COMO GOSTAR DE ACADEMIA? 12 respostas para as nossas maiores desculpas

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Oi, gente! Tudo good?

Depois de um ano morando em Berlin e repensando tantas coisas sobre a minha vida, eu comecei a me questionar sobre meus hábitos alimentares, meu sedentarismo e sobretudo, as escolhas que fiz durante esse tempo.

“Onde eu vou chegar, se continuar com esses mesmos hábitos?”

Por isso no post de hoje eu vou compartilhar mais uma experiência, e contar como foi que eu comecei a gostar de academia. Eu já tentei outras vezes, mas sempre desistia por todos os motivos que listei aqui em baixo. Finalmente criei coragem, e estou frequentando a academia há dois meses.

A cada dia que passa, eu me sinto melhor e mais feliz por isso! A ideia é incentivar outras pessoas, trocar experiências e tentar, pelo menos um pouquinho, encorajar quem ainda está em dúvida ou nutre todas essas desculpas e barreiras dentro de si.

Vamos lá? 🙂

1.Eu odeio academia 

Se você já tentou treinar em outros momentos da vida, e tem certeza de que isso não é pra você, que tal pesquisar outras modalidades? Dança, natação, yoga, pilates, corrida, vôlei, artes marciais, etc.  O mais importante é buscar orientação profissional e não ficar parado.

2. Eu nem sei por onde começar

Interessar-se pelo assunto já é um bom começo! Pesquise em sites e blogs na internet, veja vídeos no Youtube, siga perfis fitness no Instagram e converse com amigos que já frequentam academia.

3. Na semana que vem eu vou… 

Vai hoje mesmo. Nada de adiar para a próxima segunda, fazendo promessas vazias que você sabe que não vai cumprir. Respira fundo, toma coragem, e se permita ao menos conhecer o lugar. Comigo foi assim e funcionou 🙂

4. Mas eu tenho muita preguiça…

Você pode substituir “preguiça” por força de vontade, determinação e vergonha na cara, por exemplo.

5. Eu tenho medo de passar vexame

Todo mundo faz muitas besteiras no começo, se atrapalha com os exercícios e não entende os aparelhos, mas tudo é uma questão de hábito e prática. Ignore as pessoas ao seu redor, ouça sua playlist preferida, e faça tudo com calma, no seu tempo. E não se esqueça que até o cara mais fortão da academia também já esteve exatamente onde você está hoje. Tenha certeza de que ao final da primeira semana, você vai ver que não foi tão difícil assim.

6. Não sei qual academia escolher

Além de analisar todo o custo benefício, e avaliar a estrutura, o preço, a qualidade dos profissionais e os diferenciais da academia, tente optar pelo estabelecimento que fique mais próximo da sua casa. Assim a distância, e as possíveis mudanças de emprego/faculdade, não serão mais uma desculpa um problema pra você.

7. Mas eu não tenho tempo:

Prioridades, já ouviu falar? Então. Tente encontrar alguma brecha entre seus horários, compromissos e deslocamentos. Depois disso, peça um treino adaptado para o tempo que você tem, e dê o seu melhor. Também vale repensar seu estilo de vida: talvez abrir mão de uma hora de sono por uma hora de atividade física pode lhe proporcionar ainda mais saúde e disposição

8. Tudo parece muito trabalhoso

Otimize seu tempo e aprenda a deixar tudo no esquema, para que você não se atrapalhe no dia-a-dia. Por exemplo: se você vai treinar de manhã, na noite anterior, já prepare um lanchinho pra você comer assim que acordar, e também já separe a roupa do treino, do trabalho, e tudo que você vai precisar pra tomar banho depois. Não deixe para pensar em tudo isso na hora de sair, pois isso pode lhe desmotivar.

9. Mas eu nem sei o que vestir…

Uma legging confortável, um bom tênis, um top e uma camiseta qualquer. Pronto! Isso já é o suficiente para você começar. Depois que você pega gosto pela coisa, vai adorar comprar roupas mais legais, confortáveis e funcionais para ir pra academia.

10. Não sei exatamente o que estou buscando…

Perder peso, secar, tonificar, fortalecer, ter mais resistência física, ser mais saudável… Qual é o seu objetivo? Pense naquele corpo dos sonhos que você gostaria de ter, no que gostaria de melhorar em sua vida, e no velhinho saudável e bem disposto que você quer ser no futuro. Essas serão suas principais referências!

11. Não estou vendo resultados

Às vezes a gente se esforça tanto, mas ainda se vê longe do que quer atingir, né? Mas nessas horas, tente não se apegar à balança ou ao visual, e valorize as pequenas conquistas: suas roupas ficando mais folgadas, mais disposição e energia, os treinos ficando cada vez mais fáceis de cumprir. Tudo isso faz parte do processo.

12. Sinto muitas dores após os treino

Acho que é essa é a pior parte, mas pelo menos, já posso garantir que seu corpo acostuma, depois das primeiras semanas. Como eu disse, é questão de hábito. Algo que tem funcionado muito para mim é “não ter medo dessas dores”. Não deixe o corpo contraído durante o dia, evitando movimentar-se pra não doer, sabe? Tente se movimentar da forma mais normal possível, mesmo sentindo dor. Logo começa a melhorar! Eu também gosto de fazer alguns alongamentos que aprendi na yoga, que ajudam a relaxar as dores musculares.

E aí, qual vai ser a sua desculpa?

Beijos

 

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VIAGEM INTERNACIONAL COM ANIMAIS: tudo que você precisa saber sobre como viajar com seu pet na cabine do avião

@wisk_thedog Frankfurt, esperando nosso vôo para Berlin

Olá, gente linda!

Quem me acompanha há algum tempo sabe que eu me mudei para Berlin no ano passado, junto com meu marido e nosso cachorrinho Wisky. Por essa razão muitas pessoas me procuram para pedir dicas e tirar dúvidas sobre viagem com animais e como levá-los na cabine. 

A primeira coisa que você precisa fazer é avaliar as regras e o histórico das companhias aéreas. Cada empresa possui suas próprias exigências para transporte de animais, bem como padrão de bolsa de transporte, limite de tamanho e peso do pet, e até mesmo a restrição para algumas raças.

Cada vôo possui um limite de embarque de animais – no caso da Lufthansa, são até 2 pets – por isso você precisa verificar se o vôo escolhido tem vaga disponível pro seu pet. É muito importante que você se certifique disso  ANTES de comprar a sua passagem, para não correr o risco de escolher um vôo sem vaga para ele. Digo por experiência própria: trocar de vôo por este motivo dá um trabalhão danado e envolve uma taxa adicional bem salgada.

Como geralmente os sites não tem informações sobre a disponibilidade de vagas para pets, eu sempre seleciono dois ou mais vôos que tenho interesse, e entro em contato por telefone com a companhia aérea. E só depois que eles confirmam a disponibilidade para viajar com meu pet, eu finalizo a compra pelo site.

Logo em seguida, eu ligo novamente para companhia e informo o número da minha passagem. Aí por telefone mesmo, o atendente faz a reserva do Wisky dentro da minha passagem, e eu recebo por e-mail um novo itinerário de vôo, atualizado com a reserva.

Ah, uma dica legal é que você pode pedir pro atendimento encaminhar esse itinerário também no idioma do país, para evitar contratempos.

Exemplo de passagem da Lufthansa com a confirmação de reserva para pets
Exemplo de passagem da Lufthansa com a confirmação de reserva para pets. Note que reserva foi feita nos dois vôos, Berlin-Frankfurt e Frankfurt-São Paulo

Caso você precise fazer alguma escala em algum outro lugar, não esqueça de checar se a reserva do seu animalzinho foi feita para todos os trechos da viagem. Já o pagamento da reserva geralmente é feito no dia do embarque, antes de despachar as malas e pesar o animal.

Para viajar com o Wisky, saindo aqui de Berlin, nós pagamos o valor de 70 Euros. Já saindo do Brasil, o valor sobe para 100 Euros. O valor pode ser convertido para o real no balcão. Infelizmente, por essas razões, eu só posso fazer o check-in no aeroporto, e eu não consigo escolher a poltrona com antecedência, como acontece com o check-in on line.

Não sei se isso ocorre em todas as companhias, mas o sistema da Lufthansa coloca automaticamente o passageiro com pet em um poltrona na janela. Ou seja: janela garantida sempre! <3

REGRAS GERAIS DAS COMPANHIAS ÁREAS

Só são permitidos na cabine do avião CÃES e GATOS de pequeno porte, que devem permanecer sob os cuidados e vigilância dos donos durante todo o tempo da viagem. Geralmente não é permitido o transporte de outras espécies, como, infelizmente, foi o caso do Alvin, nosso porquinho da índia, que teve que ficar no Brasil…

O animalzinho fica acomodado em uma bolsa de transporte especial para viagens aéreas, que deve ser completamente fechada, com tampa e/ou laterais teladas, obviamente, para que ele consiga respirar. A bolsa em que o Wisky viaja foi confeccionada pela Amigos de Pelo, seguindo as medidas da cia que escolhemos.

