Não à causa, sim à realidade

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Quando eu comecei a escrever esse post, fiquei pensando que talvez fosse muito cedo para escrever sobre um assunto polêmico. Daí tomei um gole de café bem quentinho para ver se clareava as ideias. Funcionou! E então eu me dei conta de que, na minha cabeça e no meu coração, esse assunto não era nem um pouco polêmico, mas acho que o pensamento me veio porque algumas pessoas AINDA o consideram.

Hoje vi que tá circulando um vídeo incrível da minha lindíssima Sandy Leah ♥ pela internet. Nele a gente consegue notar que um rapaz chamado Marvin fez de tudo pra chamar a atenção da cantora nas redes sociais por um simples desejo: fazer com que ela o ajudasse a pedir em namoro um outro rapaz por quem ele está apaixonado.

Tem coisa mais adorável do que ver que as pessoas ainda querem impressionar alguém especial, que o namoro não está totalmente banalizado e que ainda existe romantismo e declarações de amor como essas? NÃO, meu bem, não tem. ♥ Assisti o vídeo e suspirei… Pela simplicidade e simpatia da Sandy, pela coragem e persistência do Marvin, pela reação cheia de energia da platéia, pela escolha da música e por imaginar a reação do outro cara. Acho que eu morreria de vergonha no lugar dele… Mas ficaria muito emocionada também.

E aí caí na besteira de ver o que o pessoal tava comentando. E me surpreendi com a quantidade de comentários homofóbicos. Pensem comigo: se eu não gosto de alguma coisa ou de alguém, porque diabos eu visitaria uma página dedicada a isso e escreveria um monte de barbaridades a respeito? Eu juro que não perco meu tempo escrevendo coisas ruins por aí e simplesmente não entendo quem age dessa forma. Existe sim uma série de coisas com as quais eu não concordo, não simpatizo ou, no mínimo, não tenho opinião formada. Em contrapartida, há também mais um milhão de coisas especiais e fantásticas que eu faço questão de parabenizar, compartilhar, demonstrar meu apoio e por aí vai…

Mas bom, não adianta nada eu me desgastar com isso, porque o mundo está cheio de pessoas assim. E vamos, finalmente, ao ponto que eu queria chegar. Outras pessoas [fofas, admito ] deixaram muitos comentários parabenizando todos os aspectos do vídeo, a coragem do rapaz e a atitude da Sandy de apoiar a causa gay. Ops. Parei e pensei novamente. Tomei mais um gole de café, que nem está mais tão quentinho assim e constatei: não acho que a Sandy esteja apoiando causa nenhuma.

Ela fez algo muito melhor… Agiu com naturalidade diante da situação. Gente, de uma vez por todas, não se trata da causa gay. Trata-se do início do namoro o-fi-ci-al entre duas pessoas que se amam. Pouco importa se são hetero ou homossexuais! Isso não deveria ser maior do que a magia do próprio momento. Duas pessoas oficializando uma relação, optando não somente por ficarem juntas, mas assumindo para todos que agora são um casal. Apenas um casal apaixonado. Só eu acho isso incrível? Só o meu coração se enche de alegria quando fico sabendo de uma coisa dessas?

Sou hetero, casada com um cara maravilhoso, não tenho amigos e nem parentes [próximos] que são gays. Preconceituosamente falando, eu não teria motivos para me sensibilizar diante disso. Mas eu me sensibilizei ♥ Torço pela felicidade de todo e qualquer casal do mundo. Quando duas pessoas de bom coração decidem caminhar juntas, eu só desejo para elas todo amor que eu vivo diariamente.

Eu não defendo a causa gay simplesmente porque, para mim, não existe causa. Existe realidade! Existe amor! Isso sim eu defendo, apoio, admiro. Tenho plena consciência de que, pra que quem vive essa situação, ainda há muito ser conquistado, mas dentro de mim, não há barreiras, não há segregação… Só tem a Sandy arrasando e proporcionando uma noite incrível para um lindo casal.

