Mudança para Berlin: 7 novas experiências que espero viver por lá

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Os dias estão passando e a correria continua por aqui. Ainda estou resolvendo algumas burocracias, e já comecei a empacotar todas coisas do nosso apartamento. Tô separando o que quero deixar guardado aqui para quando voltarmos, o que quero levar na viagem e o que pode ser doado/vendido. Pelo que consegui prever e programar, acho que essas são as minhas últimas dez semanas aqui no Brasil. Pode parecer muito, mas final de ano geralmente passa voando e eu ainda tenho muita coisa para fazer e aproveitar.

As vezes, quando sobra tempo em meio a essa série de decisões e compromissos, me pego pensando nas minhas expectativas em relação a Berlin. Mesmo que isso já seja um fato em nossas vidas há algum tempo, eu ainda não tenho uma resposta pronta para as duas perguntas que me fazem constantemente: Como você está se sentindo? O que você vai fazer quando chegar lá?

É uma mistura de sentimentos. Se por um lado, estou feliz por poder viver tudo isso, por outro, a saudade das pessoas e da vida que deixaremos aqui aperta o peito todos os dias. O que eu vou fazer lá, ainda não sei. Imagino que levarei algumas semanas para me instalar, me adaptar, comprar o restante das coisas que estão faltando em casa (e que o Will tá me esperando chegar pra escolher junto com ele) e começar a pegar no novo ritmo.

Mas acho que dá pra elencar todos os pontos que estão fortalecendo a minha decisão e me enchendo de esperanças ultimamente. Vamos lá?

1. Estudar  idiomas: o que mais anima nisso tudo é a possibilidade de poder estudar inglês e alemão. Sei que não vai ser fácil, mas finalmente vou conseguir me dedicar exclusivamente aos estudos. Aqui no Brasil, quase todo mundo precisa conciliar o trabalho, faculdade e a vida pessoal. Tenho uma chance de ouro nas mãos de poder focar no estudo desses idiomas! Depois de algum tempo, quando eu me sentir mais preparada, vou poder fazer alguns cursos relacionadas a minha área (Relações Públicas) e arranjar um emprego por lá.

2. Sair do casulo: Berlin é uma puta cidade! Vou poder sair, passear, conhecer tudo. Aqui em São Paulo, eu não tenho muito esse hábito. Com a correria do dia a dia (trânsito, trabalho, compromissos) eu sempre optei por estar em casa, descansando perto da família, e raramente fazíamos programas diferentes. Lá nós poderemos aproveitar muito mais, ainda que para preencher a saudade do Brasil.

3. Curtir mais da família e ter uma vida menos estressante: Desculpa insistir na tecla da correria da vida em SP, mas acho que vocês vão me entender. Sempre acabamos fazendo as coisas às pressas, sem dar o devido valor aos detalhes da rotina. Passear com o Wisky, por exemplo, sempre foi uma atividade que eu tinha que fazer rapidinho, só para ele não ficar enteado, sempre conciliando com os meus horários daqui, quando a avenida estava menos movimentada, etc. Lá eu vou poder curtir mais esses momentos!

4. Me dedicar mais ao Blog: escrever é uma coisa que amo fazer, mas que acabava ficando em 20º plano entre tantas outras prioridades. Espero poder registrar minhas experiências aqui e fazer dele uma ponte com as pessoas que querem manter contato comigo e que vivem as mesmas coisas.

5. Ler os assuntos que me interessam: Tenho uma série de livros e links separados, todos taggeados como leitura pendente. Sempre gostei de ler e estudar história e política, por exemplo, mas acabava me dedicando mais às leituras relacionadas ao meio em que trabalhava. Espero ter mais tempo para me dedicar a todos os assuntos eu gosto.

6. Fazer planos a longo prazo e me redescobrir: Sinto que essa experiência vai me fazer muito bem! Além de me forçar a sair dessa zona de conforto em que vivo, desde o início essa decisão me fez ter uma noção muito maior de mundo, de destino, de possibilidades. Repensar o que quero pra nossa vida, pra nossa família, entender o que realmente nos faz bem e assimilar melhor os nossos valores e desejos para o futuro.

7. Ter mais tempo para cozinhar: Sim, é efeito Master Chef! Também confesso que aqui em SP, durante a semana, a gente sempre preparava algo mais prático pra quebrar o galho, e aos fins de semana, ou a gente corria para matar a saudade da comida das nossas mães, ou saia pra comer fora e namorar um pouco. Em Berlin, espero poder praticar mais e fazer disso um hobby!