Quando o animal é maior e viaja no compartimento de cargas, a caixa de transporte deve ser grande, rígida e bem resistente, permitindo que o animal fique de pé e consiga pela menos uma volta em torno de si mesmo.

Já no transporte na cabine, as bolsas devem ser menores, flexíveis e confortáveis, pois o animal permanecerá no assoalho do avião, embaixo do acento da frente, ou entre as pernas do passageiro responsável por ele.

A bolsa também deve possuir algum forro capaz de absorver líquidos, caso o animal faça xixi durante a viagem, porém, um tapete higiênico próprio para pets já é o suficiente. 

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Ilustração de como o animal vai acomodado na cabine do avião durante a viagem

Wisky e eu só conseguimos viajar de Lufthansa, pois apesar dele ser um Shihtzu, raça considerada de pequeno porte, ele é um pouco maior e mais pesado que a maioria desses cães. O peso máximo permitido por essa companhia é até 8kg, incluindo o peso da bolsa. Mais informações neste link.

Essa medida varia, em outras companhias aéreas, entre 5kg e 10kg, mas algumas delas também não transportam animais de focinho achatado, ou branqui cefálicos, como é o caso do shihtzu, dos buldogues e dos gatos persas.

Wisky e sua bolsinha pesam juntos 7.5kg e a Lufthansa apenas conscientiza os donos de que essas raças são mais sensíveis, e que a decisão de transportá-los, bem como a responsabilidade sobre a saúde do animal, é inteiramente dos donos.

Apertadinho no vôo de Munich a Berlin
Apertadinho no vôo de Munich a Berlin

AS NOSSAS VIAGENS BRASIL/ALEMANHA

Eu costumo dizer que Deus me deu o cachorrinho certo para viver todas essas aventuras comigo. Desde filhotinho, e espontaneamente, Wisky já gostava de se esconder dentro das bolsas e mochilas lá de casa. Além disso, ele é super calminho e nunca estranha nenhuma situação.

Paciente, observador e companheiro, este é o meu Wiskynho!

Embora a primeira viagem tenha sido mais tensa, por conta da despedida da família, rumo a uma nova vida totalmente desconhecida, eu viajei com meu marido, o que facilitou bastante as coisas. Ele ficou responsável por carregar a nossa bagagem de mão, colocar as coisas na esteira e apresentar os passaportes, enquanto eu, só fiquei cuidando do Wisky, revesando sempre que necessário.

Porém, nas duas viagens seguintes, meu marido não pôde me acompanhar por causa do trabalho, e pra que eu pudesse aproveitar mais dias no Brasil, e também para que o Wisky tivesse um tempo maior para se recuperar e se adaptar entre uma viagem e outra, nós viajamos sozinhos. 

A nossa primeira viagem ocorreu em julho do ano passado, e eu estava morrendo de medo de viajar sem a companhia de outra pessoa. Mas foi aí que eu percebi que quando temos um animalzinho, nós nunca estamos sós de verdade!

Eu passo a viagem toda cuidando dele, não consigo dormir muito bem, e confesso que nem vou ao banheiro, pois não posso levá-lo comigo e tenho receio de deixá-lo sozinho me esperando. Mas acho que o tempo todo é ele quem vai cuidando de mim… Acho que carrego um anjinho de guarda, isso sim! 

Nossa segunda viagem foi em dezembro, e agora mais experientes, já soubemos nos acomodar melhor no avião e ficamos mais relaxados. É engraçado como ele reflete muito a o meu estado emocional.

Da primeira vez, eu quase não dormi, e senti que ele também estava mais alerta, acordando o tempo todo, e às vezes, pedindo colo. Desta vez, ele dormiu praticamente o viagem inteira, e só acordava quando o carrinho das refeições passava.

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Opa, isso é cheirinho de comida! :9

 

COMO É QUE O MEU PET VAI SE COMPORTAR NESSA SITUAÇÃO?

Isso é realmente uma coisa relativa, e eu até arrisco dizer, que não dá para prever como vai ser a primeira viagem de vocês. Se para nós humanos toda a movimentação dos aeroportos já é muito cansativa e estressante, imagina para eles, que não sabem muito bem onde estão nem o que está acontecendo, né?

Pode ser que um animalzinho, por mais tranquilo que seja em seu dia-a-dia, estranhe todas essas novas situações e tenha alguma reação diferente do que os donos esperam.

Por isso é importante que o dono analise muito bem a real necessidade de submeter um animal a uma viagem assim. Em casos de mudança, ou longos períodos fora, é óbvio que não há outra opção – lembrando que os animais são parte da família e nunca devem ser deixados para trás. 

Mas em casos de viagens curtas, eu sinceramente, não recomendo. 

Eu sempre digo que só levo o Wisky comigo porque ele lida com tudo isso com muita tranquilidade. Ele fica dentro da bolsinha o tempo que for necessário, e se começa a ficar um pouco mais agitado ou desconfortável, basta fazer um carinho e conversar com ele, que tudo se acalma.

Como ele se comporta bem, nos aeroportos, ele anda comigo na coleira mesmo, e na espera das escalas, ele sempre fica fora da bolsa, observando tudo e esperando o tempo passar. Quando olho para ele nesses momentos, fico pensando no perrengue que outras pessoas devem passar com animais mais agitados =/

DEVO OU NÃO DEVO TRANQUILIZAR MEU ANIMAL COM MEDICAMENTOS? 

Tá aí mais um questão delicada. Para o animal despachado que viajam no compartimento de cargas, as companhias aéreas proíbem que ele viaje sedado. Isso porque, em caso de turbulência, o animal precisa estar consciente para se equilibrar. Se ele estiver desacordado, pode se machucar dentro da gaiola.

Já para animais que viajam na cabine, eu não sei qual é a orientação. Nunca me questionaram se o Wisky havia sido medicado, ou se eu pretendia fazer isso. Os funcionários que pesam o animal antes do embarque raramente fazem perguntas sobre o pet (só aqueles que realmente gostam de animais, mas aí é uma coisa mais pessoal do que profissional).

Se o dono julgar necessário medicar o animal, é importante que essa decisão seja tomada com a aprovação de um veterinário. Eu acredito que tranquilizantes fortes não sejam indicados, a menos que exista alguma grave exceção, que envolva o estado de saúde do animalzinho. Mas eu imagino que algum floral, ou remédio que dá um soninho, COM APROVAÇÃO DO VET, pode ser uma boa saída.

No caso dos gatos, por exemplo, que geralmente não são acostumados a passear, ou mesmo sair de casa, deve ser uma situação mega estressante. E assim como já ouvi muitas pessoas falarem que dão algum tipo de calmante pro gatinho ir até o veterinário tomar vacina, ou antes de tomar banho, esta é mais uma situação em que é preciso avaliar as vantagens do uso de tranquilizantes.

Sempre devemos pensar na saúde e no bem estar do pet, sem deixar de lado a tranquilidade do dono durante a viagem.

@wisk_thedog Frankfurt, esperando nosso vôo para Berlin
@wisk_thedog Frankfurt, esperando nosso vôo para Berlin

ALIMENTAÇÃO, XIXI E COCÔ DURANTE A VIAGEM

Antes da ir pro aeroporto, eu procuro dar um pouco menos de comida do que ele costuma ingerir, apenas para evitar que ele enjoe ou passe mal, e também dou umas voltas do lado de fora, para ele fazer xixi e cocô. Depois que passamos pelo detector, eu geralmente ofereço um pouquinho (bem pouquinho mesmo) de água e algum biscoitinho, pra distraí-lo.

Dentro da aeronave, eu tento ficar esperta com o horário em que vão servir as refeições para que, antes que o carrinho chegue, eu ofereça um pouco de ração. Eu faço isso para evitar que ele não esteja faminto e fique muito eufórico quando a comida chegar. (Ele é muito pidão, e faz tipo AEEEEEE COMIDA!!\o/)

Toda vez que ele acorda, eu ofereço um pouquinho de água também. Mas confesso que fico muito dividida, pois sei que não posso deixá-lo com sede, mas quanto mais água ele beber, mais apertado ele vai ficar…

E ele NÃO FAZ nem o nº1 nem o nº2 durante todas essas horas. Ele só “se alivia” quando vai do lado de fora do GRU lá no Brasil, e quando reconhece a nossa rua aqui em Berlin. As vezes são quase 20 horas entre um xixi e outro… Coitadinho 🙁

Nas escalas eu sempre tento levá-lo nos cantinhos das aéreas externas, coloco tapetinho no chão quando vou ao banheiro, e tudo mais… Mas ele nunca faz nada. Eu fico apreensiva, mas acho que é coisa dele =/

O QUE PRECISO LEVAR PARA MEU CACHORRO NA CABINE

Além da bolsa de transporte dele, dentro da minha mala de mão, eu levo dentro de um Ziploc transparente:

  • Um cobertorzinho, pois a temperatura no avião é muito baixa;
  • Um tapetinho higiênico, conforme exigido pela companhia aérea;
  • Um brinquedinho que NÃO faz barulho para não incomodar os demais passageiros;
  • Um potinho com um pouquinho de ração seca (comida natural pode ser barrada);
  • Um bebedouro portátil que eu só encho dentro do avião e esvazio antes de sair.