Assistam ao vídeo aqui ♥

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15 coisas que as crianças podem nos ensinar

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Dizem que a gente aprende muita coisa com o passar do tempo e que a maturidade nos traz sabedoria. Eu penso exatamente o contrário: a gente esquece e “desaprende” uma série de coisas com a chegada [ou partida?] de cada novo ano. Penso que os valores básicos que nós aprendemos com os nossos pais, muitas vezes, sequer são praticados por eles mesmos. Todo pai ensina para o seu filho que mentir é errado, mas acho que toda criança se depara  com uma situação bem confusa onde pega os próprios pais soltando uma mentirinha boba. Tem coisa mais bizarra do que ver os adultos se contradizendo? Afinal, quando pequenos, somos apresentados ao certo e ao errado. Já na adolescência e durante a fase adulta, a coisa muda de figura.

Esse conceito de preto no branco começa a não fazer mais muito sentido. O que é certo pra mim pode ser errado para o outro, e assim por diante. E nessa evolução [ou retrocesso?] louca da vida, vamos esquecendo parte dos valores que, muitas vezes, nem são passados para gente, mas são naturais do pequeno e ingênuo coração de uma criança.

E que maravilha poder conviver com uma criança! ♥ Seja como pai, irmão mais velho, parente próximo ou apenas um amigo… Só nos cabe ter inteligência e sensibilidade o suficiente para captar tudo que ela pode nos ensinar.

Veja agora de que forma esses pequenos podem nos ajudar a resgatar o que o tempo nos fez esquecer:

 

1. Ser sincero em relação aos nossos sentimentos pelas pessoas

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Sinceridade é uma característica que a gente nunca deveria deixar para trás. De fato, as crianças tem o dom de ser muito mais transparentes, principalmente com pessoas que elas amam. Lembra quando você aprendeu a escrever? Aposto que uma das primeiras coisas que você quis fazer foi escrever um bilhetinho fofo para seus pais. E qual foi a última vez que você disse para eles o quanto os ama, hein? Ser sincero é mais que uma virtude, é algo que nos aproxima ainda mais. Não há nada mais especial do que saber exatamente o que a outra pessoa sente e pensa sobre nós.

2. Ser espontâneo, autêntico e verdadeiro

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Não é uma delícia expressar tudo que a gente sente? Poder falar o que pensamos, dar a nossa opinião sobre qualquer assunto e demonstrar tudo aquilo que queremos. Crianças usam a espontaneidade, não somente para encantar os adultos, mas também para expôr a sua personalidade. Sinto saudade do tempo em que eu limpava o rosto quando alguém que eu não gostava me dava um beijo 

3. Usar a imaginação

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Quantas vezes nós somos pegos pelo tédio ao longo de nossa vida adulta? Infinitas. Engraçado que, durante a infância, a gente nunca fica entediado. Isso se deve ao fato de que a cabeça de uma criança está sempre livre para inventar alguma coisa, para aprender e para evoluir. Então porque, ao invés de ficar reclamando que a vida tá sem graça, a gente não coloca a cabeça pra funcionar e inventa um hobby qualquer, ou passa um trote para um amigo, ou inventa uma receita maluca na cozinha, ou pinta um quadro com os dedos, ou…

4. Pureza, ingenuidade e bondade

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Enxergar as coisas com bondade é literalmente uma virtude das crianças. É fato que, no mundo dos adultos, pessoas muito ingênuas e puras geralmente são passadas para trás. Pensando no mundo ideal… Imagina como seria viver em um lugar onde TODAS as pessoas fossem boas? Onde gentileza fosse regra? Onde não houvesse injustiça, fome ou violência? 

5. Compaixão e solidariedade

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A solidariedade é algo que pode sim nos acompanhar por muitos anos, não é característica apenas dos pequenos. Mas eles, por terem pouca experiência de vida, acabam lidando com as diferenças com mais naturalidade. Isso é o que eu acho genial… Pois penso que uma pessoa, digamos, “diferente” [tão complexo isso, né? o que é diferente, afinal? vale outro post] das outras por qualquer motivo, deseja apenas ser encarada com essa tal naturalidade.

