundo que gosto, curtir meus Pets e providenciar o que era necessário para viajar. O que acabou dando mais trabalho foram os trâmites para levar o Wisky, meu cachorrinho. Além de todo processo que tive que cumprir para tirar o CZI dele (é um tipo de passaporte para que ela possa transitar internacionalmente), ainda tive que lidar com uma dieta forçada para ele entrar no peso padrão da companhia aérea. Confira nesse e nesse post.

Willian, meu marido, chegou pouco antes do Natal. Pra ele a mudança foi muito brusca. Ele foi pra lá em Outubro e passou mais de dois meses sozinho na Alemanha. Teve que se virar, montar a nossa casa, aprender as manhas de morar na gringa… Tudo isso sozinho. E a madame aqui, morando com a mamãe e recebendo mimos de todos! Rs. Apesar disso, não sei se posso dizer que foi mais fácil pra mim. As nossas personalidades são muito diferentes, e acho que acaba tudo na mesma balança.

Ele é um cara prático, determinado, centrado e equilibrado. Como eu passei a admirá-lo ainda mais depois que vi o quanto ele se saiu bem por lá! Desenvolveu o inglês, se virou bem em casa, tudo na maior tranquilidade. Em contrapartida, eu aqui no Brasil tive apoio de todas as pessoas possíveis. Até quem não era tão próximo, deu um jeitinho de apoiar. Me surpreendi com a quantidade de pessoas que se aproximou de mim! Uns por carinho e amizade por mim, outros por saberem o quanto eu estou sofrendo pelo fato de ficar distante da minha família, outros por ficarem felizes com a oportunidade que tivemos.

Seja pelo motivo que for… Foi muito bacana curtir esses últimos meses. Tive alguns momentos complicados de lá para cá, como a tristeza de não poder levar o Alvin conosco, as crises de ansiedade e pânico que tive que me tratar pra controlar e os preparativos pra mudança em si. Mas eu também consegui rever amigos que  não encontrava há um tempo, curti muito os meus pais e meus parentes mais próximos, e aproveitei muito cada segundo com o Nico, meu outro cachorro (que acabou escolhendo a minha mãe porque né… ela é muito melhor que eu mesmo) que ficará no Brasil.

Depois que voltei da praia, após a virada de ano, foi que caiu a ficha. O mês de dezembro quase sempre passa muito rápido, mas este passou num piscar de olhos. Quando me dei conta, já era janeiro, e em poucos dias, a data da nossa viagem chegaria. E chegou. Amanhã, às 19h, estaremos no avião rumo à Berlin.

Nesse último fim de semana fizemos algumas despedidas para o pessoal mais próximo. Na sexta fomos a um Pub com a família do meu marido, no sábado fomos a um espetinho com meus familiares e amigos, e domingo mais um encontro com os Campidelis. Entre tudo isso, fui recebendo visitas importantes de algumas tias e primos queridos, e muitas mensagens de amigos querendo me dar um abraço de boa sorte.

Nunca imaginei que fosse tão querida. Eu tenho plena consciência de que sou bem chata e difícil de aturar… Rs então realmente me surpreendi com tanta energia positiva. Não escondo de ninguém que estou emocionada… Choro em cada abraço ou ao ouvir qualquer palavra incentivo que, apesar de darem uma sensação imediata de tristeza, revigoram a minha coragem e o entusiasmo para seguir em frente.

Por enquanto estou fingindo que não vai chegar a hora de me despedir dos meus pais, do Tunico, do Alvin, do meu irmão e da família dele. Certamente essa será a parte mais dolorida. Por sorte, sou a única exagera da família! Todos estão serenos, tranquilos e firmes. Eu sempre soube que eles eram a minha base, mas não fazia ideia do quanto eles são importantes pra mim. Sim, vai doer pra caralho e eu me permito usar esse palavrão por que ele potencializa o sentimento. Mas tô aprendendo a focar nas coisas boas, em tudo que nos aguarda por lá, na chance de conhecer uma nova cultura, de poder estudar e de amadurecer junto com o Willian.

Estou aprendendo (aos poucos, confesso) a usar a minha razão para controlar meus sentimentos. A Natalia de sempre estaria chorando dias e noites, se despedindo dos outros como se estivesse em estado terminal. Credo! Mas tô empenhada em fazer dessa Natalia versão 2016 uma mulher forte, coerente e um pouco mais sábia. Não estou dando adeus para ninguém… Deixo o meu Até Breve para todos aqui no Brasil.

Por sorte, temos tantas formas de nos comunicar que a saudade vai dar uma aquietada dentro do coração. É isso aí… Foco nas coisas boas!

O próximo post vai sair direto de Berlin… O que será que vem por aí, hein? 🙂

Beijos!

 

Música do momento: Amigo Velho <3

Continue Reading