Reflexão sobre o Natal – Porque animais não são brinquedos

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Esse não é só um post como os outros, mas sim, um apelo que faço a todos os pais e parentes que estão pensando em presentear suas crianças neste Natal. Nas últimas semanas tenho visto muitas postagens falando sobre animais que estão sendo descartados pelos donos que alegam não querer ou não poder mais cuidar dos seus pets.

Não sei se a chegada das férias acaba impactando no crescimento desse número. Sinceramente, não fui a fundo pesquisar. Mas uma coisa é certa: animais não são brinquedos. Sim, ganhar um bichinho de estimação certamente é uma das coisas mais especiais que podem acontecer na vida de uma criança. Fico imaginando o quanto minha vida teria sido muito mais feliz se eu tivesse ganhado um cachorrinho na infância (quando o Tunico chegou, eu já tinha 20 anos).

Eu gostaria muito de ter conhecido o amor pelos animais há muito tempo, e acredito que eles ajudam muito no desenvolvimento das crianças. Há estudos que comprovam que os pequenos que possuem animais de estimação desenvolvem mais cedo o sentimento de responsabilidade. As crianças quase sempre são o centro da casa, mas quando há um animal que requer atenção e cuidado de todos, eles amadurecem isso muito rápido em seus corações.

Não estou dizendo para que vocês não presenteiem seus filhos com pets. Não é isso. Mas é importante deixar claro que o animal será muito mais seu do que de seu filho. É claro que vai depender muito da idade da criança, pois quanto mais velha ela for, mais ela poderá participar e suprir as necessidades que um animalzinho demanda. Mas a vida segue um fluxo diferente… As crianças crescem, saem de casa, ou muitas vezes, perdem o interesse inicial pelo filhote que, assim como eles, um dia também crescem.

Tunico, meu primeiro cachorro, só veio para casa depois de muita conversa com meus pais. Na época, eu estagiava o dia inteiro e ia para faculdade à noite. Meus pais sabiam que a maior responsabilidade seria deles, por mais que eu me esforçasse para fazer tudo que ele precisava nas horas em que eu estava em casa. Dois anos depois eu me casei e não o levei para morar comigo. Não por falta de vontade (Deus sabe a falta que Tunico me fez), mas porque ele já estava tão adaptado aos meus pais, à rotina e a casa, seria muito egoísmo da minha parte virar a sua vida de ponta cabeça só para estar junto dele.

Eu sempre acreditei que o que mais importa nessa história é o bem estar do animal. Se você nunca teve um, provavelmente não faz ideia do quanto eles se apegam à família e ao lar onde vivem. Chega a doer o coração só de pensar de novo em todos os bichinhos descartados que vi essa semana. Muitos deles nunca se recuperam do trauma desse abandono, e quanto mais avançada é a idade, maior é a tristeza que eles sentem.

Sempre que converso com as pessoas sobre cachorros, proponho o exercício de que elas se coloquem no lugar do animal. Eles podem até não entender tudo que acontecem ao redor, mas são muito mais sensíveis do que a gente, simplesmente porque não entendem as razão das coisas.

“Porque minha família me abandonou? O que será que eu fiz de errado? Porque eles nunca mais voltaram para me buscar?” Já pensou o quão atormentador deve ser repetir dentro de você mesmo essas perguntas, sem nunca na vida poder entender a resposta? Me desculpe, mas eu mesma já estou chorando com esse post.

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Nesse final de ano, pense muito bem em tudo isso que compartilhei até aqui. A sua vontade de ter um pet deve ser muito maior do que a vontade de fazer seu filho feliz. Peço também, encarecidamente, que dividam esses pensamentos com as pessoas que falarem nesse assunto com vocês. Se a ideia estiver amadurecida, será lindo dar um lar a um animal neste Natal! Mas se não estiver… é bem melhor pensar nisso com mais pé no chão.

Também peço para que vocês compartilhem nas redes sociais os casos de animais “descartados” por seus donos. Não que eles sejam mais merecedores de um lar do que os (muitos =/) animais que estão nos abrigos. Mas o fato deles um dia terem sido acolhidos e depois, tudo mudar, causa uma ferida enorme no coração de um anjo que não merece ser abandonado.

Obrigada!