6. Acreditar em nossos sonhos

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Não importa do que se trata o nosso sonho, se é possível ou não. Se é ganhar um pônei de aniversário, ou apenas passar uma tarde em um aras. Se é conhecer a Disney ou se divertir ali no Hopi Hari mesmo. Ao acreditar nos nossos sonhos, das duas, uma: ou a gente cria meios para realiza-los ou pelo menos nos tornamos pessoas melhores. Acreditar faz com que muitas crianças que sonham em salvar vidas se tornem médicas quando adultas. E crianças que gostam de brincar de escolinha, no futuro, podem se tornar professores. E por aí vai…

7. Admirar os personagens da ficção

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Há muitas pessoas que pensam o contrário, mas eu acho que acreditar nos personagens fictícios é muito saudável para as crianças. É saudável permitir que por um momento do dia, a criança se sinta inatingível. É natural que ela enxergue as virtudes do seu herói e queira imitá-lo. Faça com ela queira salvar o mundo, proteger os indefesos, criar formas de combater os inimigo. Que mal há nisso? Faz parte da infância. Um dia, ela vai cair na real, mas quem sabe a influência não fique para sempre dentro do seu coração?

8. Alegrar-se com coisas simples

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Não é preciso de muita coisa para alegrar uma criança. Você consegue lhe arrancar um sorriso simplesmente lhe presenteando com um sorvete, ou contando uma história, ou passeando em um parque. A felicidade está em pequenas coisas… Com o tempo a gente perde a capacidade de enxergá-las.

9. Cuidar de objetos com valor sentimental

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Cuidar dos objetos com valor sentimental não é o mesmo que valorizar bens materiais. São coisas bem distintas, inclusive. Guardar com carinho aquele ursinho que ele ganhou de presente, não deixar que ele se rasgue ou fique muito sujo, farão com que o pequeno entenda que aquilo é parte do carinho da pessoa que o presenteou. Guardar a roupinha que ele usou no primeiro aniversário fará com que ele se dê conta do quanto cresceu desde então. Diga que um dia ele poderá doá-la para alguém bebê que esteja precisando comemorar o aniversário também. Tudo isso faz parte da nossa missão, que é ensinar que algumas coisas trazem uma bagagem incrível de lembranças.

10. Comer o quiser sem se preocupar com a balança

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Não sei quem foi o bocó que inventou a dieta e que disse que ser gordinho não é saudável. Não tem nada melhor do que comer sem culpa e sem neuras. Okay, eu sei que todos nós devemos manter uma alimentação saudável desde a infância e blá, blá, blá. Mas, gente, quer lembrança mais gostosa na vida do que recordar do dia em que sua mãe te deixou comer um pote de Nutella inteiro sozinho?

11. Usar a chantagem emocional a nosso favor

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Alguém aí resiste ao bico de uma criança? Eu me preparo psicologicamente desde agora para não cair na chantagem do meu futuro filho. Como é que alguém consegue dar uma bronca num moleque desses? Ele pode ter grudado o chiclete no sofá novinho, pintado as paredes com canetão e quebrado todos os ovos da geladeira. Não vai dar pra ficar muito tempo bravo com ele. Chantagem emocional serve pra isso: conseguir desculpas [rapidinho].

12. Saber da importância de nossos pais

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Quando somos crianças, nossos pais são a nossa base. Depois que crescemos, o nosso leque aumenta um pouquinho. Vem a satisfação profissional, o amor e o casamento, as viagens incríveis. Mas uma coisa nunca muda: nossos pais serão sempre a nossa estrutura emocional.