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O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER

Em todas essas viagens, eu nunca cruzei com ninguém que realmente não gostasse de animais, e se sentisse incomodado com a presença do Wisky. Não sei se tive sorte, ou se é realmente muito raro topar com gente assim, mas o fato é que ele não chega a incomodar ninguém.

Mas fico pensando como as pessoas agiriam com um cachorrinho diferente, que ficasse latindo ou chorando, por exemplo. A gente sabe que as pessoas até tentam ser tolerantes com as crianças pestinhas que viajam – porque sempre tem, né? rs – mas eu não sei se com animais a compreensão seria a mesma.

Alguns comissários são super queridos, fazem perguntas gentis e as vezes passam para checar se o Wisky precisa de algo e se está tudo bem. Por outro lado, tem comissário que passa só pra checar se ele está dentro de bolsa, conforme as regras exigem. É o tal do lance de gostar ou não gostar de animais, ou mesmo ter tido ou não experiências ruins em outros vôos.

Acho que você deve ser consciente e entender que os funcionários precisam cumprir regras, e que você também deve cumprir para um bom convívio com as outras pessoas durante o vôo. E assim como em todos os momentos da vida, simpatia e boa comunicação também fazem milagres.

Eu geralmente me apresento pro passageiro ao lado, digo que estou viajando com meu cachorro, e nesse momento coloco o focinho de doce de leite em ação  apresentou o Wisky também. Digo que ele está acostumado a viajar, que se comporta bem, mas que a pessoa pode reclamar comido, se algo estiver incomodando.

Acho que não há quem resista à educação, noção de cidadania e gentileza! 🙂

Uma vez eu viajei com uma austríaca muito bacana, que até ficou de olho nele para eu poder ir ao banheiro. Mas se você estiver viajando sozinho, e não conseguir levar o animal com você, é seu direito pedir ajuda ou orientação para algum comissário. Eles certamente vão te ajudar.

Ah, uma coisa curiosa: os pets que viajam com seus donos precisam passar sozinhos no detector de metais! É uma das cenas mais fofas e engraçadas. Um funcionário fica segurando ele de um lado, e depois que eu passo, ele solta a coleira pro Wisky ir até mim. PENSA NUM CARA METIDO! hahaha

A gente sempre vai fazendo uma porção de amigos por onde passa, principalmente com os brasileiros, que são mais receptivos e não tem receio de se aproximar e puxar conversa. Os alemães geralmente só sorriem, e depois de alguns minutos, fazem perguntas discretas, isso quando fazem.

Se por um lado é trabalhoso viajar com eles, por outro, eu me sinto muito sortuda por poder viver tudo isso e compartilhar minha experiência com as pessoas! Eu fico muito feliz por poder ajudar tanta gente que gosta de animais, e não abre mão de estar com eles.

Acho que se o Wiskynho soubesse, ele concordaria comigo!

Beijos

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VALE A PENA FAZER AULAS PARTICULARES A DISTÂNCIA?

A young woman drinks coffee in a local cafe.

 

 

É sempre fazendo uma gracinha, e cantarolando uma das mais belas músicas nacionais que existem, que eu respondo meus parentes e amigos que perguntam: E aí, Nati, já tá falando alemão?

“Ela fazia medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês”

(Eduardo e Mônica)

A real é bem essa mesmo, eu ainda estou estudando inglês. Quando cheguei aqui em Berlin no ano passado, eu arrisquei frequentar um curso intensivo de alemão durante um tempo, até concluir o que todo mundo já sabe: alemão é difícil pra caralho.

Diferentemente do inglês, que possui uma série de facilitadores que nos fazem “aprender sem querer”, tais como as músicas, as séries, e toda a cultura norte americana, de uma maneira geral, não dá para esperar o mesmo do alemão. Além da pronúncia e da escrita não terem praticamente nenhuma relação com o português, aí no Brasil a gente quase não tem contato com o idioma.

Logo no começo eu já senti que estava perdendo tempo e dinheiro com o alemão, e nos final das contas, eu não conseguia me comunicar nesse país, já que meu inglês tabajara não me ajudava quase nada no dia-a-dia. E se assim como em todo restante do mundo, aqui em Berlin quase todos falam inglês, para mim foi uma decisão mais inteligente evoluir, praticar e dominar um idioma que eu conheço e já estudei em outras etapas da vida.

E foi conversando sobre isso com uma amiga brasileira que também mora aqui, que ela me indicou a Expresse, que é uma empresa especializada em cursos particulares, presenciais e à distância. O que eu mais achei bacana é que a metodologia deles pode se adaptar às nossas necessidades, e com base nos nossos objetivos e dificuldades, eles elaboram um curso todinho pensado só pra gente! 🙂

A MINHA EXPERIÊNCIA

Eu estou estudando há 9 meses e até agora tudo tem sido incrível! Meu inglês melhorou muito, e apesar de saber que ainda falo muito coisa errada, e tenho muito que aprender, eu já me arrisco a fazer coisas que não fazia quando cheguei aqui, quando sabia que teria que desenvolver uma conversa com outras pessoas.

Eu faço aulas por Skype com Lívia (teacher querida <3) que também é brasileira, 2 vezes por semana. A minha principal dificuldade é compreender o que os outros falam (o tal do Listening), e esse é o ponto que nós mais trabalhamos nas aulas.

O LADO BOM

De verdade? De coração? Eu só vejo vantagens! Que são:

  • VOCÊ PRATICA MUITO MAIS: Além de falar o tempo todo, que é o que realmente te faz destravar, você também é corrigido pelo professor sempre que necessário, o que não acontece em uma sala de aula. Isso faz a gente aprender absurdamente mais.
  • NÃO DÁ VERGONHA DE PERGUNTAR: Você pode tirar dúvidas na hora que quiser, de forma bem espontânea, e não precisa ficar aguardando o momento mais adequado, como quando dividimos a atenção de um professor com outros alunos.
  • A AULA SEGUE O SEU RITMO: Você consegue aproveitar muito mais a aula, pois além de personalizada, ela segue o seu ritmo de aprendizagem. Não importa quanto tempo você precisa para aprender determinado assunto, o que importa é que você realmente aprenda.
  • ÀS VEZES NEM PARECE QUE É AULA: Porquê você acaba desenvolvendo uma relação de afinidade e amizade com o professor, e em alguns momentos, vocês nem precisam falar sobre a matéria. Desde que você esteja praticando o inglês, falar sobre qualquer assunto te faz evoluir muito!
  • 100% DE CONCENTRAÇÃO: Não dá pra deixar o professor falando ali na tela, e ficar respondendo azamigas no Whatsapp, por exemplo. São vocês dois ali falando, trocando informações e conhecimento durante todo o tempo da aula. Nem preciso falar que nos cursos convencionais, isso não acontece sempre, né?
  • MAIS COMPROMETIMENTO: Eu não sei se há um motivo específico, mas eu me sinto muito mais comprometida com esse curso, do que com os que fiz anteriormente. Eu sei que agora estudar inglês é minha prioridade, e nas outras épocas, não era. Mas eu me entusiasmo e me preparo muito mais para as aulas com a Lívia do que para os outros cursos que já fiz.
  • + RESULTADOS E + FEEDBACKS: Por todos os motivos que listei ali em cima, você consegue identificar os resultados muito mais rápido. Os professores também se preocupam em dar esse feedback sobre o seu desempenho, o que te faz se orgulhar da sua evolução e prestar mais atenção naquilo que precisa melhorar.
  • CONFORTO E PRIVACIDADE: Sua casa, suas pantufas, seu cafézinho quente e seu cachorrinho sempre por perto, para você apertar e mostrar toda sua fofura para a teacher que tá lá do outro lado do mundo! <3 Não tem nada mais gostoso que isso!