Por enquanto é isso, galera!

Beijos <3

 

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Mudança para Berlin: preparativos, ansiedade e pensamento positivo

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Desde que decidimos nos mudar para a Alemanha a nossa vida está uma loucura. Já tive uma crise de herpes por causa do estresse, sinto dor de cabeça quase todo o dia, frio na barriga repentino e umas palpitações estranhas no coração. Sem contar na cabeça que não para de pensar em tudo que precisamos resolver, na saudade que sentirei do Willian nesses dois meses em que ele já estará em Berlin e em tudo que vamos passar em breve. #NãoEstáSendoFácil

Faço listas e listas pra tentar organizar tudo em caderninhos e no Google Calendar, e uso N aplicativos. Confesso que dei uma surtada há uns dias atrás. Se por um lado, esse meu jeitão neurótico de elencar e categorizar tudo que tenho que fazer é muito bom para o trabalho e para os estudos, na vida pessoal isso vira uma intensa cobrança que acabo fazendo comigo mesma.

Nunca passei por nenhuma mudança tão drástica assim na vida. Quando tive que morar em Manaus com meus pais em 2007, não tive que me preocupar com mais nada além de fazer as malas. Quando me casei, a adaptação também foi complicada, mas tive total apoio das nossas família e dos amigos que se aproximaram pra ajudar. Sei que agora nós também estamos contando com as mesmas pessoas, mas tenho uma sensação diferente. Uma sensação de que eu e ele estamos “por nossa conta” pela primeira vez.

Hoje foi meu último dia na agência em que trabalhei por quatro anos. Decidi me desligar com 2 meses de antecedência justamente para poder planejar tudo com calma, sem correr o risco de algo dar errado. Ainda tive que lidar, nesses últimos dias, com todas as coisas que estavam rolando por lá e correr quase todo dia na hora do almoço pra ajudar o Willian com algumas providências burocráticas que ele precisava resolver aqui.

Além de ter que se desligar da unidade do Brasil e tocar o processo de admissão lá na Alemanha, ele precisava continuar trabalhando no ritmo e no fuso horário da galera de lá. Tivemos que vender o carro e correr atrás de todo o processo para retirada do visto. Por sorte, já conseguimos alugar um apartamento em Berlin! <3 É pequeno, mas o espaço é bem distribuído. Bem localizado, moderno, aconchegante. A sala é bem grande, vai dar pra acomodar a família e os amigos, quando puderem nos visitar. Já fico imaginando a alegria do Wisky quando tiver um espaço maior para brincar e correr.

Ah, e por falar em apartamento, ainda estamos negociando a venda dos nossos móveis e dos eletrodomésticos. Dá um trabalhão atender todo mundo, negociar, entregar e etc. Acabei parando um pouco com isso, pois estava super sem tempo, mas a partir da próxima semana, vou retomar as minhas vendas rs.

Como o Willian vai ficar em Berlin de 20/10 a 20/12 decidi ficar na casa dos meus pais. Muita gente criticou e até fez piadinhas, mas eu decidi curtir a companhia da família e a paz que sinto quando estou ao lado deles. Sei que me arrependeria se não fizesse isso.

Também vou aproveitar pra ir separando as coisas que vou querer deixar guardada aqui pra quando voltarmos. E também fazer uma geral nas roupas e em tudo que pode ser doado. Nesse tempo também vou me dedicar ao processo de documentação do Wisky, que é super burocrático. Além de ir marcando umas despedidas com os parentes e com as amigas.

Enfim, ainda tem muita coisa pra providenciar até janeiro. Apesar de parecer que 2 meses é um tempo razoável, às vezes tenho a impressão de é que muito pouco pra planejar uma mudança tão radical de vida. E também fim de ano geralmente passa voando, né?

Essa confusão de sentimentos, responsabilidades e ideias, quando ficam acumulados no coração e na mente, acabam desestabilizam qualquer um.  Agora vou ter tempo pra escrever com mais frequência. Como eu já havia imaginado, transcrever tudo que tenho sentido vai me ajudar muito. Traduzir em palavras o que a gente sente é – quase sempre – terapêutico.

Até logo, galera!

Beijos

 

 

 

 

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