13. Valorizar as amizades

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Criança é assim: se os amigos não vão, não vai ter graça. Se ganhou um jogo novo, mas a mãe não deixa chamar a turma pra jogar, não vale a pena. Que bom seria a gente ainda fizesse tanta questão de ter os amigos sempre por perto. Se a gente cancelasse os próprios planos só pra poder prestigiar um momento especial de um amigo. Se a gente conseguisse atrasar um pouquinho no almoço só pra poder encontrá-lo para um rápido café. Se a gente cancelasse uma reunião ou o horário mais disputado no cabeleireiro só pra visitar o filho dele que acabou de nascer na maternidade. Coisas simples que a gente vai adiando… Até se distanciar.

14. Não ter nenhum preconceito musical

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Criança tem a cabecinha aberta, disso a gente já sabe. Uma das coisas boas dessa característica é que eles conseguem achar qualquer tipo de música interessante. É super comum ouvir os pequenos cantando os temas das novelas, ou aquelas músicas infernais do Latino, ou mesmo aqueles funks que a gente não sabe diferenciar a letra da mais pura sacanagem. Pena que nem todos os pais tem a preocupação de lhes apresentar boas referências como a música clássica, o rock, a MPB. Certamente essa criança cresceria com um gosto muito mais apurado para música. Quem sabe até desenvolvesse mais interesse por instrumentos e por cultura.

15. Não confiar em palhaços

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Eles são assustadores. Grande parte das crianças não confia neles. Continuo seguindo meu instinto e REPITO: nunca confie em palhaços.

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Casamento: a cerimônia ♥

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Penso que a cerimônia religiosa, ou mesmo aquelas celebradas apenas por um juiz de paz, é o que dá sentido à união do casal. Obviamente, a festa é uma delícia! Mas o que vem antes, a celebração, o ritual, isso sim é o mais importante. É o que define que, a partir daquele momento, o casal se torna um só destino, uma só vida ♥

Eu e o Willian não somos religiosos, mas ambos fomos criados de acordo com os ensinamentos da igreja católica. Nossas mães fizeram questão, desde o primeiro instante, que a gente se casasse na igreja. Atendendo ao desejo delas, e também ao meu sonho particular de entrar numa igreja de braços dados com meu pai, demos início a uma verdadeira maratona rumo ao altar.

Antes de pensar em se casar em uma igreja, você precisa, primeiro, ter sido batizado. Também tivemos que pedir um certificado de batismo atualizado nas paróquias onde foram realizados os batismos. Depois disso, demos entrada no pedido do casamento na Paróquia Dom Bosco, que fica perto de onde eu morava. Mas eu sonhava em me casar na Nossa Senhora da Lapa ♥ por questões familiares e pelo visual também. Acho aquela igreja uma das mais lindas de São Paulo! Apesar de não ser muito conhecida no meio de casamentos. A disputa pelas datas também é super tranquila, há muita disponibilidade, inclusive, o nosso casamento foi o único de fevereiro desse ano! Segundo o padre, seria um mês abençoado! rsrs

Por isso, tivemos que pedir (e pagar) a transferência da cerimônia de uma igreja para outra. Também foi preciso fazer um juramento perante um dos padres da Dom Bosco, para que ele permitisse a realização em outra paróquia. Foi super simples, e o senhor era até que bem simpático. Depois, marcamos o cursinho de noivos para nov/2013. A cerimônia nos custou R$ 1.000,00 (600,00 da taxa de reserva da data na Igreja da Lapa + 400,00 da transferência da Dom Bosco). Salgado, né? Mas pra quem tá pensando em se casar como manda a tradição, melhor se acostumar. Entretanto, não foi tão burocrático quanto a gente imaginava. Todos os trâmites feitos até o cursinho, duraram, aproximadamente, dois meses.

A decoração da igreja foi coordenada pela querida Mercedes da Valle Verde ♥ e ficou do jeito que a gente queria. Particularmente, não acho necessário investir (tanto) dinheiro em uma decoração tão rebuscada. As próprias igrejas já são um super cenário! Então, ficou assim: tudo branquinho, com tapete verde e uma leve distribuição de velas pelo corredor.