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O LADO RUIM

Confesso que foi difícil pensar em desvantagens, já que me sinto tão satisfeita. Mas…

  • O fato de você NÃO SAIR DE CASA  pode ser algo ruim, se você é do tipo que curte bater perna. Mas eu sou tão caseira, tão na minha, que estudar aqui no conforto do meu lar é amazing. Lembrando que você pode substituir a sua casa por um Starbucks, por exemplo
  • VOCÊ NÃO CONHECE GENTE NOVA: Bom, se você é do tipo que quer conhecer pessoas, não vai gostar dessa parte. Ai, cara, juro que não entendo essa parada de “vontade de conhecer gente”. O mundo aí fora é zoado, mano! Eu sou tão feliz convivendo com as pessoas que já conheço, pra quê mais?
  • VOCÊ NÃO PRATICA COM PESSOAS DIFERENTES: essa é realmente a única parte ruim. Apesar de não me sentir bem no ambiente de sala de aula, confesso que ouvir pessoas e sotaques diferentes também ajudariam muito a superar minha dificuldade com o listening. Também tem o fato de que o coleguinha pode perguntar alguma coisa que você não tinha notado, o que soma bastante.

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Além de finalmente ter me identificado com um formato de curso que me atende e me faz aprender, todo esse processo também me fez aprender algo muito mais significativo, que eu vou levar pra vida toda.

Quando eu conversei pelas primeiras vezes com as meninas da Expresse, eu repeti em vários momentos que tinha muita dificuldade em aprender inglês.

Não sei se era por timidez, ou se eu sentia culpa por ter tido tantas outras oportunidades, e ainda assim, nunca estudado pra valer. O fato é que eu nunca me dediquei ao inglês, e dedicação é o segredo para aprender qualquer coisa nessa vida.

Quando percebi que esse era um discurso que eu já estava adaptada a reproduzir, eu me proibi de falar isso novamente. Todas as vezes que eu tentei aprender inglês, essas palavras se tornavam um obstáculo que eu mesma criei.

Sabe quando criamos um mantra, e ficamos repetindo o tempo todo, dentro da gente?

“Não consigo emagrecer pois sou incapaz de controlar minha ansiedade por comida”

“Não consigo viajar sozinha de avião pois tenho muito medo do que pode dar errado”

“Não vou demonstrar carinho pelas pessoas que eu amo pois elas podem abusar e me fazer sofrer”

“Não vou abrir meu próprio negócio pois tenho medo de falhar”

A gente vive nessa coisa de auto sabotagem e deixa de viver muita coisa por conta disso. Por nos cobrarmos tanto, preferimos não arriscar do que ter que lidar com frustração.

Desde que eu descobri que fazia isso comigo mesma, tenho me policiado para ser mais positiva.  Sei que é isso que vai alimentar os meus sonhos, não somente para o inglês, mas para qualquer outra coisa que eu quiser! 🙂

#BePositive

Beijos

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tendência: COBRE & ROSE GOLD

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Oi, gente!

Se você curte acompanhar tendências já deve ter notado que os tons metálicos começaram a surgir com força total no ano passado. E de lá pra cá eles estão cada vez mais presentes na moda, nos acessórios e na decoração. 

Além do sapatos prateados e os esmaltes brilhantes que conquistaram a mulherada , os grandes favoritos do momento são o os tons Cobre e Rose Gold , também conhecido como Ouro Rosé.

Eu sempre fui apaixonada por esses tons, antes mesmo dessa moda pegar. Os brincos que usei no meu casamento em 2014 eram trabalhados no rosé, e desde que fiquei ruiva em 2015, passei a usar mais sombras dessas cores, que ficam lindas com batons nude, que eu adoro usar.

Confira + inspirações lá no meu Pinterest!

Elas são super elegantes e versáteis, fazem uma delicada composição com ambientes/looks mais clarinhos e trazem mais charme para pegadas rústicas. Por chamarem bastante atenção, a atual tendência não aposta no exagero, e propõe que essas cores sejam aplicadas nos detalhes.

Seguindo essa dica, o Rose Gold fica muito leal quando usado em simples objetos decorativos, tais como organizadores, vasos e porta velas. Ele também pode ser um pouco mais presente, quando apostamos em lustres e luminárias. Alguns eletrodomésticos e itens para casa também tem lançado produtos acobreados, já de olho na tendência.

No cenário da moda, o cobre e o ouro-rosé dão ainda mais charme para os looks, e ficam incríveis quando combinados com as cores preto, branco, cinza, e até mesmo o rosa + clarinho!

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+ charme para os pequenos detalhes
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+ brilho e beleza para os ambientes
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+ elegância para os eletrodomésticos e objetos “sem graça”
+ up para os looks
+ um toque especial para os looks
+ graça e versatilidade
+ graça e versatilidade

 

Se você também gosta dessa pegada glamour do Rose Gold, essa é a hora de aproveitar! O mercado está cheio de opções bacanas que atendem o nosso gosto.

Você também pode pintar os objetos que já tem em casa, usando sprays metalizados que geralmente são vendidos em papelarias e lojas de materiais de construção.

E aí, bora acobrear essa vida? <3

beijos

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3 DIAS EM COPENHAGEN! – nosso roteiro de viagem, onde ir e o que fazer na capital da Dinamarca!

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Oi, gente linda!

No último dia 15 de fevereiro, bem depois do Valentine’s Day, Willian e eu completamos três anos de casados, e nós decidimos fazer uma viagem especial para comemorar. O destino escolhido dessa vez foi Copenhagen, a capital da Dinamarca!

Nós escolhemos Copenhagen porque tivemos apenas um fim de semana para viajar, e além de ser linda e super romântica, é uma cidade relativamente pequena, e é possível conhecer os principais pontos turísticos em poucos dias.

Nós precisávamos escolher, a princípio, um lugar que também fosse bacana durante o inverno, pois as baixas temperaturas aqui da Europa prejudicam alguns passeios.

Nosso roteiro foi planejado para priorizar as principais atrações da cidade e as regiões foram dividas entre os três dias da viagem de acordo com as distâncias entre cada ponto turístico. Nós fizemos isso utilizando o Google Maps!

Pra quem ainda não conhece, essa é uma super dica! Além de economizar o nosso tempo durante a viagem, o Google nos dá um overview do que precisamos fazer, e também nos permite separar o roteiro por camadas (que podem ser os dias, por exemplo) e relacionar um ponto ao outro.

nosso roteiro de viagem de 3 dias em Copenhagem
nosso roteiro de viagem de 3 dias em Copenhagem

Utilizando este recurso, você consegue legendar os pontos, para ajudar na sua localização e não te deixar esquecer nada. É importante marcar o hotel, os locais onde pretende comer, lugares onde você vai dedicar mais tempo, e os que você só precisa dar uma passada. Enfim, você pode criar suas próprias legendas, como funcionar melhor para você!

  • Dia 1

Chegamos em Copenhagem por volta das 11h da sexta-feira (17/02), e depois que fizemos o check-in no Tivoli Hotel, nós conhecemos toda City Hall, que é onde ficam o prédio da prefeitura e a estátua de Hans Andersen, famoso autor das histórias do Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo e da Pequena Sereia.

Nessa região também ficam a Gliptoteca NY Carlsberg e o Parque Tivoli, a principal atração turística da cidade! Ele foi um dos primeiros parques de diversão do mundo, e ainda mantém os brinquedos originais com uma pegada bem retrô.

Dizem que essa parque é tão incrível que até serviu de inspiração pro Walt Disney! Infelizmente ele fica fechado durante todo o inverno e só retoma as atividades em abril.

Depois que passeamos pela região, paramos para almoçar no Rosie McGee! O lugar é lindo, fica bem ali no centro, e a comida também é super gostosa! Já o jantar foi um hamburgão delícia lá no Tommi’s Burguer Joint!

Entrada da Gliptoteca NY Carlsberg
Entrada da Gliptoteca NY Carlsberg
Will & Eu na City Hall, com a entrada principal do Tivoli ali no fundo
Will & Eu na City Hall, com a entrada principal do Tivoli ali no fundo
Estátua do autor dinamarquês Hans Andersen
Estátua do autor dinamarquês Hans Andersen
Placa que indica os principais pontos, saindo ali da City Hall
Placa que indica os principais pontos, saindo ali da City Hall
Almoço no Rosie McGee: Fish & Chips pra mim e Ribs para ele
Almoço no Rosie McGee: Fish & Chips pra mim e Ribs para ele
Pelas ruas do centro!
Pelas ruas do centro!
  • Dia 2 

No segundo dia de viagem nós fomos até a Fortaleza de Kastellet para conhecer a famosa estátua da Pequena Sereia (Little Mermaid) e outros lindos pontos turísticos que ficam na mesma região.

Eu já tinha lido em alguns blogs que muita gente se decepciona quando chega lá, pois é um monumento pequeno e discreto, e nem todo mundo entende o porque ela é tão famosa.

O fato é que ela representa um elemento histórico pro país e projeta a cultura local pro mundo todo! Esse conto, assim como o próprio Parque Tivoli, também foi inspiração pro cinema, pro teatro e pra própria Disney, como todo mundo sabe. Eu gostei muito! 🙂

The Little Mermeid
The Little Mermeid

Depois de uma pausa para um chocolate quente que compramos num carrinho de café bem charmoso que fica ali – a coisa tava feia lá hein, galera? a temperatura não passava dos 5º graus e o ventinho gelado era cruel – nós fomos passear pelo restante da Fortaleza de Kastellet. 