Beijos

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Como viajar com pets para Berlin Parte 4 – Bolsa de transporte, dieta do Wisky e emissão de CZI

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Estamos chegando à reta final dos nossos preparativos para a viagem à Berlin! Eu já contei para vocês em um outro post tudo que você precisa fazer para conseguir a documentação necessária para embarcar para UE. Basicamente, você vai precisar microchipar o seu pet, vaciná-lo contra raiva e enviar uma amostra de sangue dele para processamento de uma sorologia. O resultado desse exame atestará que seu bichinho não possui raiva, e que tem condições sanitárias para viajar com você.

Mas não vá pensando que é simples assim, viu? Esses são os passos básicos, mas há uma série de outras exigências e dead lines que você cumprir até a data da viagem. Se você quer mais informações, confere aqui!

Em busca da bolsa perfeita

Mesmo morando na cidade de São Paulo, onde se concentram as maiores redes de Pet Shop do país, tive muita dificuldade de encontrar bolsas de transporte que se encaixassem nas medidas exigidas pela companhia área. No caso da Lufthansa, “um cão ou um gato podem ser transportados na cabina numa caixa de transporte própria (dimensões máximas: 55 x 40 x 23 cm, que seja capaz de reter os fluídos do animal, à prova de mordedura). Peso máximo do animal + caixa: 8 kg.” Além disso, a bolsa precisa ser maleável e confortável, pra que o animal possa ser colocado embaixo do acento da frente “durante a descolagem e a aterragem, ou se o avião estiver a passar uma zona de turbulência”.

Pesquisando sobre isso na internet, encontrei esse post do Blog Linving Van em que eles contam como foi viajar com o shitzu paçoca. Me apaixonei por ele e pela bolsinha logo de cara! Foi aí que peguei o contato da Amigos de Pelo, empresa responsável pela confecção desse material. Fiquei tirando algumas dúvidas com a Lourdes e fechei minha encomenda! Hoje nos recebemos a bolsa de viagem em que ele irá acomodado no avião. Eu mandei fazer personalizada, de acordo com as medidas da Lufthansa, companhia área pela qual nós viajaremos.

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Como meu marido chega de Berlin na quarta-feira que vem, vou levar a bolsa no aeroporto quando for buscá-lo. Assim, mostramos para o pessoal do guichê e nos certificamos de que ela segue os padrões da empresa.

Dieta do Wisky

 

Além de toda a saga para escolhermos a bolsa ideal para ele, nós também temos outro problema: o peso do Wisky. Nosso dog é um bichinho muito comilão e sempre comeu de tudo e mais um pouco. Quando ele era filhote, a gente não ligava muito para esse lance de peso, mas no começo desse ano, ele bateu os 7,5kg e isso nos deixou meio chocados.

Começamos a controlar a comida dele, até que ele chegasse aos 6,5kg, que é o mais recomendado para o porte e altura dele. Porém, na semana passada, fiquei um pouco chocada. Wisky engordou 200g de uma semana para outra. Sim, eu comprei um balança para pesá-lo com frequência. A nossa meta é que ele chegue a 6kg. A bolsa de transporte pesa 1.300kg, assim ele não ultrapassa os 8kg determinado pela companhia.

Para atingirmos essa meta, começamos uma dieta rígida e uma rotina de caminhadas mais forte! Torçam para que ele consiga atingir esse peso logo!

 

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Emissão do CZI

Nossa viagem já está marcada para o dia 14 de janeiro de 2016. Nosso vôo sai às 19h do GRU. Liguei no Vigiagro na semana passada (contatos: 24452800; 24453683 e 24455956), para saber sobre o agendado da data para eu levar todos os documentos dele e emitir o CZI. Eles me pediram para eu retornoar no dia 21 de dezembro, segunda-feira que vem, para enfim fazer o tal do agendamento.

No dia marcado, eu devo levar todos os originais + 2 cópias simples:

Então, semana que vem já saberei a data de quando iremos ao Vigiagro pegar o CZI do Wisky. Aí sim chegaremos à reta final! Quanta ansiedade, meu Deus…

Agora é esperar as datas chegarem e torcerem para que nada dê errado!

Beijos

 

 

 

 

 

 

 

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É possível cuidar de você mesmo durante períodos de tensão?