Também pudemos contar com a querida presença da cantora Lorenza Pozza ♥ que caprichou na produção do repertório do nosso casamento! Uma profissional incrível que eu recomendo a qualquer noivinha que estiver à procura de um formato musical com mais personalidade para o casamento.

Fiquem agora com algumas fotos da cerimônia! Os cliques foram feitos pelos amigos da Coletivo3

Espero que sirva de inspiração para muitas noivinhas que estão sonhando com o sim!

[confiram o vídeo aqui]

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Músicas da sala de espera:

  • No one (Alicia Keys)
  • Just the way you are (Bruno Mars)
  • Halo (Beyonce)
  • The only exception (Paramore)

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Abertura do cortejo – entrada de pais e padrinhos: Let it be – Beatles

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Entrada do noivo: Over the rainbow (Versão Reggae) ♥

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Entrada das damas e pajens: I’ll be there (Jackson 5)

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Entrada da noiva: Marcha Nupcial + Everything I do, I do it for you (Bryan Adams) ♥

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Entrada das alianças: A thousand years (Christina Perri)

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Benção das alianças: I don’t wanna miss a thing (Aerosmith)

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Cumprimentos: Far away (Nickelback)

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Saída do cortejo: Viva la vida (Coldplay)

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Saída dos noivos: Marry you (Bruno Mars)

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A criança anterior

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É sempre assim: vejo uma criança em qualquer lugar e meu sorriso se abre na hora. É batata. Eu só consegui entender com o passar do tempo, e com muita reflexão, que isso que eu sinto não é extinto maternal (até porque acho que eu ainda não tenho a menor vocação para ser mãe), mas sim identificação. Quando eu entro no elevador do prédio, geralmente, cumprimento todas as pessoas com um simples “bom dia” ou “boa noite”. Mas quando tem uma criança… Ah, pronto.  Que vontade que dá de perguntar qual o nome dela, quantos anos tem, qual o nome da boneca ou onde ele comprou aquele skate bacana. Quando a criança é extrovertida, a gente acaba batendo o maior papo até que um se despeça primeiro. Quando é mais tímido, eu me contento em dar um “oi”, aceno e sorrio (sorria e acene o/). Quase sempre dá certo: os quietinhos também sorriem de volta. Criança nenhuma resiste a um sorriso! Só as mais chatas que sim. Daí pra essas eu mostro a língua.

Quando o pai ou a mãe é meio mau humorado, eu também tento me conter.  Eles acabam trazendo a criança pra perto, como se quisesse escondê-la de mim [o que essa doida tá querendo com meu filho?]. Aposto que pensam que eu posso ser uma mal feitora [sério que eu sou a única pessoa que ainda usa esse termo?] que posso roubar o filho deles. Mas tudo bem… com tanta coisa ruim no mundo, não dá pra gente julgar.

Outra coisa interessante que acontece comigo também é o fato de que as crianças que me conhecem não me enxergam como adulta. Certa vez, tive que interromper a brincadeira com as minhas vizinhas gêmeas [terríveis Isabela e Vitória de 6 anos] para ir para o trabalho. Eis que a Isabela me solta “você trabalha, tia?”. Fiquei tão surpresa com a pergunta quanto ela com a minha afirmação. “Achei que você ainda fosse para escola, como a gente vai”. Quem me dera né, Isabela?

Outra vez, perguntei para para o meu priminho Leandro [na época com 7 anos] o que ele achava que eu era, e a resposta foi “você não é nem pequena nem grande”. A minha primeira reação foi dar risada, é claro. Como ela diria aquilo com tanta certeza? O que significava, afinal? Forcei um pouco mais a pergunta, e ele me explicou que eu não era nem como ele, nem como a mãe dele. Então eu entendi que ele queria explicar que eu estava “no meio termo” entre ser criança e ser adulto. Forcei de novo, e perguntei com qual dos dois eu parecia mais. E a resposta foi muito mais especial: você se parece mais comigo.