Esse local foi construído no século XVI e tinha como função proteger a cidade. Ele é cercado por vários canais e pontes, e hoje em dia, além de ser uma das principais atrações turística de Copenhagem, concentra edifícios onde funcionam algumas atividades militares.

Caminhando pela região, as próximas paradas foram a Igreja Kastelskirken, o moinho de vento, as belas estátuas de  Valkíria e a Gefionspringvandet  que representam personagens da mitologia nórdica – e a linda Igreja de São Álbano. Os rios estavam congelados, o que deixava tudo ainda mais incrível!

Fortaleza de Kastellet
Will & eu na Fortaleza de Kastellet
Igreja de São Álbano
Igreja de São Álbano
Igreja de São Álbano by @willcarminato
Igreja de São Álbano by @willcarminato
Moinho de vento
Will & eu no Moinho de vento
Igreja de Kastelskirken
Igreja de Kastelskirken
Estátuas de Valkíria e Gefionspringvandet
Estátuas de Valkíria e Gefionspringvandet

Saindo da fortaleza de Kastellet, caminhamos em direção ao castelo de Rosenborg Slot, o mais lindo da cidade! Ele fica no Kongens Have, rodeado pelos lindos jardins do rei. Foi construído no século XVI por Christian IV para servir como residência de verão para a família real. 

A troca da guarda real sai todos os dias desse local, com destino à praça Amelienborg. Mas infelizmente não conseguimos chegar a tempo do horário da troca, assim como também não conseguimos visitar o castelo por dentro 🙁

Castelo de Rosenborg Slot
Castelo de Rosenborg Slot
Castelo de Rosenborg Slot
Castelo de Rosenborg Slot by @willcarminato

Saindo do castelo, caminhamos em direção ao centro da cidade novamente, mas agora para a região de Nyhavn. É nesse local onde ficam os melhores restaurantes de Copenhagen e é de onde partem os passeios de barco! A região é alegre, colorida e cheia de turistas.

Nós ficamos um tempinho admirando os barcos ali, fazendo planos de voltar em algum verão… Deve ser uma delícia fazer um passeio desses em um lindo dia de sol!

Também aproveitamos para prender um cadeado com as nossas iniciais na ponte do canal, para simbolizar nosso aniversário de casamento! <3 Agora Copenhagen também tem um pedacinho de nós…

Depois almoçamos no On the Sunny Side, um restaurante italiano maravilhoso que fica logo no começo de Nyhavn. Além do pessoal ser super simpático e atencioso – fizeram questão de arriscar algumas palavrinhas em português, quando perceberam que somos brasileiros – o Will disse que foi lá que ele comeu o melhor penne ao molho de 4 queijos da vida dele! 🙂

Chegando na Nyhavn...
Chegando na Nyhavn…
Canal de Nyhavn
Canal de Nyhavn
Nati <3 Will
Nati <3 Will

Após o almoço, fomos até a famosa Igreja de Mármore, com direito a uma pausa para uma oração de agradecimento e fotos do interior da igreja, e depois caminhamos para a Praça Amelienborg. Nessa praça fica a residência de inverno da família real dinamarquesa, e é formada por um conjunto de 4 palácios (confere o giro pela praça aqui).

No centro da praça, fica a estátua de Frederik V e mais ao fundo, depois do rio, podemos ver a Copenhagen Opera House.

 

Igreja de Mármore
Igreja de Mármore
Estátua de Frederik V
Estátua de Frederik V
Copenhagen Opera House by @willcarminato
Copenhagen Opera House by @willcarminato

Depoooooois – meu Deus, como a gente andou!! – passamos pela Praça Højbrom para conhecer o castelo de Christiansborg Slot, um lugar realmente impressionante! E no final do dia, passamos pela rua Strøget, outro ponto importante da cidade, onde ficam as lojas mais legais! 

Depois desse mega rolê, voltamos pro Hotel pra descansar um pouco. E à noite fomos jantar no Hard Rock Café da cidade, que fica lá na City Hall, e trouxemos mais um lindo copo para nossa coleção! 🙂

Praça Højbrom
Praça Højbrom
Christianborg Palace
Christianborg Palace
Christianborg Palace by @willcarminato
Christianborg Palace by @willcarminato
Rua Strøget
Rua Strøget
  • Dia 3

Reservamos o último dia para conhecer a fábrica de cerveja da Carlsberg (Carlsberg Museum). É claro que esse foi o melhor dia pro Will! Rs

Conhecemos a coleção de garrafas de cerveja deles, que é a maior do mundo, e depois visitamos as instalações da antiga fábrica.

No museu há uma sala com diversos registros históricos sobre a fábrica, sobre as famílias que construíram o negócio e sobre a importância da marca para a Dinamarca.

Na saída da fábrica, conhecemos os estábulos dos cavalos – tem passeio de charrete para entreter a criançada enquanto os pais enchem o caneco rsrs – e depois participamos de uma degustação de cervejas produzidas por eles \o/

Depois paramos na lojinha de souvenires deles que é cheia de coisas legais! Compramos touquinhas da Carlsberg e mais um copo pra nossa coleção. Almoçamos um hambúrguer bem gostoso no restaurante da fábrica, e logo fomos para o aeroporto, rumo a Berlin.

RESUMÃO

Foi uma viagem INCRÍVEL! Apesar de ser uma cidade um pouco cara, vale a pena cada dinheirinho investido. As pessoas são educadas e bem na delas, assim como aqui na Alemanha.

Como eu disse lá no início, a gente procurou um destino que não fosse tão prejudicado pelo inverno, e que desse pra conhecer em pouco tempo, mas no final, não teve jeito…

Algumas coisas ficaram de fora, tanto pelo inverno, quanto pela falta de disposição desse casal sedentário tempo:

  • Passar um dia todinho no Parque Tivoli *-*
  • Fazer um passeio de barco pelos canais da cidade que saem de Nyhavn
  • Visitar a Glyptoteca NY Carlsberg e Museu Nacional de Copenhagen
  • Subir na Rundetarn, que é a torre de observação mais antiga da cidade.
  • Subir na The Round Tower, que é um antigo observatório astronômico
  • Conhecer o bairro de Cristiniania, que é uma nação auto-proclamada independente, que sobrevive desde os anos 70 cercada de polêmicas. Parece que é tipo uma comunidade Hippie, bem interessante de se conhecer. 
  • Entrar no Museu da Libertação que fica na Fortaleza de Kastellet
  • Conhecer a Cervejaria Mikkeller que é super famosa por lá
  • Experimentar o tal do Smørrebrød, que é um prato típico, e o famoso Hot Dog Dinamarquês

Bom, pelo menos o roteiro de mais um futuro fim de semana em Copenhagen já está pronto, né? 🙂

Sobre a pegada Pet Friendly da cidade (conteúdo que eu sempre tento abordar aqui no Blog): vi muitos cachorrinhos pelas ruas com seus donos, mas os estabelecimentos, aparentemente, não permitem a entrada de pets.

E pra quem tá curioso para saber sobre o Wisky, dessa vez achamos melhor não levá-lo, pois além de ser uma 3ª Lua de Mel (mais que merecida), a gente já sabia que a pegada da viagem seria muito cansativa e desconfortável para ele. Então ele ficou hospedado na casa dos nossos amigo, pais da buldoguinha mais linda de Berlin, e também se divertiu muito! 🙂

E aí, quem topa ir pra Copenhagen com a gente de novo? 😉

Beijos

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2016, OBRIGADA POR TER SIDO UM ANO BOSTA

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O que mais temos visto nos últimos meses foram comentários negativos sobre o ano de 2016. E mesmo que pra você o ano tenha sido bom – ou não tão ruim assim – você há de concordar que, pra maioria das pessoas e para o mundo, de uma maneira geral, foi um ano muito ruim mesmo.

Lembro de ter lido alguns dados curiosos sobre o ano passado, que vão desde estatísticas até teorias exotéricas. Parece que em 2016 nós tivemos, pelo menos, uma grande tragédia por mês. Também lembro de ter lido – ou foi uma amiga doida que comentou? – que ele representou o fim de uma Era, de um ciclo para a humanidade, e por isso tantas coisas aconteceram.

Muita gente perdeu pessoas especiais. Não me recordo de ter notado, em nenhum ano anterior, tantas publicações de amigos falando que perderam seus pais, avós e outras pessoas queridas. Muita gente perdeu emprego, ficou desanimado, sem dinheiro. A política no Brasil, então? Palhaçada, vergonha. Isso sem falar nos relacionamentos amorosos. Eu digo que se seu relacionamento sobreviveu a 2016, acho que vocês não se separam nunca mais.