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Já deve estar ficando cansativo pra você, meu caro amigo, ter que se deparar com a mesma introdução todas as vezes que visita meu blog, não é mesmo? Acho que os últimos posts estão sempre começando com a minha redenção diante dos fatos: nunca estive tão ansiosa em toda minha vida.

Desde que larguei meu emprego para me dedicar única e exclusivamente à mudança para Berlin, que eu fico me perguntando se isso foi mesmo uma boa decisão. Hoje já começo a questionar se o trabalho na agência distrairia mais a minha cabeça, e me tiraria um pouco o foco das coisas relacionadas à viagem. Por outro lado, o motivo que me levou a me desligar com certa antecedência é incontestável. Acho que eu não estaria inteira no trabalho, com tantas outras coisas “mais importantes” pra resolver. Provavelmente, isso prejudicaria minha produtividade e meus resultados, e isso certamente não faz o meu tipo.

Aí é que chega um dos pontos do post de hoje. Naturalmente sou uma pessoa muito comprometida com as coisas. Sempre que assumo uma responsabilidade, eu faço de tudo pra que as coisas saem perfeitas. Essa característica me garante um puta desempenho profissional, mas prejudica muito o lado pessoal e emocional.

Na última semana, além dos problemas que tive em relação ao Alvin, tive problema com a reserva do Wisky no vôo que foi comprado pra gente. A própria companhia área não registrou a reserva dele, mesmo com o pedido sendo feito no ato da compra da passagem. Mesmo sabendo que ainda temos tempo de correr atrás, e tentando repetir pra mim mesma que tudo vai dar certo, comecei a ter sérias crises de ansiedade.

Sim, você vai dizer que sou exagerada, assim como todos os que estão a minha volta disseram desde o início. Eu mesma sei disso, sei que devo me controlar, mas eu sentia fortes dores no feito, uma sensação de sufoco. Era físico, não era racional. E então eu tive aquele insight que as pessoas têm quando caem na real “se eu não cuidar de mim, quem é que vai cuidar?”.

Chega um ponto da nossa vida em que a gente percebe que precisa se olhar com mais carinho, com mais atenção. As pessoas ao redor criticam com facilidade, dão lá seus pitacos e dicas de como driblar algumas coisas, mas só você mesmo é capaz de sacar qual é o seu limite. Comecei a pesquisar sobre esse tipo de sintoma, e vi que pode se tornar uma coisa muito séria, se você não se cuida. A longo prazo, isso pode virar síndrome do pânico, distúrbio bipolar, ou até mesmo uma forte depressão.

Aí você vai me dizer que estou sendo exagerada de novo, e que estou potencializando uma coisa bem pontual. Pode até ser que você esteja certo… Mas o melhor que posso fazer por mim e pelas pessoas que se importam comigo é me cuidar e me prevenir.

Sobre as dores do peito que senti, involuntariamente, por cinco dias, não sinto há três. Voltei a tomar um calmante que foi receitado pela minha terapeuta há alguns meses. Para resolver a insônia, voltei a organizar meus horários de dormir. Eu acabava indo me deitar muit tarde, vendo séries ou pesquisando coisas na internet. Agora, tento me desligar pelo menos uma hora antes de ir pra cama, e fico lendo um livro bem light até a hora de dormir mesmo. Parei de tomar café à noite e deixo o celular longe de mim rs. Ontem foi a primeira noite em que peguei no sono rápido depois de duas semanas de insônia.

Hoje fui ao consultório de uma grande amiga minha, que é fisioterapeuta e me deu aula de pilates (eterna saudade <3) por quase um ano. Fiz uma sessão de shiatsu para estimular os 200 mil pontos de tensão espalhados pelo corpo, e coloquei uns pontinhos de acupuntura na orelha pra dar uma aliviada na tensão.

Porque desde o início, eu não incluí nos meus planos, não só dar conta das responsabilidades da viagem, mas sim, também tirar um tempo pra mim? Nessa correria que a gente leva, quase sempre estamos anulando a nossa saúde e nosso bem estar porque damos prioridade demais a outras coisas.

Prometi também melhorar a alimentação e fazer mais caminhadas, além de estar perto das pessoas que tanto sentirei falta quando estiver em Berlin! E é claro, continuar a minha cãoterapia diária com os meus dois anjos da guarda! <3

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Beijos

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