Passei dos vinte anos e ainda assim aquela criança me via como uma delas. E olha que eu nem sou tão baixinha assim, e nem tenho traços delicados. Ou seja, fisicamente, não tenho um aspecto infantil. Mas deve ser porque eu ainda me reservo o direito de sentar no chão para brincar com elas, ou porque eu gosto de colocar aquelas dentadurazinhas de vampiro no meu sorvete, ou até mesmo porque eu compro a lembrancinha à parte no Mc’ Donalds, mesmo pedindo um Big Mac. Ou porque eu dou pulinhos de alegria quando realmente fico encantada com alguma coisa, ou porque aponto pro céu quando vejo um arco-íris, ou mesmo porque ainda assisto Chaves sempre que posso. Mas a verdade mesmo é que eles tem uma forma diferente de ver as pessoas. Costumo dizer que os pequenos veem com o coração, como afirmou O Pequeno Príncipe. Talvez, de um jeitinho bem especial, eles conseguem ver que dentro de mim há uma pureza que poucos adultos têm.

Não tô dizendo que sou melhor que os outros, não. Inclusive, confesso que isso me prejudica muito. Já fui enganada diversas vezes, já confiei em quem não deveria, já dediquei muito carinho e amizade para quem não merecia. Assim como as crianças, a maldade dos outros também me fere com mais força. Por sorte, nós (eu e as crianças) também nos traumatizamos com facilidade. E daí a gente fica marcado para sempre, criando uma super ultra mega defesa! 🙂

O lado bom é que a gente constrói fortes laços pela vida a fora. Além de manter a família sempre por perto, a gente consegue nutrir as amizades sinceras, aprende a cuidar de um grande amor e não desperdiça nenhuma dessas coisas. Valorizar os sentimentos verdadeiros é algo que só crianças sabem fazer com maestria! 

Agora sinto que estou chegando cada vez mais perto de me tornar uma adulta por completo. Sei que pode parecer estranho ainda estar colocando em pauta esse questionamento, mesmo depois de me casar e de tocar a minha própria vida. Acontece que lá dentro, sinto que ainda há muita coisa para amadurecer. Vai ver, outras pessoas também sentem a mesma coisa, só tem vergonha de admitir. E eu, como praticamente toda criança, não tenho vergonha de mostrar nada do que sinto. Ao contrário: o sentimento brota, esbanja e sorri.

E que bom que eu sou assim! 🙂

 

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Smartphonite aguda

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Atualmente, onze em cada dez adolescentes (eu disse no post anterior que nunca fui boa com números) apresentam uma grave doença: smartphonite aguda. Afinal, isso só pode mesmo ser uma doença. Ou talvez um vício. No mínimo, uma dependência louca. Porque diabos eles não largam esses aparelhos? Sobre o que tanto conversam? Fiz uma rápida busca na memória para tentar me recordar se eu também já fui assim. Acho que os traços típicos não mudam quase nada de geração para geração, mas penso que essa necessidade que eles tem hoje em dia de estarem conectados uns aos outros o tempo todo é exagerada, se me permite opinar. Por diversas vezes, em vão, solto uma crítica azeda, dessas que a gente tenta disfarçar de brincadeira: Interage, garota! Mas como eu disse, é sempre em vão. Geralmente ela solta um sorriso murcho, volta os olhos para a telinha do maldito celular e passa a mão pela longa franja que estava corindo o rosto..

Notei também que o cabelo estava mais longo. Cresceu muito desde a última vez que nos vimos! Aliás… há muito tempo nós não nos víamos. De uns meses pra cá, era cada vez mais raro o nosso encontro aos fins de semana. É provável que a casa dos avós fique cada vez mais entediante para os adolescentes mesmo. Para que se dar o desprazer de aturar mais um insuportável Domingão do Faustão, quando se tem um verdadeiro kit de sobrevivência dentro de casa, composto por internet, TV por assinatura e chocolate?

Foi aí que dei conta de que ela está crescendo… E que aperto eu senti no meu coração ao constatar.