A coisa tava braba. Tempos difíceis. Que aninho filho-da-puta que foi você hein, 2016? 

A minha vida também não podia ficar de fora disso. Eu me mudei para a Alemanha com marido e meu cachorrinho, e você provavelmente vai dizer:  Nooooossa, Nati! Que chique morando na Europa! Que sorte a sua sair do país num momento desses. Vai reclamar do que, mulher? 

Eu não vou reclamar, mas tenho que admitir que foi muito difícil. Apesar de Berlin ser uma cidade muito bacana, de termos conhecido novos lugares e de termos feito novos amigos, nem tudo foi um mar de rosas, tão pouco nadamos do dinheiro, como a maioria das pessoas deve pensar.

Recomeçar a vida em um país diferente, dar um stop na carreira profissional e ficar longe da família foi muito foda pra mim. E pro meu marido se tornar o “único responsável” pela nossa família, sem ter muito suporte emocional de quem ele confia, e ainda ter que lidar com as rasteiras que a vida deu, foi muito complicado.

Tudo isso aconteceu no nosso segundo ano de casamento! Nós mal conseguimos nos ajustar direito e logo tivemos que refazer todos os planos. Nossos mundos, valores e expectativas conflitaram de tal maneira, que eu achei que a relação não resistiria. Dizem os mais experientes que casamento é isso mesmo. É passar por tempestades como essas… E sobreviver.

Mas o que eu quero registrar mesmo nesse post é que, apesar de tudo isso, tenho sentido uma coisa diferente em todas as pessoas. Se por um lado, 2016 trouxe tanta tristeza e frustração, os votos para que 2017 seja melhor foram mais verdadeiros que os anos anteriores. 

Em outras palavras, sinto que as pessoas estão mais dispostas a mudar, estão mais generosas e solidárias umas com as outras. Também sinto que finalmente as pessoas estão tirando seus planos do papel, cheias de vontade de realizá-los. Uma enorme necessidade de mudança, de sair da zona de conforto, de superar limites está no ar!

E isso é muito bom, não é? Dizem que o fundo do poço pode ser o melhor lugar do mundo, pois é dele que a gente tira força para nos impulsionar e sairmos de vez de uma má fase. Então só nos resta agradecer imensamente a 2016 por ele ter sido um ano bosta! \o/ Que ele nos sirva de adubo para que tudo que a gente planeja dê certo… e floresça!

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Você nunca vai transformar esse babaca em um cara legal

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Vai por mim, já estive no seu lugar. Sempre que um deles aparece, seja em uma série de TV ou na vida de uma amiga solteira, eu fico me perguntando o que diabos a gente vê nesse tipo de cara. Mulherengo, malandro, orgulhoso, machão, encrenqueiro, materialista, desrespeitoso e até mesmo um pouco grosseiro. Lindos, cheirosos e irresistíveis, infelizmente.

É o babaca que tem como principal missão quebrar o coração de toda mulher. E todas nós – arrisco dizer que sem exceção – tivemos ou teremos que passar por isso. Esse tipo de cara é quase como um ritual de passagem na sua vida amorosa, uma experiência obrigatória de se viver.

Não sei se é o jeito solto que eles tem de levar a vida, quase sempre sem nenhuma responsabilidade ou perspectiva. Ou se é a forma com que ele te convida pra conhecer o mundo amanhã, sem se preocupar com seu horário de entrar no trabalho, nem com nada que possa te prejudicar… “apenas pelo prazer de estar com você”.

Ou se é porque ele te dá um frio na barriga estranho, algo que você não sentia desde a época dos namorinhos de colégio. Ou se é pelo fato dele te despertar uma vontade enorme de jogar tudo pro alto e se aventurar também. Quando vocês estão juntos, tudo parece perfeito, mas depois que se despedem, ele dá aquela sumida despretensiosa, aparecendo séculos depois, com a maior cara lavada e a lábia mais convincente que você já ouviu.

Na frente dos outros, ele não te trata como alguém especial, mas basta surgir uma oportunidade, que ele te leva para um canto, e somente em particular, ele te faz um milhão de promessas vazias, que quase sempre soam ingenuamente como uma possível história de amor.

São tantos os motivos que a gente consegue elencar enquanto estamos apaixonadas, mas quando estamos de fora – ou quando olhamos para traz – os sinais de perigo ficam tão evidentes, né?

Sabe o que eu acho? Que todo esse desprendimento cria um efeito contrário. Ao invés de sair correndo quando vemos que é cilada, a gente começa a tentar concertar esse cara, na triste tentativa de fazer com que ele queira estar numa relação com você. E apesar da intenção ser muito boa, ela é completamente inútil.

Não importa o que você faça, nem o quanto você se mostre flexível e interessada no mundo dele. Não vai fazer a menor diferença ser compreensiva, tentar entender a sua história, sua origem, sua criação e todos os possíveis motivos que fizeram esse cara fugir de um relacionamento de verdade.

Não importa o tempo que você está disposta a esperar para que ele se encontre. Se esse cara é mesmo um perdido, sem pé no chão, sem foco, sem sonhos… Minha amiga, você sequer poderá exercer uma influência positiva sobre a vida dele.

Arrisco ainda dizer que ele vai ser capaz de pegar cada conselho seu, seja ele amoroso, profissional, ou até mesmo de saúde, e jogar no lixo de propósito. Só para provar que ele é livre pra fazer o que ele quer. Que você não é mãe dele, muito menos dona. Só para provar que você não significa nada.

Eu nem faço mais questão de entender o que se passa na cabeça deles. É tanto tempo e tanta energia que a gente gasta tentando desmitificar e interpretar cada atitude, que com o passar dos anos, você se cansa. Cansa de aturar, de lidar, de ouvir a respeito. Acho que nem sou mais tão boa para dar conselho, quando uma amiga começa a me descrever o novo crush e vejo que ele faz parte dessa categoria.

Bom, pelo menos agora consegui entender que esses caras são tipo catapora: gente tem uma vez na vida… pra nunca mais. E mesmo sabendo que estamos imune, não queremos passar nem perto de quem tá doente, né?

Você passa a enxergar a vida de outra forma e se sente preparada para qualquer coisa, depois de tudo que você sofreu. Se você sobrevive a um cara desses, você é capaz de passar por cima de qualquer outra decepção amorosa. Depois que você se cura, tem a impressão de que nada mais é capaz de te contaminar de novo.

Ele se torna a pior lembrança de tudo de ruim que você viveu relacionado ao amor, e partir daí, seu coração fica muito mais aberto para coisas boas. Digo por experiência própria, pois quando eu superei a minha história com um bad guy desses aí, e tava achando que amor não era coisa pra mim, eu me apaixonei por um verdadeiro exemplar do tipo cara legal, com quem hoje estou casada.

Alguém que já estava disposto a viver um relacionamento. Alguém que teve lá suas decepções amorosas também, e que talvez já tenha dado alguma mancada com outra garota, quando mais novo. Porque né… Quem nunca? E apesar de não ser perfeito, como a gente passa a vida toda imaginando, sempre se importou com o que eu sinto.

Você tem que tirar uma lição disso tudo, ficar mais exigente, e confiar que você merece estar em uma relação melhor, se é isso que você quer para sua vida. Agora se você vive essa experiência uma vez, e permite se envolver com esse tipo outra vez, aí você é burra mesmo, amiga. Sinto muito. Você nunca vai transformar um babaca em um cara legal.

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PASSO O DIA FORA DE CASA MAS QUERO TER UM CACHORRINHO – É possível conciliar a nossa rotina e os cuidados com um pet?

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Oi, gente!

Como vocês sabem, eu sou maluca por cachorros, e sempre que alguém me diz que quer adotar/comprar um petzinho, eu fico muito feliz e super incentivo! Mas como a maioria das pessoas passa parte do dia fora de casa, seja trabalhando, estudando, ou fazendo qualquer outra atividade, quase todo mundo se pergunta: é possível conciliar meus compromissos e atender todas as necessidades que um cãozinho demanda?

Esse assunto é muito delicado, pois cada pessoa tem um ponto de vista diferente sobre a relação entre humanos e cães.

Para muita gente, “lugar de cachorro é no quintal”, e mesmo proporcionando o básico que ele precisa e merece – alimentação de qualidade, água limpa e fresca, abrigo, segurança e cuidados veterinários – geralmente quem cria um animal dessa forma, acaba não se preocupando tanto com o tempo que ele passa sozinho e o vínculo afetivo é mais superficial.

Mas tem aquelas pessoas que acham que os animais são parte da família, fazem parte do nosso dia-a-dia e estão incluídos em todos os nossos planos. Essas pessoas são super apegadas aos pets, e sentem mais dificuldade em deixá-los sozinhos por muito tempo.