Não é que eu queira mantê-la criança para sempre. Jamais gostaria de priva-la do doce gostinho de liberdade e independência que a vida adulta nos traz. Mas sinto pelo que ela terá que passar até se dar conta de que tudo de mais importante da vida dela não passou de uma fase. É quando a gente faz da matemática o nosso pior pesadelo, da família, nossos maiores rivais, e dos amigos, um inabalável porto-seguro. Queria poder abraça-la e dizer que tudo isso cairá por terra, quando ela menos perceber.

Queria poder dizer para ela que é muito mais importante ter uma amiga de verdade, daquelas que você levará para sempre, do que andar com 15 ou 20 retardados que nunca vão se importar com você realmente. Queria poder fazê-la entender que ser bonita não é o bastante, e que você não precisa obrigatoriamente ser “gostosa” aos 13 anos. Até porque, a maioria dos garotos da sua idade não sabe interpretar o amplo significado desse conceito. Queria poder dizer para ela que nosso corpo não é tudo, é só uma parte, um instrumento.

Queria poder dizer que não importa se você é baixinha, gordinha ou tem o rosto cheio de espinhas. Penso que a adolescência só serve pra você olhar as fotos antigas e constatar o quanto você era feia, vulnerável e sem graça. E sabe o que é ainda melhor? Aquela garota popular, que já tem peitos enormes, que a mãe deixa pintar o cabelo e que pega todos os garotos do colegial, vai ficar um ba-ga-ço aos 20 e poucos, além de não ter nenhum sucesso na vida amorosa e nem na carreira profissional.

Queria poder dizer para ela não ter pressa para usar salto alto, pois um dia ela vai odiar ter que usá-lo obrigatoriamente no trabalho. Queria também poder falar para ela se dedicar mais aos estudos. Como a gente se arrepende de não ter estudado mais quando chega na faculdade! Também queria dizer para ela que daqui um tempo, esses amores adolescentes serão facilmente esquecidos. E que as verdadeiras paixões estão a sua espera, ansiosas para arrebatar seu coração.

E foi por querer dizer tantas coisas, que resolvi escrever. Escrever para registrar que ver uma menina se tornar mulher é uma honra. Ver a situação “de fora” é mágico, esclarecedor, nostálgico. Quer saber? Tô mandando agora um Whatsapp para ela dizendo que a tia tá com saudade. 

 

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Casamento: o dia da noiva

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Confesso: eu não via a hora de chegar o momento de ir até o salão para me arrumar para o casamento. Não acho que seja egoísmo da nossa parte querer um pouco de atenção exclusiva nesse dia. É tanto estresse, tanta correria durante os preparativos que eu eu só queria uma coisa: descansar.

Cogitei até contratar uma equipe de cabeleireiros e maquiadores para me arrumar em casa, junto com a minha mãe. Porém, eu imaginei que as coisas lá não estariam tranquilas e provavelmente a saída seria ainda mais emocionante. Acabei reencontrando a Daniela, dona do Mevorach, um salão super bacana que eu frequentei durante a adolescência, que fica no City Lapa, região da Zona Oeste de São Paulo. Além do pacote que escolhi atender tudo que eu precisava, eles possuem uma sala exclusiva para a noiva e outras duas para as madrinhas, no andar superior, fator que ofereceu a privacidade que eu, minha mãe e minhas madrinhas queríamos 

Infelizmente, não consegui relaxar rs. Mesmo com uma sala reservada só pra mim, lanchinhos e doces à minha disposição e até mesmo depois da massagem, eu continuava apreensiva. Acho que só passando pela mesma situação para saber. O medo das coisas darem errado, dos padrinhos se atrasarem ou até mesmo do noivo fugir! hahahaha

Por sorte, duas amigas e uma prima se arrumaram no mesmo local. Quando elas chegaram, por alguns instantes, eu “esqueci” que era o dia do meu casamento, pude fofocar e brincar com elas até o momento de colocar o vestido… E a tensão toda voltar. Com nervosismos ou não, foi um tarde inesquecível!