Eu faço parte deste time, e se você buscou esse tipo de conteúdo na internet, tenho certeza de que também faz! Então… esse post é pra você! <3

Cães fazem parte da família! <3
Cães fazem parte da família! <3

COMO OS CÃES ASSIMILAM O TEMPO?

Quem já teve cachorro sabe que eles não tem tanta noção de tempo quanto nós. Eles não conseguem mensurar ou sentir a diferença entre o tempo que a gente leva para dar um pulo na padaria e uma jornada completa de trabalho. Quando o dono volta para casa, a reação sempre será a mesma, independentemente se foram 15min ou 8h longe um do outro.

Também sabemos que, de uma maneira geral, os cães são super flexíveis, capazes a se adaptarem a nossa rotina, e se conseguimos fazê-los entender que “a gente vai sair, mas volta logo”, eles aprendem a nos esperar sem criar nenhum problema.

Para que o contrário não aconteça, é muito importante que você policie algumas atitudes. Apesar de serem capazes de nos entender e associar o que estamos dizendo, os cães são muito sensíveis e interpretam nossos sinais de uma maneira instintiva.

Ou seja: sabe aquela sofrência que você demonstra na hora da despedida, que pra você, é só demonstração de afeto e saudade? Pois é. O seu cão interpreta isso como fraqueza e insegurança, e com o tempo, pode se agravar e se transformar no que chamamos de ansiedade de separação. 

A despedida e o reencontro com o animal, assim como o período em que passam separados, devem ser momentos normais e habituais na relação de vocês. Aliás… Levar as situações com naturalidade é bacana pra qualquer tipo de relacionamento, não é mesmo?

http://brightwallpapers.com/
“Meu dono tá de saída? Ah, beleza né… Vou tirar uma sonequinha de 5 horas e daqui a pouco ele tá de volta pra gente brincar de novo.”

A NOSSA EXPERIÊNCIA COM O WISKY

Filhotes são muito curiosos, brincalhões e ficam entediados muito rápido. E é aí onde mora o perigo. Quando nós trouxemos o Wisky para casa, ele tinha 3 meses e passava muitas horas sozinho. No início, ele aprontou bastante: roeu os pés das cadeiras da sala de jantar, destruiu 3 caminhas e a caixa da árvore de Natal, fez muito xixi pela casa e até comia cocô. Esse começo foi duro, mas pesquisamos muito para saber lidar com a situação da melhor forma possível.

Não fazia muito sentido repreendê-lo pelo que ele tinha feito de errado durante o dia, pois quando não é pego no ato, existe a chance do cãozinho não entender o motivo da bronca e a associá-la de forma errada. Percebemos que era mais eficaz ensinar as coisas certas para ele quando estávamos em casa e recompensá-lo por isso. 

Se quando estamos juntos, mostramos o que é certo e o que é errado, o que aprovamos e o que não aprovamos, com o tempo, eles começam a agir do mesmo jeito quando não estamos por perto. (E ainda tem gente que critica quando nós dizemos que eles são praticamente como filhos, né?)

E então lá pelo 7º mês, as artes ficaram cada vez menos frequentes, e por volta de um aninho, ele já estava completamente adaptado as nosso horários e as nossas regras. Hoje em dia o Wisky está tão acostumado com a rotina que ele leva desde o comecinho, que passa praticamente o dia todo dormindo, só guardando energia para a hora da família, que é quando nós três estamos juntos à noite! <3

E posso dizer a verdade? Quase todos os cachorros que eu conheço, com o tempo, adotam hábitos parecidos. No final das contas, só depende de você ensinar pro seu cachorro qual é o ritmo da família e o que você espera dele.

Wisky com 4 meses, brincando com a garrafinha de macarrão, seu brinquedo favorito na infância! <3
Wisky com 4 meses, brincando com a garrafinha de macarrão, seu brinquedo favorito na infância! <3

SEJA FRANCO E QUESTIONE-SE: 

  • Quantas horas eu passo fora de casa? Um cachorrinho se encaixa nessa minha realidade?
  • Os outros moradores da casa estão de acordo com a chegada de um cão e dispostos a cooperar?
  • Estou disposto a dar muita atenção para ele quando chego em casa, e também durante meu tempo livre?
  • Estou disposto a acordar mais cedo todos os dias para dar um passeio com ele antes de sair pra trabalhar?
  • Eu vou conseguir vencer a preguiça e o cansaço após um dia de trabalho para brincar com ele quando chegar em casa?
  • Eu vou dedicar um tempo pesquisando formas de entreter o meu cão durante o tempo que ele fica sem mim?
  • Eu vou ter paciência caso ele destrua alguma coisa em casa, quando tudo ainda for uma novidade para ele?
  • Eu vou levá-lo para passear e conhecer lugares diferentes aos fins de semana?
  • Eu tenho alguém de confiança com quem deixá-lo, caso eu precise me ausentar por muito tempo, ou queira viajar no fim de semana?
  • Meu cachorro será uma prioridade para mim, assim como minhas outras responsabilidades?

Leia também: Cuidados, rotina e comportamento – TUDO que você precisa saber antes de ter um cachorro

Se você respondeu NÃO para alguma dessas respostas, acho que você não está preparado/apto para ter um cão, ou precisa de mais algum tempo para amadurecer a ideia =/

Mas se você respondeu SIM para tudo isso, está confiante de que consegue se organizar e se dedicar, dentro do contexto do questionário acima, e sobretudo, pode dar amor e uma vida digna para ele… VAI EM FRENTE! 🙂

Tenho certeza de que para qualquer cãozinho, vale muito mais a pena viver em uma casa segura, quentinha e feliz, ser alimentado, bem cuidado e amado por alguém bacana, do que passar a vida num abrigo, nas ruas, ou com pessoas que não sabem lhe dar o devido valor.

Um cachorro dá muito mais importância para o tempo que vocês passam juntos do que para o tempo que ele passa sem você. E assim como em todas as relações saudáveis e verdadeiras, a distância se torna quase insignificante quando o tempo que passamos juntos tem qualidade e muito amor!

É isso! Espero ter ajudado! 🙂

Beijos <3

 

 

Dedico esse post ao meu cachorrinho Tunico que está me esperando voltar pro Brasil, como sempre me esperou voltar pra casa no final do dia… “Nico, a Tata já volta, tá bom? Me espera…”

I’ll love you for a thousand more… ❤🐶🙏 #Nico #myfirstlove #puppy #family #dogsis

Um vídeo publicado por Nati Laurindo (@natilaurindo) em

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OUTONO EM BERLIN

Levei pra casa!

 

Oi, pessoal!

Hoje é dia falar sobre a estação do ano mais incrível pra mim: o Outono!

A principal característica dessa estação é a mudança de cor das folhagens, que devido a falta de luz e calor, não conseguem sintetizar a clorofila – pigmento responsável pelo verde das folhas – ficando mais alaranjadas, vermelhas, roxas, marrons ou amarelas. E como elas precisam economizar nutrientes para o inverno que se aproxima, as plantas dão uma pausa do crescimento, e as folhas começam a cair.

Eu nasci no mês de abril, quando estamos nessa estação no Brasil, e esse período sempre me traz boas lembranças. O problema é que essa parada de estação do ano é bem confusa por lá/aí, né? Tem semana que faz frio, chove, depois faz calor, cai granizo, cai o mundo, e tudo mais que puder acontecer. Tenho a impressão que São Paulo é ainda mais maluca.

Depois de nove meses morando aqui em Berlin, deu pra notar que pra essas bandas, a coisa é bem diferente. As estações do ano são muito definidas, e quando elas mudam, você também já pode se preparar para mudar o seu estilo de vida, seus hábitos e seus horários.

Quando o frio chega, já pode aposentar as roupas de calor, desenterrar os cobertores e preparar um chocolate quente. Enquanto estamos nas estações frias, não tem nem um diazinho de exceção, e vice e versa.

Lembro exatamente do último dia de verão que nós tivemos aqui este ano. Foi no dia 16 de setembro, uma sexta feira de passeio na Alexanderplatz, com direito a um pulo na Hofbrau para comemorar boas notícias no fim do dia e uma checada no AccuWeather para saber como seria o fim de semana.

Estávamos planejando conhecer Potsdam, uma cidade aqui da Alemanha, mas a chuva melou nossos planos. Daí a gente começou a ver que os dias seguintes seriam todos assim, de tempo fechado. O verão se despediu da gente, mas não me deixou saudades. Estou cada dia mais apaixonada pelo Outono! <3

A família do meu marido passou uns dias aqui com a gente, justamente no período em que as folhagens começaram a mudar de cor. A cidade estava linda e eu não conseguia parar de tirar todo de tudo!

Acho que esse é uma ótima temporada para quem tá pensando em visitar Berlin, ou qualquer outro país aqui da região. Apesar de já estar frio – a temperatura fica entre 7º e 12º – a gente não precisa usar agasalhos tão pesados, e os passeios são mais agradáveis.

Engraçado como eu sonhei a vida inteira em passar um outono em algum lugar em que essa estação fosse tipicamente bonita desse jeito. Quase sempre minha proteção de tela era alguma paisagem de outono, e eu nem preciso falar aqui qual era a minha capa preferida do CD As 4 estações de Sandy & Junior, né?

Essas são as fotos que tirei dos primeiros dias de Outono por aqui! Também tenho a impressão de que hoje pode ter sido um dos últimos domingos mais agradáveis, com menos vento e temperatura mais amena, antes do tempo começar a fechar de vez.

Ich liebe Herbst Berlin! <3

 

 

 

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Diário do Wisky: 3 dias em Praga! A primeira viagem de trem, os rolês petfriendly pela cidade e os prós e contras de viajar com seu pet

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Oi, CÃObadinha linda!

Ando meio sumido do Blog da mamãe, não é mesmo? É que nos últimos dias nós recebemos um pessoal da nossa família aqui em casa, e como eu estava bem ocupado roubando meia de todo mundo interagindo com todos, e curtindo várias coisas bacanas com eles, acabei dando uma sumida até mesmo do meu Instagram.

Mas mesmo com tudo meio corrido, mamãe e eu demos um jeito de contar pra vocês como foram esses últimos dias, mas principalmente, os que foram mais legais pra nós: os três dias que passamos em Praga! Essa cidade é a capital da República Tcheca e é conhecida por ser um dos mais bonitos antigos centros urbanos aqui na Europa.

A gente não sabia que esse lugar era tão incrível, galerinha! E temos que admitir que não pesquisamos tanto assim antes de fechar essa viagem. Escolhemos a cidade por ser bem próximo aqui de Berlin (4h de distância), e também pelo bom custo benefício de tudo. Mas foi um dos lugares mais bonitos em que eu já estive, e eu não vejo a hora de poder voltar lá para explorar ainda mais a cidade!

Wisky na Ponte Carlos (Charles Bridge/Karlův most))
Wisky na Ponte Carlos (Charles Bridge/Karlův most))
  • A viagem de trem, documentação exigida e hospedagem Petfriendly

Nós pegamos um trem na estação Hauptbahnhof. A DB, companhia responsável pelos trens que fazem esse trajeto Berlin-Praga, informa nesse link que é permitido levar animais durante a viagem. O transporte de animais de porte pequeno, como eu, é gratuito, e o pet deve viajar em bolsas especiais, que também já tenho. Se o cachorro é grandão, e precisa ser levado na coleira, o dono precisa adquirir a passagem dele, que geralmente tem o custo de uma passagem infantil.

Se você está pensando em levar o seu cachorrinho com você para algum outro lugar aqui na Europa, é importante que você cheque se a companhia responsável pelo trajeto também aceita animais, como é o caso da DB. Além disso, certifique-se se há não restrições ou recomendações para a caixa de transporte, exigência de fucinheira, ou se a viagem com pets deve ser feita obrigatoriamente no período noturno, como chegamos a pesquisar.

Como eu sou um cara viajado – hehehe – já tenho a bolsinha em que eu viajo de avião, e meus pais me colocaram no assoalho do trem, bem pertinho deles. Nós ocupamos uma cabine inteira do trem, que acabou sendo muito bacana, pois eu pude ficar bem à vontade com a família, sem precisar ficar o tempo todo dentro da bolsa, como é quando viajo de avião.

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Família viajando! E eu tava ali dentro da bolsinha!

Em alguns momentos da viagem, os tiozinhos do trem passam para checar as passagens – isso por conta das paradas que o trem faz e, consequentemente, a entrada de novos passageirosmas em nenhum desses momentos foi pedido meu Petpassaport. Só porque eu estava me achando super chique por poder apresentá-lo pela primeira vez… Hahaha mas na realidade, a gente já percebeu que por aqui o pessoal não liga muito pra cachorro não.

Ah, e por falar em documento, para viajar pelos países que fazem parte da UE, o pet precisa ter um Petpassport, como eu já contei pra vocês aqui nesse post. Por via das dúvidas, mamãe levou minha documentação todinha: carteirinha de vacina, sorologia e comprovante do microchip.

Vale deixar claro que cada país tem suas exigências em relação a entrada e saída de animais, aumiguinhos. É muuuuito importante que vocês pesquisem o que é preciso providenciar para poder viajar com seu cachorrinho. Nesse link aqui você pode acompanhar todos os posts que eu e a mamãe fizemos sobre esse assunto aqui no Blog, contando a nossa mudança do Brasil pra Berlin, a viagem de férias no Brasil e muito mais!

Partiu, Praga!
Partiu, Praga!
  • A hospedagem, os passeios e a rotina do cão durante a viagem

Sobre a hospedagem, o apartamento que alugamos pelo Airbnb aceitava cachorros! Bastou selecionar a opção “permitido animais” no filtro da pesquisa e escolher a melhor opções. Nós ficamos nesse apê aqui, que além de seraconchegante e muito bem decorado, fica pertinho do centro de Praga.

Assim que chegamos na cidade, o pessoal parou pra almoçar em uma lanchonete que me deixou entrar. Fiquei lá secando o Kebab que a mamãe pediu, enquanto ela só me dava uns grãozinhos de ração. Ah, e por falar em comida,mamãe levou comidinhas industrializadas para esses 3 dias. Eu sigo alimentação natural e caseira quando estou dentro da minha rotina normal, mas como passamos muito tempo fora do apê, foi mais prático para a mamãe fazer desse jeito.

Eu aceitei super bem, porque não dou trabalho nenhum para comer. Depois disso, fomos para o apê alugado, brinquei um pouco e reconheci todo lugar. Mamãe me explicou onde ia ficar meu tapetinho, caso eu quisesse fazer xixi ou cocô, pra eu não me confundir. Depois colocou a minha água e meu potinho de comida na cozinha. Eu entendi tudo direitinho, não fiz xixi errado e não dei trabalho.

Na primeira noite eu acabei ficando sozinho 🙁 porque estava chovendo muito e fazendo frio. Nessa hora todo mundo ficou triste, e eu com um pouco de medo, mas eles não demoraram muito dessa vez.

No dia seguinte eu fui junto com todo mundo e conheci todos os pontos turístico da cidade com eles! As únicas coisas que eu não pude fazer foram entrar na Catedral Gótica de São Vito, nos museus de cera e na Chocolateria de lá. Mas como os principais passeios e pontos para conhecer em Praga são visitações externas e apreciação de monumentos, eu aproveitei bastante!

Querendo provar o trdelník que a mamãe tava comendo!
Querendo provar o trdelník que a mamãe tava comendo!
Papai e eu, felizes turistando! <3
Papai e eu, felizes turistando! <3
Passeando depois do almoço no Alforno Focacceria Italiana, restaurante Petfriendly! <3
Passeando depois do almoço no Alforno Focacceria Italiana, restaurante Petfriendly! <3
Descansando depois de um dia de passeio!
Descansando depois de um dia de passeio!

 

Prós:

  • É muito bacana ter seu bichinho com você em momentos felizes assim! Além da gente ficar curioso, cheirando cada cantinho e fazendo novos amigos, mamãe se divertiu tirando várias fotos minhas!
  • Animais aproximam e encantam as pessoas! Muita gente tirava foto minha e fazia várias perguntas pros meus pais sobre mim… Até porque, não é todo dia que a gente vê um shih tzu ruivinho vestido de sapo, andando pelas ruas de Praga, não é mesmo?
  • Meus papais não ficam tristes nem preocupados por me deixarem na casa de alguém. Mesmo que sejam pessoas bacanas e de confiança, sempre bate uma saudadinha nos nossos corações, não é?
Família! <3
Família! <3

 

Contras

  • Os pets não são aceitos em todos lugares, então, quase sempre meus pais tinham que revesar para entrar em algumas lojas, ou mesmo conhecer alguma atração, e isso é meio chato pois eles não fazem as coisas juntos, né.
  • Algumas situações são estressantes para o animalzinho, como por exemplo, quando começou a chover e eu me molhei um pouquinho, mesmo dentro da bolsinha que compraram pra mim.
  • Meus pais ficaram preocupados comigo, pois eu tremi de frio em alguns momentos, não quis comer durante todo passeio, e também bebi pouca água. Era muita novidade né, pessoal? Eu estava agitado e curioso.
E na hora do chuva, como faz? hahaha
E na hora do chuva, como faz? hahaha

 

Bom, para resumir… A programação de uma viagem com um pet é bem diferente, e deve sempre priorizar o bem estar e a segurança dele. Se o lugar for tranquilo, e o corações dos donos, cheio de amor, viajar com seu animalzinho é muito bacana!

Lambeijinhos para todos!

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