Fiquem com algumas fotos e com a minha recomendação ao Mevorach! Obrigada pelo carinho de toda equipe

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Nota 10

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Olá, futuro leitor! [será que você vai se tornar um dos meus primeiros leitores? *-*]

Escrevo esse primeiro post com uma imensa alegria no coração! Finalmente pude realizar um grande sonho pessoal, que era o de publicar um blog só meu!  Ainda não sei muito bem qual caminho ele irá tomar, nem qual público pretendo atingir, muito menos se vai dar certo ou não. Tenho algumas inspirações, diversos textos já escritos que falam sobre N coisas e MUITA bagagem emocional para compartilhar. E a única coisa que tenho certeza é que estou muito feliz por ter tomado coragem para colocar esse projetinho em prática. Sei que esse tipo de coisa exige muita dedicação para fazer dar certo… Mas agora, conto com uma ajuda muito mais do que especial: o maridão super nerd que me ajuda e me incentiva o tempo inteiro!  

Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.

Também sou muito calmo e perdoo logo.
Não esqueço nunca.

Mas há poucas coisas de que eu me lembre.
Clarice Lispector

 

Tenho me aventurado com as palavras desde que aprendi para que realmente servem: envolver as pessoas. Não me refiro somente à comunicação, não. Refiro-me (malditas ênclises) ao envolvimento, ao relacionamento, a todo processo de identificação que são capazes de gerar. Com elas, a gente pode chegar muito mais longe! E sabe o que eu acho mais incrível? Elas têm o poder de transmitir não apenas clareza, mas também sinceridade e sentimento.

Lembro perfeitamente de uma redação que fiz na quarta-série. A professora Salete nos lançou um desafio: A gente tinha que unir três temas, criando um roteiro de um sonho maluco. E em alguns segundos, milhares de ideias saltavam na minha cabeça de 9 ou 10 anos, enquanto a professora ainda distribuía as folhas e nos orientava quanto ao uso das canetas. Poxa, acabei de lembrar também que aquele foi o primeiro ano em que começamos a usar canetas-tinteiro. Quanto evolução, não é mesmo?

É uma pena que eu não tenha guardado aquela redação, nem me lembro qual história inventei. Que maravilhosa experiência seria rever o meu primeiro grande texto. [Um conselho aos papais de plantão: guardem essas pequenas recordações para seus filhos] Sim, aquele foi o meu primeiro 10 em redação! O primeiro de muitos que vieram, anos depois. Foi a única nota máxima da classe inteira! Hoje isso parece ser apenas uma pequena recordação, mas só eu sei o quanto significou para mim. Nunca fui a melhor aluna da classe e, de fato, nunca me dei bem com exatas. Sequer fui capaz de decorar a tabuada. Nas demais matérias, eu dava o meu melhor, embora algumas vezes o “meu” melhor não fosse o suficiente. Mas de uma coisa eu sabia: eu amava escrever! ♥ Desde pequena, eu amava a sensação de escrever cartinhas para as pessoas, lê-las em voz alta e perceber que elas ficavam emocionadas. E as histórias? Ah, quantos contos inventados… Sabe o que eu fazia? Começava a brincar com as minhas bonecas, inventava uma personagem, um contexto, um romance. Parava o que estava fazendo e corria para o meu caderninho escrever o roteiro. Não poderia perder aquele momento de inspiração, né?

Vai ver é assim que a gente tem que escolher a nossa carreira e qual caminho devemos seguir: tentando resgatar lá no fundo do nosso coração e nas lembranças mais doces de nossas vidas o que nos deixou em estado pleno de felicidade e realização.

Tô muito longe de ser uma escrito profissional e é provável que esse não seja o meu primeiro 10 como blogueira (caramba, blogueira! *-*) porque a ideia desse projeto pessoal é justamente aperfeiçoar algo que amo tanto, que é escrever, sensibilizar e, principalmente, fazer com as pessoas saibam que não estão sozinhas…. E que temos tanta coisa em comum!  ♥

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